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Mais um episódio de Guerra Traduzida. Vamos agora olhar para os destaques da imprensa da Rússia sobre o dia 671 da invasão. É um trabalho do jornalista Rui Casanova, com a colaboração de Larissa Tovmazian. E em destaque, Rui, a Rússia alega que conseguiu parar a contraofensiva da Ucrânia.
Um anúncio feito pelo ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu afirma que o exército russo conseguiu cumprir aquilo que descreve como a principal tarefa das Forças Estratégicas de Defesa em 2023, ou seja, interromper a contraofensiva ucraniana. Aqui em declarações citadas pela agência russa TASS, Sergei Shoigu destaca a criação de um sistema eficaz de linhas de defesa e também a eficiência do equipamento militar russo como fatores decisivos para que fosse possível à Rússia alcançar estes objetivos. Nestas declarações, o ministro da Defesa da Rússia diz também que para o sucesso deste objetivo contribuíram aquilo que descreve como ações hábeis e decisivas dos militares russos que estão a defender o país contra a Rússia. De resto, até o momento, a Ucrânia ainda não reagiu de forma oficial a esta alegação da Rússia de que terá conseguido parar a contraofensiva ucraniana. Certo é que é um assunto em destaque a esta hora na imprensa estatal russa.
E já o canal KP dá destaque às declarações do ex-presidente do Parlamento Ucraniano, que criticou as novas leis de mobilização dos ucranianos.
Exatamente, ainda há pouco falámos disso no episódio anterior de Guerra Traduzida. É também um assunto em destaque na imprensa estatal russa. Desta feita, como disseste, André, no canal KP. A nova lei da mobilização na Ucrânia fará com que todos percam. É o que diz Dmitry Razumkov, antigo presidente do Parlamento Ucraniano. São declarações ao jornal ucraniano Strana e que são aqui citadas, curiosamente, pela imprensa estatal russa, pelo KP. O antigo presidente do Parlamento Ucraniano afirma que o projeto de lei é um sinal para que todos os que foram para o exterior, todos os refugiados ucranianos que estão no estrangeiro não voltem ao país para lutar pela Ucrânia. Diz que todas as leis da Constituição são violadas com essas novas leis da mobilização. É, portanto, um assunto que está a merecer críticas também internamente. Como vimos há pouco, há muitos cidadãos ucranianos a criticarem estas novas leis da mobilização na internet e também aqui críticas ao nível político desta feita com estas declarações do ex-presidente do Parlamento Ucraniano, Dmitry Razumkov.
Rui, falamos agora do ataque da Ucrânia à Crimeia. Um ataque que aconteceu durante esta madrugada.
Como ficou prometido há pouco, voltamos a este tema. É um tema em destaque no canal independente Meduza, que tem mais detalhes sobre o que se passou. As Forças Armadas Ucranianas lançaram um ataque com mísseis ao porto de Feodósia, na Crimeia. Uma pessoa morreu, quatro ficaram feridas na sequência destes ataques. São dados das autoridades russas aqui citadas pelo Meduza. De resto, como vimos há pouco, a Ucrânia anunciou a destruição de um navio. O Ministério da Defesa da Rússia informa apenas que este navio ficou danificado. Os ataques aconteceram pelas 3:00 da manhã. O canal Meduza divulga também fotografias e vídeos do porto a arder e também danos em vários edifícios à volta. Como vimos há pouco, há aqui ainda muitas explicações por dar. Vamos naturalmente estar atentos ao longo da tarde aqui na Rádio Observador sobre o que se passou ao certo aqui nestes ataques.
Continuamos com o canal independente Meduza, é com ele que fechamos, porque Rui dá destaque também a Alexei Navalny, que finalmente apareceu. Estivemos um tempo sem saber o que era feito a Alexei Navalny. Já temos notícias.
Sim, esteve desaparecido quase três semanas. Desapareceu misteriosamente da prisão onde estava detido, na zona de Moscovo, a cerca de 200 km de Moscovo. Desapareceu misteriosamente. Ontem foi anunciado que afinal está numa prisão no Ártico, no norte da Rússia. Foi para lá transferido nos últimos dias pelas tropas russas. Essa notícia surgiu ontem de forma algo surpreendente. Não é um assunto em destaque na imprensa estatal russa, apenas aqui no canal livre e independente Meduza, que destaca as publicações nas redes sociais de Alexei Navalny. Hoje no Twitter disse estar bem. Diz que a viagem até esta nova prisão durou quase 20 dias. Foi muito cansativa, mas diz estar bem, aliviado e também de bom humor. São as declarações do principal opositor do regime de Vladimir Putin, que merecem aqui destaque por parte do canal independente Meduza.
Está de regresso Alexei Navalny, quem também está de regresso amanhã é o Rui Casanova, para mais um episódio de A Guerra Traduzida com tudo o que se passa na imprensa russa e também ucraniana. Até amanhã, Rui.
Até amanhã, André.