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Abrimos aqui a conferência de imprensa, o espaço onde passamos em revista algumas das notícias em destaque na imprensa nacional e internacional esta manhã. Aqui comigo está o jornalista Miguel Gato, como é habitual. Bom dia, Miguel.

Bom dia, Diana.

Vamos começar pela capa do jornal Público, que fala sobre a lei da nacionalidade.

O governo vai apresentar a segunda versão no Parlamento já esta semana, depois de primeiro ter sido alvo de críticas por parte da oposição. A proposta de lei, que ainda vai passar pelos deputados, insiste ainda em pontos sensíveis, como por exemplo, a perda da nacionalidade para quem cometa crimes muito graves. Mantém também a obrigatoriedade de um exame de português e dos princípios da Constituição para os imigrantes e prevê que o prazo para a obtenção da nacionalidade comece a contar apenas a partir da data em que é atribuída a residência legal do imigrante. No entanto, o governo decidiu deixar cair, por exemplo, o regime transitório da nova legislação, que aplicava retroatividade aos pedidos iniciados em junho deste ano. Há dúvidas constitucionais quanto à matéria e por isso o Executivo deixa cair esta medida.

E o governo quer que os autocarros consumam 5% de hidrogénio até 2030.

Para o transporte marítimo doméstico, o patamar deverá ser de 3% a 5% e na indústria, o limiar fixado pelo governo é entre 2% a 5%, a atingir nos próximos cinco anos. Estas são algumas das novas metas da Estratégia Nacional para o Hidrogénio. Houve já duas operadoras que inauguraram este mês postos de abastecimento de hidrogénio, respondendo assim ao apelo do governo, mas o mercado ainda não é competitivo, faltam escalas e incentivos. É o que se pode ler na edição de hoje do Diário de Notícias.

E a Câmara Municipal de Lisboa, Miguel, ainda não constituiu o fundo de apoio às vítimas do elevador da Glória.

Porque neste momento as despesas estão a ser suportadas ainda pelas seguradoras. É a justificação do vice-presidente da autarquia, Filipe Anacoreta Correia. A reunião camarária de ontem, pedida pelo PS, pelo Livre e também pelo Bloco de Esquerda, terminou sem novos dados sobre o acidente que se deu no mês passado na baixa lisboeta. O autarca Carlos Moedas participou na reunião, mas não prestou declarações aos jornalistas. É um artigo no Jornal de Notícias.

Agora uma história que está no Expresso de uma empresa portuguesa que junta baterias e energia solar na Ucrânia.

A empresa já desenvolvia baterias para veículos pesados no país, mas nos últimos meses desenhou um sistema combinado de baterias e painéis solares para a cidade de Lviv, que permite que os semáforos funcionem mesmo quando a rede elétrica vai abaixo. Uma tecnologia que foi desenvolvida em menos de três meses.

Passamos para a imprensa internacional. O jornal The Guardian tem os olhos postos em Portugal. Destaca o resultado do Chega nas eleições autárquicas.

Que confirmam a primeira vitória do partido em Câmaras Municipais, conquistou três, mas também expõe alguns limites do Chega no plano local. O jornal britânico sugere mesmo que o partido de André Ventura ficou muito aquém das expectativas nestas eleições autárquicas. O Guardian destaca ainda Carlos Moedas, o presidente da Câmara de Lisboa, surge descrito neste artigo como uma estrela em ascensão do PSD.

E os Estados Unidos e a China procuram desanuviar as tensões comerciais entre os dois países.

Exatamente. A agência Reuters revela que Donald Trump e Xi Jinping têm agendado um encontro para o final de outubro na Coreia do Sul, reunião que surge depois de ameaças de uma nova guerra comercial. Pequim endureceu os controlos à exportação de terras raras e Washington respondeu com a ameaça de tarifas adicionais de 100% sobre os produtos chineses. Segundo o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, as linhas de comunicação entre os dois países foram reabertas e as tarifas não têm de entrar em vigor, basta haver negociação.

E a Rússia está a apoiar a Coreia do Norte no desenvolvimento de submarinos com capacidade para lançar mísseis balísticos.

É o que se pode ler no The Times. A denúncia foi feita pelo ministro da Defesa sul-coreano, poucos dias depois do desfile militar em Pyongyang. No evento, Kim Jong-un apresentou o novo míssil intercontinental e a presença de uma delegação russa neste desfile reforça os sinais de aproximação estratégica entre a Rússia e a Coreia do Norte.

E Miguel, o New York Times, que tem sempre histórias muito interessantes, revela a influência da direita cristã norte-americana no Reino Unido. Estiveste também a ver esta história.

Exatamente. E essa história revela que a organização Alliance Defending Freedom, esta organização de direita cristã norte-americana, teve um papel fundamental na reversão do direito ao aborto nos Estados Unidos e tem atuado nos últimos tempos discretamente junto do partido Reform, de direita radical, liderado por Nigel Farage. O jornal descreve esta aproximação como um movimento estratégico transatlântico que pretende replicar no Reino Unido a influência que este grupo já exerce nos Estados Unidos e este artigo, que tu falavas, fala precisamente do aborto como um dos temas mais importantes para esta organização e, portanto, essa influência também pode vir a ser feita no Reino Unido, depois de nos Estados Unidos ter acontecido o que aconteceu.

É uma história para ler no New York Times e que fecha esta conferência de imprensa de terça-feira com o jornalista Miguel Gato, que está de regresso amanhã.