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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana com a jornalista Diana Rosa. Diana, boa noite.
Olá, António. Boa noite.
Olá. Começas pelos jornais russos e com uma notícia do Moscow Times. Um comboio de passageiros foi atingido na Ucrânia na sequência de um ataque da Rússia.
Precisamente, António. Pelo menos oito pessoas morreram na mais recente onda de ataques, adiantam as autoridades ucranianas citadas pela imprensa russa. Moscovo bombardeou cidades e a infraestrutura energética ucraniana, enquanto os Estados Unidos pressionam Kiev para que chegue a um acordo de paz com o Kremlin, algo que parece difícil de alcançar. Três pessoas foram mortas na cidade de Kramatorsk, no leste da Ucrânia, uma fortaleza para a qual as forças russas estão a avançar, diz o líder da administração militar da cidade. O chefe da região metropolitana de Donetsk, diz que o Kremlin alegou ter anexado em 2022, afirma que duas pessoas foram mortas e outras 13 ficaram feridas na cidade vizinha de Druzhkivka. Um corpo de um homem de 55 anos foi encontrado nos escombros de uma casa na região de Dnipropetrovsk, onde o ataque de um drone contra um comboio em movimento matou um cidadão de 75 anos e feriu outras nove pessoas. Na sequência desse acidente, os passageiros foram retirados e receberam os primeiros socorros. O CEO da Ukrainian Railways diz que no mês passado, o aumento dos ataques russos à infraestrutura ferroviária representou uma tentativa de isolar efetivamente certas regiões da Ucrânia.
E Diana, já do lado oposto, a Rússia diz que os ataques ucranianos danificaram mais de 130 casas em Belgorod na última semana.
É o que adianta um autarca dessa região junto à fronteira com a Ucrânia. De acordo com Valentin Demidov, há equipas de construção civil a restaurar actualmente quase 750 imóveis. É a quantidade de casas e estabelecimentos que foram atingidos pela Ucrânia nos últimos dias, avança a agência TASS. Nesta semana, prevê-se que 60 pessoas possam ter condições para regressarem a casa. Houve ainda quase 80 automóveis atingidos. Os proprietários vão ser indenizados brevemente, garante a administração local.
E Diana, o governo húngaro chamou o embaixador ucraniano em Budapeste a prestar explicações por causa de uma alegada mobilização forçada para a guerra na Ucrânia.
Uma mobilização que, de acordo com a Hungria, decorre na Transcarpátia. O ministro húngaro dos Negócios Estrangeiros afirma que era importante falar cara a cara com o embaixador para mostrar o desagrado da Hungria. Diz que está a ocorrer uma procura desenfreada de militares para enviar pra Kiev. Garante que houve vários húngaros mobilizados à força. A Agência RIA afirma que o regime de Kiev tem enfrentado recentemente uma escassez de pessoal nas Forças Armadas e ações violentas por parte dos funcionários de recrutamento militar acabaram por desencadear escândalos e protestos. Ao mesmo tempo, os ucranianos em idade de recrutamento estão a fugir ilegalmente do país.
Voltamos já a seguir com o que diz a imprensa ucraniana.