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Na Rádio Observador seguimos com a Guerra Traduzida e falamos nos próximos minutos da imprensa ucraniana deste dia 30 de junho de 2025. Vasco, queres falar de uma notícia em destaque no jornal Pravda: a Ucrânia está a desenvolver uma munição capaz de destruir qualquer drone.

Estamos a falar de cartuchos anti-drone que vão aumentar significativamente as hipóteses de atingir alvos aéreos em movimento. São fabricados no calibre automático mais comum, 5,56 mm. Isto é uma notícia que está em destaque no Pravda e quer isto dizer que em breve os novos projéteis vão usar uma ogiva especial que vai aumentar a probabilidade para a Ucrânia de atingir um drone FPV ou, por exemplo, um drone de reconhecimento. Ou seja, será mais provável atingir estes drones do que era até agora possível com os projéteis comuns. Neste artigo do Pravda, o portal ucraniano nota também que há ainda detalhes técnicos por especificar, mas que o desenvolvimento desta tecnologia já está quase a ser finalizado. O que falta, na realidade, é tornar possível a produção em massa destes cartuchos para que seja possível fornecê-los aos soldados ucranianos.

Falamos aqui de um avanço importante, e este avanço até é conhecido num dia em que a Rússia atacou Kharkiv com um novo tipo de drone.

Chama-se Chernika, é mais resistente a sistemas de defesa. De acordo com o Pravda, tem capacidade para voar até aos alvos em modo automático, sendo que para aumentar a precisão do acerto é também possível tomar o controle de forma manual deste drone. No Telegram, o governador de Kharkiv relata que esta nova arma foi usada pela primeira vez na região. Diz que nesta última semana Kharkiv tem estado em alerta e garante que a cidade sobreviveu nestes últimos dias a 16 ataques inimigos. Até aqui a ofensiva era feita com drones Shahed, mas os especialistas do departamento de emergência da região de Kharkiv identificaram agora este drone Chernika pela primeira vez. No total, quatro pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas nos ataques em Kharkiv. Nestes últimos sete dias, foram ouvidas várias explosões na região, com prédios residenciais e empresas civis a serem destruídas.

Também em alerta está a região de Sumy. As Forças Armadas Ucranianas garantem que conseguiram conter o avanço de 50 mil soldados russos.

"Situação estabilizada na fronteira da região de Sumy" é o que se pode ler no portal TSN. De acordo com informações do exército ucraniano, a Rússia tinha e tem 50 mil tropas posicionadas na região em Sumy, perto de Kursk. O objetivo seria avançar até Pokrovski e também para Novopavlivski. Há registo até de operações de assalto na região de Sumy, mas o Estado-Maior das Forças Armadas Ucraniano garante que o avanço foi estancado. As tropas de Kiev estão a manter a defesa ao longo de uma linha designada a conduzir medidas para preparar e executar ações de contraofensiva para deslocar os esforços de Moscovo.

E o portal TSN tem hoje publicado uma entrevista a um especialista militar que garante que a ofensiva russa é um fracasso.

Oleksiy Getman garante que o firente russo vai obrigar mesmo o Kremlin a enviar todas as forças de que dispõe para a frente de batalha e para atacar até cidades pacíficas. É o que se pode ler também no TSN hoje. Quer isto dizer que vão aumentar os ataques russos contra civis. O objetivo é apenas um, garante este especialista militar: semear o pânico. Isto acontece por uma razão, porque os recursos estão a acabar. No próximo ano, diz Oleksiy Getman, a Rússia já não vai ter capacidade para lançar outra campanha ofensiva desta dimensão. Ou seja, para este especialista militar hoje entrevistado pelo TSN, o Kremlin vai entrar nos próximos meses num tudo ou nada nesta guerra. É uma entrevista, como dizia, para ler no TSN.

Nesta Guerra Traduzida falamos ainda do mundo da música. Vasco, queres falar sobre os Imagine Dragons?

Os Imagine Dragons, exatamente. A banda norte-americana que está em digressão mundial e passou há uns dias aqui por Portugal. Não é claro exatamente em que ponto da digressão aconteceu esta história que aqui trago, mas Dan Reynolds, é o vocalista dos Imagine Dragons, interrompeu nos últimos dias um concerto para pedir a uma pessoa na plateia a bandeira da Ucrânia que tinha na mão, pegou na bandeira, beijou-a e acabou por pendurá-la no microfone e fez todo o concerto com a bandeira perto do microfone. A bandeira pertencia à Brigada 122 da Força Aérea Ucraniana, que entretanto publicou o vídeo nas redes sociais. O gesto não é novo para os Imagine Dragons. A banda tem sido vocal no apoio ao povo ucraniano nesta guerra. Em julho de 2022, meses depois da invasão russa, os Imagine Dragons tornaram-se embaixadores da plataforma United24. Arrecadaram fundos para a compra de 92 ambulâncias para poderem intervir nos locais afetados pelos ataques russos e até já receberam, Miguel, a medalha da Ordem do Mérito concedida pelo presidente Volodymyr Zelensky.

Isso é informação em destaque nesta Guerra Traduzida.