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Começa agora mais uma Comissão de Inquérito das manhãs 360. Hoje é nosso convidado o recém-eleito presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Pita Lopes. Bom dia, bem-vindo.

Bom dia, muito obrigado.

Obrigada por ter aceitado o nosso convite.

Bom dia.

Apanhou muito trânsito a vir de Cascais pra Lisboa?

Não apanhei muito.

Que sorte.

Já resolveu o problema do trânsito. Já sabemos que ontem ouviu o Ricardo Leão, portanto já sabe como é que isto funciona, não é?

Sim.

São cinco perguntas, cada resposta certa vale cinco pontos, se tiver ajuda e acertar, recebe dois pontos. Vamos a isto?

Vamos a isto.

Vamos lá. Em que município o PSD conquistou a maior porcentagem de votos?

Valpaços?

Não. Quer uma ajuda?

Peça três hipóteses.

Esta não serve como ajuda. Terra da Castanha e de Aquilino Ribeiro. Ajuda alguma coisa? Sem contar como ajuda.

Vai lá pra cima.

Acho que não.

Não? Então vamos lá. São João da Pesqueira, Tabuaço ou Sernancelhe?

Sernancelhe.

Assim que ouviu o nome, disse-lhe qualquer coisa.

Tem estado nas notícias, exatamente.

78,47% dos votos foram do PSD, 8,83 do Chega, 7,92 do PS. Em Cascais, apesar da sua vitória, a coligação do PSD e do CDS-PP perdeu votos. Como é que interpretou estes resultados? Como uma vitória de continuidade ou uma mensagem dos eleitores?

Acima de tudo, com humildade e com respeito por aquilo que foi a vontade dos eleitores. Não podemos fazer comparações aritméticas, uma vez que existiam quatro candidaturas na mesma área política e se somarmos os votos do PSD A, que é os da coligação Viva Cascais, com os votos do PSD B.

O que foi o PSD B?

Foi uma candidatura independente dentro da área política que é o meu partido. E se somarmos os votos da candidatura independente com os votos da coligação Viva Cascais, veríamos que o resultado teria sido ainda maior do que o último resultado do Carlos Carreiras.

Mas está a falar da candidatura de João Maria Jonet?

João Maria Jonet.

E não é preocupante para o PSD que um independente, ainda com escasso currículo político, tenha conseguido captar tantos votos, tantos eleitores no município?

Não, eu acho que é uma tendência que se tem vindo a verificar, que os eleitores já não gostam de maiorias absolutas, seja na Câmara Municipal, seja no Governo da Nação. Os eleitores hoje querem mais diálogo, querem mais fragmentação, querem mais representação naquilo que são os executivos, seja nos municípios, seja no Governo da Nação.

E agora está mais obrigado ao diálogo, portanto. Com quem?

Não estou mais obrigado ao diálogo, porque eu estou na Câmara Municipal desde 2005, há 20 anos, e aquilo que eu tenho feito durante estes 20 anos é precisamente dialogar com todos os eleitos dos vários partidos, no âmbito da Assembleia Municipal, no âmbito da própria Câmara Municipal. Por isso, o diálogo, como se costuma dizer, é o meu nome do meio na gestão do executivo da Câmara de Cascais.

Mas antevê uma maior facilidade de diálogo, precisamente, por exemplo, com João Maria Jonet, por serem da mesma área política, ou é indiferente tentar esse diálogo com o PS ou com o Chega também?

Não, na prática, aquilo que eu vou procurar fazer, e foi aquilo que eu disse antes das eleições e é o que eu vou fazer depois das eleições, é falar com todos aqueles que foram eleitos, porque eu quero constituir, eu quero criar um governo de competência e não um governo de conveniência. Seria mais fácil, porventura, constituir um governo de conveniência e era muito mais fácil de o fechar. Mas, na verdade, aquilo que eu gostaria era que todos pudessem participar, todos pudessem construir e quando estiverem todos sentados à volta da mesa do executivo da Câmara Municipal de Cascais, a bandeira que todos pudessem levantar seja a bandeira de Cascais e não a bandeira de cada um dos partidos.

Já começou com essas conversas com os outros eleitos?

Já tive algumas conversas informais. Amanhã vão iniciar-se as conversas formais.

Muito bem, vamos aguardar, então.

Vamos aguardar. Dois pontos.

Dois pontos, porque teve ajuda.

Sim. Nuno Pita Lopes, no seu currículo, ficamos a saber, e espero que isto seja verdade, que estudou na Escola Secundária de Alvide.

É verdade.

É verdade, Alvide.

E a minha mãe foi diretora da Escola de Alvide durante anos, anos e anos.

Então, esta sabe bem. Alvide, pra quem não sabe, há duas pessoas no estúdio que conhecem bem Alvide. É uma localidade ali na freguesia de Alcochete, concelho de Cascais. A quem é que se refere e a quem é que pretende homenagear a estátua que está instalada na rotunda do Largo de Alvide? Ali em frente ao café.

A um grande jogador de hóquei. Eu também fui jogador de hóquei nos Salesianos do Estoril.

Claro, acho que a Carla isto é tudo pensado.

Fui eu que tive o privilégio, junto com a família, vou já dizer o nome, do Leste, de colocar lá aquela homenagem.

Que é um stick.

É um stick com a figura desse grande hoquista, que grandes recordações traz e grandes campeonatos conquistou para o nosso país.

É verdade, incluindo o Campeonato do Mundo em 1982.

Eu era pequenino.

Lembra-se bem. Sim, eu vi uma fotografia sua na inauguração desta homenagem.

É este.

Era o José Leste com outros grandes nomes. Há quem diga que essa equipa foi irrepetível e, no caso da Câmara de Cascais, também já falou aqui do PSD-A e do PSD-B. Também há quem diga que foi uma segunda escolha e que devia ter sido Miguel Pinto Luz a suceder a Carlos Carreiras. Sente-se como um jogador suplente?

Não. Na política não há sucessores. Na política existem eleições e os eleitores é que votam. Por isso é que no próprio dia das eleições, quem passou por Cascais no dia seguinte há de ter reparado nos novos outdoors que eu coloquei nessa madrugada que diz que nada me foi dado, foi tudo conquistado. E por isso, quando chegou o momento de decidir quem seria o candidato do PSD, era eu que estava em melhores condições para ser candidato. Foi o candidato que o partido escolheu, foi o candidato que o líder do partido, Luís Montenegro, validou e por isso estou absolutamente tranquilo.

Não ter tido o apoio de António Capucho, que apoiou João Maria Jonet, não o deixa com um sabor um pouco agridoce nesta vitória?

Não foi surpresa. Aliás, o António Capucho já fez o mesmo em 2013, quando Carlos Carreiras foi candidato à Câmara, também apoiou uma candidatura independente. Agora voltou a fazer o mesmo, portanto, julgo que não terá ainda digerido bem a sua saída da Câmara Municipal de Cascais.

Há pouco disse que João Maria Jonet é da área do PSD. Acha que ainda é da área do PSD?

Confesso que não sei, porque já vi declarações de João Maria Jonet a dizer que atualmente se revia no Livre. Vi na comunicação social que se terá oferecido ao Partido Socialista, que se terá oferecido à Iniciativa Liberal. Portanto, não sei se ainda se sente representado pelo PSD ou não, mas é um assunto que só ele poderá explicar.

É com ele.

E mesmo assim conseguiu 13 mil votos, 14%. Estava à espera do resultado desta candidatura?

Estava. Aquilo que eram as indicações que eu tinha e aquilo que se veio a verificar é que, de facto, os cascaenses ou os cascalenses.

Já falámos sobre isto lá fora. Queima polémico.

Vou dizer das duas formas.

Assim agrada a todos.

Queriam que houvesse uma renovação da Coligação Viva Cascais, mas queriam que houvesse também alguma mudança. E por isso, e como se vai verificar, quer o segundo, quer o terceiro, quer o quarto classificado, tiveram, qualquer um deles, entre 13 a 14 mil votos. Aquilo que se verifica é que, de facto, a esmagadora maioria da vontade dos cascalenses foi de que a Coligação Viva Cascais, que eu lidero, deveria continuar a governar e por isso a Coligação Viva Cascais sozinha teve mais votos do que a soma do segundo e do terceiro juntos. Por isso penso que não há dúvidas sobre qual é a vontade dos eleitores.

Por isso é que já tinham os outdoors preparados e tudo.

E agora vamos ver como é que governa em diferentes matérias. Há uma que tem preocupado muito, não só os habitantes de Cascais, mas todo o país, o da habitação. E perguntava-lhe então, e esta é a terceira pergunta, qual a população do Conselho de Cascais, de acordo com o Censos 2021? Se souber à unidade, ótimo, senão podemos arredondar aqui.

Eu penso que arredondado são 214 mil.

Tá certo, 214.158.

Os 158 não lhe vão perdoar.

Acho que agora já são 159.

Se calhar, entretanto, desde 2021.

Sim.

Durante a campanha, o Nuno Pereira Lopes falou muito da questão da habitação, com uma promessa de concluir 3500 novas casas de habitação.

3600.

3600, aí está a correção. De habitação pública municipal. Isto é o suficiente para dar resposta às necessidades da população, ou há também medidas previstas para apoiar os mais jovens e a classe média?

Em primeiro lugar, não é suficiente, porque aquilo que não pode acontecer é nós durante décadas não pensarmos em habitação pública. Eu costumo dizer que a última vez que houve projeto de habitação pública em Portugal foi na década de 90, com o PER, e depois durante 25 anos nunca ninguém se lembrou da habitação pública e por isso hoje temos a crise que temos. Estão a ser construídos em Cascais, financiados com projeto no terreno, na obra, 3600 fogos para estarem concluídos até a final de 2028. Já tive a oportunidade de reunir com o senhor ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, para passarmos esse número para 5000 fogos, mas como eu também disse e vou cumprir comigo, ninguém será obrigado a sair de Cascais por não conseguir aceder ao mercado da habitação. E por isso, mesmo depois de concluídos estes 3600, estes 5000 fogos, vai ser preciso continuar a apostar na habitação pública.

Mas a habitação pública é a solução.

Habitação pública para os jovens, habitação pública para uma classe média, média baixa, que obviamente têm todo o direito de continuar a viver em Cascais e por isso têm o direito de implementar os seus projetos de vida, de implementar os seus sonhos no conselho onde nasceram. E para isso é absolutamente necessário nós passarmos de cerca de 2,8% de habitação pública municipal no Conselho.

Que é o que existe atualmente?

É o que existe atualmente. Para os 10, 15, 20% de habitação pública como existe nos países a norte da Europa.

E para a construção privada, que faz parte também da solução, tem previstas medidas de aligeiramento de licenciamentos, maior rapidez, tem alguma coisa nessa área?

A Câmara de Cascais é rápida a licenciar.

Tem ideia de prazo médio de uma obra?

Para licenciar um projeto, cinco a seis meses. Sendo que desses cinco a seis meses, muitos meses não está sequer dentro da Câmara Municipal de Cascais, porque o tempo que hoje leva a licenciar um projeto é nas entidades externas, nas APAS, nas CCDR, nas REN, nas GAN, em todas essas entidades, que são demasiadas, que intervêm no processo de licenciamento, sendo que o ônus está sempre, obviamente, na Câmara Municipal de Cascais. Mas os privados, como estava a dizer, são também um parceiro e são também uma solução, quer os privados, quer as cooperativas, e estamos a trabalhar juntamente com promotores privados e com o setor cooperativo para também, em conjunto com o município, ajudar a resolver o problema da habitação.

Muito bem. Segues?

Vamos seguir para a próxima pergunta. Vai com 12 pontos. Nove pontos. 12. Com 12 pontos. Este vai recordar de certeza. É uma afirmação de novembro do ano passado. Quem disse: "Portugal é um país seguro, mas não pode viver à sombra da bananeira"? Foi em novembro do ano passado, às 20:00.

Luís Montenegro?

Naquela célebre conferência de imprensa, às 20:00, uma comunicação ao país com uma série de ministros ao lado. Cascais foi notícia ontem por um esfaqueamento e morte de um turista norte-americano. Isto pode aumentar a sensação de insegurança no concelho?

Eu gostava de começar por dizer que Cascais é um concelho seguro. A nível de efetivo, quer da PSP, quer da GNR, quer da Polícia Municipal, quer dos meios, Cascais é um concelho seguro. Infelizmente, temos a lamentar o episódio que aconteceu ontem, mas estamos também, neste momento, com o maior projeto de videovigilância que existe em Portugal.

444.

444 câmaras de videovigilância, no sentido de continuar a fazer de Cascais um concelho seguro.

Mas isto cria algum alarme e pode ter impacto até no turismo.

Cria. Aliás, hoje fala-se muito de perceções, costuma-se utilizar a desculpa de que tudo são perceções, mas de facto se as pessoas têm essa perceção é porque alguma coisa existe. E portanto, não podemos utilizar a palavra perceção como uma desculpa para olhar para o lado e para não resolver os problemas. Devemos antes saber interpretar essas perceções para poder, de facto, atuar e resolver os problemas.

O que a câmara faz já ou pode fazer já? Aguarda pela instalação das câmaras? Há um calendário para que isso esteja operacional?

As câmaras estão neste momento a ser instaladas, darão início no final deste ano de 2025. Também falei muito, e quero reforçar aquilo que são as competências das próprias polícias municipais, porque as câmaras municipais têm capacidade de aumentar os efetivos e de reforçar os efetivos da Polícia Municipal, que eu quero fazê-lo, quero duplicar o número de polícias municipais no concelho de Cascais, porque assumindo a Polícia Municipal algumas competências que hoje são da própria Polícia de Segurança Pública, estamos a libertar homens e mulheres da PSP e da Guarda Nacional Republicana, que podem estar a fazer aquilo para o qual foram formados e treinados, que é segurança pública.

Deve ser esse o caminho. Vimos que Carlos Moedas enfrentou alguma contestação quando quis que à Polícia Municipal fossem atribuídas funções que eram da exclusividade da Polícia de Segurança Pública. Acha que esse é o caminho, o reforço das competências da Polícia Municipal?

Eu digo-lhe rapidamente três áreas que eu acho que são passíveis de rapidamente passarem para a Polícia Municipal. Programas como a Escola Segura, o Idoso em Segurança, Acidentes de Viação sem Feridos, são três áreas que as polícias municipais podem perfeitamente assumir essas competências, libertando homens e mulheres da Guarda Nacional Republicana e da PSP para fazerem segurança pública.

Muito bem, vamos à última questão. Quantos pontos?

17.

17 até agora.

Só não faz o pleno por causa da primeira.

Exatamente.

Vamos lá ver, ainda falta esta.

Estava a aquecer. Vamos a esta então. Cascais é um dos concelhos do país com maior rendimento per capita. De acordo com os dados do INE referentes a 2023, que são os últimos que estão disponíveis, foram divulgados em maio deste ano, se não me engano, em que posição está no ranking do rendimento líquido por pessoa? Ranking concelhio, obviamente.

Eu penso que estamos em terceiro lugar.

Podias dar ajuda.

Não quer ajuda?

Quero ajudar.

Então vamos.

Vamos lá. Sim.

Segundo, quarto ou nono?

O nono não é de certeza, portanto, eu iria arriscar no segundo.

Eu disse terceiro.

Manténs o som.

Era o quarto.

Era o quarto.

Era o quarto. Depois de Lisboa, Oeiras, e agora também, não recordo o terceiro. Estar próximo da capital é uma vantagem ou um inconveniente em termos económicos, em termos de rendimentos?

Eu penso que é bom para Lisboa estar perto de Cascais.

Beneficiam com isso. Há uma centralidade também que se aplica aqui na zona da Grande Lisboa.

Certo. Eu sou uma pessoa, para além do diálogo, agregadora. Eu costumo dizer que nós, independentemente do município.

Alcochete está em terceiro.

Alcochete. Obrigado

São os jogadores de futebol que moram lá.

É isso.

Costumo dizer que nós estamos inseridos na Área Metropolitana de Lisboa e, por isso, quanto melhor estiver Cascais, melhor está certamente Oeiras, melhor está Sintra, assim como, quanto melhor estiver Lisboa, Oeiras ou Sintra, vai estar também certamente Cascais. E por isso, aquilo que eu costumo dizer, e disse também durante a campanha, Cascais não se quer comparar com Oeiras, nem se quer comparar com Lisboa, nem se quer comparar com Sintra. Cascais deve-se comparar e tem condições para se comparar com aquilo que são as melhores capitais da Europa a nível da qualidade de vida. Porque eu não apresentei um programa para quatro anos, eu apresentei um contrato geracional para uma década e o objetivo é tornar Cascais a capital da qualidade de vida em Portugal e é isso que eu vou fazer nos próximos 10 anos.

Isso vai-se medir com indicadores, certamente.

Com indicadores, com rácios, com rankings que existem, precisamente feitos por entidades independentes que fazem essa avaliação.

Tem inspirações internacionais? Gostava que Cascais fosse mais como outras-

Há muitos bons exemplos na Europa, uns mais virados para uma área, outros mais virados para outra. Mas quando falamos em qualidade de vida, falamos em educação, falamos em saúde, falamos em mobilidade, falamos em espaços verdes. Cascais, em 2005, tinha cinco metros quadrados de espaços verdes por habitante. Cascais hoje tem 11 metros quadrados de espaços verdes por habitante. Portanto, tudo isto são indicadores que vão contar para sermos a capital da qualidade de vida. Há uns eleitores que avaliam mais positivamente umas áreas, há outros que dão mais valor a outras e por isso aquilo que eu quero fazer é encontrar um equilíbrio para que Cascais seja e continue a ser o melhor sítio para se viver um dia, uma semana ou a vida inteira.

E vila ou cidade?

Vila. Sempre vila.

Não tem a aspiração de passar a cidade?

Não, somos vila e estamos muito contentes com isso.

Estão bem assim. A dependência económica do turismo é muito grande?

O turismo é um setor importante para o nosso concelho, no âmbito daquilo que é o próprio PIB municipal, mas existem outras áreas que são muito importantes, quer no presente, quer no futuro. Nós, por exemplo, durante décadas tínhamos apenas duas universidades, a Escola Superior de Alcoitão e a Escola Superior de Hotelaria. Conseguimos captar a Nova SBE para Carcavelos, conseguimos captar a Medical School para Carcavelos, conseguimos captar a Faculdade de Direito da Nova para Carcavelos e por isso, dentro de quatro anos, Cascais terá mais alunos do que, por exemplo, Coimbra.

Alunos universitários, ensino superior.

E todos estes alunos universitários vão trazer para o concelho conhecimento, valor. Se nós pensarmos, por exemplo, no mestrado de empreendedorismo da Nova, que todos os anos tem 200 alunos, dos quais 70% são estrangeiros. Se nós conseguirmos captar 10% desses alunos para se fixarem em Cascais, para criarem as suas empresas em Cascais, as suas startups em Cascais, podemos imaginar a dimensão daquilo que podemos construir nos próximos anos em Cascais.

Muito bem. Há uma coisa, pelo menos, que vão perder em janeiro. O Presidente da República havia de vir lá. Há algum que viva, dos candidatos, em Cascais?

Por acaso há um que vive em Cascais.

Quem é? Diga lá.

O almirante Gouveia e Melo.

Olha, então, se calhar vamos continuar.

Se calhar será troca por troca.

Vamos continuar. Depois há um mais conhecido em Oeiras.

Acredita que sim? Há um que vive em Oeiras.

Eu acho que ainda é muito cedo. Acho que é cedo, falta tempo, mas também para ser claro, irei apoiar o candidato do meu partido, o doutor Luís Marques Mendes.

Onde ficou? E que vive no concelho ao lado.

Que vive em Oeiras.

Nuno Pita Lopes, sai daqui com 17 pontos e uma caixa de pastéis de nata.

Muito obrigado.

Obrigada por ter vindo à edição de inquérito. Um bom dia para si.