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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana com a jornalista Diana Rosa. Diana, começamos com a imprensa da Rússia. Dmitry Peskov diz que vai haver em breve uma nova ronda de negociações com a Ucrânia.
O porta-voz do Kremlin foi citado pela agência RIA. Se ainda ontem Steve Witkoff, enviado norte-americano, afirmou que as equipas das negociações concordaram em apresentar um relatório sobre os resultados destas conversas, por forma a dar continuidade ao diálogo nas próximas semanas. As últimas reuniões decorreram à porta fechada, envolveram representantes da Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, quarta e quinta-feira. A primeira ronda foi há duas semanas para o Kremlin. É certo que nos próximos dias haverá uma terceira e reforça a discussão positiva sobre o conflito.
Já o ministro russo dos Negócios Estrangeiros diz que está em contacto confidencial com vários líderes europeus para discutir o fim do conflito na Ucrânia.
É o que adianta Sergey Lavrov numa entrevista à RT. Depois de Emmanuel Macron ter feito saber que quer falar com Putin por telefone, agora esta afirmação da diplomacia russa. Lavrov diz que há alguns líderes europeus que telefonam para a Rússia e pedem que estas conversas se mantenham confidenciais. Alguns até vão a Moscovo, diz o chefe da diplomacia russa, e assim mantêm contacto. Lavrov acrescentou que as declarações feitas pelos líderes europeus durante este contacto privado e confidencial não diferem do que dizem publicamente, pelo menos assume isso mesmo. Os apelos são os mesmos, acabar com o conflito na Ucrânia com ações mais concretas.
Diana, um militar russo de alta patente foi hospitalizado depois de ter sido baleado em Moscovo. A Rússia abriu uma investigação por tentativa de homicídio.
Vladimir Alexeyev, um general das secretas russas, foi ferido a tiro nos arredores de Moscovo esta manhã, noticiou a agência TASS, que cita a Comissão de Investigação da Rússia. Uma pessoa não identificada disparou vários tiros contra o general antes de fugir, acrescentou a mesma fonte, sublinhando que a vítima foi levada para um dos hospitais da cidade. Foi aberta uma investigação por tentativa de homicídio e tráfico de armas de fogo contra o autor dos disparos. O oficial de 74 anos é vice-chefe da Direção Principal do Estado-Maior das Forças Armadas, participou em operações secretas na Síria, onde a Rússia interveio militarmente em 2015 para apoiar o regime de Bashar al-Assad. Em 2023, este general participou também nas negociações com o líder do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, durante a rebelião contra a Rússia.
Fica por aqui a primeira parte da "Guerra Traduzida". Voltamos já a seguir com a imprensa ucraniana.