Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Começa agora mais um episódio de Guerra Traduzida, edição especial Guerra no Irão, com a jornalista Laura Figueiredo. O conflito está a subir de tom. Donald Trump ameaça explodir o maior campo de gás do mundo, controlado pelo Irão e Catar.
É a resposta do presidente dos Estados Unidos depois de mais uma noite de troca de ataques no Oriente Médio. É uma notícia que está em destaque em toda a imprensa internacional. A tensão escalou quando Israel atacou o campo de gás natural de South Pars, o que desencadeou uma reação imediata por parte de Teerão, que respondeu com ataques às infraestruturas energéticas do Catar e dos Emirados Árabes Unidos. E foi aqui que entrou Donald Trump pra dizer que desconhecia os planos israelitas para atacar o maior campo de gás do mundo e para intimidar o Irão a parar com os ataques ao Catar. Garantiu também que Israel não voltará a atacar South Pars, desde que o Irão não volte a atacar países inocentes. Foi a expressão utilizada por Donald Trump numa publicação na Truth Social.
Também a Arábia Saudita ameaça o Irão com ações militares caso Teerão não pare os ataques contra países vizinhos.
É um aviso do ministro dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita. De acordo com o Haaretz, o ministro saudita avisou que o país não vai ceder à pressão e que a pouca confiança que existia antes foi agora totalmente destruída. O governante diz ainda que a paciência que demonstram não é ilimitada e que a escalada do Irão vai ter uma resposta na mesma proporção, seja a nível político ou noutros. São declarações do ministro saudita depois de uma reunião com os homólogos dos países do Golfo e Árabes. O encontro, que aconteceu em Riade, juntou 12 países. No final, os ministros emitiram um comunicado conjunto no qual denunciaram o uso deliberado de mísseis balísticos e drones contra áreas residenciais e infraestruturas civis.
E Laura, perante a escalada do conflito, o Irão pede vigilância e coordenação aos países da região.
Um pedido feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, que caracteriza a situação atual como fruto das ações destabilizadoras e em escalada dos Estados Unidos e de Israel. De acordo com o Times of Israel, Abbas Araqchi fez estas declarações em conversas telefônicas separadas com homólogos da Turquia, do Egito e do Paquistão. O chefe da diplomacia do Irão afirmou também que os recentes ataques dos Estados Unidos e de Israel contra a infraestrutura iraniana visam aumentar as tensões e avisa que o Irão não vai poupar esforços para defender a soberania e a segurança do país.
Vamos agora até aos Estados Unidos. Foram detectados drones sobre a base militar onde vivem o secretário de Estado e o secretário da Defesa norte-americanos.
As autoridades dos Estados Unidos detectaram drones não identificados a sobrevoar a base militar de Washington DC. É o que revela o Washington Post, que cita três pessoas familiarizadas com o assunto. De acordo com essas mesmas fontes, as autoridades ainda não determinaram a origem dos drones. Os drones sobrevoaram o Fort Lesley McNair, na zona sul de Washington DC, numa única noite nos últimos 10 dias. Estes avistamentos desencadearam um aumento das medidas de segurança e também a convocação de uma reunião na Casa Branca para discutir como responder à situação.
Entretanto, o Pentágono quer uma verba de €200.000 milhões para financiar a guerra no Irão.
Uma informação avançada por um alto funcionário do governo ao Washington Post. Para já, ainda não é claro quando é que a administração Trump vai pedir autorização ao Congresso para esta despesa. O mesmo funcionário da Casa Branca não acredita, no entanto, que a despesa seja aprovada, dada a forte oposição do Partido Democrata. Para ser aprovada no Senado, a proposta precisaria de 60 votos favoráveis, mais do que a curta maioria que os republicanos detêm na Câmara Alta. De acordo com três fontes familiarizadas com o tema, o pedido do Pentágono destina-se a aumentar a produção dos meios militares que têm sido utilizados nos ataques a alvos iranianos nas últimas três semanas. Só na primeira semana de guerra no Irão, os custos para os Estados Unidos ultrapassaram os €11.000 milhões.
O Parlamento iraniano está hoje a debater taxas para a passagem de navios no Estreito de Ormuz.
Uma informação divulgada pela agência de notícias iraniana ISNA. Ora, a agência cita uma deputada que admite que o Parlamento está a trabalhar num plano segundo o qual os países vão ter de pagar taxas e impostos à República Islâmica para que o Estreito de Ormuz seja usado como via navegável segura. Por aquela passagem marítima, passa uma parte muito significativa das exportações energéticas dos países do Golfo Pérsico, mas também constitui uma rota essencial de cadeias de abastecimento alimentares e industriais. Os Estados Unidos e os aliados têm estudado opções militares para garantir a segurança no estreito de Ormuz.
Também hoje o Conselho Europeu está reunido em Bruxelas para tentar dar uma resposta aos elevados preços da energia na sequência deste conflito.
É o primeiro encontro presencial de alto nível desde o início dos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irão. Em Bruxelas estão hoje os líderes dos 27 Estados da União Europeia. À entrada, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, voltou a apelar a uma resposta firme por parte do bloco comunitário.
"We are facing challenging times on energy, and we need to address this."
António Costa aqui a falar num momento desafiante, defende a produção interna de energia. Entre as opções em discussão, hoje estão a redução de impostos e encargos nas faturas de energia, a criação de apoios aos consumidores mais vulneráveis e às indústrias intensivas e também, a longo prazo, a alteração do mercado europeu de carbono. Também o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, foi convidado para este encontro.
Isto numa altura em que o preço do combustível continua a aumentar. Um barril de petróleo Brent está agora perto dos 120 dólares.
Disparou mais de 10% por volta das 10h, hora de Lisboa. Isto, de acordo com os dados da Bloomberg, são efeitos diretos do conflito no Oriente Médio.
Fica por aqui mais um episódio da Guerra Traduzida da Rádio Observador, edição especial dedicada à guerra no Irão, hoje com a jornalista Laura Figueiredo. Estamos de regresso amanhã.