Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Tudo pronto para analisarmos nos próximos minutos a forma como a imprensa russa noticia a invasão neste dia 7 de fevereiro. É um trabalho do Rui Casanova, em colaboração com a Larissa Tovmazian. Dia 7 de fevereiro, dia 349 da guerra. E hoje começamos, Rui, com as declarações de um propagandista do Kremlin sobre Portugal.
Sim, declarações de Vladimir Solovyov, um dos principais apresentadores da televisão estatal russa e também um propagandista do Kremlin. Como disseste, é uma figura bastante reconhecida na Rússia e num dos programas da televisão estatal, ontem à noite, um painel de comentadores estava a discutir as últimas novidades da guerra na Ucrânia e eis que este apresentador, Vladimir Solovyov, sugere que quer libertar Lisboa. Vamos ouvir. Vladimir Solovyov questiona, em conjunto com o painel, se a Rússia, num cenário em que liberta a Ucrânia, deve parar nas fronteiras ocidentais do território ucraniano. Diz que não, que quer mesmo avançar para Lisboa para libertar a capital portuguesa. Este vídeo, estas declarações, este excerto deste programa televisivo foi partilhado precisamente ontem à noite no Twitter pelo conselheiro do Ministério do Interior ucraniano. Ele até escreveu nesta publicação: "Atenção, Portugal, tenham cuidado", e partilhou depois estas imagens.
E Rui, esta não é a primeira vez que a questão é discutida na televisão russa.
Não. Há uns tempos, o antigo presidente da Rússia e atual vice-presidente do Conselho de Segurança, Dmitri Medvedev, já tinha referido que o objetivo de Vladimir Putin é uma Eurásia aberta, de Lisboa a Vladivostok, cidades que ficam a cerca de 10 mil km de distância entre elas. Declarações de Medvedev em abril do ano passado, portanto, logo no início da guerra na Ucrânia.
Mudamos de tema. A Embaixada dos Estados Unidos em Moscovo recebeu uma carta com um aviso.
Sim, uma carta que foi enviada para a Embaixada norte-americana pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia e que exige que a Embaixada norte-americana pare de interferir nos assuntos do Kremlin. É o que se pode ler nesta carta. O anúncio desta notícia foi divulgado esta manhã por fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia e é uma notícia em destaque a esta hora no jornal russo Izvestia. De acordo com esta fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, a Embaixada dos Estados Unidos tem feito declarações consideradas inapropriadas sobre a liderança da Rússia e também espalha informações falsas sobre as Forças Armadas de Moscovo e por isso o Ministério dos Negócios Estrangeiros enviou esta carta com este aviso para a Embaixada dos Estados Unidos. Recordar que Washington tem uma nova embaixadora na Rússia há relativamente pouco tempo. Chegou a Moscovo no final de janeiro. Lynne Tracy é a nova embaixadora norte-americana, vai representar os Estados Unidos na Rússia, nesta altura de grandes tensões diplomáticas entre Washington e Moscovo, claro, por causa da guerra na Ucrânia. E agora surge esta informação deste aviso de Vladimir Putin à embaixadora norte-americana.
E avançamos com outro aviso. Continuamos a falar do governo russo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros avisa o Reino Unido: se Londres enviar caças para a Ucrânia, vai ter uma resposta dura.
Sim, tem sido uma discussão cada vez mais proeminente ao longo das últimas semanas. Primeiro os tanques, agora os caças. O Ocidente vai ou não enviar caças para a Ucrânia? O Reino Unido já afirmou na semana passada que o envio deste equipamento para a Ucrânia não é prático, porque era preciso os militares ucranianos receberem treino ao longo de vários meses para saberem como operar estes caças militares. Foi o que disse no final da semana passada um porta-voz do primeiro-ministro britânico. Ainda assim, apesar de o Reino Unido já ter descartado esta hipótese, a Rússia deixa o aviso. Se isso acontecer, vai ter resposta. Um alto funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia afirmou numa entrevista ao órgão RTVI, e que é citado pelo jornal Izvestia, que Londres estaria a contribuir para uma escalada da guerra se enviar mesmo os caças para a Ucrânia. Este alto funcionário diz também que isto não é só uma questão política, mas também uma questão diplomática entre os dois países.
E Rui, a Rússia afirma também que a Ucrânia perdeu 150 militares num só dia em duas zonas de combate.
Sim, estas duas zonas são Kupyansk e Krasnolimansky, uma informação divulgada num comunicado pelo Ministério da Defesa, citado pela Agência RIA. O Ministério da Defesa da Rússia costuma divulgar esse tipo de informações em comunicado. Esta nota explica que estes 150 militares ucranianos morreram na sequência de ataques de aeronaves e fogo de artilharia. O Ministério da Defesa da Rússia afirma ainda que a Ucrânia perdeu vários veículos e armas de combate nestes confrontos, nestas duas zonas de combate.
E pra fechar, como sempre, olhamos para a imprensa independente da Rússia.
Sim, olhamos para uma entrevista do líder da República Russa da Chechênia, Ramzan Kadyrov, que também já se tornou uma figura reconhecida nesta guerra na Ucrânia. É uma entrevista do governo checheno e que é citada pelo jornal independente Meduza. Nestas declarações, Ramzan Kadyrov afirma que a guerra vai terminar antes do final deste ano de 2023 e com o Ocidente a ajoelhar-se. É a expressão que ele utiliza nesta entrevista. Afirma também o líder da República Russa da Chechênia que, como sempre, os países europeus vão ter que cooperar em todas as esferas com a Federação Russa no final da guerra.
E é com esta notícia que fechamos. A Guerra Traduzida, versão Rússia. Amanhã um novo episódio, novamente com o Rui Casanova.