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A edição de hoje é com a jornalista Teresa Freire. Bom dia, Teresa.

Bom dia, Miguel.

Vamos começar por olhar para o "Jornal de Negócios". O FMI pede contenção a Portugal, mas o governo diz que não vai ser preciso.

Esta quarta-feira, o FMI manteve, no médio prazo, projeções de défices elevados e avisa que não vai ser possível manter equilíbrio nas contas públicas sem medidas de contenção da despesa pública. A instituição defende medidas como a alteração das regras de formação e a atualização das pensões. Com base nos pressupostos do fundo, vê Portugal a passar de um déficit nas contas públicas de 0,2% do PIB em 2028 para um déficit de 1,25% do PIB três anos mais tarde, em 2031. Mas, para já, o governo diz discordar das projeções de défices agravados do Fundo Monetário Internacional. O Executivo confia que será possível atingir saldos equilibrados no médio prazo, sem medidas adicionais de poupança. O governo considera, aliás, que as projeções de despesa do relatório estão desatualizadas.

Passamos agora para o "Jornal Público", destaque para a Madeira. O Tribunal de Contas está a investigar as relações entre o governo regional e uma IPSS.

Em causa estão suspeitas relacionadas com o financiamento de uma associação particular de apoio a idosos por parte do governo madeirense, numa auditoria com várias centenas de páginas. A seção regional do Tribunal de Contas fala de uma situação alarmante de negligência grave e de irracionalidade financeira. Por isso, exige a reposição de verbas públicas indevidamente usadas pelos dirigentes regionais para pagar à instituição de solidariedade social Atalaia LivingCare. Quer também aplicar multas no valor mínimo de 2550€. Em causa os 21,7 milhões € que esta associação recebeu entre 2019 e 2021. O valor foi arrecadado através de contratos-programa para assegurar cuidados de saúde continuados com recurso a 733 camas. Um dos multados pelo tribunal é o ex-vice-presidente do governo regional, Pedro Calado, e outro é o ex-secretário-geral das Finanças.

Vamos ainda ao "Diário de Notícias". Teresa, Portugal tem resultados positivos no tratamento do HIV, mas falha na monitorização da doença.

A Escola Nacional de Saúde Pública divulgou hoje o relatório do projeto HIVision, no qual participaram 30 peritos de instituições públicas de saúde, organizações de base comunitária, hospitais, associações e municípios. A conclusão do estudo é clara: Portugal dispõe de dados, de capacidade técnica e de conhecimento, mas precisa de reforçar a articulação da informação para melhorar o acompanhamento aos doentes. De acordo com o Instituto Nacional Ricardo Jorge, estima-se que quase 50 mil pessoas vivam com HIV em Portugal, tendo em conta que 94% conhecem o diagnóstico.

E fechamos a imprensa nacional com o "Jornal de Notícias", que dá destaque à atualidade internacional. Os Estados Unidos e a Ucrânia estão a fazer disparar as exportações de material de guerra.

Os Estados Unidos são o principal destino das exportações portuguesas de bens com utilização militar, absorvendo 41% do total. Já a Ucrânia representa 5% das vendas nacionais do setor, o que confirma o compromisso crescente no apoio estratégico e tecnológico a Kiev na guerra contra a Rússia. Os dados do Banco de Portugal mostram que, entre 2022 e 2025, as exportações no setor da defesa cresceram 77%. Portugal exporta principalmente drones, mas também sistemas autónomos desenvolvidos em áreas como as comunicações militares, os sistemas de comando e controle, a inteligência artificial, a cibersegurança, a gestão de tráfego aéreo e as tecnologias aeroespaciais.

Viramos agora a página para a imprensa internacional. Destaque para o sismo que abalou esta noite a cidade de Caracas. O jornal venezuelano "El Nacional" faz manchete com o estado de emergência que já foi decretado.

Neste momento, o jornal destaca as primeiras declarações da presidente interina, Delcy Rodríguez, que já decretou o estado de emergência e anunciou o encerramento do aeroporto que serve Caracas. Entretanto, as aulas de todo o país foram canceladas devido aos danos causados pelo sismo. Numa transmissão na estação televisiva nacional, a presidente apelou aos médicos e enfermeiros para que se dirigissem às urgências dos hospitais e clínicas para prestar assistência às vítimas dos terramotos. No entanto, nestas primeiras declarações, não forneceu números relativos a possíveis vítimas do sismo. Apareceu ao lado do irmão, que é presidente da Assembleia Nacional, e também ao lado do ministro do Interior. Em causa, um sismo que se sentiu no país por volta das 10h horas da noite de Lisboa, um sismo de magnitude 7,2, que se seguiu de uma réplica ainda mais forte de 7,5.

Vamos ainda ao britânico "The Guardian". O Reino Unido registou o dia mais quente no mês de junho desde o ano de 1957.

Ontem também a França registou o dia mais quente de sempre, numa altura em que uma onda de calor está a assolar a Europa. É este o destaque do "The Guardian". Ontem foi registada uma temperatura de 36,1 °C em Hampshire, enquanto dois terços da população europeia enfrentou temperaturas superiores a 30 °C. O recorde anterior para o mês de junho no Reino Unido foi estabelecido em Camden Square, em Londres, em 1957. Já a França registou o seu dia mais quente desde 1947.

Conferência de imprensa hoje com a Teresa Freire.