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Notícias. Jornal das 7, edição com a Carla Jorge Carvalho. Carla, a Ministra da Saúde faz um balanço dos dois anos e meio à frente do cargo para garantir que vai continuar a fazer reformas. Ana Paula Martins diz que ainda há muito por fazer no Serviço Nacional de Saúde.

Sobretudo nas urgências hospitalares. Num artigo de uma página no Jornal de Notícias intitulado "O SNS é dos portugueses", a Ministra da Saúde admite um ligeiro agravamento nos tempos de espera em junho. Rui Casanova.

Mas garante que até o final do ano serão tomadas novas medidas. A Ministra da Saúde refere-se concretamente à chamada Lei dos Tarefeiros. Avisa que teve e vai continuar a ter contestação, mas defende que o SNS não tem de manter regimes especiais a pessoas ou empresas e promete continuar a ajustar políticas e a dialogar com os profissionais de saúde. Ainda sobre as urgências, Ana Paula Martins escreve que depois de anos de notícias sobre serviços encerrados, em 2026 voltou a paz e o bom serviço. Acrescenta, neste artigo de opinião, que a reforma do SNS não vai agradar a muitos e que nunca deixará de ter críticas e termina a explicar que a missão que lhe foi atribuída não é governar para agradar às corporações, alimentar agendas ou defender ambições recalcadas. A Ministra da Saúde não explica, no entanto, concretamente a quem se refere nestas declarações.

Rui Casanova, com os destaques deste artigo de opinião da Ministra da Saúde ao Jornal de Notícias. Ana Paula Martins garante que vai continuar a trabalhar. Sublinha que há ainda muito a fazer no SNS.

Seguimos com uma revelação nunca antes conhecida. Em 2019, Mário Centeno propôs a António Costa deixar o Ministério das Finanças para reformar a gestão da saúde.

Mas o ex-primeiro-ministro nunca chegou a responder à sugestão, sendo que a pandemia da Covid-19 chegou pouco depois. A revelação é feita pelo próprio Mário Centeno no livro que vai lançar na sexta-feira. Este excerto é revelado esta manhã pelo jornal Público. Mário Centeno propôs a António Costa deixar o Ministério das Finanças e permanecer no governo até o verão de 2020, com um papel transversal que lhe permitisse promover mudanças na gestão da saúde. O ex-ministro das Finanças considerava que o setor precisava, sobretudo, de alterações na forma como as contas e os recursos eram geridos e apontou João Leão como o natural sucessor no cargo. A proposta surgiu depois da vitória do PS nas legislativas de outubro de 2019, mas de acordo com o livro, António Costa, na altura o primeiro-ministro, ouviu a ideia, mas nunca respondeu. Mário Centeno tomou novamente posse como ministro das Finanças em outubro de 2019. Poucos meses depois, veio a pandemia. O também ex-governador do Banco de Portugal conclui, por isso, que qualquer tentativa de reforma na gestão da saúde teria sido inviável.

O socialista Augusto Santos Silva diz que está a decorrer uma operação política que pretende liquidar a Polícia Judiciária e fala também de ajustes de contas internos.

São declarações do antigo presidente da Assembleia da República em entrevista ao Público. Santos Silva assume que há aspectos negativos a apontar a Luís Neves, quer ao nível do comportamento pessoal, quer enquanto diretor da Judiciária, mas afirma que não se pode contribuir ingenuamente para prejudicar a Judiciária e todos aqueles que têm sabido distinguir entre criminalidade, segurança e migrações. Questionado diretamente sobre o CHEGA, Santos Silva rejeita que seja apenas um partido a tirar proveito do caso, fala de ajustes de contas internos e de uma tentativa de limpar o terreno. Nesta entrevista, Augusto Santos Silva defende ainda que o PS deve partir para o debate sobre o Orçamento do Estado do próximo ano com a preocupação de contribuir para a estabilidade política. Afirma que José Luís Carneiro recentrou a liderança do PS, aproximando-a do eleitorado e dos militantes.

A Polícia Judiciária parece estar a resistir a esta pressão das polémicas que envolvem Luís Neves. Isto porque uma nova sondagem conclui que, apesar destas investigações ao ministro, a confiança dos portugueses na instituição mantém-se em níveis elevados.

60% dos inquiridos desta sondagem da Aximage para o Diário de Notícias confiam na Polícia Judiciária. De acordo com o estudo de opinião publicado hoje, a Judiciária é a segunda instituição com maior confiança dos portugueses. Fica atrás apenas das Forças Armadas, que chega aos 62% de confiança. São dados que, para já, não mostram uma fragilização da PJ na sequência dos casos que envolvem Luís Neves, uma preocupação que tem sido levantada por vários quadrantes políticos e também pelo próprio presidente da República, numa altura em que estão em curso três inquéritos do Ministério Público relacionados com Luís Neves e o Ministério da Justiça avançou também com uma auditoria ao funcionamento da Polícia Judiciária. Noutro tema, esta sondagem da Aximage para o DN revela ainda que grande parte dos portugueses confia pouco no atual governo. 76% dos inquiridos dizem ter pouca ou muito pouca confiança no Executivo de Luís Montenegro.

Seguimos com as eleições regionais na Alemanha. A CDU sofreu uma dupla derrota, que aumenta ainda mais a pressão sobre o governo. Ainda assim, o chanceler alemão garante que não se demite e anuncia várias reformas.

Vamos aos resultados. A CDU perdeu a Câmara de Berlim para o Die Linke, partido de esquerda, obteve o pior resultado do partido a nível nacional desde a Segunda Guerra Mundial em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, onde a AFD, de extrema-direita, saiu vitoriosa. Friedrich Merz fala num desastre e assume a responsabilidade política, mas garante também que não se demite.

Hoje assistimos a duas eleições com resultados muito diferentes. Não podemos amenizar o resultado em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. É um desastre. A CDU lutou, mas no final acabou por ser esmagada no confronto entre o SPD e a AFD. As reformas têm de avançar. É claro que isto nos coloca a todos numa situação difícil, mas assumimos essa responsabilidade. Eu assumo essa responsabilidade porque quero fazer o nosso país avançar.

Eu assumo esta responsabilidade, porque quero levar o nosso país adiante.

Palavras de Friedrich Merz na reação às pesadas derrotas da CDU em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e em Berlim. Ainda assim, o chanceler alemão promete que não vai abandonar o cargo. Promete, sim, aplicar reformas sem a reversão das políticas de austeridade. Na análise, a especialista em relações internacionais, Helena Ferro Gouveia, fala num terremoto político, muito por culpa dos partidos tradicionais.

É um terremoto político para o governo alemão, e isto é, de facto, para o chanceler, um desastre, mas também para o seu governo. Mas é um desastre também para a democracia alemã e para a incapacidade que os partidos de centro, seja ele centro-esquerda como o SPD, seja ele centro-direita como a CDU/CSU, de darem respostas aos cidadãos.

Análise de Helena Ferro Gouveia na história do dia. Já quanto ao resultado das eleições, a distribuição de votos não resultou em nenhuma maioria absoluta e obriga agora os partidos de todos os espectros a negociar e a debater possíveis coligações.

Os resultados nas eleições da Alemanha estão em manchete a esta hora no site do Observador. Continuamos a falar de eleições, agora na Rússia, onde, sem surpresa, o partido que apoia Vladimir Putin venceu com a maioria dos votos.

A Rússia Unida, partido liderado por Putin, conquistou cerca de 57% dos votos. De acordo com a Comissão Eleitoral Central, o Partido Comunista da Rússia é o segundo mais votado, com cerca de 13%. Seguem-se os ultranacionalistas do Partido Liberal Democrático da Rússia e o Partido Liberal Novo Povo. Com este resultado, o Rússia Unida de Putin mantém o domínio da Duma, a Câmara Baixa do Parlamento Russo. Estas foram as primeiras eleições legislativas no país desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia e decorreram num contexto de forte controle político. O último dia de votação ficou ainda marcado por ataques da Ucrânia à Rússia com drones, que fizeram três mortos e cerca de 20 feridos.

As eleições legislativas na Rússia vão ser tema do contracorrente de hoje, para ouvir depois do jornal das 10h. Zelensky e Donald Trump vão encontrar-se em Nova Iorque à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

A informação é avançada pelo próprio presidente da Ucrânia, através da rede social X. Nesta publicação, Zelensky diz que falou com Trump e que os dois concordaram encontrar-se. O presidente ucraniano antecipa que esta reunião poderá mudar muitas coisas. Zelensky adianta que há ideias para reduzir as tensões no conflito com a Rússia e para abordar problemas fundamentais de segurança com os Estados Unidos. A Assembleia Geral das Nações Unidas começa hoje e está prevista uma reunião do Conselho de Segurança, precisamente sobre a guerra na Ucrânia.

É um tema para analisar no gabinete de guerra desta manhã, por volta das 7h20, com a ajuda do coronel José do Carmo. O presidente do Benfica queixa-se da arbitragem no clássico de ontem frente ao Porto. Rui Costa fala numa dualidade de critérios tremenda. Marcos Silva acompanha as críticas.

O Futebol Clube do Porto venceu o clássico no Estádio do Dragão por 3x1, num jogo que fica, como dizias, marcado por vários casos de arbitragem, sobretudo pela expulsão do central do Benfica, Langelé, na primeira parte. O presidente do Benfica, Rui Costa, foi à zona mista no final do jogo para criticar a arbitragem. Afirma que os encarnados foram punidos.

Não vou estar a discutir a expulsão do Langelé, apesar de, se vocês analisarem, o André Silva queixa-se da cara quando é uma pequena, uma ligeira pancada na nuca, nem sequer é na cara, mas não vou estar a discutir o lance, porque sobretudo aqui, depois de ter um amarelo, não pode arriscar uma ação daquelas. Mas em relação à dualidade de critérios, sobretudo no fator disciplinar, eu acho que há uma dualidade tremenda. O Benfica foi extremamente punido nisso, porque a quantidade de faltas que o Porto faz, para além da falta normal e que não é punida com amarelo, vai dando força a uma equipe e vai treno a outra.

O presidente do Benfica na zona mista depois da derrota dos encarnados por 3x1 no Estádio do Dragão. Marcos Silva não fala diretamente da arbitragem de Miguel Moreira, mas diz que a cultura desportiva em Portugal é bem diferente do que em Inglaterra.

Não sei se irei continuar ou se irei conseguir continuar assim até o final da época. Venho de uma cultura diferente. Aqui, infelizmente, consegue-se condicionar árbitros antes dos jogos, depois dos jogos, durante a semana, de toda a forma e mais alguma, e por vezes dá resultado. Eu não vou entrar por aí. Acho que o mister Farioli virá aqui a seguir. Aproveite e faça-lhe a pergunta você. Em vez de me perguntar a mim o que ele disse, aproveite o momento e faça-lhe a pergunta e você vai ter aqui a resposta. Isso não é para mim para responder. Ele ontem falou, falou semana passada coisas estranhas, portanto entrem vocês nessa conversa com ele, porque vocês também gostam e acaba por ser importante, e é bom para o futebol português, é porreiro e a malta vai gostando e vamos vendendo bem o futebol português.

A ironia do treinador do Benfica na conferência de imprensa no final do jogo. Francesco Farioli também voltou a falar da arbitragem, mas ao contrário do jogo da semana passada frente ao Casa Pia, em que deixou várias críticas, desta vez considera que correu tudo bem.

Acho que o que disse na semana passada foi algo que eu senti e, como eu disse, acho que esta noite nada foi estranho. Tudo esteve ok. Nunca é fácil liderar um clássico com esta tensão, mas acho que tudo correu da melhor maneira possível.

O treinador do Futebol Clube do Porto, Francesco Farioli, no final da partida. Os Dragões venceram, reforçam a liderança do campeonato antes da pausa para as seleções. Têm agora 21 pontos, o Benfica 16 e o Sporting 15.

Vamos analisar este clássico numa edição especial de "E o Campeão é", com Gabriel Alves, Pedro Henriques e Bruno Vieira Amaral, por volta das 7h40. Para já, Carla, olhamos para outras notícias também em destaque a esta hora.

Os combustíveis atingem a partir de hoje preços nunca vistos. O gasóleo sobe €0,065 por litro, a gasolina aumenta €0,05. O gasóleo ultrapassa assim pela primeira vez a barreira dos €2,20 por litro. A gasolina 95 deve chegar aos €2,12. São os novos máximos no preço dos combustíveis, numa altura em que abastecer o carro está a pesar cada vez mais no orçamento dos portugueses. Vai ser este o tema do Explicador desta manhã com o ex-ministro da Economia, Carlos Tavares. Está dominado o incêndio que tinha começado ontem à noite em Castos d'Aire, no distrito de Viseu. O fogo começou às 20h30. Foi dado como dominado perto das 5h. O IPMA alargou os avisos amarelos por causa do tempo quente. Dezesseis distritos de Portugal continental. As temperaturas máximas vão manter-se elevadas e podem ultrapassar os 30° no território continental.

Atualizamos notícias às 19h30.