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Segunda parte da Guerra Traduzida na Rádio Observador com a jornalista Laura Figueiredo. Falamos agora dos destaques da imprensa ucraniana. "Típicas mentiras russas". É assim que Volodymyr Zelensky responde às acusações do Kremlin de que Kiev tentou atacar a residência de Vladimir Putin.

O presidente ucraniano argumenta que a Rússia quer apenas prejudicar o progresso entre a Ucrânia e os Estados Unidos nas negociações de paz. De acordo com o The Kyiv Independent, Zelensky recusa por completo a acusação do Kremlin, diz que se trata de uma mentira e que possivelmente vai servir para justificar novos ataques russos. O presidente ucraniano salienta ainda que o Kremlin continua a recusar tomar medidas necessárias para terminar com a guerra. O líder ucraniano pede ainda que os Estados Unidos reajam às ameaças russas de forma adequada.

E Laura, os Estados Unidos deram à Ucrânia garantias de segurança por 15 anos e renováveis.

É notícia em destaque no The Kyiv Independent. Volodymyr Zelensky e Donald Trump estiveram ontem reunidos durante cerca de três horas na Flórida. Do encontro não saíram grandes avanços quanto ao plano de paz. Ainda assim, de acordo com o presidente ucraniano, os Estados Unidos ofereceram a Kiev garantias de segurança sólidas contra a Rússia por um período de 15 anos renovável. Zelensky revelou ainda que pediu a Donald Trump um prazo mais longo. Diz que gostaria de considerar a possibilidade de 30, 40, 50 anos. Afirma que Donald Trump se mostrou aberto a esta proposta. Ontem, no final da reunião, Donald Trump anunciou que a Rússia e a Ucrânia concordaram negociar através de um grupo de trabalho formado pelos principais colaboradores para finalizar um acordo de paz já nas próximas semanas.

E precisamente hoje, Laura, o presidente ucraniano e vários negociadores de Kiev falaram por telefone com o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, para coordenar as próximas etapas de um plano de paz para a Ucrânia.

O anúncio foi feito pelo principal negociador ucraniano. Umerov diz que o principal ponto da chamada foi coordenar novos contactos e os próximos passos. Isto no mesmo dia em que Zelensky rejeitou publicamente a posição russa sobre a região do Donbass, no leste da Ucrânia, classifica como uma fantasia. São declarações que surgiram depois da reunião entre Trump e Zelensky. Depois deste encontro, os dois falaram de progressos rumo a um acordo de paz, embora tenham reconhecido que continuam a existir questões espinhosas por resolver. Os dois líderes anunciaram ainda a criação de grupos de trabalho entre a Rússia e a Ucrânia para finalizar um eventual acordo nas próximas semanas, mas sem avançar datas ou locais.

E o presidente ucraniano defende que o plano de paz deve ser aprovado através de um referendo.

Zelensky considera que esta seria a mais forte confirmação histórica da força do documento, uma declaração do presidente ucraniano na rede social X e que teve eco na imprensa ucraniana. O presidente reconhece que nem todos veem a hipótese do referendo de forma positiva, porque obrigaria milhões de pessoas a expressar uma vontade perante este tema. Mas para Zelensky é precisamente crucial que haja uma expressão da vontade do povo da Ucrânia para que a nação aceite a paz e apoie o plano de paz. O presidente da Ucrânia diz ainda que a atitude da Rússia em relação ao referendo não é positiva, porque requer uma infraestrutura de segurança que obrigaria a um cessar-fogo. Zelensky explica que os russos nunca aceitariam conceder um cessar-fogo pelo número de dias necessários para fazer um referendo.

É o ponto final nesta Guerra Traduzida. Está de regresso amanhã.