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Esta é a história do dia da Rádio Observador: como um vídeo abriu uma crise institucional.

Esta não é a casa para quem não aguenta. Esta minha fúria é fúria de um tipo gelado.

Bem-dispostos, Marcelo Rebelo de Sousa, Augusto Santos Silva e António Costa conversam de forma descontraída na sala de visitas do Parlamento no dia 25 de abril. A câmera que captou as imagens tinha o microfone ligado. O som que estamos a ouvir não é o melhor, mas as três mais altas figuras do Estado comentavam o raspanete do presidente da Assembleia da República ao grupo parlamentar do Chega, a meio do discurso de Lula da Silva. O que disse Santos Silva neste vídeo que tanto irritou os partidos? E até que ponto o que foi dito numa conversa descontraída é reflexo da atual situação política? Vou conversar com o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes. Eu sou o Ricardo Conceição e esta é a história do dia. Bem-vindo, Rui.

Olá, Ricardo.

Rui, para contarmos esta história, temos de começar por um raspanete.

Os senhores deputados que querem permanecer na sessão plenária têm que se portar com a urbanidade, a cortesia, a educação que é exigida a qualquer representante do povo português.

Ralhete, reprimenda, não sei qual é a palavra que preferes, mas o que é que aconteceu aqui, Rui?

Vamos escolher então uma das palavras, pode ser ralhete.

Ok, ralhete.

De facto, o presidente da Assembleia da República decidiu, de uma forma muito veemente, condenar o Chega durante o protesto com o Lula da Silva e fê-lo nuns termos em que estava visivelmente irritado e isso notava-se quer no tom de voz, quer na própria postura corporal do presidente da assembleia.

Isso foi no dia 25 de abril, antes da sessão solene do 25 de abril. E este ralhete é importante porque nos leva ao momento seguinte desta história.

Aliás, acabou de uma forma muito engraçada que é com o Lula a acalmar.

Esta é uma conversa descontraída na sala das visitas do Parlamento entre o discurso de Lula e a sessão solene do 25 de abril, é isso?

É, há logo aqui uma diferença fundamental, que habitualmente no 25 de abril as entidades até podem chegar uns segundinhos mais cedo e irem pra uma sala reservada, mas nunca acontece isto. É uma sessão de boas-vindas com a sessão do 25 de abril a seguir. Houve ali um hiato de tempo em que as principais figuras do Estado tiveram que esperar entre uma sessão e outra. Portanto, este momento foi mais prolongado do que o habitual. E sendo mais prolongado, Augusto Santos Silva estava numa espécie de pós-jogo, ainda meio nervoso, a comentar com os seus colegas de topo da nação, podemos chamar assim.

Estamos a falar do número um, número dois e número três na hierarquia do Estado.

Exatamente. Por acaso tem graça que pouco depois o presidente do Tribunal Constitucional, que é outra das figuras de topo do Estado, acabaria por sair e ficámos o país sem presidente durante algum tempo. Mas sim, estavam ali as principais figuras do Estado de uma forma muito distendida, a falar de uma forma muito descontraída, e foi aí que acabaram por ser apanhados a dizer algumas coisas, nomeadamente a criticar dois dos partidos do hemiciclo que se irritaram muito com esta conversa.

Mas o que foi dito nessa conversa?

Desde logo, foi dito que o Chega e a Iniciativa Liberal tiveram uma postura pouco condizente com aquilo que aquelas pessoas, e nomeadamente o presidente da Assembleia da República, acha que é correto e que é protocolar. Sobre a Iniciativa Liberal e sobre esta frase, não há dúvida nenhuma, mesmo que a qualidade do som não seja a melhor, é que disse que aquilo que a Iniciativa Liberal fez não foi nada. Depois também disse que justificou a fúria, apesar de ser um tipo gelado, derreteu de alguma forma o presidente da Assembleia da República com a atitude do Chega. E, portanto, o que há ali é uma crítica a estes partidos, que têm já alguma relação tensa, mais o Chega, mas também a Iniciativa Liberal com o presidente da Assembleia, e por isso, isso irritou-os mais ainda por ser naquele contexto fechado, amigavelmente, quais jogadores de cartas que estão ali na conversa. Podemos dizer os jogadores de cartas do quadro de Cézanne, são só dois, ali estão três, mas também não dá pra jogar à sueca. Mas também havia ali mais pessoas à volta, mas toda aquela cumplicidade, no momento mais distendido, irritou bastante quem estava a ser visado e quem estava a ser criticado por esse momento.

Estas imagens são captadas por uma câmera que estava a transmitir aqueles momentos enquanto se esperava pelo arranque da sessão seguinte, só que o microfone ficou ligado e foi captada essa conversa.

Precisamente. Às vezes temos aqui alguns problemas relativamente a isto, que os políticos deixam entrar para reuniões reservadas As câmeras sem microfone.

Para recolha de imagens.

Para recolha de imagens, precisamente. E não entram os microfones, mas a própria câmera tem um microfone integrado, que é quando nós ouvimos o som mais de fundo. Vou me afastar assim um bocadinho, mais ao fundo.

Foi um belo efeito sonoro, Rui Pedro Antunes.

Foi. E como isto acontece, muitas vezes os políticos, como não veem lá os microfones, ficam um bocadinho mais leves. Acontece muito antes das reuniões do Eurogrupo, por exemplo, antes das reuniões do Conselho Europeu, e às vezes até há assim umas situações meio complicadas. Lembro-me de uma frase do Berlusconi, aparentemente sobre a mulher de Nicolas Sarkozy, e outras, também do próprio ministro Rui Pereira. Às vezes são apanhadas situações meio constrangedoras e até há uma estação televisiva que tem um programa só sobre isso, que utiliza o som de fundo. Isto é sempre muito polémico. Neste caso, não foram as televisões a fazê-lo, os órgãos de comunicação, foi uma câmera da ARTV, que é o canal do Parlamento. Falei com técnicos que estão há muitos anos no Parlamento e até de estações televisivas de outros órgãos de comunicação, que de fato dizem que muitas vezes aquele microfone está aberto. Os momentos são mais fugazes, enquanto se está no corredor, ou então o canal Parlamento tem alguém a comentar por cima, ou muda de repente de câmera e muda o som de sala. E neste caso, houve aqui uma conjugação de fatores. Não parece ter havido aqui nenhuma conspiração de ninguém do Parlamento ao revelar isto. O que é certo é que foi revelado no site do Parlamento.

Exatamente. Portanto, este vídeo estava disponível no site da ARTV, entretanto foi apagado?

Sim, foi apagado depois da notícia d'O Observador, o que causa logo alguma estranheza, precisamente por quê? Porque o presidente da Assembleia da República, podemos depois também falar sobre isso, Ricardo, nesta conversa, diz acertamente que algumas palavras que nós legendamos não eram exatamente aquelas e nesse aspecto acaba por haver ali alguma dúvida. Mas os próprios cidadãos podiam ir ao site do Parlamento, ampliar o som, tentar ouvir e fazer o próprio juízo com o vídeo na íntegra. A partir do momento que a Assembleia, que pugna pela transparência, retira o vídeo do site, aumenta a suspeição sobre o vídeo. É claro que, e tenho que dizer isso, é coerente com as palavras de Augusto Santos Silva, quando justifica que aquilo poderá ser ilegal. Se acha que é ilegal, não podia manter no site, mas se cria aqui uma dualidade que ou é mau, ou é mau pra Assembleia.

E tu falavas aí de um desmentido de Augusto Santos Silva, porque há aqui uma palavra que num comunicado, e depois Augusto Santos Silva vem corrigir. Ora, nós num primeiro momento dizemos que ele fala de falta de integridade por parte da Iniciativa Liberal, e Santos Silva diz que estava a falar de falta de maturidade.

É verdade. Para ser totalmente sincero, aberto e transparente, no momento em que nós ouvimos aqui, até com fones mais especificamente, parecia mesmo integridade política. O próprio Augusto Santos Silva, mais tarde, vem falar em maturidade política e cria a dúvida. E por criar a dúvida, nós até fizemos uma coisa: mexemos na nossa legendagem, retiramos a palavra e colocamos em parênteses retos. Nós não assumimos que a nossa versão é melhor, temos a humildade de dizer que pode ser qualquer uma das duas, mas que não há forma de provar. E, portanto, damos aos nossos leitores, aos nossos ouvintes, a possibilidade de fazerem o próprio juízo. Mas isso não é fundamental pro tom, pra aquilo que irritou a Iniciativa Liberal. É uma palavra e uma referência que o presidente da Assembleia também critica de um parêntesis reto que colocamos numa outra parte do vídeo, mas de qualquer forma, não é fundamental, não muda o tom, não muda o espírito da notícia, nada disso. E, portanto, nesse aspecto, houve aqui uma pequena divergência, mas que não muda o sentido da notícia.

Mas foi aberto um inquérito. Como é que este vídeo vai parar sem edição, com o som, ao site?

Sim, eu acho que aí é mais para, não digo que é para inglês ver, mas é para as outras figuras da nação verem, porque ficaram irritadas com isto e Santos Silva pediu desculpa. E é uma investigação interna, uma espécie de caça às bruxas, pra ver quem é que falhou. Parece-me que isto pode até não ser uma falha técnica, mas ser a tal conjugação de fatores que falávamos há pouco, demorarem mais tempo, ser a primeira vez que acontece. Mas pronto, se ele quer fazer esta caça às bruxas, não percebo exatamente onde é que isto vai chegar. Não é por isto que a situação vai melhorar ou piorar. Já aconteceu e nesse aspecto foi uma conversa que não dignificou muito estas entidades.

E já voltamos à conversa com Rui Pedro Antunes, editor de política d'O Observador. Vamos tentar perceber se o conteúdo daquela conversa descontraída pode ou não ter consequências políticas. Sejam quem forem os guionistas do "Filho da TAP", que eu acho que está muito interessante. Esta primeira temporada é claramente um sucesso, não é? E eu acho que vai continuar. E depois é quem faz o debrief de tudo isto às sextas-feiras também.

Eu sou Alexandra Machado, editora de economia, e tenho comigo Ana Sales, editora adjunta de economia, e Ana Suspiro, grande repórter d'O Observador. Todas as semanas vamos estar aqui na Rádio Observador a discutir a TAP. Passamos em revista as principais novidades e fica desde já prometido um debate muito aceso entre nós as três.

Check-in, não é?

Check-in. Cheque-in.

O cheque com...

Com C-H-E-Q-U-E.

O Check-in passa na Rádio Observador depois do jornal das 14h às sextas-feiras e claro, está também disponível em podcast. Estamos de regresso à conversa com Rui Pedro Antunes, editor de política d'O Observador. Rui Pedro, vamos às reações, e já falavas delas há pouco, dos partidos. A Iniciativa Liberal parece-me que ficou particularmente ofendida com o que foi dito na sala das visitas do Parlamento

É verdade, para a Iniciativa Liberal não interessa muito se o que Augusto Santos Silva disse foi integridade política ou maturidade política e até arranjou uma reação para as duas versões. Se Santos Silva disse integridade política, eles atacam com o argumento que é quem esteve muitos anos ao lado de José Sócrates não pode alegar que alguém tem falta de integridade política. Por outro lado, se foi maturidade política, aí a Iniciativa Liberal até foi mais vocal e disse que só pode vir de alguém que está tão maduro que até é uma fruta fora de prazo, que olha para as outras frutas e estão todas pouco maduras. Acabou por ser assim, quase associar Augusto Santos Silva a uma coisa bafienta. Foi uma reação que podemos chamar de semiviolenta, uma conferência de imprensa no dia seguinte a isto ter acontecido. Podemos dizer que sim, que foi uma reação violenta. Não foi ao ponto de pedir a saída de Santos Silva, mas exigiu várias vezes que se retratasse e sinalizou que está a ser um incendiário.

E Rui Rocha falou na conferência de imprensa de manhã e depois à tarde outra vez no plenário.

Precisamente, e à tarde no plenário acabou por repetir, como disse que faria, frente a frente, cara a cara com Augusto Santos Silva, mas nenhuma das reivindicações de Rui Rocha foi correspondida.

E a semana arrancou com um bate-boca feio com o Chega, entre Santos Silva e o Chega, e agora o Chega também se sentiu ofendido com aquilo que ouviu neste vídeo.

O líder parlamentar Pedro Pinto acabou por também se sentir afetado pelo vídeo, até porque nesse aspecto o Chega é muito criticado e de forma clara, como alguém que é mal-educado, como alguém que fez pior ainda do que a Iniciativa Liberal. E nesse aspecto, o Chega não deixou de também de uma forma muito vocal, pedir a demissão de Augusto Santos Silva, que é uma coisa que tem feito de forma bastante recorrente, e de criar ali mais um número de ataque político ao presidente da assembleia, que não pediu desculpas nem ao Chega, nem à Iniciativa Liberal. Um detalhe, Ricardo, que é: o Chega quando falava, dizia dois partidos. Falou sempre a defender-se ele próprio e a Iniciativa Liberal. Isso forçou o líder da bancada da IL a pedir a palavra para dizer: "Nós sabemos nos defender, não queremos que o Chega nos esteja a defender a nós." Também houve ali um incidente entre bancadas.

E o que é que disse Augusto Santos Silva aos deputados e, no fundo, ao país, na sessão desta quinta-feira?

Bom, eu costumo dizer que até inclusivamente de pessoas que se sentaram naquela cadeira, que eu acho que o Partido Socialista às vezes tem um problema com escutas. Não é nenhuma escuta que foram escutados ilegalmente. Eu até pensei que estava num caso Watergate em vez de Fúria Gate. Achou que foi escutado ilegalmente, que tem que se apurar, que o som foi recolhido de forma ilegal.

É lamentável e é inaceitável que na Assembleia da República escolham imagens e captação de som de pessoas, sem essas pessoas saberem e sem essas pessoas estarem a autorizar essa recolha.

Tanto que isto é gravíssimo, que põe em causa a dignidade das instituições e portanto, nesse aspecto, Augusto Santos Silva vitimizou-se como fosse vítima de uma grande cabala, estou a utilizar esta expressão também porque é do tempo das escutas, como uma grande cabala, e portanto, nesse aspecto, o que houve foi alguma vitimização em dizer que vai apurar tudo, vai atrás de quem cometeu o erro e que foi tudo recolhido de forma ilegal. Isto acontece todos os dias na política, quem acompanha, quem anda como Santos Silva nisto há vários anos, seja dos tempos em que ele dizia que malhava na direita, seja dos tempos em que ele dizia que a concertação social era uma feira de gado. Sempre existiu.

Exatamente. Porque não é a primeira vez que Augusto Santos Silva é protagonista de, no mínimo, frases polémicas, não é?

Sim, essa da feira de gado é essa situação que falávamos há pouco, que é uma câmera de uma televisão que pelo microfone da própria câmera, e não o microfone do repórter, apanhou o ministro Augusto Santos Silva a parabenizar o ministro Vieira da Silva pela forma como negociou um acordo de concertação social a dizer que aquilo era como uma feira de gado. A expressão é engraçada. Obviamente que ele não estava a chamar a concertação social de gado, mas lá está, é preciso ter um cuidado, e quando ele tem um cuidado quando está no púlpito, que esse cuidado tem que se transportar para outros eventos. Não é quando está à mesa de casa, é quando está na rua.

Deixa-me pegar nesse ponto, porque o presidente da Assembleia da República, que é a segunda figura na hierarquia do Estado, falava nisso que estavas a descrever, um atropelo aos direitos, uma espécie de escuta ilegal de que foi alvo, neste caso, conjuntamente com o Primeiro-Ministro e o Presidente da República no momento de descontração. Já falaste aí em N casos. Isto pode levar a uma pergunta que é: até que ponto é ou não legítimo divulgar estas imagens daquilo que é uma conversa entre três pessoas que acham que estão só a falar entre elas?

Bom, da minha parte, e eu admito que não sou um purista, se me faz essa pergunta diretamente, eu diria que sempre que há um valor informativo relevante, e se foi ainda por cima divulgado pelo próprio órgão de soberania, que era o anfitrião e que era o host do momento.

Ou seja, não são imagens em bruto que estão guardadas numa cassete. São imagens que estão num site.

Exatamente, e que foram publicadas num site e pelo próprio órgão de soberania, sem nenhuma indicação para não serem utilizadas, sem nenhum ponto de vista ético. Muitos daqueles protagonistas, muitas vezes em reportagens, em mercados, em hospitais, em escolas, fazem apontamentos laterais que nós escrevemos nas reportagens, colocamos nas peças televisivas, colocamos nas peças de rádio, estão mais do que habituados a isso. Mas eu aqui citaria António Luís Santos Costa, primeiro-ministro de Portugal. Um ministro Nem à mesa de um café se pode esquecer que é ministro. E não estava sequer na mesa do café. Estava numa sala que, como hoje lembraram, não era propriamente reservada, tinha várias pessoas à volta e tinha uma câmera a apontar para ele. Entretanto, também vi numas imagens da CNN que a própria mulher de António Costa, Fernanda Tadeu, lhe deu um toque no braço e disse: "Câmeras." Alguém, alguma política experiente, que não sendo política, tem experiência destas coisas. Fernanda Tadeu sempre muito atenta. Se calhar, Augusto Santos Silva devia começar por aí. E portanto, sim. Mas resumindo, Ricardo, sem dúvida que é legítimo quando há valor informativo, quando é apenas uma coisa de circunstância, talvez não seja legítimo.

A conversa está cá fora, já todos percebemos o que foi dito e o que não foi dito, e quem não percebeu, recomendo aqui a leitura d'O Observador, está lá tudo muito bem explicado. Podemos, deste caso, Rui Pedro, fazer alguma leitura política? O que se retira desta conversa?

A leitura política de uma forma sintética, as três figuras do Estado dão-se muito bem entre si. Concordam, também parecem concordar na postura relativamente ao Chega. Lá está, António Costa foi mais recuado, percebeu em algum momento que estava a ser filmado, mas de qualquer das formas, têm uma mesma posição alinhada. Percebe-se que vai haver uma legislatura longa, com muitos conflitos entre o Chega e o presidente da Assembleia e também entre a Iniciativa Liberal e o presidente da Assembleia. Percebeu-se que vai sempre haver uma grande cumplicidade entre Augusto Santos Silva e Marcelo Rebelo de Sousa e percebeu-se que o presidente também terá problemas junto da sua área de apoio político por natureza, que é o centro-direita, a direita moderada, vai até alguma direita conservadora e também ao centro-esquerda, e que terá algum problema em captar e em ter a simpatia de alguns daqueles partidos, porque, de facto, ele sente-se bem ali junto ao regime, junto ao centrão, e isso muitas vezes não é bem visto por estes partidos, que podemos chamar assim, mais disruptivos, como são a Iniciativa Liberal e o Chega.

Obrigado, Rui Pedro.

Obrigado, Ricardo.

Rui Pedro Antunes é editor de política d'O Observador. Esta foi a história do dia. Os sons que ouvimos são da Rádio Observador e também da ARTV. Este episódio contou com a colaboração da jornalista Maria Miguel Duarte, sonoplastia de Artur Costa e a música do genérico é do João Ribeiro. Eu sou o Ricardo Conceição. Bom fim de semana e até terça.