Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Novo episódio da Guerra Traduzida. Continuando com a jornalista Laura Figueiredo, olhando agora para o outro lado do conflito e para destaques da imprensa russa. A agência TASS escreve que Donald Trump não acredita na vitória da Ucrânia na guerra.

Em causa as declarações do presidente norte-americano antes do encontro com o primeiro-ministro australiano na Casa Branca. Aos jornalistas, Donald Trump disse que os ucranianos ainda podem vencer a guerra, embora não acredite nessa possibilidade, e mostrou-se também confiante de que o conflito vai ser resolvido graças aos esforços da Casa Branca.

Entretanto, o Moscow Times relata que autoridades russas estão a usar tecnologia de reconhecimento facial para deter os homens que desafiam o recrutamento militar.

De acordo com o grupo Aliança Civil da Rússia, um jovem de 19 anos que estava a contestar o alistamento foi detido em Moscovo, no metrô, e levado para um centro de recrutamento, onde cerca de 20 outros jovens estariam a ser mantidos nas mesmas circunstâncias. De acordo com o porta-voz do grupo, quando um cidadão contesta uma decisão de recrutamento no tribunal, os dados pessoais dessa pessoa passam para uma base de dados do governo como se fossem desertores. E assim, essas pessoas podem agora ser detidas automaticamente quando apanhadas por câmeras de vigilância equipadas com software de reconhecimento facial.

Quanto ao Kremlin, diz que ainda não há informações sobre se a Ucrânia ou os países europeus vão poder participar no encontro planeado entre Putin e Trump.

De acordo com o Moscow Times, o porta-voz do Kremlin disse que os preparativos pro encontro em Budapeste estão ainda numa fase inicial e não há, portanto, informações detalhadas sobre o possível formato ou participantes. Ao jornalista Dmitry Peskov disse que há muitas perguntas ainda e que as equipes de negociação precisam ser decididas, tal como vários outros pontos. O presidente ucraniano disse anteriormente, numa entrevista à ABC News, que está pronto para viajar até Budapeste para se reunir com Donald Trump e Vladimir Putin, os dois chefes de Estado que têm encontro marcado na capital da Hungria, ainda sem data definida.

A Rússia vai também apertar as regras contra sabotagem e descer a idade mínima de responsabilidade para os 14 anos.

O projeto de lei apresentado por um deputado do partido de Putin é apoiado pelo governo e por 419 dos 450 parlamentares da Câmara Baixa do Parlamento Russo. De acordo com a TASS, a resolução do governo diz que o projeto de lei visa melhorar o mecanismo do direito penal para combater atividades de sabotagem, como uma ameaça à segurança econômica e à capacidade de defesa da Federação Russa. O presidente da Comissão de Segurança do Parlamento diz que o projeto vai aumentar a punição para aqueles que tentam minar os alicerces do Estado e afirma também que vai punir mais severamente aqueles que envolvem crianças em terrorismo e sabotagem com penas que podem chegar à prisão perpétua.

É o ponto final da Guerra Traduzida com a jornalista Laura Figueiredo, esta segunda-feira, dia 20 de outubro.