Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Eu ouvi a pergunta, mas ela não é pergunta.
A pergunta parte de um princípio errado.
Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos.
Eu às vezes tenho mais para fazer do que estar a responder diariamente.
Estas perguntas são uma antecipação daquelas que a comunicação social vai fazer.
Então Bruno, quer dizer que tudo está bem quando acaba bem?
Tudo está bem quando acaba, e as coisas normalmente acabam. Acabou ou está a acabar a presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, e agora que Marcelo se vai embora, as palavras de despedida para com o último primeiro-ministro que conviveu, também foram só dois, foram de paz e amizade. Muita amizade, diz que houve cooperação, fruto do conhecimento de duas décadas entre os dois. Até disse que Luís Montenegro era rápido, que há uns tempos dizia que era lento. Já nos esquecemos.
Não era António Costa que era lento?
O outro era rústico. António Costa é que era lento.
Era, António Costa era lento.
Montenegro é rápido.
Não, era rústico.
Era rústico.
Tantas coisas boas aplicadas à gastronomia.
Em resumo, foram felizes e sabiam, disse Marcelo Rebelo de Sousa. Montenegro também se mostrou radiante. "Fomos felizes e eficazes", disse o primeiro-ministro. Diz até que em certas situações recorreu ao conhecimento técnico-jurídico do presidente e que contou com a sua análise da realidade, a célebre cenarização que tornou tão popular Marcelo Rebelo de Sousa. Com toda esta felicidade, o primeiro-ministro até teve de esclarecer que a felicidade não era por estar a dizer adeus a Marcelo, mas pela sã convivência entre os inquilinos dos dois palácios. Parece que Belém tem mesmo mais encantos na hora da despedida.
O que é aquilo? É um pássaro? Não. É um OVNI? É um avião? João, você está a ver coisas.
Então.
O que foi aquilo?
Calma. Calma, Marisa.
Eu esta manhã estou um pouco estranha. Minha amiga Carla deu-me um comprimido que eu estou cheia de dor na minha tendinite, portanto, se eu começar a falar assim, não estranhe.
Acontece sempre comigo.
Portanto, também estou a ver coisas, provavelmente.
Estás a ver coisas, mas calma, Marisa.
É o quê?
É só mais um vereador do Chega a abandonar o partido. Calma. Eles saem depressa. Aliás, eles vão saindo, saem tão bem, saem ao ritmo a que saem os peixinhos quentes. Ontem foi a vez do Hugo Silva, no Fundão. Abandonou o partido, mas continua como vereador, também é um clássico. Trata-se, diz o próprio, de uma decisão pessoal que foi ponderada e tomada na sequência de um processo de reflexão sério e responsável. Não duvidamos, neste caso, a saída. O problema é que a decisão de concorrer pelo Chega terá sido então nada sério e responsável. Com este já serão cerca de uma dezena os vereadores que bateram com a porta, isto em menos de meio ano, desde que tomaram posse, as eleições foram em outubro. Fazendo as contas, são 7,5% dos eleitos do partido em outubro. Já é um numerozinho. No mandato anterior, o Chega acabou os quatro anos com menos de metade das pessoas que tinha eleito. Mais de metade saíram. Daqui até lá ainda faltam sair muitos vereadores até ao fim do mandato.
Bruno, pergunta para o Caetinho. É melhor fechar urgências ou ter urgências intermitentes?
Instintivamente diríamos que encerrar urgências, encerrar serviços nunca é uma boa ideia, sobretudo se as urgências ou quaisquer serviços que sejam, fecham por falta de funcionários, neste caso médicos, que foi o que reconheceu o diretor executivo do SNS. O critério deveria ser o da população servida e não, claro, a incapacidade do SNS de manter as urgências a funcionar. Mas não havendo médicos, é preferível, de facto, centralizar os serviços e acabar com estas urgências que ora estão abertas, ora estão fechadas, o que gera muito mais incerteza nas utentes. Agora foi anunciado o encerramento da urgência de obstetrícia do Hospital de Vila Franca de Xira, depois de na semana passada ter sido anunciado o encerramento da urgência do Barreiro. Em princípio, as grávidas da área de Vila Franca terão de ir para o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures. Mas fica a pergunta: haverá capacidade de resposta e condições clínicas para o aumento, que será inevitável, de utentes?
Pois, fica essa pergunta. E outra também, Paulo, o Donald Trump quer mesmo mandar no Irão?
Ele pelo menos quer repetir a receita da Venezuela, que é eliminar a chefia do Estado e condicionar a sucessão, no fundo, ter uma palavra a dizer com substitutos. Trump disse ontem mesmo isso, quer ter uma palavra a dizer sobre a escolha do novo líder iraniano e disse também que ter o filho de Khamenei como sucessor é inaceitável, a palavra do presidente americano. Isto coloca dúvidas sobre o âmbito e a profundidade da intervenção americana e israelita, e também sobre a forma como Washington vai ter essa influência acerca dos dirigentes do país. Isto, pelo menos, sem colocar, como se costuma dizer, as botas no terreno, sem ter tropas no território. Vamos ver como é que ele vai condicionar isso. Aparentemente, este conflito ainda está mesmo só a começar.
Eu ouvi a pergunta, mas ela não é pergunta.
A pergunta parte de um princípio errado.
Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos.
Eu às vezes tenho mais para fazer do que estar a responder diariamente.
Estas perguntas são uma antecipação daquelas que a comunicação social vai fazer.