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Segunda parte da "Guerra Traduzida", com a jornalista Diana Rosa e falamos agora dos destaques da imprensa russa. A região de Ulianovsk impôs o primeiro bloqueio permanente de internet.

O acesso à internet móvel, pelo menos, vai ser restrito em partes dessa região enquanto não acabar a guerra, é o que dizem as autoridades regionais. O corte de energia, que começou no início de novembro, aplica-se a áreas próximas a instalações governamentais e militares sensíveis. As restrições de internet na região de Ulianovsk também abrangem algumas áreas residenciais, escritórios e edifícios públicos, mas a área exata afetada não é divulgada publicamente por motivos de segurança. A decisão foi tomada para ampliar as zonas de segurança em torno de certos locais. Os moradores da região relatam que até mesmo algumas plataformas que constavam numa suposta lista branca de serviços aprovados não estão a funcionar. As autoridades incentivam os moradores a usar conexões de internet com fios. Há mais de 450 pontos de Wi-Fi gratuitos disponíveis na região, mas não, os utilizadores não têm a liberdade de navegação que nós temos habitualmente. As autoridades afirmam que as restrições são uma forma de frustrar os ataques de drones ucranianos. É uma notícia do Moscow Times.

E, entretanto, a Rússia diz que impediu um plano da Ucrânia e do Reino Unido para roubar um caça com um míssil hipersônico.

É o que afirma o Serviço Federal de Segurança Russo. O plano seria subornar pilotos russos e levá-los a roubar o avião. De acordo com a RIA e a TASS, as secretas ucranianas e britânicas pretendiam dirigir o caça até uma base aérea na Romênia, que está atualmente a ser alargada para se tornar a maior base da NATO na Europa, onde pudesse depois ser atingido. Terá sido prometido aos pilotos que colaborassem, 1 milhão de dólares para roubar o caça. A imprensa russa acrescenta que Kiev também tentou aliciar os pilotos com a promessa de obter a cidadania de um país ocidental.

E Diana, Sergei Lavrov diz que Estônia, Letônia e Lituânia são peões europeus controlados pelo Reino Unido.

Não aparece, mas falou. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, diz que todos esses países pequenos, a que chama de europeus em ascensão, subestimam muito a sua importância para os europeus ocidentais e para os veteranos da União Europeia. "E os poucos na Europa que ainda têm o mínimo de bom senso", diz Lavrov, "e realmente se preocupam com a segurança do continente, são cada vez menos, compreendem perfeitamente o papel provocador que foi atribuído a estes países bálticos, liderados pelos britânicos". É o que diz o ministro russo dos Negócios Estrangeiros numa conferência de imprensa, citado pela agência TASS.

Ainda em destaque na imprensa russa, a União Europeia e o Conselho da Europa enfrentam uma falta de recursos para organizar, a pedido de Kiev, um tribunal contra a Rússia. É o que nos diz a imprensa de Moscovo, Diana.

Que cita o canal Euronews. O Conselho da Europa estimou que o projeto iria exigir cerca de € 75 milhões por ano, sem incluir os custos de aluguer do espaço e segurança. A própria União Europeia precisaria supostamente contribuir com € 10 milhões anualmente para o projeto, acrescenta este canal. França, Alemanha, Itália e Reino Unido continuam a ser os principais patrocinadores do Conselho da Europa. Não está claro se estão dispostos a financiar este projeto do tribunal. Um representante do Conselho da Europa diz que as negociações com os estados-membros estão em andamento.

É este o ponto final na "Guerra Traduzida" de hoje, terça-feira, dia 11 de novembro, um trabalho da jornalista Diana Rosa. A "Guerra Traduzida" está de regresso amanhã.