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Muito bom dia, sua hora ligou o seu rádio. Seja bem-vindo ao Observador. Em estúdio, junta-se agora a nós Rui Pedro Antunes, jornalista da secção de política e no direto ao assunto de hoje é nosso convidado o vice-presidente do PSD, David Justino. Bom dia, muito obrigada por estar nas manhãs 360.
Bom dia, também obrigado pelo convite.
Como vice-presidente do PSD e apoiante de Rui Rio, pergunto-lhe se considera que o líder social-democrata deve candidatar-se nas eleições diretas de janeiro.
O deve é na minha opinião.
Exatamente.
Sim, acho que sim. Aquilo que eu costumo e tenho dito é que aquilo que são requisitos para dar continuidade à estratégia que foi seguida já de há um ano e meio pra cá, continuam a manter-se. Ou seja, nada desses requisitos que eu considero que são condições indispensáveis para se afirmar a liderança e acima de tudo para se afirmar a linha política, não há razões para alterar. E portanto, nesse sentido, é mais um passo. Digamos que mesmo depois do resultado das eleições, que não foi um resultado favorável, não tanto quanto nós pretendíamos, mas mesmo assim está dentro dos valores que nós admitíamos como valores razoáveis para podermos dar mais um passo em frente.
E mesmo com esse resultado, acha que os militantes devem dar esse sinal de confiança e reeleger Rui Rio, mesmo tendo falhado nas eleições?
Falhámos porque perdemos.
Sim, claro.
Isso é óbvio. Falhámos porque perdemos. Mas mesmo assim, eu acho que daquilo que é o projeto que nós acabamos por corporizar, continua a ter todo sentido.
Mas o PSD perde duas eleições com Rui Rio à frente do partido. Isso não fragiliza o projeto do atual presidente?
Não, por uma razão simples: tudo depende do ponto de partida. Saber em que ponto é que está o partido, qual é o reconhecimento que tem por parte do eleitorado, por parte dos cidadãos, e a partir daí saber se nós acrescentamos ou se não acrescentamos. E nós entendemos que conseguimos acrescentar, não obstante alguns percalços. Deixe-me só acabar. O caso das europeias foi claramente um percalço. Não estávamos à espera ter uma votação tão baixa. Estávamos à espera e tínhamos expectativas de ter um resultado melhor. Este já está dentro da margem que nós consideraríamos que era uma margem possível para podermos chegar e dar seguimento ao projeto. Portanto, nessa perspectiva, o doutor Rui Rio agora apenas tem que decidir em função da sua posição pessoal. Não tem a ver necessariamente com condições políticas, mas tem a ver fundamentalmente com a predisposição pessoal que ele possa ter relativamente pra incorporar esse projeto.
Quando diz que acrescentaram, que este projeto acrescentou ao PSD, parte de que valores, onde é que tem referências que estão acima ou abaixo?
Não sei, eu não, embora seja um quantitativista em termos acadêmicos, mas em termos políticos, não sou tanto. Eu acho que é mais importante nós olharmos pra natureza da base eleitoral do PSD do que propriamente pra quantidade. E nessa natureza, houve um conjunto de indicadores que nos ajudaram a perceber que há uma parte do setor do eleitorado que nós tínhamos perdido e que nós estamos a recuperar. E eu cito, fundamentalmente, o caso dos jovens, o caso dos ativos, em especial trabalhadores por conta do outro, classe média, fundamentalmente.
Onde é que sente que perdeu esses ativos?
Não, foram perdidos em 2015, claramente.
Mas em 2015 o PSD ganhou as eleições.
Pois, por isso é que eu digo que o problema não tá na quantidade, tá na qualidade. Ou seja, a composição social do eleitorado é que nos dá precisamente o saber se temos ou não temos potencial de crescimento.
As circunstâncias-
Deixe-me só acabar, só pra explicar isto. Um dos fatores que leva precisamente a perdermos estas eleições, que já tínhamos perdido também um bocado antes, foi o eleitorado mais idoso, que era um dos pilares fundamentais das bases eleitorais do PSD praticamente desde meados dos anos 80. E é claro que um eleitorado mais idoso, que se afasta, só volta em situações muito excepcionais. Por quê? Porque quem tá no poder tende a acarinhar, entre aspas, digamos, esse mesmo eleitorado. Portanto, tem vantagem. E é nesse sentido que nós, para compensarmos, precisamente a perda do eleitorado mais idoso, reformados, etc, tínhamos que compensar com ativos e com jovens. E isso conseguimos. Isso notou-se através de algumas sondagens, mas notou-se através de algumas análises que fazemos sobre a distribuição de votos, conselho a conselho, consegue-se fazer essa associação. E portanto, isso quer dizer que temos um potencial de crescimento relativamente interessante. E portanto, o que nós temos que continuar a fazer é continuar a trabalhar pra crescer mais ainda.
Só pra fechar esta parte dos resultados eleitorais, com os resultados dos círculos do estrangeiro, ainda acabou por descer mais. Não chegaram aos 28, ainda desceu. Historicamente baixo.
Estamos a falar de porcentagens.
Sim, é historicamente baixo, mas há pouco falava nas circunstâncias do partido. Mas em 2015 as circunstâncias não eram piores, vindo de um período de ajustamento do que eram agora em 2019.
Eu concordo com isso. Mas o problema é que então temos que olhar pra 2011. E olhando pra 2011, o PSD, mesmo com o desgaste, ou seja, neste caso não foi o PSD, foi o PSD e o CDS Perderam 800 e tal mil votos, a caminho de quase 1 milhão de votos. Isso é uma quebra enorme. E é isso que eu digo: para recuperar novamente esse eleitorado, não se faz de um momento pra o outro e estando na oposição só. Esse eleitorado tem que se recuperar com tempo e acima de tudo, tem que se recuperar com soluções para as quais as pessoas hoje em dia já não vão em promessas, aquilo que querem são fatos reais.
O chamado voto bolso. Mesmo em relação a 2015, há uma perda da PAF de 400 mil votos.
Sim, isso é da PAF.
Que as contas devem ser feitas no somatório do CDS.
Não chega bem a 400 mil, mas se nós considerarmos que a repartição de votos se faz na mesma proporção daquilo que se perdeu de 2011 pra 2015, chegamos à conclusão que essa repartição se faz à volta de 70% incide sobre o CDS e 30% sobre o PSD. O PSD terá perdido por volta de 100 mil votos.
David Sim, não está a haver uma espécie de estado de negação no PSD? Porque nós olhamos pras justificações da noite eleitoral, a culpa do resultado é da comunicação social, das sondagens, da contestação interna. E mesmo nesta análise de números, parece que há aqui uma negação de que o partido perdeu, perdeu bastante e haverá certamente um mea-culpa a fazer por esta direção.
Paulo, se quiser entrar numa de perdoame, a gente faz uma de perdoame. E entramos numa de carpir a mágoa que temos de termos perdido. Agora, eu não quero que isso leve a lado nenhum. Não leva a lado nenhum. Temos que ser objetivos, perdoem-me, mas eu nessas coisas sou muito racional na análise dos resultados. Nós podemos fazer sempre leituras políticas dos resultados, mas tem que haver uma sustentação técnica mínima de evidência desses mesmos resultados. E esses resultados, como foi aqui dito, por exemplo, perdemos ainda 400 mil votos. Eles admitiram. Está bem, agora vamos ver como é que eles se repartem. E é óbvio que uma parte da perda cai em cima do CDS, como se viu pelo resultado obtido. E portanto, o resto cai em cima de nós. Nós perdemos à volta entre 80 mil e 100 mil votos.
David Sim, mas passaram já duas semanas.
Até que está compensado com o aumento dos votos da imigração, porque embora tenha havido uma diminuição da percentagem, houve um aumento do número de votos.
Passaram duas semanas das eleições e a verdade é que o PSD continua a discutir resultados, enfim, interpretemos como quer.
Eu não vim aqui discutir resultados.
Pois não, mas a verdade é que...
Mas o Conselho Nacional esteve a analisar ainda os-
O Conselho não, a Comissão Política Nacional.
A Comissão Política Nacional, perdão, esteve a analisar esses dados. É natural, mas é natural não haver agora um olhar pro futuro e saber se Rui Rio-
Não, eu só estou a responder a isso, vocês me perguntaram. Eu por mim já passei essa fase.
Mas ainda não sabemos se Rui Rio vai se recandidatar. Não sabemos se vai assumir o cargo de deputado. Não sabemos se vai ser o líder parlamentar. Não sabemos o que o PSD pensa sobre a composição do futuro governo. Quando é que o PSD começa a falar do futuro, como dizia a Judite?
Se vocês nos libertarem do passado...
Há uma semana disse que não era óbvio que Rui Rio se recandidatasse. Mas agora na última quarta-feira já disse que Rio não é um desistente. Isto significa que está mais próximo, ou seja, a evolução foi no sentido do líder avançar?
Não, vamos lá ver uma coisa. Aquilo que me perguntaram foi se era óbvio que... E eu disse que não é óbvio. É tão simples. Vocês têm que analisar as respostas, não em função do significado estrito delas, mas em função da pergunta que é formulada. E aquilo que perguntaram é assim: "É óbvio que...?" Não, não é óbvio.
Mas é provável, então? Agora se eu perguntar.
Isso é o tipo de exercício que eu não quero fazer. Primeiro, não só por ser vice-presidente, mas acima de tudo por ser amigo pessoal do doutor Rui Rio. E acho que a melhor forma de ser amigo dele é dar-lhe total liberdade e tempo pra ele poder decidir em consciência.
E assinar uma petição pública é um pouco insólito de um vice-presidente?
Não é nada insólito, porque eu pra além de vice-presidente, sou cidadão. Era o que faltava. Eu vou abdicar dos meus direitos de cidadania, de subscrição de uma petição pública?
Na ponderação, há uma coisa que se compreende, que é ter em cima da mesa todas as cartas. Mas o que acontece é que os resultados eleitorais já estão fechados, fecharam os círculos fora da Europa. O governo está formado, já se sabe a composição. A aritmética parlamentar não será uma geringonça. Tudo o que são as variáveis pra essa ponderação estão fechadas. Não decidir neste momento, tendo todas essas ponderadas.
Mas quem é que disse não decidir?
O líder do partido ainda não decidiu. Neste momento.
Eventualmente, até já poderá ter decidido, não o anunciou.
Isso não é uma questão que pode ser considerada de taticismo, uma vez que já tem a resposta?
Não, não é, por uma razão simples. Eu não quero invocar um antigo líder do Partido Socialista que perguntava qual é a pressa. Mas existe aqui uma obsessão clara sobre antecipação de prazo e antecipação ao futuro. Eu sinceramente não vejo qual é a necessidade. E eu reconheço, e já o tenho dito, que aquilo que são os requisitos para se fazer uma análise rigorosa de se deve continuar ou não deve continuar, esses requisitos estão preenchidos. Ou seja, já temos informação relativamente ao governo, relativamente à votação final, relativamente até alguma sensibilidade por parte do partido, etc. Portanto, estou convencido que neste momento falta pouco pro doutor Rui Rio anunciar a sua posição. Eventualmente até já a terá tomado, eu não estou na cabeça dele, mas não há de faltar muito. Ele vai escolher a melhor altura, até porque aí não é taticismo. Se na verdade nós temos uma grande confusão, uma grande melee noticiosa, se calhar é melhor aguardar um bocadinho e ter alguma paz e algum silêncio pra poder falar.
Mas qual é o momento midiático pra se anunciar que se é recandidato?
Vocês têm que se habituar a uma coisa: não é a comunicação social que impõe a nossa agenda e, portanto, a nossa agenda é feita por nós.
Há pouco falou também que o líder tem essa percepção que o partido está com ele? Dispõe contacto com líderes distritais?
Eu tenho a noção disso.
Isso é uma vantagem para as direitas.
E este tempo que vocês consideram longo, desde que foi a votação, desde que foi as eleições até agora, tem nos permitido saber que, por parte dos opositores, não houve a vaga de fundo, não houve a reação da parte do partido que eles estavam à espera. Isso revela, de certa forma, que os militantes estão serenos, aguardando as decisões e ver quais são as coisas, mas não estão nada desesperados relativamente à situação.
David Justino, já tiveram tempo para olhar para o esboço do orçamento 2020 e para começar-
Está a ser analisado neste momento.
Quais são as hipóteses neste momento para o PSD? Vai me responder certamente que não conhecem o documento, mas mesmo assim, conhecendo o que foram orçamentos passados do governo socialista de Mário Centeno, conhecendo o esboço, conhecendo o programa de estabilidade, é possível que o PSD, por exemplo, venha a aprovar este orçamento 2020?
Há aqui um aspecto que eu estive a olhar para o plano que foi apresentado, o quadro macroeconômico, com invariantes, ou seja, em que a maior parte dos indicadores são base invariante.
Tipo sem mudança de políticas.
Exatamente. E, portanto, não incorpora o efeito das políticas. E aquilo que eu estive a observar é que, significativamente, aproxima-se do modelo que nós apresentamos. Ou seja, ali o meio termo entre aquilo que era o PEC anterior, o plano de estabilidade, PEC agora já não tem o C, já não tem o crescimento, só tem estabilidade. E aquilo que era o nosso quadro macroeconômico. Mas isso não quer dizer nada.
Isso é sério, no sentido até do PSD aprovar.
Sim, mas isso não é relevante. Até porque os quadros macroeconômicos são previsões para todos os efeitos. E, portanto, nós até precisamos saber com mais algum rigor algumas das variáveis que não estão suficientemente claras. Por exemplo, carga fiscal, quanto é que fica este ano? Isso pra nós é importante. Segundo aspecto, se o governo vem adotar algumas das nossas medidas e diz assim: "Nós vamos reduzir o IVA da eletricidade. Nós vamos reduzir em dois pontos percentuais o IRC." O PSD fica numa posição relativamente complicada. Como é que pode votar contra um conjunto de medidas e um orçamento que ele próprio defendia estas medidas? Portanto, se o PS conseguir fazer isso, nós só temos que bater palmas, não estou a dizer em termos de irmos aprovar o orçamento ou não, mas não é a mesma coisa que estar invariavelmente a votar contra.
Mas podem viabilizá-lo pela abstenção, por exemplo.
Está bem, mas o problema é-
Isso está em cima da mesa, o PSD admite essa possibilidade.
Não, o PSD tem sempre possibilidade. É algo que vocês têm que perceber. Quem antecipadamente diz: "Olha, nós vamos abster, nós vamos fazer isto", é de uma irresponsabilidade total. E, portanto, nós queremos saber como é que vai ser o orçamento. Agora, eu não acredito que o PS vá baixar o IVA da eletricidade, que o governo vá reduzir o IRC em dois pontos percentuais. Eu não acredito. Agora, eu não posso admitir de parte que eles possam ter uma revelação qualquer celestial, que de alguma forma possam reconhecer que as medidas que nós apresentávamos eram boas medidas.
Vamos falar só da questão da liderança parlamentar, porque talvez possa haver aí já algum sinal por parte do professor David Justino. Com Rui Rio na liderança da bancada parlamentar, seria bom para uma recandidatura ao PSD, ou seja, seria um bom espaço para fazer campanha num estilo um pouco mais combativo do que aquele que nos tinha habituado antes da campanha eleitoral.
Vamos ver uma coisa, cada coisa no seu tempo. Não tem sentido que o doutor Rui Rio apresente aquilo que é a sua proposta relativamente à composição da direção da bancada, sem antes dizer o que é que vai fazer.
Se é candidato ou não.
Exatamente. Portanto, qualquer das soluções é possível. Uma coisa é certa: eu não acredito que o doutor Rui Rio, e há de arranjar uma solução, vá deixar o grupo parlamentar nas mesmas condições em que a anterior direção nos deixou o grupo parlamentar.
Que era um grupo parlamentar o quê? Fraco?
Não, era minado. Ou seja, foi deixado um líder parlamentar.
Fernando Negrão foi eleito com 39% dos votos.
Não, antes do Fernando Negrão, o Hugo Soares. Ou seja, foi uma direção parlamentar arrematada.
A solução líder parlamentar Rui Rio era de transição até à-
Não sei o que é que isso vai ser feito. Eu já dei a minha opinião sobre qual deveria ser o caminho a seguir. Não a vou revelar aqui como é natural, porque é a minha opinião pessoal.
Mas não é descabido o líder acumular com a liderança parlamentar, na sua opinião.
Se ele é deputado, é candidato. É sempre um potencial candidato a liderar. Agora, não é necessariamente obrigatório, porque felizmente há pessoas dentro do grupo parlamentar, deputados eleitos, que podem desempenhar claramente essa função. Aquilo que eu digo é que convém que qualquer líder parlamentar o faça manifestando a sua disponibilidade pra largar o cargo após o congresso
E aí ser o próprio líder ajuda.
Não, tanto faz ser eu ou ser um outro qualquer. O que tem que haver é esse compromisso, é que ninguém vai levantar problemas, ninguém vai levantar obstáculos, para depois engendrar uma guerra qualquer com a nova liderança, como foi feito há um ano e meio atrás. Nesse caso, acontecerá há dois anos atrás.
Deixe-me só situar aqui que José Silvano disse que a assembleia vai tomar posse e na semana seguinte será escolhida a liderança parlamentar do PSD. Isso significa que na próxima semana Rui Rio tomará uma decisão. Portanto, mais uma semana.
Não sei.
Se ele tem que tomar antes da liderança.
Se o fizer, essa é a minha opinião. Olhando para estes calendários e esta sequência, ele tem este tempo para o fazer. Portanto, não vejo problema absolutamente nenhum. É natural que aquilo que está a dizer possa ser um dos cenários possíveis, mas eu sobre cenários só os faço em casa.
Estamos a terminar.
Estamos mesmo a terminar. Última pergunta.
Mas eu ia pedir um cenário. Na sua opinião, esta legislatura vai durar os quatro anos?
Olhe, eu saí cedo de casa, não tive tempo de ir ao oráculo.
Mas tem tanta experiência política, não vale a pena falar em bolas de cristal.
Não me diga isso. Eu sei que tenho alguns cabelos brancos, mas também não é tanto. Aquilo que eu digo é que não deu para ir ver. Eu acho que há uma obsessão relativamente à abordagem especulativa dos cenários.
Mas fazer política também é fazer cenários, não é?
Como é natural. Só que nós fazemos vários cenários. Fazer um cenário, não fazemos. Fazemos vários cenários e trabalhamos em função dos vários cenários, com probabilidade. É assim que se deve fazer. E, portanto, eu não sei se vai, se não vai. Ou seja, há condições ou não há condições. Também nós dizíamos há quatro anos atrás que não havia condições para eles concluírem a legislatura. E concluíram. Portanto, alguma calma nisto. Eu acho é que nós não deveremos condicionar a estratégia do PSD à estratégia do governo. Isso é que não. A estratégia do PSD deve ser suficientemente autónoma, com identidade e sustentabilidade própria, para que possa vingar daqui a dois, a três, a quatro, a cinco ou seis anos, não se sabe, mas tem que ter um calendário para que isso possa haver. Eu estou a falar de estratégia, não estou a falar de tática, que é uma coisa relativamente diferente.
O vice-presidente do PSD, David Justino, direto ao assunto das manhãs 360. Muito obrigada por ter aceitado o nosso convite.
Obrigado.
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