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Segunda parte da Guerra Traduzida com a jornalista Diana Rosa. Falamos agora dos destaques da imprensa de Kiev. Diana, um ataque russo cortou energia em oito minas ucranianas. Mais de 2 mil mineiros ficaram presos.
Aconteceu na região ucraniana de Dnipropetrovsk, que é o que avança o Ministério de Energia do país, citado pelo Ukrainska Pravda. Adianta que ficaram retidos quase 3 mil trabalhadores no subsolo. No entanto, terão sido rapidamente retirados por equipes médicas de emergência e outros funcionários da mina. De acordo com o jornal ucraniano, não há feridos nem mortes a registrar até o momento. O Ministério Ucraniano diz que a Rússia continua a travar uma guerra contra civis. A tática é clara: é deixar os ucranianos sem energia e aquecimento durante o inverno.
Diana, e um grupo rebelde russo sabotou dezenas de comboios militares. É pelo menos o que revelam as secretas ucranianas.
O grupo chama-se Liberdade da Rússia, atacou ainda a infraestrutura logística das Forças Armadas Russas. Foram provocados incêndios. De acordo com o Kyiv Independent, estas locomotivas foram incendiadas para poder transportar armas, munições e equipamentos para as linhas da frente na Ucrânia. Os rebeldes russos recorreram a coquetéis incendiários, com os quais visaram os sistemas de controle e de fornecimento de energia elétrica das máquinas que asseguravam o transporte de cargas militares. Não foram, no entanto, divulgados detalhes sobre em que regiões foram levados a cabo esses atos de sabotagem.
E a Ucrânia, Diana, atacou um centro de produção de drones russos em Donetsk.
Cidade ocupada pela Rússia. É o que escreve o Kyiv Independent, que cita o Estado-Maior General das Forças Armadas da Ucrânia. A Ucrânia que visou uma base de armazenamento, montagem e lançamento de drones controlada pelas forças russas e que funcionava no aeroporto. O líder das forças de sistemas não tripulados descreveu o ataque como uma operação de reconhecimento minuciosa e que durou meses. Diz que nos últimos meses a Rússia transformou esse aeroporto de Donetsk, desativado há anos, numa base de operações para logística com drones. Embora a Ucrânia não se pronuncie quanto às consequências provocadas pelo ataque, há fontes militares que são citadas pela imprensa ucraniana e que avançam que foram destruídos cerca de mil drones e 1500 munições.
E Diana, fechamos com Pokrovsk, o centro dos combates neste momento entre a Rússia e a Ucrânia. Fontes da Força Aérea Ucraniana dizem que a cidade está a ser absorvida e a defesa da Ucrânia está por um fio.
As forças ucranianas continuam a defender de forma obstinada essa área em torno de Pokrovsk, mas também Myrnohrad, apesar dos implacáveis ataques russos dentro e em torno das duas cidades, o que leva a uma ameaça cada vez maior de cerco. Mais de duas semanas depois dos soldados russos terem sido filmados a invadir em massa a área urbana da cidade mineira da região de Donetsk, a cidade mergulhou numa zona cinzenta profunda, onde o conceito de controle territorial se perdeu numa névoa de movimentos caóticos. A situação não mudou muito, disse ao Kyiv Independent um piloto de drones ucranianos que luta na região e que falou sob condição de anonimato. Diz que há uma confusão com um monte de soldados ucranianos e outros russos, todos misturados e com a crescente entrada das forças russas em Pokrovsk. Depois dessa rápida desintegração das linhas ucranianas nos arredores do sul da cidade, reverter a situação com operações de limpeza em larga escala parece ser uma tarefa cada vez mais difícil. Entretanto, para a cidade industrial vizinha de Myrnohrad, as brigadas mobilizadas continuam a manter, apesar de um pesadelo logístico cada vez maior.
E é assim que fechamos esta Guerra Traduzida. Estamos de regresso já amanhã.