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Guerra traduzida na Rádio Observador. Vamos analisar o que está em destaque na imprensa ucraniana. Ucrânia vai criar regimentos de assalto, drones e defesa aérea na Guarda Nacional.

O ministro do Interior da Ucrânia afirmou ter assinado hoje esse decreto. Um número significativo de unidades dentro do sistema está a desempenhar missões de combate diretamente na linha da frente. É analisado de forma constante o seu posicionamento, a natureza mutável das operações de combate e experiência ucraniana em tempos de guerra para melhorar a eficácia. O principal objetivo desta medida é fortalecer as capacidades das unidades no campo de batalha, ampliar o uso de tecnologias modernas e melhorar a eficácia no combate às ameaças aéreas. Essa abordagem já produziu resultados, diz Klimenko, em particular a reforma dos corpos dentro da estrutura das forças de defesa realizada no ano passado, que demonstrou uma eficácia durante essas operações de combate. Também garante o responsável que o ministério vai continuar a expandir a experiência no terreno e as soluções tecnológicas para salvar a vida dos soldados ucranianos e melhorar a eficácia das missões de combate.

E Kiev afirma que a máscara caiu a Viktor Orbán, depois do ministro húngaro dos Negócios Estrangeiros admitir uma ligação entre o dinheiro ucraniano apreendido no país e o caso do oleoduto Druzhba.

E o que é que aconteceu, Filipa? As autoridades húngaras apreenderam, falamos disso aqui na semana passada, dois veículos que pertenciam ao banco estatal ucraniano no dia 5 de março, enquanto transportavam 40 milhões de dólares, equivalente a 35 milhões de euros, e nove quilos de ouro. Eles iam da Áustria para a Ucrânia, passando pela Hungria. Sete funcionários do banco foram detidos. De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, as autoridades húngaras submeteram estes homens à pressão física e psicológica. A Hungria acabou por confessar abertamente ter usado esses carregamentos de dinheiro e o ouro ucranianos apreendidos para chantagear Kiev, foi o que admitiu o ministro húngaro dos Negócios Estrangeiros. Já o ministro da Construção e dos Transportes da Hungria reconheceu também abertamente a ligação entre a apreensão e estas detenções e a interrupção dos embarques de petróleo via Ucrânia. Diz o governo húngaro que não se pode deixar chantagear pela interrupção do oleoduto. É o oleoduto Druzhba, que transporta tanto para a Hungria como para a Eslováquia, e agora estão os dois países muito chateados com a Ucrânia, estão de costas voltadas com Kiev, porque querem que esse transporte seja retomado. A Hungria garante que não vai ser devolvido o dinheiro que foi apreendido à Ucrânia enquanto a situação não mudar. O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros responde então que a máscara caiu, os responsáveis pela Hungria não conseguem mais esconder o que são e confessam abertamente ter feito reféns, porque se foi uma operação fingida, não são detidos legalmente, são reféns, e roubado o dinheiro com o objetivo de exigir resgates.

E Diana, a Ucrânia vai receber 35 interceptores Patriot nas próximas semanas.

É uma entrega que ocorre no momento em que a Ucrânia enfrenta uma grave escassez de mísseis de interceção durante contínuos ataques russos com mísseis balísticos e de cruzeiro. Os sistemas Patriot, particularmente estes interceptores, os PAC-3, de fabrico norte-americano, são essenciais para neutralizar mísseis balísticos de alta velocidade. O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, assinou um acordo com parceiros europeus para a transferência de 30 sistemas destes para a Ucrânia. O Ministério da Defesa da Alemanha confirmou que os preparativos para a entrega estão em andamento, só que não especificou o número exato de equipamentos a serem carregados numa primeira fase. A Ucrânia precisa, Filipa, de uma média de 60 mísseis interceptores Patriot por mês.

E fica por aqui esta guerra traduzida.