Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Seguimos com a Guerra Traduzida, com destaque agora para a imprensa ucraniana, um trabalho da jornalista Diana Rosa. Começamos com a União Europeia, que nega querer levar a cabo um corte de financiamento à Hungria para aprovação do apoio financeiro à Ucrânia.

A confirmação é dada por um alto funcionário da União Europeia, que garantiu que não está a ser discutida a aplicação de medidas financeiras contra Budapeste para canalizar essas verbas para a Ucrânia. A notícia está em destaque no jornal Pravda, que cita um comunicado de esclarecimento sobre este tema, depois de ter sido noticiado que o bloco europeu admitia cortar o financiamento à Hungria caso o país continuasse a bloquear o apoio financeiro a Kiev. Desmentido feito, a nota não descreve quais são os apoios previstos para nenhum dos dois países nos próximos tempos. Adianta que as negociações orçamentais estão em curso e baseiam-se sempre na procura de um compromisso aceitável para todos os Estados-membros.

Também em destaque hoje na imprensa ucraniana, o Serviço de Segurança da Ucrânia desmantelou um esquema de corrupção nas Forças Armadas Ucranianas.

Sim, que está relacionado com a compra de armamento e que terá lesado o erário público em quase 37 milhões de euros. Durante a operação, foram detidas cinco pessoas que podem ter pela frente penas de prisão que vão até 12 anos. De acordo com os serviços secretos ucranianos, dois dos detidos são altos funcionários do Ministério da Defesa da Ucrânia, mas também o diretor comercial da empresa de armamento ucraniana Lviv Arsenal e o representante de uma empresa estrangeira sediada nos Balcãs. Os funcionários do Ministério da Defesa são suspeitos de terem arranjado um esquema, essa empresa, para simular um contrato de compra de 100 mil morteiros. O Ministério da Defesa fez o pagamento, só que a empresa não entregou o material ao exército ucraniano. Ao mesmo tempo, parte deste dinheiro pago pelo Estado foi desviado para uma conta bancária nos Balcãs, oferecendo vantagem aos cinco detidos. Lembro que desde o início da guerra na Ucrânia, houve vários membros do governo Zelenskyy a serem demitidos por suspeitas de crimes de corrupção.

E, entretanto, há uma notícia que também merece destaque. As Forças Armadas da Ucrânia estão aptas para treinar 500 mil soldados, meio milhão de soldados, de acordo com a nova lei da mobilização.

Uma lei, Miguel, que pode entrar em breve. Ainda não há data, mas pode ser em breve. É o que afirma um major-general do exército ucraniano em entrevista à Rádio Liberty Donbas. Ele que diz que a Ucrânia está vários anos à frente daqueles que a treinam em termos de experiência de combate. Sobre quais são as posições que o corpo militar de Kiev mais precisa neste momento, o major-general responde que é infantaria. Resta saber, então, quando é que o Estado-Maior ucraniano vai convocar estes militares.

Centramos agora atenções num soldado russo condenado à prisão perpétua por ter raptado e matado habitantes de Chernihiv, uma cidade a norte de Kiev.

Sim, é uma notícia que está em destaque no Kyiv Independent, o crime que remonta à 2022. Este militar ao serviço do Kremlin deteve ilegadamente três civis, matou dois deles, vai agora enfrentar a prisão perpétua. É o que adianta hoje o gabinete do procurador-geral da Ucrânia. Nos dados da investigação a que o Kyiv Independent teve acesso, os civis foram mantidos num porão por várias horas para depois serem abatidos a tiro. O soldado russo foi considerado culpado por crimes de guerra. Há ainda o outro militar russo condenado pela Justiça, desta vez a 12 anos de prisão, por ter sequestrado um jovem ucraniano de 15 anos, também perto desta cidade de Chernihiv.

Fechamos com a notícia que faz manchete na agência de notícias Ukrinform, que diz que as forças russas perderam um grande número de veículos blindados desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia. Foram quase 5 mil.

Fora, Miguel, os 2600 tanques que também foram eliminados. Problema para a Ucrânia é que a Rússia mantém a capacidade de substituir as perdas no campo de batalha e continuar a guerra. Os dados foram contabilizados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, que diz, no entanto, que as forças terrestres russas perderam menos veículos em 2023 do que perderam em 2022. Estamos a falar em menos 40%. De acordo com as contas feitas pelo Reino Unido, citadas aqui pela Ukrinform, a Rússia pode, no entanto, gerar pelo menos, e atenção a este número, uma centena de tanques de batalha por mês.

Termina assim esta Guerra Traduzida, com destaque para a imprensa da Ucrânia.