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Final minhota inédita na Taça da Liga, Vitória Sport Clube ou Sporting Clube de Braga. Uma destas equipas do distrito de Braga leva para casa o caneco numa final sem a presença de um grande do futebol português. Estes começam já a marcar passo e caminho para o futuro. Esta é uma edição do "E o Campeão É" em que olhamos ainda para o mercado e uma entrevista de André Silva, em que contamos hoje com os comentários do Luís Pinto Coelho, o João Pinto e também o Pedro Henriques. Eu sou João Costa e Silva e vamos começar pela final de mais logo. Vitória e Sporting Clube Braga medem forças numa final inédita na luta pelo troféu da Taça da Liga. É um jogo que conta com relato em direto aqui na Rádio Observador, emissão especial a partir das 19h. João Pinto, é a primeira final de uma competição nacional entre rivais do Minho. Alguma destas equipas parte em vantagem nesta altura da competição? Bom dia.
Bom dia. Deixa-me sublinhar uma das palavras que disseste, que é o Minho. Realmente, tem sido uma ascendência grande, que é uma zona do país que realmente tem tido cada vez mais clubes na Primeira Divisão, tem tido regularmente muitos clubes na Primeira Divisão. Qualquer grande tem que ir fazer o Viria do Minho e deixa lá sempre pontos. E depois isso vai-se refletindo na maneira como os clubes vão crescendo. E tanto o Braga, que já vai com 15 anos disto, como o Vitória, tiveram realmente uma competição muito boa. O Braga elimina o Benfica e o Vitória então elimina o Porto no Dragão e consegue dar a volta ao Sporting. Portanto, é uma final que tem todo este condimento regional e, além disso, uma grande dose de justiça, quer por aquilo que historicamente os dois clubes têm feito e a região tem feito, quer por aquilo que fizeram neste percurso da Taça da Liga. Portanto, espero que seja um bom jogo, tem tudo para ser um bom jogo, tem tudo para ser um jogo bem quentinho, rijo, e Leiria vai voltar a ver pancada. Espero que tenham esses condimentos todos, que haja uns quantos acidentes de mota lá pelo meio, que haja umas entradas, umas coisas engraçadas, mas no fim que ganhe o melhor e que o jogo saia por cima.
E se tivesses que atribuir aqui algum grau de favoritismo a um deles, alguém parte em vantagem ou nem por isso, na tua opinião? É que as duas equipas vêm motivadas.
Uma coisa é o grau de favoritismo, outra coisa é eu estar de lado com uma delas. E, portanto, vou para o Vitória. Prefiro o Vitória.
Muito bem.
Não sei por quê, mas prefiro o Vitória.
Luís Pinto Coelho, faço-te a mesma pergunta. São duas equipas que vêm aqui duas vitórias importantes. O Vitória deu a volta ao resultado já nos minutos finais e eliminou o Sporting. O Braga demonstrou uma grande maturidade frente ao Benfica, fez uma excelente primeira parte nesse jogo que ditou a eliminação do Clube da Luz com uma vitória por 3x1. Atribuis aqui algum grau de favoritismo especial a uma delas ou partem em questões de igualdade para esta grande final?
Olá, bom dia.
Bom dia.
Dou aqui um grau de favoritismo até relativamente grande ao Braga. Acho que é mais equipa, tem mais talento individual, tem mais jogadores para desequilibrar, embora obviamente que o Vitória é sempre uma equipa extremamente aguerrida, extremamente lutadora e provou isso nesta Taça da Liga. Também está em crescimento, tem um treinador jovem, mas a equipa está crescendo, tem muita juventude e isso também pode ser interessante, porque obviamente chegar a uma final é sempre um marco para estes jovens que se estão a impor agora no Vitória, mas eu daria 60, 40 para o Braga. Acho que é mais equipa, está mais habituada a estes momentos, os jogadores também já muito rodados, muita experiência, que já ganharam muita coisa, alguns deles. Por isso, parece-me aqui claramente uma equipa mais talhada para estes momentos. No campeonato até tem oscilado, mas quer na Europa, quer aqui na Taça da Liga, tem estado bastante bem. Por isso, parece-me aqui que tem um certo favoritismo para esta final.
E o equilíbrio sede-se precisamente também nos jogos entre si, entre este Vitória e Braga, nos 160 jogos disputados, 64 vitórias para o Braga, 61 para o Vitória Sport Club. Portanto, há aqui um certo equilíbrio no que toca ao nível de vitórias. Vamos ver hoje quem canta de galo. Pedro Henriques.
Bom dia.
Temos aqui alguém a pender mais para o lado do Vitória, outro mais para o lado do Braga. Vais decidir isto e também não sei se trataste disso, mas hoje, a final, temos 11 também, não é?
Claro, como é óbvio. Em primeiro lugar, dizer que também estou de acordo que em termos daquilo que é o plano teórico, seja até em talento individual, seja em termos coletivo e também naquilo que nós temos visto nos últimos anos e no campeonato, o Braga parte, entre aspas, com esse favoritismo de, em teoria, ser mais favorito, desculpem a redundância, mas também o Sport e o Benfica também o eram e foram eliminados nas meias-finais, independentemente das circunstâncias em que tal aconteceu. E depois relembrar que eu estou há duas ou três dias que ando a dizer isto, dos muitos dérbis que arbitrei ao longo da minha carreira, em termos portugueses, se me disserem quais são os três, quatro principais, obviamente que podemos colocar sempre um Porto-Boavista, naturalmente, um Marítimo-Nacional, um Sporting-Benfica. Claro, depois hoje, nos últimos anos, o Benfica com o Porto, não tanto por ser rivalidade, mas até por minuciosidades, entram também aqui neste patamar, mas, e deixei de propósito para o fim, o Vitória Sport Clube Braga, sobretudo nos anos em que eu fiz futebol profissional, tinha um impacto e uma força que, felizmente, as próprias direções foram esbatendo um bocadinho no sentido de acalmar um bocadinho, porque eram não só jogos extremamente complicados entre as quatro linhas, como, acima de tudo, fora das quatro linhas. Felizmente, isso está melhor nesse aspecto. E por ser uma final e porque neste tipo de competições vir ao de cima essas rivalidades, o ser um dérbi, eu acho que acaba por o Vitória esbater um bocadinho, se calhar, como disse o Luís Pinto Coelho muito bem, esta vantagem que o Braga aparentemente tem. E por isso é uma final, eu diria que em teoria Braga é favorito, mas depois na prática, se calhar, vamos ter muito 50-50 daqui da final. Em relação ao 11, e tentando perceber também que o Braga tem três vitórias nesta competição Depois temos o Setúbal na primeira vez que a competição se iniciou e tivemos o Inácio, o nosso Augusto Inácio, como mirense. De resto, basicamente, tirando essas três, o Braga ganhou e é tudo Benfica, Sporting e Porto. E o Porto só tem uma competição, também ganha aqui. Portanto, é uma taça que de repente tem a possibilidade de já uma final inédita. Se o Braga ganhar, ganha a terceira competição, mas para o Vitória Sport Clube é muito relevante e importante, porque gostemos ou não gostemos, achemos que é estranho ou não, isto é o campeão de inverno, mesmo que seja um título um bocado estranho, e isto pesa muito. Onzes. Em relação ao Braga, por isso mesmo dizer que eu acho que eles vão apostar as fichas todas. Não há aquela coisa de que o campeonato é que é importante. Isto hoje é mesmo para ganhar, porque é um título e a possibilidade de ganharem, se calhar, um título que dificilmente conseguirão no campeonato nacional. Supertaça, obviamente, já não é possível. E na Taça de Portugal há sempre essa hipótese, mas também é um bocadinho mais complicado. Ornusek na baliza, começando pelo Braga. Eu acho que vão jogar naquela linha tipo três-quatro-três, por assim dizer, com o Lagerbielke, o Vítor Carvalho e o Mbabi, depois o Grlić ou Florian, o João Moutinho, o Dor Geoges e depois o Leonardo Lelo, e depois lá à frente, entre aspas, aquele trio Zalazar, Paulo Vitor e Ricardo Horta. Muito bem. Em relação ao Vitória Sport Clube, nós chamamos de Guimarães, mas é Vitória Sport Clube. É o Charles, Charles Silva na baliza. Depois, eu penso que vão jogar em um janto quatro-dois-três-um, uma linha quatro com o Rodrigo Baba, Escalo e Miguel Nóbrega centrais, o João Mendes à esquerda e o Toni Strat à direita, e depois aquela dupla de seis-oito, chamemos assim, Diogo Sousa, Gonçalo Nogueira, e depois nas costas do Nelson Oliveira, o Camará, o Mukendi e o Sávio. Portanto, não fugindo muito daquilo que até, de alguma maneira, o Braga da segunda parte e o Vitória da segunda parte e o Braga que também fez nos dois jogos anteriores.
Há derby Minhotos nesta final da Taça da Liga, Vitória Sport Club ou Sporting Clube de Braga. Uma destas equipas do Minho leva o caneco para casa. Emissão especial de desporto, logo depois do jornal das 19 horas.
Desculpa corrigir. O Braga já tem três títulos. Eu disse que era o terceiro. Não, o Braga já tem três títulos. Se ganhar hoje é que é o quarto, o Vitória que é o primeiro, e depois sim, o Moreirense em 2016/17 e o Setúbal em 2007/08. E o Porto em 2022/23. O resto é tudo o Benfica e o Sporting, sendo que o Sporting tem quatro títulos, o Benfica tem oito.
Isso mesmo, Pedro Henriques, como eu estava a dizer, ao nível da emissão especial, sem problema, temos uma emissão a partir das 19 horas, logo depois do jornal, para acompanhar este Sporting Clube Braga x Vitória. O relato é do Diogo Varela e do Alexandre Luna Pais, com comentários do Gabriel Alves, do nosso áudio-árbitro, Pedro Henriques, e tanto um adepto do Vitória como de um adepto do lado do Braga, Vítor Santos e Sérgio Andrade também se vão juntar a esta nossa emissão especial. Um jogo quente e com lotação esgotada no Estádio Doutor Magalhães Pessoa, em Leiria. Vem aí um grande espetáculo para esta final da Taça da Liga. Vamos ainda ao mercado nesta edição de "O Campeão É" e é a partir, João Pinto. Vamos falar do Benfica. Com duas propostas, possivelmente aqui em cima da mesa, fala-se da contratação do ponta de lança italiano do Nápolis, Lorenzo Lucca, internacional italiano, que tem vários clubes interessados e isto desde já pode ser um grande alerta para o Benfica. Nottingham Forest, Juventus, Roma, Milan, Lazio. O valor também não é nada simpático, 30 milhões de euros é o mínimo que o Nápolis parece pedir por este jogador. E ao mesmo tempo, o Benfica também tem a contratação de André Luiz em andamento, é o que avança a imprensa desportiva. Uma destas contratações é mais prioritária do que a outra, João Pinto?
Tens a questão dos extremos. O Benfica vai chegar ao fim de janeiro, mesmo que o André Luiz venha, pode jogar, mas não vai fazer a diferença até o fim de janeiro em relação àquilo que o Benfica tem para fazer. E o Benfica não tarda muito, vai ter o Lukebakio, o Bruma, e vai manter Prestiari. Portanto, o Scheldrup pode sair ou não, conforme a chegada ou não de um outro extremo.
O Scheldrup, ao que tudo indica, está mais próximo do Parma e de rumar ao futebol italiano.
Exato. Mas qualquer um destes jogadores tem sempre o apito de ir ao mundial. Portanto, o Lorenzo Lucca vai sair de um palco interno para se vir meter no Campeonato Português, numa equipa do Benfica, que ainda pode continuar na Liga dos Campeões, claro que sim, espero que sim, mas tem poucas possibilidades de o fazer. Ou continuar no Nápolis e com um bocado de sorte e talento, aparecer ou ir para um desses clubes que tu mencionaste, que ainda estão nas condições europeias e portanto estar mais perto da seleção. E o Scheldrup quer o mesmo. A Noruega também lá vai estar. E o Scheldrup quer ter visibilidade, quer ter jogos e ir para um campeonato como o Campeonato Italiano pode ser isso. E portanto o Benfica, se se vai meter a lutar contra esses tubarões todos para ter um jogador que jogou 31% dos minutos possíveis este ano e que custa esse dinheirão todo, acho que mais valia olhar para dentro e há alguns bons jogadores que aparecem com valores bem mais interessantes, o Clayton do Rio Ave, por exemplo, ou até o André Clovis, o jogador que tem brilhado na Segunda Divisão e que tem 15 golos e que está adaptadíssimo ao futebol português e que viria para o Benfica com toda a ambição do mundo, ao contrário do Lucca, que viria triste e ia precisar que lhe dessem muito carinho, com uma mãe em cada esquina, como dizia o outro. Portanto, acho que aquilo que o Benfica devia fazer era contratar o André Luiz, isso sim, mesmo tendo em perspectiva a próxima temporada, e depois olhar, se é para uma solução de curto prazo, olhar para o mercado interno e estudar uma solução melhor para o verão.
O mercado Benfica aqui a mexer com várias opções em cima da mesa e João Pinto, Dedytch está na lista do Manchester City. Isto pode ser também um alerta de futuro. Tem sido um dos jogadores em destaque esta temporada e pode passar cá a pouco tempo.
Não está nada na lista do Manchester City.
Vamos ver. Seguimos, deixamos aqui o mercado de lado, ainda está aberto ao longo deste mês de janeiro. André Silva deu uma entrevista ao jornal O Jogo, numa entrevista em que revela que deixou algo por fazer no Dragão, diz mesmo que saiu demasiado rápido. Garante que no Elche está a voltar ao seu nível e ambiciona estar no mundial ao serviço da Seleção Nacional. Luís Pinto Coelho, um menino bonito do Dragão, também partilhas esta opinião que saiu demasiado cedo?
Parece-me que sim. Eu acho que isto é um dos problemas de muitos jovens. Por exemplo, há outro ponta de lança também nessa linha, que é o Fábio Silva, que também saiu demasiado cedo. É um novo mundo. Os empresários também forçam essa saída, muitas vezes o contexto familiar também não ajuda e pressiona a saírem muito cedo. Muitos deles, eu diria um pouco em tom de brincadeira, estes pontas de lança, por exemplo, acabam por jogar em mais clubes do que golos marcados. Saltam de clube quase seis em seis meses, não param em lado nenhum, porque às vezes também é preciso fazer rodar esta questão das comissões. Acho que são carreiras mal geridas, na minha opinião, de jogadores que até são talentosos. É verdade também que os clubes muitas vezes utilizaram estes jogadores da formação e venderam muito cedo para fazer dinheiro e o Porto fez isso porque passava por grandes dificuldades financeiras. Espero que isso no futuro mude e que os jogadores possam passar mais algum tempo nos seus clubes de formação e depois sair já mais maduros, mais adultos, e as respostas serem completamente diferentes. Por exemplo, o Vitinha, que teve uma experiência no Ovar, voltou, afirmou-se no Porto, depois saiu e chegou lá fora e deu logo rendimento. É completamente diferente de quando vão muito jovens, fazem seis meses, um ano e depois saem logo e muitas vezes não estão preparados para um futebol ainda mais competitivo.
E pondo isto aqui em perspectiva, Pedro Henriques, se nós olharmos para a seleção nacional, em termos de jogadores, temos Cristiano Ronaldo, que se assume como figura principal. Logo depois aparece Gonçalo Ramos e depois temos aqui vários jogadores. O Luís Pinto Coelho falou do Fábio Silva, temos o André Silva, mas são jogadores que se calhar não oferecem tantas garantias ao nível de golo e não têm tido temporadas felizes. O facto de saltarem demasiado cedo e não terem o acompanhamento necessário, também acaba por prejudicar o trabalho do selecionador nacional.
Sim, são duas coisas. A primeira tem a ver com o que o Luís Pinto Coelho disse, que financeiramente até são carreiras bem geridas, desportivamente é que não o são. Porque acabam por se manter em contratos de um ano, seis meses e obviamente até vão para clubes que pagam e valores que muitas vezes o futebol português não consegue acompanhar. Isso sob o ponto de vista de fazer dinheiro, se calhar, estão no sítio certo, direi eu, ou a fazer a gestão certa. Desportivamente é que ficam apagados, porque vão para clubes que muitas vezes não lutam no plano internacional, não são os clubes de top das suas ligas e por vezes acabam por perder um pouco esse mediatismo. E se pensarmos agora nessa segunda parte, que é a questão da seleção, obviamente ficam claramente mais tapados. Primeiro temos lá o Cristiano Ronaldo e o Gonçalo Ramos, que sob o ponto de vista de pontas de lança, eu acho que neste momento que estamos a falar, não há dúvidas que são os dois que ocupam em primeiro lugar aquela posição.
E há o Paulinho, esquecendo o Paulinho também.
É isso que eu ia dizer. E aí ir um terceiro. O selecionador nacional disse que se a convocatória fosse hoje, naquele dia que ele falou, o Paulinho seria convocado. Não é muito a lógica do nosso selecionador, no meu ponto de vista, de ir buscar jogadores que estão naquele momento em grande forma. Ele aposta muito mais na família, naquele conjunto de jogadores que ele acha que como já tiveram estágio, como já tiveram lá, mesmo que não tendo jogado, fazem parte ali de um grupo. Mas para falarmos em termos de seleção, eu acho que também é um pouco cedo. Temos aqui muitas variantes, temos o número de jogadores que podem ir, temos a questão das lesões. Agora o Rúben Dias se lesionou, embora seja uma opção que não tem a ver com o que estamos a falar. Há aqui muitas variantes que não sabemos o que vai acontecer até lá e que, obviamente, por isso o mercado de inverno também é importante para os jogadores, quem apostar forte, quem realmente fizer aqui quatro, cinco, seis, aliás, cinco, quatro meses, cinco meses fortes e aparecer e de repente marcar muitos gols, porque os pontas de lança só dão as vistas, embora podem ser muito coletivos e associativos, como agora se diz, mas eles dão as vistas é quando marcam gols. Nunca se sabe e pode acontecer um fenômeno desses, mas eu diria que terão algum grau de dificuldade em serem o terceiro ponta de lança, vamos dizer assim, ou se realmente o nosso selecionador levar três jogadores para aquela posição.
Vamos avançar para as notas de campeão e começo já por ti, Pedro Henriques, vamos aos teus destaques para hoje.
Olha, tinha várias coisas para falar, mas obviamente que a final da Taça da Liga, claramente com este derby minhoto, com tudo o que encerra, parece que o estádio está esgotado. Eu acho que isso são muito boas notícias, porque havia aqui um certo boicote por causa do modelo, da própria Taça da Liga, etc. Havia aqui boicote de adeptos, mas parece que está esgotado, isso é muito importante. Acho que era muito importante esta força que vem de Braga e de Guimarães, cidades, e deste apoio aos seus jogadores, independentemente do contexto do futebol, concordarem com alguma coisa ou não concordarem. E portanto, isso são as melhores notícias, espero que seja um grande derby. Para já vamos dar 17, com a expectativa de darmos 20 amanhã. Dizer que muitas vezes o mundo político e social que nós vivemos acaba por ter implicações. Nós vivemos um mundo bastante difícil com estas questões das guerras, etc. E só relembrar que o Campeonato do Mundo Clube vai passar supostamente pela América, após aquela invasão, ou chamem-lhe o que quiserem, a operação militar chamem especial, se quiserem. Foram quase 17 mil pessoas que cancelaram os seus ingressos para a Copa e se houver ainda mais qualquer coisa de Dinamarcas e Gronelândia e companhias limitadas, a gente vai ver se não vai haver mesmo seleções depois a boicotar a presença, nomeadamente seleções europeias. E portanto, tenho aqui alguma preocupação, para já pelo mundo em si, mas também pela preocupação que isto depois tem implicações no mundial e estas notícias não são boas. E a isto vou dar um sete, vamos ver o que vai acontecer, porque podemos ter um campeonato do mundo completamente afetado pelo momento social, político, ou geopolítico, que podemos estar a viver na altura.
Manchado por estes acontecimentos. João Pinto, vamos às tuas notas.
Olha, o Pedro Henriques tirou-me uma nota, era exatamente isso que eu ia dizer, o Cristiano Ronaldo que ligue lá ao amigo dele e que diga para não meter o pé na Gronelândia, senão ele não faz os gols. Ele não marca os gols.
É uma nota negativa também, João.
É por aí, exatamente. Mas duas notas positivas, uma também nos Estados Unidos, Mia Skata, que continua realmente incrível ao serviço dos Boston, fez mais uma maravilha esta noite, creio eu, na vitória dos Celtics e, portanto, grande representação da NBA. E depois para o Wrexham, que eliminou o Nottingham Forest, essa equipa comprada por atores americanos, que continua a subir e a subir na hierarquia do futebol inglês e continua a ser uma história para as redes sociais e para as operadoras de cabo.
De encantar, diria mesmo. Luís Pinto Coelho.
Isso.
Olha, vou dar aqui um 19 a um tenista português, o Francisco Cabral, que já é o melhor tenista de sempre na variante de pares. E nesta madrugada já se qualificou, juntamente com o seu colega, para mais uma final do circuito ATP. Eu diria que podemos ter aqui um top 10 no ranking de pares, o que é algo incrível e que vai obviamente ajudar a nossa seleção também na Taça Davis, por isso um 19 para ele e espero depois dar 20 se ele ganhar o torneio.
E tivemos tudo nestas notas de campeão, do ténis até àquilo que acontece a nível internacional, na geopolítica. Vocês são o máximo. Ficamos por aqui nesta edição de sábado. Amanhã estamos de regresso e muito no rescaldo dessa final da Taça da Liga, a emissão especial na Rádio Observador para acompanhar o Sporting Clube Braga vs Vitória, com relato em direto aqui na sua rádio.