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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Trazemos todos os dias os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana. Hoje com a Diana Rosa. Diana, boa noite.

Olá, João, boa noite.

Vais começar pelos jornais da Rússia. Viktor Orbán espera que a Hungria consiga ficar isenta das sanções norte-americanas contra a Rússia.

O primeiro-ministro húngaro diz que todas as negociações diplomáticas são difíceis, mas espera precisamente conversações amistosas e fáceis. Em causa as empresas de petróleo e gás que Budapeste quer continuar a importar da Rússia. Vai, por isso, amanhã tentar convencer Donald Trump disso mesmo. Viktor Orbán garante que conhece o suficiente do presidente norte-americano para saber que, apesar dos riscos, não é impossível chegar a um acordo. A expectativa da Hungria é elevada. Viktor Orbán garante que sem o combustível da Rússia, o país não consegue suprir as necessidades de petróleo e de gás. Diz que a economia húngara e 90% das famílias vão ser salvas com uma eventual isenção, caso contrário, vão enfrentar tempos difíceis. É uma notícia da "TASS".

E Diana, na Rússia, em Belgorod, duas pessoas ficaram feridas na sequência de um ataque ucraniano.

São dois civis, é o que adianta o governador da região. Dois estabelecimentos comerciais na vila de Chervona Dibrova foram atacados por um drone. Um funcionário de uma das empresas ficou ferido, foi assistido num hospital local. No entanto, não houve necessidade de internamento. Um habitante da região também procurou atendimento no hospital depois do ataque. Foi internado com traumatismos. O governador acrescenta que durante o ataque ucraniano, os vidros do edifício da Câmara, três carros e dois caminhões foram danificados.

E Diana, o FSB prendeu um homem em Moscovo, suspeito de traição, isto por causa de um suposto contacto com a NATO.

Informação avançada pelo próprio Serviço Federal de Segurança da Rússia. Este homem, precisamente de origem russa, é suspeito de compartilhar dados pessoais de membros da oposição com o Serviço de Informações de um país membro da Aliança Atlântica. O homem de 37 anos, não identificado, terá iniciado um contacto com um espião estrangeiro para passar informações pessoais com o objetivo de recrutar cidadãos russos para uma cooperação secreta. Um vídeo do FSB divulgado por agências de notícias estatais russas mostrou agentes a prender o suspeito de forma violenta. Mostra também agentes com cara tapada a revistar a casa deste homem. Durante o interrogatório, o suspeito alegou ter conhecido uma mulher que, segundo ele, lhe ofereceu cooperação em troca da oportunidade de sair da Rússia. Um tribunal de Moscovo decretou-lhe prisão preventiva. Pode ser condenado a pena perpétua se for considerado culpado. O FSB não apresentou provas para sustentar as alegações, mas advertiu que a cooperação com governos estrangeiros é para punir. Uma notícia do "Izvestia".

E de Moscovo vamos para São Petersburgo, onde as autoridades apreenderam instrumentos musicais como forma de repressão à música de rua.

Foram realizadas uma série de buscas a artistas de rua, emitidas dezenas de notificações e confiscados instrumentos depois de os membros da banda StopTime terem sido detidos. E foram detidos por quê, João? Porque tocaram e cantaram covers de bandas estrangeiras. O Comitê de Assuntos Jurídicos da Cidade, órgão municipal responsável pela supervisão da ordem pública e das normas locais, afirmou ter realizado operações conjuntas com a polícia como parte de medidas de rotina. A operação teve como objetivo identificar e impedir violações das regras para organização e realização de apresentações. Como medida preventiva, diz o comitê, as ferramentas e os objetos utilizados em infrações administrativas foram apreendidos. Falamos de guitarras, amplificadores e equipamentos de som. As autoridades elaboraram 23 protocolos com base numa lei municipal que regulamenta as apresentações públicas e os níveis de ruído. O regulamento exige autorização prévia para música de rua ou manifestações em áreas com grande concentração de pessoas.

E Diana, voltamos já a seguir para saber o que conta a imprensa ucraniana.