Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
O meu elogio vai para Sérgio Pombo. Tendo que escolher, com certeza, entre muitas pessoas que eu poderia elogiar e que merecem ser elogiadas, imediatamente, e falando como pintora, Sofia Arial, pintora, o traço é rápido, a pontaria é feita imediatamente e surge-me como alvo o Sérgio Pombo. Posso dizer que gosto muito da pessoa e direi porquê: pela sua independência de espírito, pela sua originalidade de caráter e acho que essa originalidade de caráter e independência de espírito se traduz muito bem no seu trabalho. Quando eu cheguei a Portugal, uma jovem estudante que não acabei o curso em Inglaterra por razões diversas, na verdade, financeiras, conheci o Sérgio Pombo e os seus trabalhos. Os trabalhos do Sérgio Pombo dos anos 80 foram profundamente marcantes para o meu início enquanto jovem artista. E esses trabalhos ainda hoje em dia são referência para mim e até aqui há uma gracinha especial que o Sérgio Pombo fez um retrato da Sofia Arial, que se encontra na coleção do CAM, do Centro de Arte Moderna. Portanto, há aqui realmente uma conjugação de mútua admiração. Um pintor que estava no auge, na sua plenitude de juventude, com certeza, também tinha 35 anos, mas o seu trabalho era exatamente muito forte, muito independente, e eu uma jovem artista que vinha cheia de energia de Inglaterra, com vontade de fazer tudo e mais alguma coisa. Poderia dizer também que pelo Sérgio nutro um grande carinho e acho que é um artista, nasceu em 47, que tem estado bastante afastado do conhecimento geral ou da maioria do público mais lato. E isso é pena, mas nunca é tarde. E exatamente aqui vai o Sérgio Pombo, um caráter especial, uma independência e originalidade fora do vulgar.
Rádio Observador. Ouça este e outros conteúdos em observador.pt/rádio e subscreva os nossos podcasts.