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Está no ar o "E o Campeão É". Vamos falar dos jogos dos clubes portugueses na Liga Europa: Futebol Clube do Porto e Braga a vencerem os jogos na Liga Europa e a estarem agora muito bem encaminhados para seguirem para a próxima fase, já no top oito. As duas equipes estão no top oito, Sporting Braga em sétimo, Porto em oitavo, as duas com 13 pontos. A passagem à próxima fase está garantida, podemos dizê-lo. São os temas em destaque, neste caso, nesta edição de "E o Campeão É". Hoje, com os comentários de Augusto Inácio, Gabriel Alves e Pedro Henriques. Eu sou o Miguel Cordar e vamos começar precisamente com esta prestação das equipes portuguesas. Neste caso, comecemos pelo Futebol Clube do Porto. Augusto Inácio, 2 x 1 frente a esta equipe do Malmo. Um jogo tranquilo para o Futebol Clube do Porto, que conseguiu resolver a partida rapidamente. É óbvio que com o resultado, com uma margem de 2 x 0. Mas permitiu também ao Futebol Clube do Porto descansar algumas peças e garantir alguma rotação na equipa.

Boa tarde a todos. Eu até acho que o Porto nem mudou assim muitas peças, porque praticamente foi aquela equipa titular, tirando talvez o Pablo pelo Alan Varela. Do resto, joga o Evanilson Gomes a titular ou não joga o Evanilson Gomes a titular, é quase a mesma coisa. Eu diria que o Porto manteve aquela defesa normal também, joga o Alberto Costa e outras vezes joga o Martim. De resto, a equipa defensiva é a mesma. O Ferraresi jogou também. Eu diria que se o Porto facilitasse este jogo, o Porto era capaz de ser surpreendido, porque aqueles primeiros 10 minutos dos suecos do Malmo e com o erro do Quivicori, acho que se o Malmo se coloca a vencer, o Porto teria imensas dificuldades. Depois, claro, o Porto manteve o ritmo, tem as suas dinâmicas, foi superior, mereceu ganhar, até merecia ganhar por mais gols do que aquele que acabou o jogo, 2 x 1, mas diria que é uma vitória importante, uma vitória que não sela já praticamente o apareamento diretamente para a fase seguinte, mas que está numa boa posição. Acabou por ser um jogo competitivo e bom para o Futebol Clube do Porto e claro que o Porto jogava em casa e depois a derrota que teve para a Taça da Liga com o Vitória, não podia facilitar, porque senão eram dois percalços seguidos em sua casa e isso podia ter influência psicologicamente para o futuro. Mas também deixa-me dizer, uma grande vitória do Sporting Braga também nisso. Uma primeira parte muito boa do Braga, uma segunda parte não tão boa, diria sofrível, e depois o espírito guerreiro de aguentar aquele 1 x 0 foi fundamental. Eu diria que as equipes portuguesas, tanto Porto como Braga, realmente fizeram jus àquilo que era o seu favoritismo e somaram mais pontos, não só para os clubes, mas também para o ranking do futebol português, que é importante.

Sim, olhando aqui de fato para a tabela, o Futebol Clube do Porto e nesta Liga Europa, dissemos isto no arranque da competição, está entre as melhores equipes desta prova. O Sporting Braga, teoricamente, estaria um pouco abaixo, mas a tabela indica as duas equipes praticamente na mesma posição. Gabriel Alves, no que toca ao Braga, isto é de fato um feito impressionante para aquilo que seria a expectativa para a equipa portuguesa?

Boa tarde. Eu acho que para o Braga havia a expectativa a determinada altura, logo ali no princípio da época, que o novo treinador e conhecedores António Salvador, que António Salvador o despacharia, mas a verdade é que o treinador está a fazer o seu trabalho, precisa de tempo, é calado, não anda por aí a fazer filmes, anda a trabalhar. Os jogadores certamente estão à volta do seu técnico e a perceberem quais são as suas ideias e aquilo que é o seu substrato. Um treinador, como se sabe, tem escola Guardiola. E a verdade é que eu estou aqui a ver os números da UEFA. Esse Sporting Braga, nesta prova, neste momento, tem uma média de posse de 52,17, que é interessante. Tem uma eficácia de passe de 83,8, isto é também interessante, e esteve quatro jogos sem sofrer gols e tem 10 marcados e cinco sofridos. Portanto, é uma equipa com uma regularidade muito interessante e que obviamente dá para olhar, inclusivamente no próprio campeonato. O Braga está aqui na Liga em subida. A verdade é que neste momento está em quinto, tem 25 gols marcados, 12 sofridos, vem de uma vitória e uma derrota e nos últimos três jogos são três vitórias. Portanto, é um Braga que se começa a solidificar dentro daquilo que é uma nova filosofia de treino, uma nova filosofia de ver o futebol por banda do treinador que contratou. Quanto ao Futebol Clube do Porto, tem números acima, é verdade. Tem 58% de posse de bola, portanto mais seis. Ao nível da eficácia, tem 86%, nadinha mais, três. Tem dois jogos sem sofrer gols, repare-se que o Braga tem quatro, e em relação aos gols marcados e sofridos, nove e cinco. Mas também temos que ter aqui o contexto daquilo que são os jogadores que o Porto tem e os jogadores que o Braga tem. E também o confronto com os adversários, que adversários o Porto teve, que adversários o Braga, porque o futebol não é bem pôr no computador e sai. Não, não é bem assim. São humanos que jogam e naturalmente há que ter sempre em conta o adversário, os humanos que são os adversários, e a capacidade e a qualidade dos treinadores que são os adversários. Mas é de fato uma boa carreira, quer numa, quer noutra equipa, nesta Liga Europa 25/26. Em relação ao jogo do Porto, eu só queria deixar aqui o destaque, porque acho que é interessante falar sempre disto, porque independentemente dos serviços mínimos do Futebol Clube do Porto, aliás O resto já o Inácio aqui sublinhou e a questão defensiva, é preciso haver concentração competitiva, muita concentração. E o Porto ontem, em termos defensivos, cometeu erros de desconcentração que são graves. Mas há aqui três notas que eu não posso deixar de referir. Primeiro, é o Samu Golo, que hoje enfim, o Samu Golo que falhou um gol no cara a cara com o guarda-redes, mas atenção ao guarda-redes, que eu também considero o big Olsen keeper. É, de facto, um guarda-redes que fez ali três, quatro defesas fabulosas. Mas naquilo que é sempre uma máquina de jogar futebol, é muito agradável ver um jogador dar show. E portanto, eu para o Mora show deixo a nota 17.

Pedro Henriques, as tuas notas sobre esta participação portuguesa na Liga Europa do Porto e do Braga?

Sim, começando pelo jogo do futebol do Porto e até começando pelo adversário, do Malmo, acho que aquilo que se destacou foi claramente o Robin Olsen. Foram, segundo aqui as estatísticas, cinco defesas, nomeadamente aquela do minuto 82, que é uma dupla defesa. Realmente, ele com 35 anos foi o elemento mais da equipa do Malmo. Em relação ao Futebol Clube do Porto, de todos, eu destacaria três em particular. Em dia de greve geral, se houve alguém que não faltou ao trabalho, foi o Samu, que realmente, em termos de pacote laboral, a coisa correu bem. Depois o Frode, que já estamos sistematicamente infartos, no bom sentido da palavra, de estar sempre a falar de alguém que realmente é como o Aldão, não engana, aparece em todo lado, é um género de povo que está sempre em todo lado. E depois, de alguma maneira, aquilo que o Mora pela sua criatividade e imaginação, ainda por cima, pode até estar tocado, como salientou o seu treinador, mas o fato é que ele cria sempre um género de frio na espinha, porque faz sempre qualquer coisa diferente, saca sempre um coelho da cartola. E eu acho que Porto, e agora passando também para o Braga, só para dar aqui duas notas, acima de tudo pragmatismo, 13 pontos, estão nos oito primeiros lugares. Garantido está pelo menos um playoff no limite, mas portanto é realmente a cumprir e sobretudo a fazerem pontos e a mostrarem uma coisa que parecia que estava a fugir às equipas portuguesas, que era quando íamos para os jogos internacionais, parecia que havia sempre muita dificuldade. E é muito importante que também na Liga Europa, só falta aqui a chamada classe média para a Conference League. É uma pena que não tenhamos essa representatividade, porque isso era extremamente importante. E depois do Braga, a destacar para mim aquele que foi o melhor em campo, que no meu ponto de vista foi mesmo o guarda-redes Checo, o Omiet. Acho que depois foi ele que acabou por segurar aquilo que foi o resultado conseguido e obviamente, que já foi aqui falado, do Paul Victor, do homem que vem de Espanha, um avançado espanhol que realmente não sei até que ponto vão conseguir segurar, porque realmente é um jogador fora do contexto, pela positiva, e o Braga também acaba por ser afirmativo. Exato.

Vamos falar aqui de uma renovação importante, neste caso no Sporting Clube de Portugal. Inácio renova, não o nosso Augusto Inácio, mas sim Gonçalo Inácio. Gabriel Alves, a importância desta renovação, um jogador que se vai tornando cada vez mais peça importante na estrutura leonina.

Eu diria que é daqueles jogadores que faz parte da casa, da filosofia da casa, daquilo que é a alma Sporting atual. Uma construção que vem do Rúben Amorim com ele, em que ele interpretou muito bem aquilo que era o princípio dos jovens treinadores portugueses hoje no estrangeiro. Ele foi um dos intérpretes mais qualificados e teve também, não podemos esquecer, um mestre ao seu lado, chamado Coates, com quem aprendeu. E acima de tudo é isso, a humildade de Inácio, que tem querido aprender e ao querer aprender, também trabalha para progredir. E é isso que ele tem vindo a fazer. Muito forte a três, menos forte a dois, mas a verdade é que trabalha para que possa ser compatível a dois com aquilo que é a sua qualidade a três. Eu estou a falar ao nível de centrais das equipas. Portanto, eu acho um pé esquerdo, um canhoto, que é sempre fundamental e não há muitos, isso é que é verdade, não proliferam canhotos para defesas centrais. Um jogador que sabe sair com bola, tem cultura tática, tem leitura de jogo, joga de cabeça levantada, é bom cabeceador, quer naquilo que é a sua função defensiva, quer na sua função ofensiva, aos lances de bola parada, mormente. Portanto, eu acho que é uma excelente renovação para ambos. Agora resta saber depois o que é que o mercado internacional vai fazer, porque já houve muitas ameaças para que Gonçalo Inácio fosse transferido e que havia muitos interessados. Até este momento não, mas a verdade é que o Sporting salvaguarda a sua situação com esta renovação e Gonçalo Inácio terá, naturalmente, em função daquilo que aparecer em termos de mercado, à espera e naturalmente responderá sim àquilo que possa vir a ser melhor para ele. Para já, o que é melhor para ele é o Sporting.

Vamos às notas de campeão. Augusto Inácio, começo por ti, campeão do dia.

Olha, eu diria nota 17 para Porto e para Sporting Braga, pelas suas vitórias ontem, que foram muito importantes e que praticamente abre portas para serem apurados para a fase seguinte diretamente e também para aquilo que contribuíram para o futebol português. E também nota 17 para esta renovação do Gonçalo Inácio, por tudo aquilo que o Gabriel Alves acabou de dizer, eu concordo plenamente. Diria que o Sporting está se a precaver, porque sabe que é um jogador procurado pelo estrangeiro e como só está praticamente a um ano e meio de acabar o contrato, renovou já contrato com ele, valorizou a sua prestação dentro do próprio clube, é um dos capitães. É aquele jogador que tão novo ainda e já tem três títulos de campeão no seu currículo. Enfim, é uma peça importante no Sporting e provavelmente o Sporting vai estar agora sim mais descansado em relação a futuros assédios que possa ter este jogador, que tão novo singrou na equipa do Sporting e que está a dar um bom contributo à equipa.

Pedro Henriques?

Quase que vou repetir as notas, porque realmente o destaque para mim vai para aquilo que são os três pontos de Porto e de Braga, os 13 pontos que obtém, e este pragmatismo e a importância que isto tem para eles como clubes e também para o futebol português. Portanto, a cumprirem bem o seu papel. Depois também para a questão do Gonçalo Inácio, até porque esta renovação do Gonçalo Inácio é num momento um bocadinho crítico para o Sporting em termos de centrais. É só recordar que o Diomande está de malas feitas para o Caen e, portanto, os titulares do Sporting serão Gonçalo Inácio e Quaresma, e o terceiro será o Matheus Reis. Estarem a chamar dois jogadores que até estão por empréstimo, que estão na equipa B, para centrais, porque o Sporting neste momento tem um problema por causa das muitas lesões que o plantel tem. Resumindo e concluindo esta renovação, os tais 60 milhões até 2030, 60 milhões de cláusula, e portanto esta renovação até 2030 num setor muito importante para o Sporting, para qualquer equipa, e um homem da casa, como ele próprio diz, que cresceu ali. Gonçalo Inácio disse que cresceu ali. Portanto, esta renovação acho que foi muito inteligente e no momento em que o fez. Nota 17 também.

Gabriel Alves?

Eu já dei uma nota ao Rodrigo Mora, pela fantasia, por aquilo que pintou no relvado do Dragão ontem. Quero deixar uma nota de 15 ao Ferro, também por aquilo que o Pedro há pouco focou, em termos daquilo que é o pulmão que ele é, mas acima de tudo pela evolução que ele está a ter naquilo que é o jogo de cabeça, a aparecer a técnica de cabeça. Gosto muito. E agora deixo aqui uma nota de expectativa, até que ponto este Moreirense para o campeonato, que é o jogo que se segue para o Benfica, depois da exibição face à Roma. O que este Moreirense, que é sétimo na classificação e que é uma das agradáveis produções de jogo desta temporada, vai fazer frente ao Sport Lisboa e Benfica? Acho que é um jogo para seguir, para estar atento, porque acho que se vai ver futebol.

Moreirense que não ganha há três jornadas, uma derrota e dois empates, e agora recebe o Benfica em casa nesta jornada. Para fechar, uma nota 20 para Rui Patrício.