Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Começa mais um episódio da "Guerra Traduzida" para acompanhar o conflito no Irão. Passamos agora em revista os destaques da imprensa do Médio Oriente e também dos Estados Unidos. A edição de hoje é com o jornalista João Lourenço. Boa tarde, João.

Boa tarde, Miguel.

Começamos este episódio com o relato de mais de uma onda de ataques entre Estados Unidos e Irão. As forças iranianas dizem ter atingido bases norte-americanas.

De acordo com a agência estatal Tasnim, a Guarda Revolucionária revela que atingiu infraestruturas dos Estados Unidos localizadas no Koweit, no Bahrein e também na Síria. Destaque para um dos alvos dos bombardeamentos, o Centro de Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos em Al-Tafan, na Síria. A agência de notícias Fars cita também um comunicado dos militares iranianos. Referem que vão continuar vigilantes e firmes contra qualquer pressão ou ameaça. A Guarda Revolucionária assegura ainda que o Irão mantém controle total sobre o estreito de Ormuz. Avisa que não vai permitir a exportação de petróleo ou gás através daquela rota estratégica enquanto continuarem os ataques norte-americanos.

E estes últimos ataques do Irão já provocaram ferimentos a uma criança no Catar.

A Al Jazeera revela que os ferimentos foram causados por uma queda de destroços resultantes da interceção de um míssil iraniano. Durante a madrugada, várias explosões foram ouvidas na capital catari, a cidade de Doha. O Ministério da Defesa confirmou ainda que os sistemas de defesa aéreos interceptaram um ataque com mísseis proveniente do Irão. A Al Jazeera acrescenta ainda que as populações foram alertadas para o ataque através de um alerta de segurança enviado para os telemóveis.

João, depois da ofensiva iraniana desta madrugada, vamos falar também dos ataques dos Estados Unidos.

Através da rede social X, o Comando Central dos Estados Unidos revela que a operação utilizou aviões de combate, drones e navios de guerra. Entre os alvos definidos estavam sistemas de vigilância costeira, posições de defesa aérea e também infraestruturas logísticas militares. Os meios de comunicação estatais iranianos avançam que pelo menos oito pessoas morreram na sequência dos ataques norte-americanos. Destacam as ofensivas contra pontos na cidade portuária de Bandar Khamir, no sul do Irão.

E o vice-presidente dos Estados Unidos garante que Jared Kushner e Steve Witkoff, os enviados especiais de Trump para o Médio Oriente, não lucraram com as negociações de paz com o Irão.

A recusa de J.D. Vance surge depois do site Drop Site News noticiar que o Irão terá enviado uma mensagem a Vance durante as negociações realizadas na Suíça. As autoridades iranianas acusam os enviados norte-americanos, Kushner e Witkoff, de abusarem da posição como negociadores. Através da rede social X, o número dois da administração Trump classificou as acusações como completamente falsas e descreveu Kushner e Witkoff como membros de confiança da equipe do presidente. Reitera que nunca recebeu essa mensagem por parte das autoridades de Irão e deixa elogios ao trabalho dos responsáveis norte-americanos pelas negociações de paz no Médio Oriente.

Entretanto, João, voltamos aos ataques, até porque o governo do Koweit denuncia danos provocados por bombardeamentos iranianos.

E a Al Jazeera cita o Ministério da Eletricidade, da Água e das Energias Renováveis do país, que revela que a ofensiva iraniana causou estragos numa das centrais de produção de eletricidade e de dessalinização da água. A agência de notícias informa que as equipas de resposta conseguiram controlar o incêndio e refere também que continuam equipas a trabalhar para reparar e restabelecer o funcionamento das unidades afetadas. Perante os danos causados, o Ministério do Koweit apelou aos cidadãos e residentes para racionarem o consumo de eletricidade.

E as autoridades iranianas também avisam a população para precisamente reduzirem o consumo de eletricidade no país.

Através de um comunicado divulgado pelo Ministério da Energia e citado pela Al Jazeera, que diz que a rede elétrica iraniana está na sequência dos ataques dos Estados Unidos às infraestruturas energéticas. Este aviso torna-se mais efetivo no sul do país. As autoridades de Teerão dizem que esta zona está atualmente a enfrentar um calor extremo e ataques às infraestruturas. Apesar do aviso, o Ministério da Energia iraniano não refere se o alvo dos ataques visou as centrais elétricas, linhas de transmissão ou até mesmo outros equipamentos.

E houve um petroleiro, João, que foi atingido ao largo da costa de Omã.

Citado pela Sky News, a agência britânica United Kingdom Maritime Trade Operations informa que a embarcação foi atingida por um projétil de origem desconhecida. Navegava a cerca de 19 milhas náuticas, ou seja, 35 quilômetros a leste de Kashab, na costa de Omã. A agência britânica revela que toda a tripulação está em segurança e que o incidente não provocou qualquer impacto ambiental. Neste momento, as circunstâncias do ataque já estão a ser investigadas.

Com todos estes ataques, João, no estreito de Ormuz, o tráfego caiu para o nível mais baixo desde maio.

E é também a Sky News a analisar os dados de rastreamento da passagem marítima. Afirma que apenas ontem três embarcações de transporte de mercadorias cruzaram o estreito. O navio-tanque Miran, autorizado a transportar óleo combustível, e o Norita, uma pequena embarcação que transportava gás liquefeito de petróleo, saíram do estreito pela rota iraniana, mas pararam no Golfo de Omã. Já o Aronlia, um navio-tanque de abastecimento usado para reabastecer embarcações no mar, deu volta atrás, quase como meia-volta, e retornou ao Golfo horas depois de ter saído. É o menor número de passagens de embarcações dos últimos três meses.

E assim damos o ponto final neste episódio da "Guerra Traduzida" do Irão, hoje com o João Lourenço. Voltamos pra semana com mais destaques do conflito no Médio Oriente.