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Guerra traduzida na Rádio Observador. Estamos com a jornalista Laura Figueiredo a olhar para o outro lado do conflito, agora para os destaques da imprensa russa. A Rússia que está a executar manobras militares nucleares sob o olhar atento de Vladimir Putin. Laura.
O presidente russo liderou hoje manobras militares terrestres, marítimas e aéreas de forças nucleares. É o que avança a agência russa TASS, que cita Vladimir Putin. Enquanto comunicava com militares do Kremlin, o presidente russo afirmou que decorreu hoje um exercício de gestão de forças nucleares estratégicas programado, tal como o ministro da Defesa tinha já informado. Putin ordenou o início das manobras na presença do ministro e também do chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas russas. Mais tarde, no vídeo publicado na página do Kremlin no Telegram, o presidente russo explicou que os exercícios sobre a utilização de forças nucleares são apenas de rotina.
Laura, bombardeiros russos de longo alcance fizeram um voo programado sob águas neutras do Mar Báltico.
Uma informação avançada pela RIA Novosti, que cita um comunicado do Ministério da Defesa da Rússia. De acordo com o ministério, as aeronaves foram acompanhadas por caças de países estrangeiros em alguns pontos da viagem. O gabinete explica ainda que as tripulações da aviação de longo alcance realizam voos regulares sobre as águas neutras do Ártico, do Atlântico Norte, do Pacífico, do Mar Báltico e também do Mar Negro. Na nota, lê-se também que os voos dos bombardeiros garantem sempre a estrita conformidade com as regras internacionais de utilização do espaço aéreo.
Ainda em destaque na imprensa russa, o acesso ao WhatsApp e ao Telegram está restrito em 34 regiões do país.
De acordo com o Moscow Times, o acesso a estas duas aplicações foi restrito em cerca de 40% das regiões da Rússia. Uma das principais empresas de comunicação russa diz que estão a aumentar cada vez mais as queixas sobre instabilidade do WhatsApp e do Telegram, e relata que 34 regiões já perderam a capacidade não só de fazer chamadas, mas também de trocar mensagens. Desde agosto que o Serviço Federal de Supervisão das Comunicações, Tecnologias de Informação e Mídia da Rússia tem vindo a restringir o acesso às duas aplicações. A justificação deste órgão estatal é que o WhatsApp e o Telegram são usados para atividades criminosas, bem como para recrutar russos para sabotagem e atividades terroristas.
Laura, é oficial: Vladimir Putin não vai participar na Cimeira do G20 na África do Sul.
No entanto, o porta-voz do Kremlin garante que Moscovo vai estar representado ao mais alto nível. É o que avança a agência de notícias TASS, que cita Dmitry Peskov. O porta-voz russo revelou que Putin não vai participar pessoalmente no encontro, que acontece nos dias 22 e 23 de novembro em Joanesburgo, na África do Sul, e disse também que oportunamente dirá quem vai integrar a delegação russa. De acordo com o porta-voz do presidente sul-africano, esta cimeira vai abordar, entre outros temas, a crise na Ucrânia.
É o ponto final na guerra traduzida desta quarta-feira, dia 22 de outubro. Um trabalho da jornalista Laura Figueiredo. Amanhã, há nova revista de imprensa para ouvir sobre os dois países em conflito.