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E começa agora mais uma comissão de inquérito das manhãs 360, a primeira desta semana. A nossa convidada é a Susana Garcia, que concorreu à presidência da Câmara da Amadora pelo PSD, foi eleita vereadora e está, neste momento, presa no trânsito. Quem sabe se ainda se junta a nós aqui em estúdio. Bem-vinda, Susana Garcia. Bom dia.
Bem-vinda. Bom dia.
Olá, bom dia. Obrigada pelo convite.
Está muito longe ainda dos estúdios do Observador, Susana.
Olhe, por acaso não, estou a seis minutos, mas isso é o problema da mobilidade.
Ora bem.
Tem que ser resolvido.
Ora bem.
Susana Garcia, sabe ao que vem? Sabe como é que funciona?
É a primeira vez.
São cinco perguntas. Cada resposta certa vale cinco pontos. Se tiver a ajuda e acertar, recebe mais dois. Respostas erradas não somam qualquer ponto. Está bem? Vamos a isto?
Muito bem, vamos a isto então.
Nestas autárquicas, vamos começar assim: quantas mulheres foram eleitas presidentes de câmara?
Ui!
Tem algum número assim na sua cabeça?
Sei que felizmente houve muito mais mulheres presidentes de câmara que foram eleitas, e recordo-me daquelas que são do PSD, porque como sabe nós recuperamos 136 câmaras municipais. Era um feito que já não repetíamos desde o Cavaco Silva. Portanto, eu diria que seriam para aí umas 50 mulheres, 48, 50.
Está tão bem.
Eu acho que pode considerar certa.
Acho que sim, foram 51, mais 21 do que em 2021. Falhou aqui por um, vá, mas nós consideramos certo.
Muito obrigada pela gentileza.
Susana Garcia, esperava que o apoio de Passos Coelho a ajudasse a ser mais uma dessas mulheres à frente de uma câmara, neste caso?
Bem, vamos ser honestos, eu praticamente já sou, porque tenho os mesmos vereadores que o PS. Não é possível ao PS governar sem mim.
Por um voto se ganha, por um voto se perde.
É verdade. Essa é a beleza da democracia. Mas eu diria que o PS teve uma vitória com travo de derrota e eu tive uma derrota com travo de vitória. Mas falando agora do Passos Coelho, que é de facto uma figura de referência, penso eu, para muitas pessoas, para lá até das questões ideológicas e politicopartidárias. Foi para mim muito importante o apoio do Passos Coelho publicamente, mas mais do que isso, é muito importante para mim que eu me conceda a benesse de eu ouvir os seus avisados conselhos. A distância que ele também tem do partido permite-lhe ter uma visão muito mais próxima daquela que é a visão do eleitorado, do comum cidadão, do que nós, que muitas vezes estamos a viver dentro da bolha política.
A visão de Passos Coelho do PSD é até mais clara do que a visão que tem Luís Montenegro do partido?
Não, não acho. Acho que são visões distintas.
Mas são visões distintas? Eles olham de forma diferente para aquilo que deve ser a linha orientadora do PSD?
Ouça, também era diferente a visão do senhor professor doutor Aníbal Cavaco Silva. Eu diria que cada homem depois imprime na forma como exerce a sua política, aquilo que são as suas vivências pessoais. Há uma coisa que não se pode retirar ao Montenegro. É que da mesma forma como na altura se instalou o cavaquismo, agora instalou-se o montenegrismo. E isso, quando ele na altura disse que queria que essa viragem ocorresse, toda a gente lhe chamou maluco. Eu recordo-me bem dos seus detratores já afiarem os cutelos e as facas para o degolarem. Pois, neste momento terão que os guardar, porque eu penso até que este montenegrismo irá durar bastante mais tempo do que aquilo que eles ambicionavam. Terão que tomar uma aspirina para as dores de cabeça, uma Reni para as dores de estômago, se calhar aplicar vaselina onde entenderem que deverão aplicar.
Susana Garcia, deixe-me ainda perguntar-lhe sobre o Passos Coelho, se esta distância, este afastamento da vida política ativa torna o antigo primeiro-ministro mais próximo daquilo que são as aspirações, os anseios e as preocupações do povo português.
Eu acho que todos nós portugueses olhamos para o Passos Coelho como o desejado. Sinceramente. Com a diferença do que nós sabemos que o desejado existe, está aqui, e de vez em quando dá umas esferoadas muito bem dadas, como ele também deu em relação àquilo que foi o meu resultado nesta campanha autárquica. Portanto, sabendo que ele está ali, ao contrário do D. Sebastião, esse desejo é muito mais pungente. Espero mesmo.
E acha que ele vai aparecer num dia de nevoeiro ou num dia de sol?
Não, acho que ele é um sol quando aparece na política, não só por questões políticas, mas também por questões de idoneidade e de moralidade. E que vai fazendo falta na política nacional isso. Vai fazendo falta na política nacional, um espírito de missão, um espírito de servir e não um espírito de servir-se da res publica. E, portanto, nesse sentido, é mais do que um desejado. Não tenho dúvidas sobre isso. Há uma seriedade que envolve a aura do Passos Coelho que muito poucos políticos podem ter hoje em dia, ninguém lhe pode tirar isso.
Susana Garcia, cinco pontos.
É incômodo.
É incômodo.
Sim, sem dúvida.
Susana Garcia, cinco pontos na primeira pergunta. Vamos à segunda pergunta. Esta tem a ver com o município ao qual se candidatou, a Amadora. Em que freguesia da Amadora se situa o bairro da Cova da Moura?
Isso é muito fácil, meu querido. Está no mapa da minha alma. Águas Livres.
Está certíssimo.
Olhe, eu acordo e quando entro no gabinete tenho lá o plano daquilo que eu quero para a Cova da Moura, 16 hectares. Que vai ser lindo.
E o que é que quer para a Cova da Moura, Susana Garcia?
Quero um marco de excelência na área metropolitana de Lisboa, onde as crianças possam brincar livremente nos jardins sem serem abordadas com pedidos para fazerem Coisas que, não obstante não poderem ser responsabilizadas, são contrárias à ordem e à paz pública. Quero onde as pessoas possam passear, quero classe média também, quero jovens que podem aspirar a ter uma casa com dignidade, sem para isso ter que vender um rim, quero idosos que têm espaços para terem conversas com outros idosos, espaços culturais. Eu quero na Cova da Moura uma habitação digna daquilo que nós somos, um Estado democrático de direito. E quero também uma outra coisa: quero combater o anátema que já sobre a cidade da Amadora, que é o que apresenta criminalmente a Cova da Moura. Repare, eu quando acabar a Cova da Moura não preciso fazer mais nada na minha vida naquela cidade, porque terei feito a grande obra de toda a área metropolitana de Lisboa, olhando para aqueles que são os melhores exemplos, olhando para Oeiras e olhando para Cascais.
E fará isso num mandato? Quatro anos chegarão para isso?
Não, não chegarão para isso, mas eu também não estou com a ambição de ter ali só um mandato. É impossível com tanta coisa para fazer.
E existe um problema grave de criminalidade, Susana Garcia. Não só nesta área, mas no país em geral. Susana Garcia comenta também temas relacionados com a segurança. Sente que existe esse sentimento de insegurança?
Dir-me-á assim, são coisas diferentes. A sua pergunta encerra duas realidades distintas. Encerra uma realidade endógena e uma exógena. A realidade endógena é aquela percepção, a sua palavra sentimento, é a percepção que todos nós temos da segurança nas nossas ruas. E a percepção que nós temos, de facto, nós sentimo-nos inseguros, sobretudo as pessoas que são mais frágeis. Agora, dir-me-á: exogenamente, essa percepção, essa emoção colhe os mesmos dividendos do que aquilo que são os números, do que aquilo que são as estatísticas? Obviamente que não. Nós somos ainda um país seguro. Somos, mas é precisamente porque somos um país seguro que não podemos abrir mão daquela que deve ser a prevenção para que não atinjamos valores como outros países que também eram muito seguros, como a Suécia, e agora é aquilo que é. Ou olharmos para a Bélgica, que também era muito segura, e agora é aquilo que é. Portanto, sim, somos um país seguro, devemos festejar essa mesma segurança e não essa percepção está no íntimo das pessoas, não tem respaldo na matemática, mas é a sua emoção e nós temos também que acautelar as emoções dos povos. Nós temos que fazer as pessoas sentirem-se bem. Não vale a pena estarmos a enfiar a cabeça debaixo da areia e dizer: "Não, isso é tudo imaginação sua." Não é, porque essa imaginação é uma expectativa que é criada com base na análise que eles fazem da realidade, nomeadamente à Amadora. Se eu vejo que todos os estabelecimentos comerciais estão fechados às 17h, ninguém se atreve a sair às 20h para dar um passeio. Portanto, eu tenho que combater isso. Essa percepção de insegurança tem que ser combatida com políticas de policiamento de proximidade, isto no que diz respeito ao poder local, por exemplo, e tem que ser combatida também com políticas de sanção efetiva junto do poder central. Nós não podemos continuar a ter pessoas que reiteradamente cometem crimes como os crimes de furto, os celeres carteiristas, os crimes de esticão, e esses estão a aumentar, como sabem. Esta criminalidade de pequena monta também está a aumentar.
E associa, Susana Garcia, de alguma forma...
Estamos a aplicar porque eles continuam a ter uma, duas, três, quatro, cinco penas suspensas. Isso não é aceitável.
Associa de alguma forma esse aumento da percepção de insegurança ao aumento da população imigrante?
Sim. Eu diria que isso tem que ser combatido com um maior esclarecimento das pessoas. Claro que, repare, nós, é humano. Nós quando nos confrontamos com o desconhecido, desconfiamos sempre. Nós quando vamos visitar um país com a mesma matriz cultural, com a mesma matriz religiosa, com a mesma matriz, diria eu, ocidental, nós sentimo-nos na rua de uma determinada maneira. Quando vamos visitar um país, contudo, ao contrário daquilo que eu acabei de dizer, nós tomamos, é inato, naturalmente, sensatamente, mais cautelas. Serão elas necessárias ou não? Não sabemos. Isso depois verificamos no final do dia quando fazemos as malas e voltamos para o nosso país. Agora, normalmente tomamos essas cautelas. O outro, o desconhecido, quando entra na nossa cidade, no nosso país, da forma desbragada como que entrou, nós estamos a falar de 1 milhão e meio, no pior dos cenários, e de 1.3 milhões no melhor dos cenários. É muita gente para um país no extremo ocidental da Europa, onde a maioria das pessoas não tem o privilégio, infelizmente, de viajar para outras latitudes e longitudes, e onde necessariamente esse aspecto, coadjuvado pelo fato de muitos estrangeiros virem para cá sem ter condições de vida, sem ter emprego, sem ter uma casa onde repousar, sem terem condições, claro que causa, por parte dos que cá estão, dos nativos, uma grande desconfiança em relação ao outro. Portanto, já não seria bastante todas as condicionantes antropológicas, temos também as condições reais, porque repare, alguém que está cá a viver sem trabalho, sem família, sem um teto, é necessariamente alguém que mais facilmente está exposto ao risco da comissão de delitos do que alguém que tenha esses privilégios todos.
Susana Garcia, temos de avançar para a terceira pergunta, mas que até está dentro deste tema. E a pergunta é: como se chama o véu islâmico semelhante à burca, mas que não cobre os olhos?
Essa história. Você tem quatro espécies de vestes: tem o hijab, o khait, a burca e o niqab. E a legislação que foi feita agora-
Mas já vamos comentar. Eu pedia-lhe só que respondesse qual é o véu semelhante à burca, mas que tem a diferença de não cobrir os olhos.
Pode ser, por exemplo, o chador. Pode ser, por exemplo, o chador. Ou pode ser o hijab. O hijab até faz mais, o hijab até tem o rosto mais descoberto. Está a vir a vantagem de nós viajarmos. Eu, como sou uma pessoa que tive o privilégio de ter um pai que me permitiu viajar por essas latitudes e longitudes, sei que isto é possível. Mas também me recordo da minha mãe aterrar, eu não era menarca, portanto eu não era menarca quando aterrei na Arábia Saudita, não tive que cobrir o meu rosto. Menarca é para as pessoas que não sabem o que quer dizer, eu era uma criança, não tinha entrado na adolescência. Mas a minha mãe estava lá já com uma salva prateada, não sei que matéria era aquela, foi-lhe dado, "cortêsmente", um véu. Já não me recordo se era um hijab, se era um chador, porque eles são muito parecidos, para ela colocar. Quer isto dizer, nós somos latinos, nós chegamos aos outros países e temos que respeitar a cultura desses países. E estas pessoas quando vêm ao nosso país também têm que respeitar a cultura dos seus países. Se bem que eu, repare, em termos gerais, eu como feminista que sou, não me sinto confortável em forçar uma mulher a despir-se ou a vestir-se. Sempre e quando esse gesto seja a expressão da sua soberana vontade e não a imposição do seu domínio doméstico, nomeadamente do domínio doméstico de um homem, pai ou marido, que ache que é dono e senhor dela, como acontece nessas latitudes e longitudes com frequência. Primeiro ponto. Segundo ponto, esta questão que foi aprovada na Assembleia da República, e bem, não pode ser vista como uma questão cultural, tem que ser vista como uma questão de segurança nacional.
Mas há quem tenha criticado por se ter posto a ênfase precisamente na questão da segurança e não na questão cultural.
Homem, é evidente que seria. Porque nós somos um país civilizado, nós não somos como estes países em que assim que chegamos ao aeroporto nos dão um hijab, um khait ou um chador. Mas nós temos que ter noção disso. É que nós estamos num patamar cultural mais civilizado do que outros que impõem os seus costumes aos que vêm de fora. Nós não impomos os costumes. Agora, não aceitamos, eu não aceito e não vou aceitar na Amadora, é que se armem a achar que os costumes deles podem ser impostos aos nossos. Aí vamos ter um grande problema.
Nós agora estamos com problema de tempo e por isso, Sónia Garcia, vamos à próxima pergunta.
À quarta pergunta, esta terceira errou, porque a resposta era niqab.
Peço desculpa?
A resposta era niqab pro véu islâmico semelhante à burca, mas que não cobre os olhos.
Então eu vou impugnar. Se me der no Google, percebe que a resposta que eu dei está correta.
Depois esclarecemos, vamos avaliar o recurso, mas temos de avançar para a quarta pergunta.
Temos, sim. E agora vamos falar do presidenciais, Sónia Garcia. Ramalho Eanes venceu as primeiras eleições presidenciais após o 25 de abril, à primeira volta, e venceu com 61,5% dos votos. A nossa pergunta é quem é que ficou em segundo lugar nessas eleições presidenciais que Ramalho Eanes venceu?
Nas presidenciais, Ramalho Eanes venceu por quanto?
Venceu com 61,5% dos votos. As primeiras presidenciais na história democrática do país. Quem ficou em segundo lugar?
Deixe-me pensar.
Quer ajuda?
Não. Eu vou puxar pela minha cabeça, sinceramente, e eu recordo-me, porque isto foi muito perto de eu ter nascido.
Pois, por isso é que se calhar não pode estar assim tão fresco.
Não, está. Sabe por quê? Porque as memórias vão sempre passando de geração em geração. E eu creio que terá sido o Octávio Pato. E vou lhe explicar. Eu nasci depois disso.
Sim.
Sim.
Quer uma ajuda?
Vamos a uma ajuda.
Eu acho que vou pedir ajuda, mas eu tenho quase certeza que foi o Octávio Pato.
Se calhar tem a ver com a letra inicial.
Octávio Pato, Pinheiro de Azevedo ou Otelo Saraiva de Carvalho?
Otelo Saraiva de Carvalho . Não, Octávio Pato.
Achava que já estava a dar a resposta.
Não. Foi mesmo o Otelo, com 16,4%. Octávio Pato teve 7,5. A memória trai-nos às vezes. Mas vamos voltar então a 2025 ou 2026, para janeiro de 26. Já tem um candidato para as próximas presidenciais?
Olhe, eu estou com um dilema existencial como o país inteiro. Estou a falar sério.
Por quê?
Se eu já tivesse um candidato, dava já a resposta, já sabem como é que eu sou. Bem, por enquanto eu estou agora aqui a tentar digerir a derrota dessa pergunta que está aqui atravessada. Mas bom, voltando aqui às presidenciais, que eu não gosto de perder nem a feijões, imaginem como eu estou por ter ficado a 2000 votos de ganhar. Bom, então é assim. Sinceramente, há uma coisa que nós sabemos. O povo português já está saturado, há muito, não é só de agora, de pessoas que vêm das máquinas político-partidárias. Isso é incontornável.
E, portanto, aí está a excluir já alguns candidatos.
Não estou a excluir, estou a pensar consigo. Temos boa memória daquilo que foi o mandato do Ramalho Eanes. Quer dizer, é uma pessoa absolutamente impoluta. Bom, dito isto, também me causam alguns desconfortos votar em alguém que não conhecemos muito bem, que não sabemos muito bem o que pensa sobre muitas matérias. E nós estamos a falar do vértice do nosso sistema político, do nosso presidente Não queremos cometer os mesmos erros que já cometemos no passado. Eu votei em Marcelo Rebelo de Sousa da primeira vez muito convicta. Da segunda vez votei porque não havia mais nada relevante à direita para votar. Como podem imaginar, eu não considerava na altura que a proposta do senhor candidato à presidência André Ventura fosse uma proposta séria, porque nas presidenciais nós temos os candidatos presidenciais e temos os candidatos presenciais.
Para marcar presença, é isso.
Pronto, exato. Os candidatos presenciais e os portugueses olham para aquilo como piada e diga pra bingo. Agora, os candidatos presidenciais. Eu, sinceramente, neste momento, não tenho uma opinião formada.
Não, Marques Mendes é apoiado pelo PSD.
Está bem, e então? E eu sou algum carneiro? Eu não sou um carneiro, sou uma ovelha. O partido apoiará quem muito bem entender, mas eu nas urnas direi quem muito bem entender. E ainda não tomei uma decisão sobre essa matéria. Aliás, em abono da verdade, nós no PSD somos um partido democrata, humanista e somos livres. Isto não é a Venezuela. Eu sei que há outros partidos que agora estão quase na extinção, felizmente, graças a Deus. Um beijinho à Mariana Mortágua. E estou a ser irônica. Mas, na verdade, nós somos um partido democrata e, portanto, como somos democratas, somos livres. E há de haver quem apoie o Marques Mendes, há de haver quem apoie o António José Seguro, há de haver quem apoie o senhor almirante, há de haver quem apoie tudo. Agora, eu é que ainda não sei.
Ainda não. Se calhar os debates podem ser esclarecedores.
Com certeza, acho que para todos nós portugueses, nós queremos ouvir os candidatos a falar de questões importantes, não é cá das burcas, mas de questões importantes, de facto, para o país.
E então aí vai tomar uma decisão. Sónia Garcia, estamos aqui com um problema de tempo muito grande e por isso vamos à última pergunta. E esta é muito fácil. Como é que se chamava o vencedor do primeiro Big Brother em Portugal?
Ai, credo, eu não vejo isso. O Big Brother...
O primeiro.
Eu lembro-me, porque mais do que isso, era um rapaz, coitado, até que tinha do Alentejo.
Pronto, aí está. Só falta o nome.
Coito do pano lá, espumou. Mas aquilo lá continua a existir. Mas mais do que isso...
Não se lembra do nome.
Lembro-me, era o Zé Maria.
Está certo. Boa.
É isso. Também se chamou Maria e ele chamava Maria também.
Era o Zé Maria. Esta pergunta tem a ver com o facto da Sónia Garcia ter uma presença muito regular na televisão. Um político ainda precisa desse tipo de visibilidade ou a atuação já funciona de outra forma?
O político precisa e o povo também. Sabe por quê? Porque ninguém que vote em mim deixa de saber quem eu sou e aquilo que eu penso, ao contrário de muitos candidatos presidenciais que ninguém sabe o que eles pensam. Mesmo aqueles que estiveram na televisão a debitar.
Está a falar de Marques Mendes.
Não, estou a falar de tudo no geral. Vocês perguntaram políticos, eu até de mim falei.
Mas Marques Mendes teve uma longa carreira de comentador depois de sair da liderança do partido.
E eu também tenho uma longa carreira de comentadora e não tenho liderança de nenhum partido. Liderei a oposição na Amadora e felizmente, só isso.
Muito bem, é importante ainda. Ainda continua a ser importante estar na televisão.
Susana Garcia sai daqui com 15 pontos. Em 25.
Quanto é que era o máximo?
Vinte e cinco. É positiva.
Contaram aí o xádói, não contaram?
Pronto, então ficam 20 à condição.
Tem que ir ao VAR.
Espera.
Susana Garcia, muito obrigado por ter estado aqui conosco.
Obrigada.
Muito obrigado, bom dia.
Continuação do vosso bom trabalho também, porque é com programas como o vosso que os ouvintes ficam também a conhecer aquilo que são as formas de pensar e de se posicionarem na política nacional. Muito obrigada.
Muito obrigado, até breve.
Bom dia.