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"Guerra Traduzida" especial Irão na Rádio Observador, hoje com o jornalista Carlos Pedro. E Carlos, começamos com uma informação da Al Jazeera. Diz hoje que o Irã aumenta para 50 os nomes na lista negra dos países que não podem atravessar o Estreito de Ormuz.
A reportagem a partir de Teerão é do jornalista Sinem Köseoğlu, da Al Jazeera, e dá conta de que o Irão terá mudado um pouco a estratégia pra Ormuz. Há relatos de que navios comerciais iraquianos, por exemplo, conseguem atravessar o estreito com muito menor dificuldade quando comparados com petroleiros de outros países do Golfo, ou seja, o Irão está a seguir uma estratégia um tanto quanto seletiva. A mesma fonte diz que a lista negra de Teerão aumentou para 50 países que, alegadamente, o Irão não facilita de todo a passagem por Ormuz. É uma notícia que surge depois de uma noite tranquila, como mostram os jornais e as principais agências noticiosas esta sexta-feira. Ainda assim, a retórica mantém-se de parte a parte. Os Estados Unidos dizem que não retomam as negociações até que o Irão pare com os ataques aos navios que tentam passar por Ormuz. Isto enquanto o vice-presidente iraniano declara que o país islâmico não se vai limitar a lidar com o último ataque norte-americano e, por isso, antecipa já uma resposta.
Vamos seguir com um artigo do Times of Israel. O artigo diz que os Estados Unidos queriam que o Hamas começasse o desarmamento antes das eleições israelitas, mas, Carlos, isso vai ter de esperar.
A 17 de agosto, no mês passado, o enviado especial de Trump ao Médio Oriente, Jared Kushner, esteve em Israel e mostrou-se otimista quanto às perspectivas de um rápido avanço do desarmamento do Hamas. Foi entregue um cronograma por Kushner, mas três diplomatas de países mediadores deste conflito dizem ao Times of Israel que não é provável que o documento seja cumprido devido à oposição de Tel Aviv, precisamente à proposta de desarmamento. Também o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, já tinha manifestado o apoio no ano passado a um plano mais abrangente, o plano de 20 pontos elaborado por Trump para o fim da guerra em Gaza. Este texto exigia que todos os lados interrompessem de imediato as operações militares na Faixa de Gaza. Ora, Israel recusou fazê-lo, realizando ataques quase diários. Os Estados Unidos deixaram o tema andar, até que em julho o Hamas cedeu e aceitou o plano de desarmamento do Conselho de Paz. Foi aí que os Estados Unidos aumentaram a pressão sobre Israel para que Telaviv cessasse os combates em Gaza ou para pelo menos que limitasse esses ataques, mas Israel continua a oferecer resistência pra que parem as operações no enclave. Netanyahu diz que primeiro o Hamas tem de ficar sem qualquer arma. O grupo palestiniano já garantiu, por outro lado, que não vai acatar o acordo se Israel não concordar com esse acordo.
Entretanto, TelAviv deteve 10 pessoas numa operação de 48 horas em Nablus, na Cisjordânia.
As Forças de Defesa de Israel deram como concluída uma operação de dois dias, 48 horas em Nablus, na Cisjordânia, durante a qual detiveram 10 pessoas procuradas, destruíram também mais de 30 máquinas utilizadas para fabricar armas. De acordo com o comunicado publicado na rede social X, o exército israelita apreendeu também armas de fogo, pistolas e munições que estavam escondidas durante a operação. Já hoje, as forças da defesa de Israel bombardearam os arredores das localidades de Bayt Lihf e Sarbin, perto do distrito de Tiro, no sul do Líbano. Esta é uma notícia da Agência Oficial de Notícias Libanesa.
Já as forças do governo do Iémen entraram em confrontos com os rebeldes houthis.
Foi na província de Taiz, no sudoeste do Iémen, que continuam, de acordo com informações recolhidas no local pela Al Jazeera. As forças governamentais do Iémen afirmaram anteriormente ter travado ataques nos distritos de Maqbanah e Al Qudáh, oeste da cidade de Taizz. Na mesma província, os militares disseram também ter abatido três drones no distrito de Jabal Abass. O Governo do Iémen internacionalmente reconhecido afirma ainda que as suas forças recuperaram algum território que tinha caído sob o controle dos Houthis. É preciso esclarecer que neste momento o Iémen tem dois Governos em função, um reconhecido internacionalmente e que controla o centro e o sul do país e que é apoiado pela Arábia Saudita, e há ainda outro Governo interino, não reconhecido, que é liderado pelos Houthis, que controlam partes do Norte do Iémen, incluindo Sana'a, capital.
Fica por aqui o episódio de hoje da Guerra Traduzida, especial Irão na Rádio Observador. A edição de hoje esteve a cargo do jornalista Carlos Pedro.