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Guerra traduzida na Rádio Observador. Seguimos com a imprensa ucraniana e com o jornalista Miguel Cordeiro. E em destaque os serviços de informação dos Estados Unidos da América dizem que a Rússia continua a ter vantagem sobre a Ucrânia.
O portal TCN coloca este artigo em manchete. Os serviços de informação norte-americanos referem que o Kremlin está determinado em continuar uma guerra de desgaste lento até atingir os objetivos. Isto foi dito pela diretora dos Serviços de Informação nos Estados Unidos da América, Tulsi Gabbard. Ela disse isto durante audiências oficiais sobre ameaças globais. Isto foi dito perante o Comitê de Informação do Senado. Refere Tulsi que a iniciativa continua do lado russo. No relatório que apresentou é dito que ao longo do último ano, a comunidade dos serviços de informação nos Estados Unidos da América avaliou que a Rússia manteve uma vantagem na guerra contra a Ucrânia.
E Volodymyr Zelensky está hoje em Espanha.
Reuniu-se com Pedro Sánchez e reuniu-se também com o rei Felipe. Zelensky confirma acordo com a Espanha para munições, radares, equipamentos e outros recursos. É um vasto acordo entre a Ucrânia e Espanha. Numa publicação na rede social X, depois do encontro com o primeiro-ministro de Espanha, Zelensky confirmou a assinatura de acordos entre os dois países para fortalecer as capacidades militares ucranianas. De acordo com Zelensky, a Espanha, com este acordo, compromete-se a fornecer munições, radares e equipamentos. A Ucrânia retribui com drones e com experiência também na utilização de drones e no terreno. Isto foi detalhado nas redes sociais. Volodymyr Zelensky encontrou-se depois com o rei Felipe VI. O presidente ucraniano foi recebido no Palácio da Zarzuela, residência oficial da família real espanhola, e voltou a utilizar a rede social X para explicar o que aconteceu. Escreveu: "Valorizamos profundamente o apoio de Espanha ao nosso povo, que foi forçado a deixar as suas casas por causa da guerra". Diz também Zelensky: "Sou grato a Sua Majestade e a todo o povo de Espanha pelo apoio inabalável à Ucrânia ao longo de todos estes anos de agressão russa".
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia diz que as negociações para o cessar-fogo estão suspensas.
Estamos a falar de negociações trilaterais entre a Ucrânia, Estados Unidos da América e Rússia. Estão suspensas devido à situação no Médio Oriente, mas as equipes estão em contato diariamente. Quem diz isto é o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova. Diz isto durante o dia de hoje. Lembra que as consultas trilaterais já foram adiadas diversas vezes e diz que até o momento foram novamente adiadas, ou seja, não foram recusadas, não foram canceladas, foram adiadas. É o que diz este porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia.
E para fechar, Miguel, o FMI inicia reuniões com Kiev.
O segmento econômico do Pravda Ucrânia dá algum destaque a estas reuniões. Os especialistas do Fundo Monetário Internacional, que são liderados pelo chefe da missão na Ucrânia, Gavin Gray, iniciaram reuniões com representantes das autoridades ucranianas. Isto aconteceu hoje. A informação foi divulgada pela representante permanente do FMI na Ucrânia, Priscilla Tofano. As discussões vão concentrar-se em políticas macroeconômicas e reformas estruturais importantes. Isto é o que diz o FMI em comunicado. O Parlamento ucraniano deve aprovar, muito em breve, uma série de alterações legislativas. Isto deve acontecer até o final de março, incluindo aumentos de impostos para empresas e para famílias, no âmbito de um novo programa de crédito de quatro anos aprovado já no mês passado. No entanto, os deputados ainda não submeteram à apreciação várias das alterações que o FMI exige. Além disso, na semana passada, o Parlamento ucraniano rejeitou um projeto de lei sobre a tributação da renda recebida por meio de plataformas eletrônicas, que também fazia parte de um acordo com o FMI. Como seria de esperar, os aumentos de impostos para empresas e para famílias e outras medidas de controle da despesa são profundamente impopulares entre a população. Isto vai ter que ser debatido no Parlamento. A Ucrânia também já vai no quinto ano de guerra. Certo é que a Ucrânia precisa aprovar algumas medidas para conseguir libertar o restante financiamento do FMI. É assim que funciona. Ao todo, são 8 mil milhões de dólares. Kiev já recebeu 1500 milhões no âmbito deste programa.
E fica por aqui a guerra traduzida, edição de Miguel Cordeiro está de regresso amanhã.