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Passamos ao que diz a imprensa ucraniana desta segunda-feira, dia 1 de abril, trabalho da jornalista Diana Rosa e começamos com uma notícia do Kyiv Independent nesta guerra traduzida: a Ucrânia deteve a funcionária de uma creche por estar a ajudar o exército russo.
De acordo com este artigo, a ucraniana dava orientações à Rússia para calibrar os mísseis que estão a ser disparados pra zona de Kharkiv. A alegada colaboração desta mulher foi descoberta por especialistas informáticos que trabalham para as forças ucranianas. De acordo com os dados recolhidos, a funcionária da creche enviava para o exército russo informação sobre os locais onde estavam os militares ucranianos e esses dados eram depois utilizados pelos russos para direcionar os mísseis, tendo como alvo, claro, o exército de Kiev. A mulher terá sido recrutada pela internet no outono do ano passado, depois de recomendada por uma pessoa amiga que fugiu da Ucrânia para se alistar no exército russo. Agora que foi detida, pode enfrentar pena de prisão perpétua. É uma notícia que podemos ler no Kyiv Independent.
E a Rússia atacou infraestruturas de Kharkiv com bombas guiadas.
É mais um ataque nesta região no leste da Ucrânia que causou estragos significativos numa escola, também numa residência universitária e num edifício residencial, anunciou hoje o chefe militar da região. O ataque, até ver, não causou vítimas, mas provocou também incêndios em dois autocarros, um caminhão e um automóvel. As bombas desenvolvidas pela Rússia são lançadas a partir de aviões e guiadas até aos alvos com um elevado grau de precisão, geralmente utilizando sistemas de orientação a laser ou por satélite. O presidente da Câmara de Kharkiv disse, numa entrevista à Liga.net, que a Rússia está a recorrer a novas armas com maior alcance para atacar a cidade, alvo quase diário de bombardeamentos russos.
E o Japão vai fornecer à Ucrânia quase 120 milhões de dólares para cuidados de saúde e também para reparação de casas.
É uma notícia que está em destaque no jornal Pravda. É um empréstimo não reembolsável, cedido pelo governo japonês. Os fundos foram disponibilizados no âmbito de dois projetos do Banco Mundial, é o que avança o Ministério das Finanças da Ucrânia. Setenta milhões vão ser direcionados para apoiar o orçamento do Estado, através do reembolso de despesas no âmbito do programa de garantia médica. Quase 50 milhões são canalizados para a reconstrução de habitações ao abrigo do projeto Housing Repair for People's Empowerment Project. Vão ainda ser realizados pagamentos de indenizações aos proprietários por reparações em edifícios de apartamentos e casas particulares que precisem apenas de pequenos arranjos.
Passamos para uma notícia do Kyiv Post. O embaixador da Ucrânia nas Nações Unidas apela à igreja russa para que não promova narrativas neonazistas.
E pediu ao presidente do Conselho Econômico e Social da ONU para reconsiderar o estatuto consultivo especial atribuído ao Conselho da Federação Russa. O Conselho, criado em 1993 pela Igreja Ortodoxa Russa, emitiu recentemente um decreto com o título, vou citar: "O presente e o futuro do mundo russo", que descreve a guerra em curso na Ucrânia como uma guerra santa e defende as ambições da Rússia no sentido da expansão territorial. O representante ucraniano destacou a propagação de ideologias racistas e neocoloniais pelo conselho russo, alertando para a violação dos princípios da Carta das Nações Unidas. Diz o embaixador que, sem prejuízo na ONU, a Rússia promove não só a promoção da agressão russa, mas também corrói a confiança das Nações Unidas como um todo.
Para fechar, informações que a Rússia já destruiu 80% da capacidade da maior empresa privada de energia na Ucrânia.
É notícia em manchete na Agência Ukrinform. Entretanto, a Ucrânia já bate recordes na importação de eletricidade. Nestes mais de 10 ataques à DTEK, muitas instalações de distribuição foram danificadas. Só em Kharkiv, a empresa diz que o restauro da infraestrutura pode levar largos anos. Diz este artigo que a destruição das fontes energéticas da Ucrânia é pior este ano do que no ano passado. Como temos dado conta aqui na Guerra Traduzida, são várias as zonas que já desligaram os sistemas de aquecimento em cidades ucranianas, numa altura em que por lá ainda faz bastante frio. É, aliás, o título deste artigo: "De volta ao inverno".
Termina assim esta Guerra Traduzida.