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Abrimos agora a conferência de imprensa, espaço onde passamos em revista algumas das notícias em destaque na imprensa nacional e internacional. Eu sou a Nadine Soares, comigo está o jornalista Miguel Gato. Bom dia.
Bom dia, Nadine.
A saúde esta manhã em destaque na capa do Correio da Manhã.
O jornal escreve um artigo sobre o caso da grávida que morreu no Hospital Amadora-Sintra. O Correio da Manhã escreve que os documentos e os familiares de Umukani desmentem a ministra da Saúde. Ana Paula Martins garantiu que a mulher não tinha sido vista no hospital antes do dia 29 de outubro, mas a grávida era seguida no SNS desde o mês de julho.
E da saúde para a habitação, passamos agora para a capa do jornal Público.
Mais de 40 mil beneficiários veem o apoio à renda suspenso por incongruências. Há inquilinos considerados ilegíveis desde o arranque do programa, que nunca receberam 1 € desta ajuda do governo. O IHRU, o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, contradiz-se nos números e não responde às queixas nem aos pedidos de esclarecimento.
E o Jornal Económico também tem a habitação em destaque, Miguel.
Escreve que a pressão do alojamento local no setor tem na base números falsos. Segundo o Jornal Económico, está em curso a limpeza dos registos nacionais, que deverá eliminar 40 mil casas que não estão ativas, que nunca existiram ou que têm uma atividade nula. A Associação de Hotelaria e Restauração de Portugal garante ao Jornal Económico que se trata de um passo importante, precisamente para esbater o discurso de pressão sobre o mercado da habitação.
E no Jornal de Negócios, uma entrevista do ministro das Finanças sobre o Orçamento do Estado para o próximo ano.
Que tem cinco pontos em destaque. João Miranda Sarmento diz que a nova taxa sobre a banca vai chegar já no próximo semestre. O ministro das Finanças, que avisa também que a despesa com o SNS não pode aumentar 10% ao ano e que o governo ainda não tem um prazo fixo para o fim do desconto no ISP. Ainda os avisos a PS e CHEGA. Miranda Sarmento diz que se o Parlamento adicionar medidas na especialidade, quer que o país entre em déficit, garante também o ministro das Finanças que o governo tudo fará para manter o equilíbrio das contas públicas.
E no Diário de Notícias, uma nova sondagem sobre as eleições presidenciais.
Gouveia e Melo lidera nas intenções de voto e garante uma vitória na segunda volta. O barómetro da Aximage para o DN dá 24% das intenções de voto ao almirante. Luís Marques Mendes e André Ventura estão em empate técnico com 19%.
Passamos agora à imprensa internacional. No Reino Unido, o Telegraph revela a frase dita pelo homem que atacou ontem 11 pessoas num comboio no Reino Unido.
Foi na cidade de Huntingdon que este atacante gritou: "O Diabo não vai vencer", enquanto atacou com uma faca vários passageiros de um comboio de alta velocidade. O homem acabou por ser detido. Um funcionário da carruagem está em estado crítico no hospital depois de ter tentado travar este atacante. As autoridades afastam, para já, a hipótese de terrorismo, mas reforçaram, entretanto, a presença policial nas várias estações de comboio do país, pelo menos até amanhã, terça-feira. O governo britânico promete novas medidas de segurança nos transportes públicos, incluindo revistas mais frequentes, e também abre a hipótese de haver tecnologia de reconhecimento facial.
Na Sérvia, o Guardian relata novos protestos na cidade de Belgrado.
De um lado, apoiantes do presidente Aleksandar Vučić e do outro, jovens que exigem eleições antecipadas e responsabilização política. A tensão subiu nas últimas horas após uma grande manifestação em Novi Sad, um ano depois do acidente ferroviário que matou 16 pessoas na Sérvia e deu origem a um movimento de contestação ao presidente. O governo tem, no último ano, endurecido a repressão sobre os manifestantes, com detenções e também uma campanha mediática que acusa estes estudantes de terrorismo.
Em Espanha, o El País destaca uma viragem política entre os mais jovens. Os espanhóis, entre 18 e 29 anos, estão agora mais à direita do que nunca.
Nas últimas quatro décadas, e pela primeira vez, com posições mais conservadoras do que as gerações anteriores. As principais preocupações destes jovens, e segundo este estudo que o El País apresenta, são a habitação, a economia, a imigração e também o desgaste da política tradicional. O fenómeno explica o crescimento de partidos populistas à direita, como por exemplo o Vox, e revela uma fratura geracional entre os jovens que se sentem esquecidos e também um governo liderado por Pedro Sánchez, que, dizem estes jovens, não responde aos problemas reais do país.
Alguns destaques da imprensa nacional e internacional com o jornalista Miguel Gato. A conferência de imprensa está de regresso amanhã.