Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Jorge Quintas, um dos membros do júri dos Prémios de Inovação Social na categoria de Saúde. A primeira pergunta que eu lhe vou fazer tem a ver com se de facto os candidatos corresponderam às expectativas que tinha ou se ficou surpreendido pela qualidade. Como é que foi?
De facto, fui convidado para fazer parte do júri do tema da saúde e acesso à saúde e foi bastante surpreendente o nível das candidaturas, porque obviamente nós sabíamos que o valor envolvido é muito significativo, se não é o maior, é um dos maiores na Europa, na área da inovação e do empreendedorismo. E aquilo que se pode destacar é a importância da aplicação prática nas pessoas e com base na inteligência artificial. Quer dizer, notamos aqui candidaturas que vinham, uma dos Estados Unidos, uma da Coreia do Sul e uma mais portuguesa, embora com uma ligação muito forte à medicina nos Estados Unidos, a preocupação de, por um lado, o acesso por parte das pessoas, dos doentes ou das pessoas que têm questões relacionadas com a saúde, e a capacidade de rapidamente se encontrar uma resposta para a pergunta que é: como é que nós resolvemos este assunto? Ou como é que nós avaliamos uma situação concreta? O prémio foi atribuído a uma candidatura que está muito focada na prestação de cuidados de saúde a bebés. E o que é que nós temos? Temos a inteligência artificial aplicada, através do despiste de perguntas muito concretas e médicas, tudo isto é feito por médicos e por técnicos ligados à saúde, e que depois ajuda imenso a capacidade de avaliação e de diagnóstico por parte do médico.
Esta ferramenta, no fundo, não vem substituir os médicos, para quem possa esperar que sim, vem ajudá-los a afinar melhor, e de maneira mais rápida, os meios de diagnóstico de uma situação.
Exatamente. É isso mesmo.
Em que outros exemplos é que este tipo de tecnologia pode ser um auxiliar muito importante para os médicos e, no fundo, também para todos nós, como doentes e como utentes, reduz alguma ansiedade, quer para uns, quer para outros?
Eu acho que tem dois efeitos: um, reduz a ansiedade e dois, rapidez. Quer dizer, ansiedade, como é normal, por quê? Porque isto vai permitir que mais pais possam ter acesso a estas aplicações. E, portanto, a ansiedade normal de um pai é ligar para o SNS 24 ou ir diretamente para o hospital pediátrico para ver qual é o problema, quando muitas vezes isto não é necessário.
Esta rapidez pode ser determinante, por exemplo, nos diagnósticos de cancros?
Eu acho que o cancro é diferente. Eu não sou médico, mas penso que o cancro é sujeito também a uma leitura cada vez mais abrangente. Portanto, as quimioterapias, imunoterapias e cada vez mais as soluções são monocaso. O objetivo é que cada doente tenha um tratamento próprio que não é igual a outro indivíduo que tem, por exemplo, um tumor.
Este tipo de patologias são diferentes de pessoa para pessoa.
Exatamente. E portanto, cada pessoa é uma pessoa e nós temos que valorizar exatamente isto e esta é a capacidade que a tecnologia venha a dar, pela rapidez, pelo automatismo. Qual é o desafio que está aqui agora presente? É olhar para as gerações muito novas e que seja possível com esta tecnologia avançada.