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Este é o penúltimo dia de campanha. Amanhã, à meia-noite, vão baixar-se as bandeiras. Sábado, dia de reflexão. Domingo, dia de eleição. Miguel Viterbo Dias, bom dia. Vamos começar pela campanha de Marques Mendes, que teve ontem uma sondagem em que aparece em segundo lugar e, portanto, com acesso à segunda volta. Teve também a presença do primeiro-ministro, líder do PSD, neste caso Luís Montenegro, no comício da noite. Será que são estas as vitaminas políticas, o fermento que a candidatura precisava para a reta final?

Pelo menos ontem foi o dia de maior entusiasmo da caravana de Luís Marques Mendes. O dia correu genericamente bem, com um contato com a população em Arcos de Valdevez, que é uma terra que tem sempre muita mobilização à volta do PSD. Logo aí Luís Marques Mendes respondeu à carta de João Cotrim Figueiredo, anunciando novamente a presença de Luís Montenegro, depois uma passagem pela terra natal em Fafe, onde foi recebido com muita intensidade. As pessoas estavam particularmente felizes por ter ali um filho da terra. Muita gente disse-lhe para não ligar às sondagens, para ir em frente, para ir até o fim, que as sondagens estavam enganadas e se deu vitamina também ao discurso de Luís Marques Mendes, que tem tido nos últimos dias, que é a tal sondagem das ruas. E depois, a tal sondagem das televisões, neste caso a da Intercampus para o "Correio da Manhã" e para o "Now", que o aponta num dos lugares de acesso à segunda volta. Aí foi curioso, porque é comum as candidaturas terem acesso aos números das sondagens antes da divulgação pública e Luís Marques Mendes estava num café em Fafe, ainda acompanhado pela caravana de jornalistas, e assistiu à divulgação da sondagem rodeado pelos jornalistas e por muitos apoiantes. E houve aplausos quando surgiu o nome de Luís Marques Mendes no segundo lugar, tal qual uma noite eleitoral. E o candidato acabou até por reagir imediatamente à sondagem, aos jornalistas nessa altura, seguindo depois para o tal comício de encerramento do dia com Luís Montenegro, que deu mais um toque a rebate à base eleitoral da AD, basicamente, ou resumindo com uma mensagem que é: sendo o centro-direita o maior espaço político em Portugal atualmente, e isso ficou comprovado com as duas últimas eleições legislativas, seria masoquismo político o candidato do centro-direita não estar nessa segunda volta e para esta dramatização colou também António José Seguro à extrema-esquerda, dizendo que os dois estão interligados e por isso o centro-direita tem mesmo que dar uma resposta ao nível da concentração de votos em Luís Marques Mendes, logo na primeira volta.

Já tivemos o Clube da Terra, o Fafe, a garantir a presença nas meias-finais da Taça de Portugal. Que argumentos é que vai utilizar o filho da terra Marques Mendes agora nestes dois dias que restam? Por onde é que vai andar, Miguel?

Será que é um toque de Midas Luís Marques Mendes que esteve poucas horas antes do jogo em Fafe. O discurso tem sido muito este apelo ao voto útil e nesse sentido a sondagem da Intercampus dá-lhe jeito para esse discurso, porque aparecendo à frente Cotrim Figueiredo, o voto útil volta a ser em Luís Marques Mendes, mas tem sido esse apelo ao voto útil no sentido em que Luís Marques Mendes sabe que a generalidade das pessoas olham para o nome de Marques Mendes como o mais provável de vencer as eleições e por isso remetem para uma segunda volta ou eventual voto. Ora, o discurso tem sido: se não houver votos na primeira volta, não vai estar presente na segunda e esse voto vai acabar por ser desperdiçado. Portanto, a dramatização é para que votem desde logo na primeira volta, que concentrem esses votos desde logo, porque se falhar o objetivo de passar à segunda, depois não há possibilidade de lutar pela vitória. E tem sido essa a estratégia, sempre colada à questão da firmeza e da estabilidade, de ser o único candidato que quer que o governo cumpra a legislatura e que será igualmente exigente com o governo. Nesse sentido, todos os membros do governo, e ontem Luís Montenegro fê-lo também, têm dito que não precisam de um amigo ou de uma extensão do governo no Palácio de Belém, numa tentativa de: "Estamos aqui a apoiar Marques Mendes porque é da área política do PSD, mas não contamos com essa amizade do presidente no Palácio de Belém". É claro que esse é um discurso difícil de colar. Ainda assim, ontem Luís Montenegro, por exemplo, garantiu que não queria uma extensão do Executivo em Belém e que todos os outros candidatos têm mais ou menos projetos encapotados de governo através da Presidência da República. Recordo que na altura, quando Luís Montenegro disse isto, Henrique Covey Melo ainda não tinha desmentido a questão de ponderar criar um partido político em caso de derrota. E, portanto, aproveitou também para esse discurso de que Luís Marques Mendes é o único que quer verdadeiramente ser o presidente da República. Todos os outros estão a utilizar o Palácio de Belém como uma plataforma quase de governação.

Miguel, rapidamente, onde é que vamos ver Luís Marques Mendes a usar toda essa argumentação?

Estamos na reta final, últimas 48 horas, portanto o dia de hoje é dedicado ao Porto. Estará durante a manhã ainda em Amarante, depois com mais um almoço com a Federação Académica do Porto numa cantina. É a quarta cantina universitária onde Luís Marques Mendes vai para também tentar dar essa imagem de proximidade e de contacto com os jovens. E depois, é claro, a presença no Mercado do Bolhão, andará ali pelo centro da cidade do Porto e amanhã o dia far-se-á em Lisboa, cumprindo esta tradição de dedicar os dois últimos dias também às duas maiores cidades do país.

Ora, aqui fica a agenda do candidato Marques Mendes, enquanto que o candidato António José Seguro vai tendo boas notícias da maior parte das sondagens que são conhecidas. E agora João Gama, que acompanhas esta campanha, com um tema novo que Seguro introduz na campanha, a segurança

Ontem até tivemos direito a uma visita a uma esquadra, que não estava programada na agenda oficial que é claro partilhada com os jornalistas. Fomos a Vila Franca de Xira e uma visita que seria ao Museu do Neorrealismo foi substituída por uma visita a uma esquadra e a um contacto com os polícias que estavam a trabalhar, um deles o superintendente Bruno Pereira, que é também do Sindicato Nacional dos Oficiais da Polícia. António José Seguro foi dando pistas ao longo do dia, porque quando estivemos ontem de manhã no mercado de Vila Franca de Xira, perguntámos sobre o Chega. Foi quando António José Seguro, embalado pelas sondagens, começou a falar apenas de uma corrida a dois com André Ventura. O resultado das sondagens da Tracking Poll e da CNN, e também a da Católica para a RTP e para o jornal Público, mas embalado nessa corrida a dois, que dizia que era assim que via estes últimos dias de campanha para as eleições presidenciais, António José Seguro começou a dizer que não desistia de nenhum eleitor, nem o eleitorado do Chega, nem o eleitorado que pode estar a pensar votar André Ventura nesta primeira volta, olhando também já para uma segunda volta só com o presidente do Chega, só com o candidato André Ventura. António José Seguro foi dando essas pistas. Não desiste de nenhum eleitor e a segurança é um tema que interessa a esses eleitores, que podem agora estar inclinados para votar em André Ventura e por isso foi fazer essa visita, mas atrapalhou-se um bocadinho quando depois em declarações aos jornalistas começámos a questioná-lo sobre se existe ou não um problema de segurança em Portugal, ou se é uma questão de percepções, algo que tem utilizado para criticar, por exemplo, Luís Montenegro e o governo quando falam dos problemas da saúde como apenas percepções. E António José Seguro diz que o Estado, a política do pé grande, como ele costuma dizer, serve para responder aos problemas que as pessoas sentem. Por isso admite esse problema de percepção de insegurança, mas tem sempre muitos paninhos quentes quando fala sobre esse tema. Aliás, também é uma dificuldade que vemos com o Partido Socialista no geral. António José Seguro admite que há pessoas que se possam sentir inseguras e é preciso dar resposta a essas pessoas, mas não diz se há ou não um problema de insegurança em Portugal.

Muito bem. João Gama, e para estas últimas 48 horas, conseguimos perceber quais são os temas ou as estratégias do discurso de António José Seguro?

Sempre virado para essa segunda volta, foi dramatizando o apelo ao voto. Ontem à noite estávamos nós na Lourinhã, no jantar-comício que encerrou o dia. António José Seguro começou a pedir aos apoiantes que viralizassem o apelo ao voto, utilizassem também as redes sociais para ombrear não só com André Ventura, mas aí também com João Cotrim Figueiredo, candidaturas mais à direita. António José Seguro vai pedindo esse voto. Disse já há dois dias que não basta chegar à segunda volta, quando as sondagens o colocavam como um dos favoritos para isso acontecer, mas também que era preciso chegar à segunda volta em primeiro lugar. Era importante para a democracia, e aqui puxou dos galões do 25 de Abril, para que o candidato da moderação, do humanismo e do progressismo, não necessariamente um candidato de esquerda. Aliás, foi um reparo que ouvimos ontem de Susana Peralta, que se juntou à comitiva, à campanha de António José Seguro a justificar o seu apoio, principalmente um apoio para travar João Cotrim Figueiredo e André Ventura, a extrema-direita e a direita ultraliberal, como lhe chamou, mas quase que a suspirar e a desejar que António José Seguro prove que vá ser um homem de esquerda, um presidente da República de esquerda. Mas António José Seguro tem olhado para essa corrida a dois com André Ventura e por isso dramatiza completamente o apelo ao voto. Foi em crescendo. António José Seguro começou esta campanha a pedir o voto útil à esquerda, passou a pedir o voto dos moderados, dos indecisos, do centrão, quando viu que Luís Marques Mendes estava a começar a escorregar nas sondagens e nos estudos de opinião, e agora dramatiza. Quer tudo por tudo, quer ficar em primeiro lugar na primeira volta com uma mensagem dos valores de Abril e contra André Ventura. Essa corrida a dois vai ser uma tônica que António José Seguro irá certamente manter até sexta-feira e de certa forma acotovelar o Chega mostrando que consegue estar presente nos temas que são mais dados ao Chega e a André Ventura, como foi o caso ontem da segurança.

E João Gama, isso vai acontecer onde?

Eu confesso que fiquei com alguma inveja quando ouvi o Miguel Vitor Dias a dizer que ia ficar um dia ao Porto e um dia a Lisboa, porque isso vai ser a nossa sexta-feira, vai começar de manhã no Porto e acabar à noite em Lisboa. Mas hoje acabamos o dia em Braga, daqui a pouco estamos em Coimbra, temos uma visita a Montemor-o-Novo, vamos ver uma empresa, umas estufas de produção de morangos. À noite temos um encontro com jovens em Braga, vamos subindo para depois descer tudo amanhã. Além de Braga, temos também uma concentração na sede de campanha em Famalicão às 17h e um contacto com a população na Póvoa de Lanhoso.

Muito bem, amanhã vai ser um dia corrido então. De norte para sul, João Gama, bom trabalho aí no terreno, na estrada. Miguel Gato acompanha a candidatura de João Cotrim Figueiredo, um candidato que entrou com o pé esquerdo nesta última semana de campanha. Miguel, ainda se ouvem os ecos das polémicas que João Cotrim Figueiredo teve que enfrentar esta semana?

Sim, Paulo, ontem o dia de campanha de João Cotrim Figueiredo continuou marcado ainda por essas duas polémicas de segunda-feira, principalmente ainda a questão da acusação do assédio sexual, mas Cotrim sobre esse tema diz que não quer falar mais sobre o assunto, fechou a porta a mais esclarecimentos, diz que o processo está agora a cabo da advogada e por isso que vai remeter a queixa por difamação nos próximos dias. Ele que já tinha dito que gostava que o assunto ficasse resolvido, ou seja, a queixa fosse submetida até ao fim da campanha eleitoral, até sexta-feira.

Até amanhã.

Exatamente. Já a polêmica relacionada com o eventual apoio a André Ventura na segunda volta, pelo menos ontem caiu um pouco, pelo menos pedidos de mais esclarecimento por parte dos jornalistas. Claro que ainda é um tema que está em cima da mesa Para o ataque dos candidatos, dos adversários. Cotrim admitiu que errou e diz que não sabe o que lhe passou pela cabeça. Agora a campanha de Cotrim tenta recuperar um pouco destas duas polémicas. Primeiro, surgiu o apelo ao voto útil à direita num jantar comício anteontem à noite e ontem também surge então o apelo público ao primeiro-ministro para que retirasse o apoio a Marques Mendes e o depositasse em Cotrim de Figueiredo, Luís Montenegro, que apareceu na campanha de Marques Mendes. Não sei se foi para responder diretamente ou não a esse apelo de Cotrim e não comentou sequer essa carta que foi enviada por parte do candidato apoiado pela Iniciativa Liberal. E por que eu estou a falar tanto ainda do dia de terça-feira? Porque o dia de ontem de Cotrim Figueiredo teve apenas duas ações de campanha e foram muito ações de gestão mediática, ainda por causa destas duas polémicas. Cotrim não se expôs muito, teve duas ações de campanha, uma de manhã numa doçaria e depois outra numa inauguração num cartaz da candidatura na Praça Doutor Francisco Sá Carneiro, já aqui no Porto. E aí nas declarações aos jornalistas nota-se que as polémicas ainda fazem mossa na ação política de Cotrim. Vou contar dois detalhes. Primeiro, quando questionado sobre se o local escolhido alusivo a Sá Carneiro era um sinal político, Cotrim respondeu que não sabia que aquela praça tinha o nome do social-democrata e depois disse também não saber que aquele cartaz que inaugurava na altura tinha lá uma referência à segurança na parte de trás. Diz que não tinha reparado. Portanto, são aqui momentos que revelam ainda alguma confusão por parte do candidato ou então talvez ironia que não foi perceptível por parte dos jornalistas.

Ainda muito sensível Cotrim depois deste arranque de semana. Estás no Porto, por onde é que vai andar a campanha hoje, Miguel?

É já daqui a pouco que começa a campanha de hoje, é uma visita ao Centro de Dia de Soutelo em Gondomar. É mais uma aposta com a população mais idosa, é uma troca. João Cotrim de Figueiredo ia fazer uma ação na rua, ele que também apostou, sobretudo na primeira semana de campanha, em ações em mercados, em feiras, mas agora trocou muito por uma questão do tempo, que hoje está chuvoso, mas também porque é mais seguro o contacto com a população mais idosa do que apanhar com reações que podem ser algo imprevisíveis por causa destas duas polémicas. À tarde vai visitar uma fábrica têxtil em Santo Tirso e o dia acaba com um jantar comício em Matosinhos, com a presença de Mariana Leitão, que não se pronunciou, sobretudo sobre a polêmica da questão do assédio. Vamos ver se responde a alguma pergunta dos jornalistas ou se vai lá fazer só o discurso de apoio à candidatura de Cotrim.

E assim se prova até com todo este detalhe, que a questão do assédio está a marcar estes últimos dias de campanha de João Cotrim Figueiredo. O Miguel Gato vai continuar a dar-nos conta desses momentos da campanha. O Miguel Pereira Santos acompanha a campanha presidencial de Catarina Martins. Miguel, por onde é que vai andar hoje a candidata?

Bom dia, Carla. Hoje a candidata vai andar a norte do país. Começamos pelo mercado de Barcelos.

Chove, estamos a ouvir.

Sim, chove bastante aqui e especialmente depois de um grande esticão desde Lisboa ontem na última ação de campanha, começar hoje o dia em Barcelos a chover é um bocado desanimador aqui para a caravana, mas vamos continuar aqui a norte. Depois descemos novamente para outro mercado, o do Bolhão, no Porto, e acabamos novamente no distrito de Braga, no Café Viana, com uma espécie de comício, uma sessão pública aqui da campanha de Catarina Martins.

É desanimadora a chuva e as sondagens, Miguel?

Sim, de certa forma, Catarina Martins tem adotado cada vez mais um discurso realista sobre aquilo que pode realmente sair para ela destas eleições presidenciais. Ontem, na tradicional arruada descida do Chiado, Catarina Martins reconheceu que provavelmente não passará à segunda volta e que a força que lhe derem na primeira volta, essa sim, fará surgir opções mais fortes na segunda volta. Portanto, um bocado a tentar explicar qual é que poderá ser a sua utilidade nesta eleição, para além, aqui numa lógica que não é bem matemática, mas é uma linha de argumentação aqui para tentar combater os apelos ao voto útil da campanha, nomeadamente de António José Seguro. É, na verdade, uma forma de dizer: "Se eu tiver uma grande votação no domingo, as minhas bandeiras, defesa do SNS, a rejeição do pacote laboral, dizem realmente alguma coisa ao eleitorado e não vão sair do debate público", ainda que, lá está, segundo as sondagens, aqui sempre à volta dos 3%, ainda que lidere o pelotão dos candidatos à esquerda, António Filipe e Jorge Pinto, Catarina Martins aparece sempre à frente, mas provavelmente não passará essa barreira dos 3% e não terá grande palavra sobre aquilo que será uma segunda volta destas eleições.

E quais são os temas que Catarina Martins tem colocado na mesa? Nós sabemos que uma das críticas feitas à candidatura ou a António José Seguro foi o papel que ele teve durante a troika, por exemplo. Como é que Catarina Martins contra-argumenta, digamos?

Sim, Paulo, é engraçado a forma como Catarina Martins trouxe nestes últimos dias de campanha um novo argumento para dar força à sua candidatura, que ao mesmo tempo visa António José Seguro, que foram os tempos da geringonça. Nesta eleição, Catarina Martins é realmente a única candidata que pode reclamar alguma herança da geringonça. O António José Seguro, que é o candidato do PS, não esteve presente nesse momento da vida política dos socialistas e, portanto, num comício em Coimbra, a própria Catarina Martins disse: "Já provei que sei fazer" e curiosamente falou sempre dos feitos da geringonça na primeira pessoa do singular. Até tenho aqui uma passagem que foi: "Quando contribui para afastar a direita do governo, consegui reverter os cortes da troika em salários e pensões". Portanto, perguntavas como é que isto depois volta para António José Seguro. Há sempre esta memória muito presente daquilo que foram os cortes nesse período da troika, em que António José Seguro era o líder da oposição e nomeadamente absteve-se em orçamentos de Estado do governo de Pedro Passos Coelho. Portanto, aqui este avivar da memória da geringonça tem, por um lado, este reclamar de uma herança que nesta eleição está um pouco órfã e, além disso, procura visar aqui António José Seguro.

E aqui na primeira pessoa do singular. Miguel Pereira Santos, Miguel Gato, João Gama, Miguel Viterbo Dias. Este foi o penúltimo direto à campanha, pelo menos na primeira volta. Até amanhã.