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Na altura em que decidimos avançar para esta segunda fase do desconfinamento, houve vários alertas em relação a cautelas que seriam importantes. Relembro, Sr. Primeiro-Ministro, que quando avançamos, a área de Lisboa tinha o R acima de um, é agora aí que está a acontecer o problema, e que faltavam eventualmente algumas condições para esse mesmo desconfinamento. A pergunta concreta que eu lhe quero fazer, Sr. Primeiro-Ministro, é: o que é que tensiona ou que avaliação fará da situação concreta na área metropolitana de Lisboa? Se não lhe parece fundamental, por exemplo, garantir uma maior diferenciação de horários, que permita não haver uma concentração tão grande nos transportes, designadamente nas horas principais, para mais com as creches abertas, etc. E, por último, deixo-lhe uma pergunta ainda mais concreta, que é: Sr. Primeiro-Ministro, o que é que aconteceu? Nós falámos em várias reuniões da célebre aplicação que iria permitir fazer algum tracing, é essa a expressão. Sem essa aplicação é muito mais difícil, porque é preciso gente, entrevistas, localizar as pessoas, etc. Eu pergunto-lhe o que é que aconteceu à tal aplicação sobre a qual o governo chegou a falar. O Sr. Ministro da Ciência aparentemente até estaria envolvido e, entretanto, aparentemente, a aplicação sumiu. Sr. Primeiro-Ministro, é uma pergunta muito concreta.
Sr. Deputado Telmo Correia, primeiro lugar, relativamente à aplicação que o INESC TEC, presumo que é essa que se refere, está a desenvolver. A informação que tenho é que está neste momento em fase dos últimos testes e, portanto, muito brevemente estará disponível. Relativamente à situação em Lisboa e Vale do Tejo, claramente não estamos numa situação de descontrole da situação. Estamos numa situação onde temos um número de casos que tem resistido a baixar. Aquilo que pudemos verificar é que não é uma situação generalizada, tem resultado de focos concretos que têm existido. E, portanto, aquilo que decidimos fazer foi adiar a entrada em vigor, na área metropolitana de Lisboa, do conjunto de atividades que deviam ter sido desconfinadas no passado dia um, de forma a podermos fazer as análises sistemáticas dessas situações. Tal como no passado fizemos relativamente aos lares, e depois de um grande alarme social, se permitiu verificar que, felizmente, o número de incidência nos trabalhadores dos lares era diminuto. E agora temos vindo a permitir já identificar que estas situações são também muito contidas. Dos 18 conselhos da área metropolitana, verdadeiramente, o problema situa-se em cinco. Desses cinco conselhos, em alguns focos muito particulares, que estão neste momento identificados e onde está a ser desenvolvido o trabalho próprio da saúde pública. Creio que muito brevemente estaremos em condições de levantar também aqui, na área metropolitana de Lisboa, as restrições às atividades cujo levantamento foi adiado na passada semana.
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