O governo de Donald Trump deteve 4.170 migrantes numa operação de dez dias no Texas, informou esta sexta-feira o Departamento de Segurança Interna (DHS), que destacou as prisões de pessoas ligadas a crimes, sem especificar quantos tinham antecedentes criminais.
O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, apresentou em Dallas os resultados da chamada Lone Star Mission, realizada entre 19 e 29 de outubro por cinco delegações regionais do Serviço de Imigração e Controlo de Alfândegas (ICE) daquele estado dos EUA.
Segundo informou o DHS em comunicado, os detidos estavam em situação migratória irregular e entre eles havia pessoas ligadas a homicídios, agressões sexuais, condução sob efeito de álcool e tráfico de migrantes.
No entanto, o governo não especifica quantos tinham condenações ou processos pendentes nem quantos foram presos apenas por infrações migratórias.
Mullin qualificou a operação como “um sucesso incrível” e agradeceu a colaboração das forças de segurança do Texas e de outros órgãos federais.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]
“Esta operação demonstra o quão importantes são as nossas parcerias estaduais e locais para proteger as comunidades americanas”, afirmou o secretário, que atribuiu os resultados à liderança de Donald Trump.
O destacamento coordenou as delegações do ICE em Dallas, Houston, San Antonio, El Paso e Harlingen, cujas jurisdições abrangem o estado, fronteiriço com o México.
O anúncio acontece poucos dias antes das eleições legislativas de 3 de novembro e num momento de campanha acontecem as detenções e deportações impulsionadas por Trump desde o seu regresso à Casa Branca, em janeiro de 2025.
Apesar de o governo ter insistido que a sua prioridade são os migrantes com antecedentes criminais, a realidade é que apenas 34% das pessoas presas pelo ICE durante os primeiros 14 meses do governo de Trump tinham uma condenação criminal, segundo um estudo da Universidade do Colorado publicado em julho.