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O Gilberto Jorge Silveira Mello, encenador, uma pessoa que fez com que eu renovasse bastante o meu interesse pelo teatro e voltasse a frequentar as salas de teatro, não só também do Teatro da Politécnica, como todo o teatro que se faz em Portugal. Comecei, de há uns anos para cá, a assistir às peças do Jorge e a gostar imenso e a identificar-me imenso com tudo o que ele faz, com a forma como ele faz teatro e os atores, todas as pessoas que trabalham com ele. É um extraordinário encenador, uma pessoa fantástica que, para além disso, recentemente saiu um livro dele fantástico que mostra muito do que é o teatro e do que foi o teatro em Portugal e do que continua a ser e o que se pode aprender também. E depois também, há pouco tempo, vi dois filmes fantásticos do Jorge Silveira Mello, o "Agosto" e o "António Rapaz de Lisboa", que também é uma peça de teatro, que é uma pena não existir ainda em DVD e passa poucas vezes nos cinemas, infelizmente, mas foi uma descoberta incrível. Eu nunca tinha visto o filme, fiquei fascinado com o filme. Para além da generosidade que ele tem em fazer documentários sobre outros artistas, especialmente artistas plásticos incríveis. É engraçado, porque isto também começou com o facto de a minha mulher ter trazido uma peça dele, de Anne Baker, o "Aliens". Todo este processo de conhecimento fez com que eu renovasse o meu interesse pelo teatro de uma forma incrível, para além de ir ver peças noutros sítios também. É um dos grandes artistas portugueses e que teve uma importância extrema na minha dedicação outra vez ao teatro, porque tive uma fase inicial que ia muito ao teatro e depois tive um regro bastante grande. Não por não haver sempre bom teatro, sempre houve. E o Jorge Silveira Mello esteve sempre cá, mas por acaso renovou-se nestes últimos anos, outra vez, este meu interesse pelo teatro e este prazer de todas as semanas ir ver uma peça e gostar imenso.

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