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Olá, bem-vindo ao "Brainstorming", a sua dose certa de criatividade semanal. Desta vez, inspirados pelas comemorações do Dia Internacional da Mulher, olhamos para algo que continua a merecer atenção e ação, porque quando falamos de mulheres, falamos de talento, de criatividade, de coragem e de uma capacidade extraordinária de transformar o mundo, muitas vezes sem fazer grande alarido. Mas falamos também de igualdade, do que já foi conquistado e do que ainda falta conquistar. E por falar em conquistar, coisas como a independência e condições de vida, temos conosco também um convidado, o Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal, que nos vai falar acerca das principais conclusões do estudo Acessibilidade à Habitação. É um tema que influencia diretamente a vida de milhares de famílias e também a igualdade de oportunidades. Quanto às notícias da semana, lembram-nos precisamente isso. Temos uma marca de energia que promete descontos para sempre, um país que oferece ilhas a quem procura silêncio e natureza e um estudo que mostra que até a inteligência artificial ainda carrega preconceitos bem humanos. Vamos a isto? Nos 50 anos da EDP. No ano em que celebra 50 anos, a EDP Comercial lançou uma oferta pouco comum: 10% de desconto na fatura da eletricidade para sempre. A campanha surge sob o mote "Um desconto para lá do que imaginas" e integra o conceito institucional "Imagina os próximos 50". É para sempre. O apresentador João Baião volta a ser o rosto da campanha. No filme publicitário, uma festa de aniversário transforma-se numa viagem imaginária pelo futuro, de uma estação espacial portuguesa a um planeta distante, sempre com a mesma pergunta: será mesmo para sempre? E a resposta mantém-se afirmativa. A criatividade da campanha é da nossa e o planeamento de meios da Wavemaker tem presença em televisão, rádio digital, mupis e lojas da marca. Parabéns, EDP Comercial. "The dreamiest of dreams. Your own Swedish island." E agora voamos até à Suécia. Isto porque a Visit Sweden, em parceria com a agência Prime Weber Shandwick, lançou a campanha "Your Swedish Island", ou em português, "A Sua Ilha Sueca". A iniciativa oferece a cinco pessoas a possibilidade de se tornarem guardiões temporários de uma ilha sueca durante um ano. Já imaginou ter uma ilha sueca durante um ano? Eu, por acaso, nunca tinha imaginado isto. Num país com mais de 267 mil ilhas, os candidatos devem enviar um vídeo criativo a explicar por que razão merecem viver esta experiência. E se é o seu caso, então estamos também à espera de ver esse vídeo. Os vencedores recebem um certificado oficial de custódia da ilha e também viagens de ida e volta para duas pessoas, para verem, afinal de contas, o que é que ganharam por lá. Mais do que um prémio turístico, a campanha capta uma tendência muito atual. Num mundo cada vez mais acelerado, o verdadeiro luxo pode ser simplesmente tempo, silêncio e natureza. E uma custódia de uma ilha sueca, ou uma ilha sueca chamada Custódia. Não sei, qualquer coisa do gênero. "Your Swedish Island". Boa ideia. Mais uma edição do "Brainstorming" e nesta temos o prazer de conversar com Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal. Ricardo, sê muito bem-vindo aqui a este nosso, que agora também é o teu espaço. Começamos desde já por olhar para a Century 21, que lançou as principais conclusões do estudo Acessibilidade à Habitação. Já vamos falar sobre isso mais à frente, mas antes de falarmos dessas conclusões, explica-nos o que é este estudo, o estudo de acessibilidade à habitação e em que é que isto contribui para o público em geral. Parece-me que tem algo de serviço público, é verdade?

Assim esperamos. Hugo, muito obrigado pelo convite. É um prazer poder estar aqui, hoje deste lado, no "Brainstorming". De facto, este é um estudo muito importante para nós. Nós já estamos na terceira edição deste estudo, que fazemos cada dois anos. E o que nós procuramos perceber é o verdadeiro custo da habitação para os portugueses, o acesso da habitação aos portugueses. Ou seja, cruzamos o valor das casas num determinado concelho com o rendimento médio das famílias nesses concelhos, para termos dados claros e transparentes daquilo que é hoje o esforço que os portugueses têm que fazer para comprarem a sua primeira casa e para viverem nas cidades.

E segundo sei, parece que o nosso país está a avançar em duas velocidades. Que velocidades é que são estas e como é que isto se deteta na prática? Como é que se transpõe para a realidade estas duas velocidades?

Essa é uma das grandes conclusões deste estudo, que é a explicação deste paradoxo que vivemos, que é um mercado muito dinâmico, muito ativo. Venderam-se em 2025 mais de 160 mil casas, um número historicamente alto, incrível. E a pergunta é: como é possível venderem-se tantas casas se há uma crise da habitação, que, na realidade, não existe. Existe uma crise de acesso. É isso que nós mostramos neste estudo, que o mercado, essas duas velocidades, é quem já é proprietário, quem já tem a sua casa, está numa situação hoje muito mais privilegiada do que aqueles que querem entrar no mercado pela primeira vez. E claramente, aqui quem paga a fatura mais alta são os jovens, que veem os seus sonhos adiados, ficam mais tempo em casa dos pais, adiam decisões importantes como casar, ter filhos, e isso obviamente tem um impacto social e demográfico muito importante no nosso país.

Estavas a falar acerca dos jovens. Ainda assim, há medidas que já foram postas em prática que propiciam ou que ajudam, de alguma forma, os jovens a entrarem neste mercado e conseguirem adquirir uma primeira habitação. As medidas que estão em prática são suficientes?

Não são suficientes porque não atacam o verdadeiro problema que nós temos. Isto é um problema estrutural e precisa de medidas estruturais. Estas soluções de curto prazo, de apoio aos jovens, são importantes, são necessárias. Na nossa opinião, e temos defendido isso, deviam ter sido mais cirúrgicas, chegar aos jovens que realmente precisam, que estão excluídos do mercado, porque foi e está a ser uma medida demasiado transversal, que chega a muitos jovens. O objetivo penso que foi mesmo esse, todos os jovens poderem aceder. Contudo, não ajuda quem realmente precisa, porque quem está fora do mercado vai continuar fora do mercado. Na nossa opinião, o apoio aos jovens devia ser direcionado a quem está excluído do mercado, porque muitos desses jovens que irão incentivo a adquirirem a sua casa, já o iriam fazer de qualquer forma. E nesse sentido, acreditamos que muito desse esforço foi desperdiçado por não ajudar realmente quem está fora de um mercado e precisa. Porque o ponto não é a garantia pública que eu tenho 100% do crédito. O ponto não é só o desconto e a poupança, que é importante, dos impostos, dos impostos de selo, é o rendimento dos jovens. E isso é que limita o acesso à habitação.

Vamos à prática. De acordo com este estudo de acessibilidade à habitação, vamos olhar, por exemplo, pessoas que compram casa em Lisboa e no Porto, versus alguém que compre uma casa em Beja. É aqui que se conseguem detetar estas duas velocidades de que falávamos?

Não. Esta realidade é igual em todo o território. Vivo eu em Beja, Vila Real, Castelo Branco, Santarém, Lisboa ou Porto. A diferença está em se eu sou proprietário ou não sou proprietário. Porque o que nós fazemos e cruzamos é o rendimento da família e dos jovens na cidade de Beja e qual é o esforço que é preciso fazer para comprar na cidade de Beja.

E, portanto, este esforço e esta incapacidade de aceder ao mercado habitacional é transversal de norte a sul do país, litoral e interior?

Está a evoluir, obviamente que evolui em diferentes velocidades. A área metropolitana do Porto, a área metropolitana de Lisboa e o Algarve são outra divisão. O desafio que temos nestas três regiões é incomparavelmente superior ao que temos no resto do país. E é aqui que se concentra o verdadeiro problema do acesso à habitação. E é um problema que se está a estender não só à cidade principal, neste caso seria Lisboa ou Porto, mas também às periferias. E isso é algo que nós fazemos também no nosso estudo, é verificar a mobilidade da população. Se hoje estamos a vender 165 mil casas em Portugal, se o país está com o mercado dinâmico, isso deve-se ao facto da troca de casa. Eu troco a minha casa para comprar outra. Eu beneficio daquilo que foi a valorização dos imóveis durante estes anos. Mas também é a mobilidade das pessoas entre os concelhos. Se eu saio de Lisboa, passo a comprar na Amadora, passo a comprar na Margem Sul, e isto começa a criar pressão, porque pessoas com um rendimento superior, com base no concelho de origem, deslocam-se para concelhos onde a oferta é proporcionalmente mais barata, porque eu vou com um rendimento superior, pondo pressão nesses concelhos, fazendo o preço subir também nesses concelhos.

E para além desta questão da mobilidade, para além destas duas velocidades entre quem já é proprietário e quem está a tentar entrar no mercado ou comprar uma casa, há mais conclusões que podemos retirar deste estudo de acessibilidade à habitação?

Hugo, eu destacaria uma que para nós é muito evidente, mas saímos da ideologia e entramos na matemática, é que temos casas com preços europeus, mas temos salários portugueses. E este é o grande choque que existe e tem que ser tratado com coragem política e de todos os atores no mercado. Se nós cruzarmos a oferta de Madrid abaixo de 300 mil €, é muito superior à oferta que existe na cidade de Lisboa abaixo de 300 mil €, e o rendimento médio das famílias da cidade de Madrid é praticamente o dobro do rendimento médio das famílias da cidade de Lisboa.

Portanto, posso deduzir ou concluir que combater esta dificuldade de entrada no mercado habitacional, tentar combater isso pelo preço dos imóveis, dos bens, é uma luta perdida, tem que se combater esta dificuldade a montante, no rendimento das famílias, apostar sobretudo nisso para conseguirmos, ainda para mais num mercado aberto, conseguir que as famílias consigam aceder ao mercado habitacional. É isso?

Nós competimos num mercado aberto. Lisboa hoje não compete em Portugal, compete na Europa por talento, pela atração de investimento, pela qualidade de vida. E nós temos que focar o debate não no custo, o preço das casas, mas no custo de vida. E como é que podemos construir cidades não para dormir, mas para viver com qualidade, próximos em tempo e não em distância da nossa família, da nossa rede de apoio familiar, do nosso trabalho. E temos que, de facto, olhar para este problema com uma visão de médio e longo prazo. É preciso planear a 15, 20 anos as nossas cidades, as regiões, as áreas metropolitanas em particular.

E olhar, sobretudo, de uma forma integrada. O mercado da habitação faz parte, de facto, das nossas vidas, não podemos olhar para ele isoladamente e, portanto, também a qualidade de vida é influenciada pela casa que nós temos, pelo sítio onde está essa casa, por quanto nos custa essa casa. Estava aqui a pensar, estamos a falar, sobretudo, no acesso ao mercado para adquirir imóveis, mas também no mercado de arrendamento as coisas não estão muito fáceis, pois não, Ricardo?

No mercado de arrendamento, o nosso grande problema, porque o mercado de arrendamento deveria ser a porta de entrada para os jovens e para as famílias no acesso à habitação, e nós temos, neste momento, o custo das rendas em praticamente todo o território, superior ao custo de uma prestação de um crédito à habitação. Claramente, as pessoas estão a ser empurradas para a compra de casa. Não existe um mercado de arrendamento formal a funcionar. Logo, os valores que temos hoje de renda são muito superiores àquilo que é o poder de compra dos portugueses, e o estudo mostra isso mesmo, que as taxas de esforço com base no valor das rendas é bastante superior àquilo que é da pessoa que compra uma casa.

Mas essas taxas de esforço não são avaliadas pelos bancos, pois não?

Não.

Sendo assim, e tendo em conta toda esta realidade não muito cor-de-rosa, infelizmente, o estudo mostra, de resto, um desajuste entre a oferta e a capacidade financeira das famílias. Oferta tanto a nível de aquisição como também a nível de arrendamento. A Century 21, o métier da Century 21 está no mercado de imóveis. Enquanto empresa, como é que conseguem ajustar a vossa estratégia a este mercado em dificuldades? É um mercado em dificuldades?

O mercado não está em dificuldades.

O mercado não está em dificuldades, e percebeu-se logo no início da conversa pelo número de imóveis que foram transacionados no ano passado, no ano de 2025. Mas como é que a Century 21 lida com esta dificuldade das famílias e de muitos jovens, sobretudo, em acederem a este mercado, tanto pela via da aquisição como pela via do arrendamento?

O mercado funciona, o acesso é que está bloqueado. E este desequilíbrio, esta tensão, não é boa para ninguém. Todos nós queremos, e é melhor para o mercado funcionar, um mercado equilibrado. Nós, o que estamos a fazer na Century 21, o nosso valor médio de transação são €260 mil. O que fazemos é procurar ajudar as pessoas que querem vender as suas casas na definição de um preço que seja um valor justo de mercado e ajustado à procura que existe hoje. E nós estamos a conseguir fazer isso, também apoiando e aconselhando os nossos clientes naquilo que são as alternativas possíveis, onde é que existem as casas ao preço que pode comprar e que tenha também a resposta à questão da mobilidade. Porque hoje existem muitas casas a preços que as pessoas podem comprar, não é só o stock de oferta, porque há oferta. A questão é onde é que está essa oferta com os preços que as pessoas precisam, porque não se trata só vou viver a 40 km de Lisboa, mas quanto tempo é que eu vou demorar a chegar? Qual é a minha rede de apoio familiar, se eu me desloco para esse local? Portanto, está aqui um desafio importante e o que nós vimos é os principais eixos de mobilidade urbana, comboio, o metro, o barco, que nos permite encontrar soluções. Daí a margem sul tem sido um dos territórios solução para muitas famílias para poderem comprar as suas casas dentro deste enquadramento de mobilidade urbana, preço.

Pelo que percebo, então, têm também uma componente de responsabilidade social dentro da Century 21, quando estão a ajudar pessoas a mudarem de vida, a mudarem de casa, a venderem ou comprarem a sua casa, encontrarem um sítio para viver. Essa responsabilidade social manifesta-se assim também?

Nós somos muito conscientes da nossa responsabilidade e somos muito conscientes que a compra e a venda de uma casa não são investimentos, são projetos de vida. E muitos projetos de vida são adiados se não houver uma solução. E para nós, o que fazemos diariamente é trabalhar com uma família que está a vender uma casa. E vender uma casa não é, porque há sempre essa questão de especulação. Eu vendo a minha casa porque tenho uma necessidade de vender a casa, porque há um casamento, porque há um divórcio, porque os filhos saem de casa, porque mais filhos chegam à família, porque perdi o emprego e preciso de uma mobilidade ou tenho outra oportunidade de emprego. A troca de casa é uma consequência da vida a acontecer, e muitas vezes esquecemos deste pormenor. E o que nós fazemos não é só o lado do comprador, ajudar a pessoa a comprar, é ajudar a família a vender. 80% do mercado português, não sei se as pessoas têm noção, são trocas de casas. É o mercado dos usados, não é investidores, não é o mercado internacional, é a vida a acontecer das famílias que faz com que as coisas aconteçam.

Novamente, aquela perspectiva integrada da habitação como parte de um ecossistema de vida das pessoas. Esta análise de números e da acessibilidade à habitação revela também transparência na forma como se trabalha. Já sentiram mudanças no mercado que resultem desta divulgação de dados, desta análise, desta transparência que vêm trazer também para dentro do mercado dos imóveis?

O nosso grande objetivo é que se olhe para a habitação não como casas, mas como infraestrutura social e económica estratégica para o nosso país. Nós começamos o nosso trabalho com os estudos e com esta investigação, e a primeira vez que falámos em acesso à habitação foi ainda antes de 2019. O que é que conseguimos de lá para cá? Que o tema fosse debatido, e fosse debatido com dados, e que pudéssemos pôr no centro da discussão a vida dos portugueses e o impacto que tem para a vida das pessoas. E acreditamos que esta transparência é essencial para que possamos pensar o nosso país e planear o nosso país a longo prazo.

Acessibilidade à habitação é um estudo realizado pela Century 21. Quem tiver curiosidade pode chegar a este estudo como, Ricardo?

Está disponível no nosso site. Temos uma secção só de estudos, onde está este estudo e outros temos vindo a realizar ao longo do tempo. Nossa preocupação é equilibrar entre estudos qualitativos, que consideramos que é muito importante perceber o que é que as pessoas Procuram hoje nas casas como é que as pessoas vivem a casa e estudos quantitativos, como o que apresentamos agora, para podermos com dados, analisar e tirar conclusões do que realmente está acontecendo no mercado.

Tudo isso consolidado por uma rede de agências e consultores que depois utilizam também estes dados para mudar vidas e ajudar a que essas vidas façam sentido nesse ecossistema de que fomos falando aqui nesta conversa. Ricardo, estamos praticamente a chegar ao fim. Fechamos sempre da mesma forma, faço-te um convite em forma de desafio: escolheres uma música que associes à Century 21 e contar-nos por quê.

Mais que à Century 21, à situação que vivemos hoje em Portugal e aquilo que são as conclusões do nosso estudo. E eu hoje deixo aqui "Fix You", do Coldplay, como uma mensagem de esperança que, acima de tudo, podemos tentar fazer a diferença, mudar, e com a coragem que as decisões que são precisas tomar no nosso país, muitas vezes não são as mais fáceis no curto prazo, mas é aquilo que nós precisamos para o futuro.

Com coragem, com uma mensagem positiva, é assim que fechamos esta conversa aqui no "Brainstorming" com o Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal. Obrigado por teres vindo ao "Brainstorming".

Obrigado.

Muito sucesso e até breve. Quase a chegar ao fim do "Brainstorming" desta semana. Olhamos para a inteligência artificial ainda neste contexto de Dia Internacional da Mulher. Pois é, a AI pode parecer neutra, mas um estudo da LLAC mostra ainda que este tipo de inteligência transporta muitos preconceitos humanos. O relatório "A Miragem da AI: Um Reflexo Incômodo com Alto Impacto nos Jovens", analisou 10 mil respostas geradas por sistemas como o ChatGPT, Gemini, Grok, Mistral, Lama e outros. Os resultados revelam que, em 56% dos casos, as raparigas são descritas como mais frágeis e que a AI recomenda às jovens procurar validação externa seis vezes mais do que aos homens. Segundo Luísa Garcia, sócia e CEO global de assuntos corporativos da LLAC, o problema não está apenas na tecnologia. A AI não cria preconceitos, apenas reflete e amplifica os que já existem na sociedade. Mas se calhar podíamos pensar em tentar resolver isso. Entre promessas do futuro, ilhas de silêncio e algoritmos que ainda aprendem igualdade, uma ideia fica clara: o progresso não acontece sozinho, constrói-se. E por isso está nas nossas mãos. Constrói-se nas decisões das empresas, na forma como usamos a tecnologia e também nas oportunidades que criamos para todos. E por isso também hoje conversamos com o Ricardo Sousa sobre um tema essencial para o futuro: o acesso à habitação. Quanto a este seu, também nosso, claro, "Brainstorming" vai para o ar às segundas-feiras, depois das 21h30, aqui mesmo na Rádio Observador, e fica depois sempre disponível em podcast, no site do Observador ou também na sua plataforma favorita. A ajuda à produção, como de hábito, é da Inês Neto, a sonoplastia que transforma ideias em magia é da Mariana de Sousa Aguiar. E até à próxima edição, lembre-se: o futuro constrói-se melhor quando ninguém fica de fora. Até para a semana.