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O Futebol Clube do Porto teve de operar uma remontada para vencer o Moreirense no arranque da quinta jornada do campeonato. Sofreu o primeiro golo e ainda perdeu Viktor Frohlich, que se lesionou nesta partida. Hoje, Benfica e Sporting entram em campo, um na Madeira, outro em casa, em Alvalade. São os temas em destaque nesta edição de "O Campeão É". Hoje com a análise do João Pinto, Pedro Henriques e também do Luís Pinto Coelho. Eu sou o João Costa e Silva, sejam todos muito bem-vindos. E vamos começar pelo campeão nacional, o Futebol Clube do Porto. Vitória por 2×1. Os Dragões que entraram a perder com o golo de Dinis Pinto ao minuto 20. Aos 37, dá-se esse empate com a assinatura de Bednarek e depois foi William Gomes dar o golo da vitória. Farioli acabou por ficar contente pela reação da equipa ao golo sofrido, o primeiro nesta edição do campeonato. Luís, o Futebol Clube do Porto num cenário que não costuma acontecer muitas vezes, estar em desvantagem, conseguiu responder bem e até virar este resultado. Ainda assim, há uma contrariedade de peso com essa lesão de Frohlich. Como é que classificas esta exibição dos Dragões?

Olá, bom dia. Eu acho que foi uma boa exibição. E eu acho que a dificuldade da partida tem muito da qualidade do Moreirense. Acho que o Moreirense faz um belo jogo, dificultou muito o Porto, principalmente no corredor central, sempre muito bem posicionados, muito intensos, agressivos nos duelos e também com transições perigosas e a colocar o Porto em sentido. Mas eu acho que o Porto deu uma boa resposta e na segunda parte ainda elevou mais o nível. Parece-me que a equipa está cada vez melhor em termos físicos, mais solta, mais leve. Mas há que dar mérito ao Moreirense, que fez uma bela partida, jogou bem, tinha a lição muito bem estudada, mas tirei apontamentos positivos da exibição do Porto. A questão do Frohlich, é uma infelicidade, está tudo bem, é o mais importante. Foi uma infelicidade, porque o jogador obviamente que não queria magoar um colega de profissão. Aconteceu, mas está tudo bem, é o mais importante.

E é um jogador que vai falhar, com toda a certeza, esse encontro frente ao Manchester City, na estreia do Porto para esta edição da Liga dos Campeões. E até o mais provável é que só regresse no clássico frente ao Benfica, que está agendado para o dia 20 de setembro, mas sabemos que esta questão das recuperações também leva seu tempo.

Eu penso que seis dias, pelo menos, acho que o protocolo diz isso. O Pedro Henriques se calhar pode nos ajudar.

Sim, eu diria mais na máxima força, tendo em conta como foi a situação, diria mais por aí.

Contra o City está afastado. Penso que isso não há questão.

Exatamente. João Pinto, muito bom dia também. Este Futebol Clube do Porto sofre o primeiro golo do campeonato à quinta jornada, acaba por perder Frohlich, vamos saber por quanto tempo daqui a uns dias. Este Moreirense acabou por dar trabalho ao campeão nacional. O que é que tens a dizer da exibição dos Dragões, que acabaram surpreendidos também com este primeiro golo marcado por Dinis Pinto à passagem do minuto 20 e que possivelmente abalou também a ordem de trabalhos de Farioli para este encontro?

Sim, eu já estava numa de scouting, porque o Benfica na quarta-feira joga com eles e já estava a haver scout. Eu acho que o Futebol Clube do Porto, é como disse o Luís, quando o Futebol Clube do Porto decidiu aumentar o ritmo do jogo, o Moreirense teve muita dificuldade em acompanhar e acabou por cair. As estatísticas não mentem, os números estão todos lá. O Futebol Clube do Porto dominou, especialmente a partir do golo do Bednarek, foi sempre crescendo e o Moreirense foi tentando ao máximo manter as peças juntas, mas era muito difícil. O Porto entrava pelo meio, entrava pela esquerda, pela direita, um William Gomes muito bem, muito assertivo. O Frohlich teve aquele azar antes, ainda falha um golo de baliza aberta. Portanto, o Porto tem ali duas ou três grandes oportunidades que acaba por não marcar, o resultado disso e de outro. E depois, obviamente, o fator casa, o fator do Futebol Clube do Porto jogar em casa, também empurrou a equipa contra a baliza do Moreirense. Portanto, acho que foi um resultado justo, normal, realmente uma exibição conseguida do Futebol Clube do Porto, que tem muitas soluções para todas as posições, que ainda tem alguns jogadores de fora, mas que tem realmente jogadores que, como não tiveram mundial, aparecem num momento de forma muito bom. O Gabri Veiga, o William Gomes têm-se mostrado em alto nível e os dois centrais também. Portanto, vê-se que o Futebol Clube do Porto tem saúde e o City que se cuide.

E Bednarek a mostrar também a sua veia goleadora, a marcar, aliás, o primeiro do Futebol Clube do Porto. Pedro Henriques, notas deste Moreirense Futebol Clube do Porto. Como dizia o Luís aqui há bocadinho, a primeira parte, se calhar, mais tremida um pouco, com o Moreirense a colocar aqui o Porto em sentido, mas na segunda parte, o Futebol Clube do Porto a superiorizar-se, e bem, a este Moreirense.

Posso começar pela questão do protocolo, já que o Espírito abordou essa questão. Aquilo que está na base da UEFA e da FIFA são as diretrizes da chamada, vou tentar dizer isto bem em inglês, Concussion in Sport Group, ou seja, tem a ver com a concussão cerebral. E o que diz o protocolo é que é de 6 a 20 dias, obviamente, dependendo sempre da gravidade. E, portanto, é aquilo que diz o Luís Pinto Coelho, no mínimo. Partindo do princípio, está tudo bem, isso depois depende de toda a evolução e o que os médicos dizem, lá está, os seis, 10 dias que o Luís Pinto estava a dizer, mas é este o que diz o protocolo e é esse que a UEFA e a FIFA seguem. Relativamente ao jogo, eu acho que a solidariedade do Futebol Clube do Porto, o serem muito competitivos, o respeitarem muito aquilo que é a camisola, uma vez mais o pragmatismo e o fator diferenciador, intensidade. Com estes adjetivos todos, eu acho que tentei passar a imagem daquilo que é minha opinião sobre aquilo que fez a diferença e fez com que o Porto desse esta volta. E se quisermos consubstanciar isso um bocadinho naquilo que foi o próprio William, na postura que o William tem, o desequilíbrio que ele fez ali pela direita e a intensidade que ele colocou, nem sempre da melhor maneira. Pelo menos, na minha opinião, também vou mostrar um cartão amarelo ao William, mas isto para dizer o quê? Que tem muito a ver exatamente com esta atitude, com esta postura. Depois, é bom relembrar, porque nós normalmente focamos muito em quem desequilibra, em quem marca gols, etc. E uma vez mais, a diferença entre teres guarda-redes bom e um guarda-redes excepcional. O Diogo voou claramente para uma defesa extraordinária e que pode fazer a diferença. Eu quando vejo estas defesas do Diogo Costa, lembro-me como no Sporting, no jogo com o Estrela da Amadora, se em vez do guarda-redes que ele colocar a bola na baliza, tem feito uma defesa deste género, se calhar o Sporting tinha ganho e não tinha empatado e não andava a tremer como andou, sempre desconfiado. E por isso acho que o Futebol Clube do Porto é um justo vencedor. Eu só queria relembrar que, não obstante a boa postura e o bom jogo possível que o Moreirense fez, o Porto tem 70% de posse de bola, nove cantos contra um, 23 remates contra sete e nove remates enquadrados contra dois. Portanto, o Porto foi claramente superior e quando os próprios do Moreirense dizerem: "Ficamos satisfeitos, poderíamos ter sacado aqui um ponto", era completamente injusto, se é que há justiça no futebol, porque realmente o Futebol Clube do Porto foi claramente superior.

E com este resultado, o campeão nacional Futebol Clube do Porto segue isolado na frente, 15 pontos, mais cinco do que o Sporting que joga hoje frente ao Nacional, enquanto que o Moreirense sofre aqui a segunda derrota, é 11º com quatro pontos. Hoje, e como dizia, Benfica e Sporting vão a jogo, começando pelo Benfica, que joga primeiro, às 18h00. Relato em direto aqui na Rádio Observador. João Pinto, há uma clara tendência deste Benfica na era Marco Silva, que tem marcado em todos os jogos realizados esta época e chega aqui à Madeira com quatro vitórias consecutivas. Este Marítimo, também recém-promovido, está a ter um regresso tranquilo, leva já sete pontos nesta edição do campeonato. Acreditas que com o ambiente que vamos ter no Estádio dos Barreiros, vai conseguir criar problemas ao Benfica?

Eu acho que é o primeiro jogo do Marco Silva a saber a campeonato português, é aquele primeiro jogo a sério, jogo fora, difícil, num clube que acabou de subir, mas que tem uma massa adepta muito próxima.

Muito feroz.

Muito feroz, estádio cheio, à tarde. E portanto é uma boa prova de fogo para este Benfica do Marco Silva. É um Benfica do Marco Silva que, assentando sempre no mesmo 11, hoje eu creio que vai entrar o Palhinha. Eu acho que o Palhinha vai entrar de início, o Enzo, até porque se lesionou, justifica a substituição e o Palhinha é o Palhinha, portanto, é um jogador que realmente vem para ser titular. Acho que vamos ter essa alteração. O Aursnes talvez fique no banco, mas creio que a entrada do Palhinha se justifica. E depois é tudo a mesma coisa. Vai ser um jogo que vai pôr à prova a capacidade do Benfica defender, não só a defesa, mas a capacidade do Benfica defender, e mais do que tudo, com que fibra é que o Benfica aparece neste jogo, se aparece com vontade de ganhar, de ir para cima, de desequilibrar, com olhos na baliza contrária, ou se vai fazer um jogo mais tático, mais à espera de ver o que é que o jogo dá, que pode também ser uma nota de alguma cautela num jogo fora contra uma equipa que normalmente era do meio da tabela. Até parece estranho dizermos que o Marítimo é um recém-promovido.

Exato.

Mas é definitivamente o primeiro jogo de cartaz que o Benfica tem no campeonato.

Vou falar aqui de uma questão com o Pedro Henriques. João, se quiseres depois também dar aqui uma achega, estás à vontade, que é a questão do relvado, que ganha sempre mais dimensão quando um dos três grandes visita um destes estádios ou com estas condições, ou não. O relvado dos madeirenses está aqui no penúltimo lugar do ranking para esta temporada, que é elaborado pela Liga Portugal. E eu pergunto, Pedro Henriques, até quando é que isto vai continuar a ser uma questão no Campeonato Português, ou seja, a questão do relvado? Fala-se sempre mais quando é um clube grande que visita um destes terrenos, mas é uma situação que mais tarde ou mais cedo devia ser resolvida, ou não, ou deixar de ser tema, pelo menos.

Sim, eu até remeto para as palavras do André Villas-Boas esta semana, quando também abordou esse assunto, fazendo a comparação entre aquilo que muitas vezes vai se passando na Federação e na Liga, e aqui vamos tentando dividir sempre as responsabilidades entre as duas instituições, também há a responsabilidade do clube, por causa de exatamente a falta de qualidade dos relvados. E depois vimos ontem, e eu não quero estar a mentir, mas acho que o Porto ontem estreou o novo relvado, não foi, Luís Pinto Coelho? Tinha acabado de pôr um tapete novo. Não tenho muita certeza.

Colocou nesta época. Sim, nesta época mudou o relvado.

Foi nesta época. Ok. Eu julgava que tinha sido agora ainda mais recente ainda. E isso vem um bocadinho à questão de que realmente é um investimento sempre muito importante. Claro que os clubes grandes, com maiores capacidades financeiras, poderão se calhar fazer isso, mas é aqui que entra a Liga e a Federação no sentido de poderem ajudar os clubes, mais do que tudo, para além de tentarem manter os ordenados em dia dos jogadores, é esta questão que eu acho que é fundamental, porque é a imagem de marca também da própria Liga e a coisa não começou bem logo a partir da Supertaça. E temos o Marítimo, a questão do Santa Clara. Eu estreei-me no Santa Clara-Braga, primeira vez que apitei um jogo da Primeira Liga e já havia essa problemática e já passaram, entretanto, 26 anos ou 25 anos quando eu me estreei. Portanto, estamos a ver que os problemas estruturais, nomeadamente relvados, mantêm-se e como devem os clubes grandes ainda mais lá de cima. Portanto, vamos ver o que o relvado nos vai dar e que críticas virão e vamos lá ver. Esperemos que sem lesões.

Eu acho que tudo se resolve com um bom concerto de rock no fim da temporada. Depois deixem a Taylor Swift a pagar o relvado, uma coisa assim do gênero.

Fica aqui a tua sugestão, João Pinto, sempre muito bem-humorado. Pedro Henriques, peço também o 11, com ou sem Palhinha?

Eu não sei qual é o estado de saúde do Barragan Echeya. Me parece que depois da lesão, e o Palhinha já se percebeu que veio para ficar e para ser titular, eu também apostaria no 11 no Palhinha, e a fazer ali dupla com o Leandro Barreiro. Mas vamos ver o que vai acontecer, porque se aparecer o Barragan Echey e o Leandro Barreiro, também não me admira. Tudo depende também da evolução do Palhinha, até porque o Palhinha teoricamente não era para ter jogado tanto tempo, pelo menos era essa a previsão. Jogou em função da lesão. Samuel Soares, Bah, Tomás Araújo, Lenglet, Dalot, vou pôr Leandro Barreiro a fazer com o Palhinha, mas não me admira que volte o Barragan Echey e depois o habitual Rafa Soudacov, Prestan e Pavlović. Acho que o Benfica vai se manter muito fiel àquilo que tem sido o 11 de sucesso do Benfica.

Até porque João Pinto acaba por ser um bocadinho ingrato, porque o Barragan Echey, que foi um jogador apontado até à saída, estava a fazer um bom início de temporada e acaba por ter esta contrariedade.

Mas continua. Nunca ninguém, na previsão da época, apontou Barragan Echey à titularidade. Até porque ele faz um péssimo fim de ano o ano passado.

Exato.

Por acaso apareceu, apareceu em bom nível, obrigou o Rios a ser ele a ser encostado, mas daí a ser titular indiscutível com um jogador como o Palhinha no plantel, são muitas contas.

Luís, só mesmo para depois passarmos também para o Sporting e para lá desta questão do estado do relvado dos Barreiros. O que esperas também deste regresso do Marítimo ao convívio com os grandes e a resposta do Benfica a um estádio que vai estar possivelmente bastante cheio e bem composto?

Sim, o Marítimo é um clube de primeira liga, com adeptos. Eu diria que se calhar é o quinto clube que tem sempre uma assistência com o maior número de assistência no estádio. Eu diria que é um clube semigrande no nosso futebol. Eu acho que poderá ser difícil para o Benfica. Aquele microclima ali é sempre complexo, jogar lá no verão não é fácil, mais a questão do relvado também. E já agora eu deixo aqui uma ideia para a liga. Se a questão é sempre andar a pintar os relvados, podiam ter o patrocínio de uma marca de tintas quaisquer, se para aí ao menos faturavam qualquer coisa, porque já fizeram isso na Supertaça, aí foi a federação. Agora a liga também pinta relvados outra vez, ao menos consigam um patrocínio e ganhem algum dinheiro com isso.

Mais uma sugestão, desde o concerto rock, um patrocínio com tintas.

Nós estamos aqui para ajudar.

É isso. Vocês são os homens que dão soluções para os problemas do nosso país. Às 20h30, Sporting que recebe o Nacional da Madeira, o Nacional que vai ser comandado por Bruna Abreu, assume aqui de forma interina os comandos insulares depois do despedimento de João Gião, que conquistou quatro pontos em quatro jornadas. Não é de todo um mau arranque, tendo em conta que há equipas que têm bem menos neste momento na liga. Luís, é um Sporting que encontra o Nacional da Madeira fragilizado com esta saída, mas ao mesmo tempo, como dizia Rui Borges, é uma equipa altamente imprevisível.

Sim, porque o Rui Borges vai ter dificuldade em perceber se vai haver muitas mudanças ou não, se este treinador interino vai colocar o seu punho pessoal. Acredito que não, vai manter mais ou menos a estrutura. E é curioso que o Rui Alves, antes do jogo do Sporting, vai dispensar um treinador que conhecia bem o Sporting e até que nem começou mal a época. Acho que a instabilidade, às vezes, dos presidentes em Portugal.

Não é dos piores arranques. O Nacional está em 10º lugar com quatro pontos.

Sim, é um arranque perfeitamente normal. Faz uma aposta no treinador, depois se calhar houve um dia que acordou mal disposto e irritou-se. É um bocadinho estes presidentes que são donos quase dos clubes e que fazem e desfazem, e muitas vezes mal. Mas eu acho que será muito difícil o Nacional tirar pontos em Alvalade, até por esta questão do treinador ao vento, que cria sempre aqui problemas na forma como se prepara o jogo. O Sporting jogando em casa, vindo de uma boa vitória, não acredito sinceramente que o Nacional tenha muitas hipóteses aqui de fazer uma surpresa.

João Pinto, a mesma pergunta. Vai ser um jogo sem história, tendo em conta o momento atual que vive o Nacional da Madeira? Ou seja, um jogo tranquilo para o Sporting ou nem por isso?

Não só pode ser tranquilo como pode ser motivador. Ou seja, o Sporting até pode ter aquele jogo da goleada. O Sporting não tem que se preocupar muito como é que o Nacional vai jogar, se vai jogar em 4-3-3, a 4-4-2 ou três centrais ou o que for. O Nacional está muito fragilizado e o Sporting tem é que acreditar que tem que ir para cima e ganhar o jogo nos primeiros 20 minutos. Portanto, será o jogo ideal para o Sporting se moralizar, marcar muitos gols, fazer os seus, rodar e criar rotinas. Portanto, o que me parece é que é o jogo ideal para o Sporting nesta fase. Vem de uma grande vitória contra o Rio Ave, a seguir tem o primeiro jogo da Liga dos Campeões em casa. Portanto, acho que é o adversário que o Sporting mais queria, mais precisava neste fim de semana. Acho que, sinceramente, vejo mesmo um jogo sem história.

Pedro Henriques, as tuas notas sobre este Sporting Nacional da Madeira e também os escolhidos do lado do Sporting.

Sim, não há muito a dizer mais para acrescentar. O Sporting apanha o Nacional. Claro que o treinador Rui Borges tenta sempre, como todos os treinadores, isso é um facto, tentam dar sempre aquela questão que o adversário é forte, tem características e tem qualidades, até para não os espicaçar por um lado, e muitas vezes até reconhecendo essas qualidades, e por isso, em vez de achar que é um ponto forte o facto de uma equipa perder o seu treinador, coloca na dificuldade que é agora não sabemos se este treinador vai fazer alterações, etc. E portanto, criar esse bocadinho de foco também para manter os jogadores focados e não dar aquele ar de que já está ganho. Mas à partida, o Sporting é muito favorito para este jogo. Relativamente aos escolhidos, eu acho que o Sporting também não vai fazer aqui grandes alterações em relação àquilo que neste momento está a correr bem com Ruy Silva, Fresneda, Bastos, Inácio e Maxerou. Aqui a dúvida é a questão do Bach, que o Ibrahim Bach está, como costumo dizer, a espreitar o lugar no 11, mas eu acho que não vai ser mexido agora. E depois o Altimir e o Doumbia, e nas costas do Soares, o Gênio, o Zalazar e o Fábio Gonçalves.

Muito bem. Vamos ter relato em direto destas duas partidas. Marítimo e Benfica, porque se joga na Madeira, às 18h, emissão especial a começar logo depois das 17h30. Depois segue com o Sporting, que recebe em casa o Nacional da Madeira. Ainda esta tarde, Estrela da Amadora-Famalicão às 15h30 e também às 18h o Sporting de Braga vai visitar o terreno do Alverca. Antes de avançarmos para as notas, outros destaques, nomeadamente do dia de ontem, e vamos falar de duas derrotas. O PSG perdeu frente ao Mónaco. Três jornadas, uma derrota e dois empates para o campeão francês. Este Mónaco é líder com três jogos, três vitórias e para já com nove pontos nesta Liga Francesa. Já o Real Madrid perdeu em casa do Betis por 1 x 0. Mbappé ainda desperdiçou uma oportunidade de empatar o jogo já no final, falhou um penalti e o Real Madrid sofre assim a primeira derrota nesta nova era de Mourinho. Destaque também para o futsal, até porque hoje há Supertaça em Vila do Conde. Benfica e Sporting jogam às 21h esse troféu, possivelmente com o João Pinto muito atento a esta modalidade para ver se consegue festejar aqui mais um troféu para o futsal do Benfica. Deixo espaço para, se quiserem atribuir uma nota a estas questões, tanto do PSG, Real Madrid ou a mesma questão de Supertaça. Vamos então às notas de campeão e começo por ti, João Pinto. Para quem é que vão as tuas notas hoje?

A minha primeira nota vai para o Frawolt, um 20, ele que recupere e que se ponha bom. A segunda nota para o Nazinho, nota 14 para o Nazinho, que marcou no campo do Paris Saint-Germain. Atenção a Jorge Jesus e atenção a este Mónaco também. Realmente uma equipa que nas últimas duas jornadas ganhou ao Marselha e ao Paris Saint-Germain. Portanto, cuidado com eles, estão em primeiro e não é coisa pouca. E depois nota 14 para o Amoreirense e para a utilização de oito portugueses no jogo de ontem.

Muito bem. Vamos avançar para as tuas notas, Pedro Henriques.

Sim, basicamente para o pragmatismo do Futebol Clube do Porto, nota 15, assente na tal intensidade e na tal postura muito competitiva e, naturalmente, para o Frawolt. Todos desejamos as rápidas melhoras, porque são situações que ocorrem, que acontecem, não deviam acontecer. Dizer que a expulsão foi muito bem feita, no sentido que é mesmo por conduta violenta e cartão vermelho, mas agora o mais importante é a recuperação do Frawolt, seja em seis dias, 15 ou 20, importa é que recupere e venha bem, e que sabemos que estas lesões a nível à cabeça podem sempre trazer complicações.

Luís, fechamos contigo esta edição.

Vinte para o Frawolt, obviamente, e que recupere rápido. Um 18 para o William Gomes. Está a ter um início de temporada muito bom e lembrar que o William Gomes tem apenas 20 anos e está num patamar exibições muito alto.

Mas o Luís, como joga como gente grande, acho que estamos a esquecer-nos a idade que ele tem.

Sim, é isso, ele ainda tem 20 anos. E um 17 também para o Philippe Luis, o treinador do Mónaco. É um excelente treinador, eu já gostava muito dele no Flamengo. E atenção ao Paris Saint-Germain, porque se dá muitos pontos de avanço a certas equipas em França, se calhar depois vai ser difícil recuperar.

Já leva sete de atraso para o Mónaco, neste caso.

Sim, por isso um 17 para o Philippe Luis e para o Mónaco.

Muito bem. Fechamos esta edição de sábado de "E o Campeão É" com a análise do Pedro Henriques, do João Pinto e também do Luís Pinto Coelho. Mais logo, emissão especial de desporto para acompanhar primeiro o Marítimo-Benfica e logo depois ainda o Sporting-Nacional. Tudo aqui na Rádio Observador.