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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador, programa em que falamos sobre a imprensa russa e a imprensa ucraniana. Estamos nesta quarta-feira, dia 7 de agosto. Comigo, Miguel Cordeiro, está a jornalista Diana Rosa. Vamos hoje começar pela imprensa russa e com a notícia de que a Ucrânia está a bombardear Kursk, que é uma região na Rússia, e está a bombardear há mais de 24 horas.

Até agora, pelo menos cinco pessoas morreram, 25 ficaram feridas. Entre esses feridos estão seis crianças. É o mais recente balanço feito pelas autoridades. Mais de metade dos feridos teve de ser hospitalizada.

Enquanto acontecem estes ataques, Moscovo diz que matou 260 soldados ucranianos em Kursk, impedindo o avanço dentro do território russo.

Foi isso que disse, Miguel, o Ministério da Defesa da Rússia, num comunicado com o ponto da situação nesta zona fronteiriça. Kiev, no entanto, continua em silêncio sobre este ataque.

Fala também dos habitantes de Kursk que estão a ser transportados para outra região.

Sim, segundo o governador local, um primeiro grupo de pessoas já foi realojado em Oryol, uma cidade a 160 quilómetros a norte de Kursk, a caminho de Moscovo. Alexey Smirnov diz que as tropas russas continuam a lutar contra os ataques desumanos do inimigo. Estou aqui a citar estas atualizações sobre o ataque ucraniano à Rússia. Estão na Agência Interfax, onde pode ler-se que este é o gesto mais terrorista por parte da Ucrânia.

Sendo que Vladimir Putin já falou, diz que estes ataques por parte de Kiev são uma provocação em grande escala.

E quer tomar medidas de imediato.

Em Kursk, como sabem, o regime de Kiev levou a cabo outra provocação em grande escala. Dispara sem discrição e com vários tipos de armas, incluindo um ataque com mísseis a edifícios civis e ambulâncias. O governador de Kursk deu instruções para providenciar a assistência necessária aos residentes da região. Peço também ao governo que trate disto urgentemente. E eu terei uma reunião com os chefes do Ministério da Defesa e do Estado-Maior da FSB, ou seja, a linha de actuação do Serviço de Segurança Federal.

Aqui o presidente russo num registo da RIA Novosti. Putin exige ainda às forças de segurança novos relatórios sobre o ponto da situação em Kursk.

Noutras notícias, a Rússia acusa a Ucrânia de abrir uma frente de guerra em África.

Acusações que surgem na sequência do suposto ataque ucraniano no Mali, que terá atingido militares do exército maliano e também membros do grupo Wagner. Por causa disso, o Mali cortou relações com a Ucrânia já esta semana, alegando que Kiev apoia grupos terroristas. Hoje, em declarações citadas pelo Izvestia, a porta-voz dos Negócios Estrangeiros da Rússia diz que uma vez que é incapaz de derrotar a Rússia no campo de batalha, o regime criminoso de Zelenskyy decidiu abrir uma segunda frente em África e está a apoiar grupos terroristas em países amigos de Moscovo. É o que afirma Maria Zakharova.

Para terminar esta revista de imprensa russa, falemos do presidente russo, que foi convidado para a tomada de posse da nova chefe de Estado do México.

Claudia Sheinbaum enviou o convite a Putin através da embaixada mexicana em Moscovo. A cerimónia está marcada para o dia 1 de outubro. O presidente russo ainda não decidiu, no entanto, se vai participar ou se designa outro alto funcionário do Kremlin para ir em seu lugar. É uma informação avançada pela missão diplomática, citada pela Agência TASS.

A imprensa russa na Rádio Observador.