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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador, o programa onde todos os dias passamos em revista o que dizem a imprensa russa e a imprensa ucraniana em tempo de guerra. Estou com a jornalista Diana Rosa. Boa noite, Diana.
Boa noite, Maria.
Hoje começamos pelos jornais da Ucrânia e com a situação difícil em Pokrovsk, no leste do país. Zelensky admite que há dificuldades nessa cidade, mas também em Zaporizhzhia, por causa do mau tempo e do aumento do número de ataques das tropas russas.
Sim, a Rússia está a aumentar não só o número de ataques, como também a escala desses bombardeamentos. É o que diz o presidente ucraniano, que admite que a situação continua difícil, embora garanta que a Ucrânia continua a destruir o inimigo. Ainda hoje, Kiev confirmou que 300 soldados russos entraram na cidade de Pokrovsk, informação avançada pelas próprias Forças Armadas da Ucrânia, neste que é um dos últimos bastiões da região do Donetsk. A zona onde se registam os combates foi um centro industrial e mineiro, que é considerada essencial para as comunicações das forças ucranianas. De acordo com Kiev, o objectivo da Rússia é alcançar a fronteira norte e, posteriormente, tentar cercar a frente de combate.
E ligeiramente mais a oeste, em Kherson, Diana, Zelensky assinalou hoje três anos desde que a Ucrânia conseguiu reconquistar a cidade.
O presidente ucraniano sublinha que os ocupantes fugiram e diz que foi a coragem do povo que tornou isso possível e lembrou também o dia em que as bandeiras da Ucrânia retornaram a Kherson. Volodymyr Zelensky adiantou que participou em várias reuniões focadas em assuntos de segurança e socioeconómicos, garante que estão a ser preparadas decisões que devem fortalecer a cidade. O líder da Ucrânia também visitou o Centro Infantil de Kherson, diz que assistiu a uma das aulas e ressalva a importância de que exista um local onde as crianças se possam desenvolver, apesar da guerra.
Ainda em destaque na imprensa ucraniana, os ministros dos Assuntos Europeus da União Europeia vão reunir-se em Lviv no próximo mês.
Dias 10 e 11 de dezembro. O objectivo é dar um impulso ao processo de adesão da Ucrânia face ao veto da Hungria. É o que adiantam fontes diplomáticas citadas pelo Kyiv Independent. Num relatório divulgado na semana passada, a Comissão Europeia concluiu que a Ucrânia, apesar da guerra causada pela Rússia, tem continuado fortemente empenhada no caminho de adesão, concluindo com sucesso o processo de avaliação e tem também avançado com reformas fundamentais. Mas, apesar desta opinião positiva, Kiev tem contado com a oposição húngara nas negociações dos capítulos. Os convites foram enviados em conjunto pela presidência dinamarquesa do Conselho da União Europeia e também pelo vice-primeiro-ministro da Ucrânia para a Integração Europeia. O texto diz que ao reunir os ministros da Ucrânia, é enviada uma mensagem política clara e unificada de que o futuro da Ucrânia está dentro do bloco comunitário.
As forças ucranianas atacaram uma refinaria russa na região de Orenburg, a 1400 km da Ucrânia, Diana.
Um ataque em profundidade é o que relata a imprensa ucraniana, que cita o Ministério da Defesa russo. O ministério diz que abateu um drone e o governador local confirma que uma instalação industrial foi atingida pelas forças da Ucrânia. Entretanto, Kiev também confirma o ataque a esta infraestrutura, que produz mais de 30 tipos de derivados de petróleo. Os drones ucranianos de longo alcance atingiram uma importante refinaria. Como dizia, já há relatórios preliminares que indicam que o ataque provocou diversas explosões e um incêndio. No entanto, a avaliação dos danos ainda está em andamento. O Kyiv Post adianta que esta refinaria possui quatro unidades principais de tratamento de petróleo, é uma das principais da Rússia.
São estes os destaques da imprensa ucraniana. Voltamos já a seguir para a segunda parte com os destaques da imprensa da Rússia.