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Está no ar mais um "Boa Moeda, Má Moeda". Hoje com a jornalista da editoria de economia do Observador, a Cátia Rocha. Olá, Cátia, bom dia, bem-vinda.
Olá, bom dia.
É um gosto receber-te nas manhãs. Estamos em semana de regresso às aulas e, Cátia, já há dados sobre quanto é que as famílias podem contar gastar este ano.
Sim, de acordo com um estudo de regresso às aulas feito pela CTLM, em média, as famílias em Portugal vão gastar €604 por estudante. Deste valor, pelo menos €164 são para material escolar que é considerado essencial, ou seja, cadernos, canetas, por aí fora.
E estes €604 por estudante está acima do valor do ano passado?
Sim, ligeiramente acima. No ano passado, a expectativa de gastos era de €598. Ou seja, se fizermos as contas, é um aumento de €6 por aluno.
E sabemos em que é que as famílias vão gastar mais?
O estudo divide as intenções de compra em várias categorias, mas neste pacote há aqui uma expressão clara de que além do material essencial, de que já falámos, vão também as compras de roupa e de calçado, com um gasto médio de €145 por aluno. E embora haja atualmente vouchers para os livros escolares, mais de 75% dos inquiridos vão comprar material de apoio didático extra, que tem um custo médio de €70.
Ainda cresce aquele valor.
Exatamente.
E Cátia, esta é também uma altura em que muitas famílias vão à procura de atualizar o computador, não é?
É verdade.
Acontece, de tempos em tempos é preciso.
É verdade. A estimativa é de que as famílias comprem um computador novo ou um tablet a cada dois ou três anos, porque este equipamento já tem uma grande presença na parte do material escolar para fazer os trabalhos.
Tudo, hoje em dia é essencial.
Aliás, neste estudo "Regresso às Aulas", mais de metade dos inquiridos referiu que comprou um computador. Só que esta é uma categoria que pesa muito no orçamento familiar. 65% dos encarregados de educação queixaram-se mesmo dos preços elevados destes equipamentos.
É a maioria. E há alguma ideia sobre quanto é que isto pesa no orçamento de cada família?
É uma despesa que pode pesar, em média, €650. Mas claro que depende do tipo de equipamento, das características técnicas. Mas há famílias que estão a comprar computadores em segunda mão. Segundo este estudo, 11% das famílias optaram por esta solução.
E que é uma tendência que tem estado a crescer imenso no mercado.
Sim, até já se transformou num segmento de negócio, que é o dos produtos recondicionados. Ou seja, são produtos que já foram usados, mas que passam a ter uma espécie de segunda vida.
O ambiente agradece também.
Exatamente, é verdade. E com preços bem mais acessíveis. Já é possível encontrar portáteis, mas também há tablets, há telemóveis recondicionados. Há cada vez mais empresas que estão a ter uma área de recondicionados, com garantias que já podem ir até aos dois anos.
Aqui só importa estar atento às condições. Em que condição é que estão e como é que isto funciona?
A lógica dos produtos recondicionados é que têm de estar funcionais e em bom estado. Passam por várias avaliações e são reparados. Podem ser produtos que são devolvidos às marcas ou mesmo de retoma, por exemplo, quando se compra um produto novo e se entrega o velho para tentar abater alguma coisa no preço. Como já disse, são avaliados, são reparados e recebem uma nota consoante o estado.
E depois é essa nota que vai influenciar o preço.
Sim, os produtos recondicionados têm estas notas que podem ir de A a C. A nota A é dada a um produto que está em muito bom estado, quase sem marcas de uso, seminovo.
Será a melhor nota.
Também é o que tem os preços mais altos. Já a nota C é dada a um computador ou um telefone com marcas visíveis, mas que está totalmente funcional. A premissa é sempre que tem de estar tudo a funcionar. E é também aqui nestas notas C que é possível encontrar os produtos com preços mais baixos.
Boa dica. Cátia Rocha, da editoria de Economia do Observador. E amanhã, quem é que vai cá estar?
Amanhã vamos ter a Ana Sales.
Então cá esperamos. Obrigada, Cátia. Foi um gosto receber-te nas manhãs. Obrigada.