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Carlos Zorrinho e Miguel Prata Roque são dois militantes socialistas. Miguel Prata Roque que apoiou, e apoia, Pedro Nuno Santos e Carlos Zorrinho, que está do lado de José Luís Carneiro. Carlos Zorrinho, boa noite.

Boa noite.

Bem-vindo à Rádio Observador. Já vou aos resultados, queria primeiro ouvi-lo sobre outra questão, que é o fato de ao longo deste sábado termos ficado a conhecer, e ainda ontem à noite, parte dos resultados. Isto parece-lhe normal?

Era quase inevitável face às circunstâncias. Penso que o Partido Socialista, no novo mundo da comunicação em que vivemos, tem que rever os seus estatutos e tem que fazer eleições em simultâneo. Se as eleições fossem em simultâneo, isso não acontecia. É muito difícil no mundo que hoje vivemos imaginar que há eleições que decorrem, como por exemplo, no meu distrito em Évora ontem à noite, e que os militantes não partilhariam entre eles os resultados, os que ganharam, os que não ganharam, e que isso depois não fosse naturalmente conhecido. Portanto, de alguma maneira, não foi uma boa prática, mas é uma prática que só pode ser corrigida com a correção da forma como se fazem eleições e penso que as próximas, quando tivermos que voltar a fazer, têm que ser feitas num modelo diferente.

E o Carlos Zorrinho está um pouco desiludido esta noite ou não?

Não. Estou muito satisfeito. Em primeiro lugar, quero saudar e felicitar o Pedro Nuno Santos, que é o candidato do Partido Socialista a primeiro-ministro, a partir de agora. Eu dizia sempre ao longo destes dias e quando me comunicavam, por exemplo, resultados de mesas de voto, que eu olhava para os resultados e estava sempre 100% PS. Isso é fundamental e o partido este momento é 100% PS. Eu apoiei José Luís Carneiro, apoiei com muita convicção. Toda a serenidade que ele tem demonstrado no dia de hoje e em toda a campanha é perfeitamente justificada. Ele teve quase 40% dos votos partindo de há um mês, começando a sua campanha há um mês, tendo como adversário alguém que há muito tempo preparava a sua campanha, praticamente toda a estrutura do partido, o que é normal que aconteça, mas com as suas ideias, com a sua perseverança, com a sua empatia, chegou quase a 40% dos votos e é muito significativo que faça a sua declaração no Largo do Rato.

A sua expectativa era inferior ainda a nível de votação?

Nós quando começámos e eu quando decai o apoio ao José Luís Carneiro, não fazia a mínima ideia, porque, de facto, ninguém estava à espera. Ele declarou a sua disponibilidade, como se recorda. À partida, havia um candidato, passou a haver dois, depois três, com o Daniel Adrião. Quando se está num jogo, imagina sempre que se pode ganhar. E é evidente que nenhum de nós pensou à partida que tinha perdido. Agora, é evidente que também não perdemos, ou seja, a candidatura de José Luís Carneiro não se pode considerar uma candidatura derrotada, sendo que a candidatura vencedora é a de Pedro Nuno Santos. Quem ganhou, de facto, penso eu, e volto a repetir, foi o Partido Socialista, porque durante todo este tempo e até o Congresso teve um debate forte, teve uma visibilidade forte na comunicação social. As propostas dos dois candidatos interagiram, obrigaram a cada um deles a aprofundar melhor as suas propostas e acho que no fundo temos dois candidatos vencedores, sendo que um é o candidato a primeiro-ministro e vamos trabalhar para que ele seja eleito.

Vamos também chamar à conversa o Miguel Prata Roque. Boa noite, bem-vindo. Esta é a emissão especial da Rádio Observador. Assim faço-te a pergunta ao contrário: está satisfeito com esta mais do que provável, já só falta o carimbo, para sabermos que Pedro Nuno Santos ganhou?

Eu, sinceramente, estou mesmo satisfeito é com a felicidade que tenho visto nas várias sedes ao longo do país, porque as taxas de participação são elevadíssimas. Ontem a taxa de participação rondava os 80% e hoje também tudo indica que assim será. Significa que as pessoas se mobilizam ainda quando há debate político sério, quando se discutem as políticas, e eu acho que isso é o que o país está a precisar. Depois, obviamente, eu entendo que a candidatura do Pedro Nuno Santos corresponde também a uma viragem geracional. É muito importante que haja uma nova geração de políticos que olhe mais para as políticas da juventude, que tenha uma forma mais fresca, mais natural de comunicar, que não seja tão senatorial, que não seja tão gongórica, que não use palavras que as pessoas não compreendem e que fale com o coração, que fale com razão, mas que também fale com o coração. E, portanto, obviamente, este é um momento de felicidade para o Partido Socialista, porque aquilo que se demonstra é que os militantes socialistas estão muito empenhados em contribuir para que o país continue a prosperar.

Miguel Prata Roque, vou interrompê-lo e vai ser uma constante ao longo desta noite, porque somos atropelados pela atualidade. E vamos ouvir Eurico Brilhante Dias, que já chegou à sede do PS no Largo do Rato. Ele que é o presidente da bancada socialista.

E as feridas de campanha não deixou o PS dividido? Não ficam feridas para sarar.

Feridas para sarar, não. Agora, quer o meu camarada Pedro Nuno Santos, que ganhou as eleições, quer o José Luís Carneiro, que eu apoiei e apoiei com convicção, têm agora, os dois, a responsabilidade de construir essa unidade. Essa unidade não se faz apenas com pessoas. Eu já agora gostava de dizer isso com muita clareza. Não é apenas uma unidade de pessoas. É uma unidade que respeita a democracia interna, mas é uma unidade programática. E aquilo que todos temos que ser capazes é de construir, a partir de agora, a partir destas eleições, um programa eleitoral forte, em que cada socialista se sinta representado. Aliás, eu acho muito interessante-

Mas o PS tem a intenção de integrar José Luís Carneiro no futuro do partido?

Não, o meu camarada Pedro Nuno Santos apresentou uma candidatura que tinha um lema: Portugal inteiro. É o PS inteiro que vai a eleições. Muito obrigado.

Foram as declarações da reação aqui, Ricardo, do líder do grupo parlamentar do Partido Socialista, Eurico Brilhante Dias, a dizer que há um vencedor claro e inequívoco destas eleições internas, referindo-se a Pedro Nuno Santos, mas enquanto apoiante de José Luís Carneiro, deixar uma palavra de agradecimento ao falar numa campanha muito útil por parte do ainda ministro da Administração Interna. É a primeira reação, Ricardo, tenho a certeza que vão surgir mais nos próximos minutos.

E vamos regressar aí sempre que for necessário. João Gama, no Largo do Rato, em Lisboa. Aqui no estúdio da Rádio Observador está o Carlos Zorrinho, apoiante de José Luís Carneiro. Carlos Zorrinho, queria destacar a importância do facto de José Luís Carneiro não discursar esta noite no hotel e ir ao Largo do Rato discursar. Por quê? É sinal do tal sinal de unidade que se espera agora, é isso?

É, sobretudo, um sinal muito claro que este debate interno foi um debate feito no PS. Acho que o meu colega Eurico Dias foi muito perspicaz na ideia de que é um PS inteiro que sai deste debate. E esse PS inteiro é um PS que se expõe na sua sede simbólica, o Largo do Rato. Penso que do ponto de vista simbólico também. Eu faço parte do conselho estratégico da candidatura do José Luís Carneiro. Nós temos essa consciência que do ponto de vista simbólico, nós estamos no Rato, estamos no Partido Socialista, é o Partido Socialista inteiro que parte agora. O Partido Socialista inteiro, plural, não apenas somando as pessoas, mas somando também as visões programáticas. Porque a verdade é que ao longo desta candidatura, ao longo deste processo de debate democrático, houve o início com uma demarcação muito clara de uma candidatura muito posicionada na lógica de um acantonamento com o memória daquilo que foi a geringonça até 2019. Outra candidatura que dizia e que continua a dizer que para o Partido Socialista é muito importante e para o país é muito importante que o Partido Socialista mantenha, como sempre manteve ao longo da história, a autonomia estratégica de, tendo um bom resultado, construir uma solução estável para o país.

E essas duas visões vão coexistir tranquilamente ou não?

O que eu fui assistindo ao longo da campanha foi que a candidatura do meu camarada vencedor, candidato a primeiro-ministro, foi pouco a pouco saindo da clausura onde estava na fase inicial e foi abrindo um pouco também o seu discurso. Acho que o Partido Socialista e junto, conjunto e inteiro, tem que se apresentar às eleições com essa perspectiva, a forma de haver um governo estável em Portugal, a forma de impedir que, por exemplo, partidos populistas, e todos sabem que eu estou a falar, possam ser uma base e terem uma função governativa, é ter um grande resultado do Partido Socialista e ao mesmo tempo, depois, ter a capacidade estratégica de, em liberdade, escolher aquilo que é a plataforma que possa funcionar para pôr esse programa a funcionar.

Miguel Prata Roque, vai ser possível a coexistência destas duas visões, por exemplo, no PS agora no futuro? O José Luís Carneiro e os seus apoiantes farão agora parte da solução Pedro Nuno Santos?

Com certeza que sim, quer dizer, isso tem sido a história do Partido Socialista há muitos anos.

Parece que para o Miguel é uma questão de idade e de data de nascimento. Isso não lhe ficou bem, mas de qualquer maneira acho que todos somos necessários, os mais novos e os mais velhos.

Não é mesmo uma questão de idade, é mesmo uma questão de postura face à vida atual. E relativamente ao acantonamento, aquilo que parece evidente pelas várias sondagens recentes é que o povo português não quer um bloco central, não quer um governo de maioria absoluta e quer clareza. Ora, no tempo em que os extremismos crescem, uma aliança entre os dois partidos do centro político manifestamente seria a destruição do regime político democrático, porque isso só permitiria, obviamente, o extremar de posições da parte dos partidos populistas à nossa direita e também por parte dos partidos de extrema-esquerda. E, portanto, o Partido Socialista tem que apresentar um projeto claro, um projeto mobilizador, um projeto que responda às necessidades das pessoas. De certa forma, nas últimas semanas percebemos qual era o candidato a primeiro-ministro que a direita queria relativamente ao Partido Socialista, mas os socialistas falaram de forma muito clara. Praticamente 70% dos militantes socialistas explicaram que querem um líder que fale de forma clara, que queira, que executa, que tem capacidade de decisão.

Miguel Prata Roque, vou só interrompê-lo por um instante para assinalar a saída de José Luís Carneiro, Mário Silva da Costa. José Luís Carneiro está a sair do hotel, é isso?

Ainda não. Houve a indicação de que José Luís Carneiro estaria a descer as escadas rumo à entrada do hotel para se deslocar ao Largo do Rato, mas ainda não é já que o candidato à liderança do PS vai descer e vai abandonar o hotel. O contrário fizeram os apoiantes, Ricardo, que já saíram da sala. Há agora aqui um compasso de espera, porque parece que José Luís Carneiro vai mesmo descer agora as escadas para rumar ao Largo do Rato, à sede do Partido Socialista. Vamos agora ver se vai falar com os jornalistas.

Desejar-lhes os parabéns por esta vitória.

Já, com certeza, já fiz. Já o fiz, desejei as maiores felicidades. Agora vou dirigir-me ao partido para fazer uma declaração política e aí direi tudo aquilo que tenho a dizer, está bem?

Faz questão de fazê-lo por quê, dirigir-se ao Largo do Rato?

Trata-se da sede do Partido Socialista, onde devem ser feitas as declarações dessa natureza.

Perdido a federação do Porto é uma particular surpresa?

Veja, agora vou fazer a declaração política na sede do Partido Socialista. Agradeço muito a vossa presença, toda a vossa compreensão, todo o vosso acompanhamento. Agora espero que respeitem também este pequeno tempo que temos de deslocação até o PS e vou dizer aquilo que tenho para dizer, está bem?

Já ligou a Pedro Nuno Santos?

Acabei de dizer que sim, já lhe telefonei para lhe desejar felicidades e para o felicitar pela vitória.

José Luís Carneiro, ter um resultado superior ao de António Costa Seguro contra António Costa é particularmente significativo para si

Agora vou fazer a minha declaração no Largo do Rato, no Partido Socialista. Apenas pediria a vossa compreensão porque, por um lado, não quero contribuir para que haja aqui qualquer acidente e vocês também não querem provocar nenhum acidente. Tenho que sair agora com muita tranquilidade para o Partido Socialista, então vou fazer uma declaração. Se me puderem acompanhar, temos gosto em conviver, está bem?

Vai ser de tranquilidade nos próximos tempos também, José Luís Carneiro?

Todos sabem que eu sou muito sereno na forma de ser, na forma de estar, e é também com essa lucidez serena e com essa força tranquila que costumo enfrentar todas as dificuldades, e foram muitas já que enfrentei ao longo da minha vida, e essa serenidade, essa tranquilidade, que foi muito relevante para que em tão pouco tempo conseguíssemos alcançar tão bons resultados. Muito obrigado.

As declarações políticas de José Luís Carneiro vão ficar para o Largo do Rato. Por agora, ficamos com a indicação de que o candidato já falou com Pedro Nuno Santos, que vai ser o próximo secretário-geral do Partido Socialista, pelo menos os resultados para isso apontam. José Luís Carneiro vai agora deslocar-se à sede do Partido Socialista, onde se vai encontrar com os restantes candidatos e vai fazer a declaração política no final desta noite de eleições diretas para eleger o novo secretário-geral do Partido Socialista.

E a viagem vai ser muito rápida, até porque os dois locais ficam muito perto e vamos, obviamente, transmitir em direto aqui essa declaração de José Luís Carneiro. Estávamos à conversa com o Carlos Rinho e com o Miguel Prata Roque. O Miguel Prata Roque interrompeu numa altura em que falava da dimensão da vitória de Pedro Nuno Santos. Ainda não temos números oficiais, vamos tê-los já não tardará muito, por parte do Partido Socialista. Mas pergunto-lhe se essa popularidade que sente no PS é a mesma que sente nos eleitores portugueses em relação a Pedro Nuno Santos.

O que eu tenho visto são salas cheias com pessoas que não são militantes do Partido Socialista e que se juntam a esses comícios a discutir política que, no fundo, permitiram estas mesmas eleições internas. Eu acho que, de facto, o Partido Socialista tem que ter esta capacidade de falar de forma clara, de estar junto das pessoas. O Partido Socialista está a governar há 20 anos, nos últimos 28 anos, e não se pode tornar um partido de tecnocratas e um partido de gabinetes. É preciso que o Partido Socialista tenha essa capacidade de continuar a ouvir as pessoas. E, de facto, aquilo que as sondagens têm demonstrado é que há um bloco fixo de eleitores do Partido Socialista que representa sempre pelo menos 30% dos votantes e o Partido Socialista precisa, no entanto, de ir buscar os votos às classes sociais mais dinâmicas, precisa de reforçar votos em eleitorado que neste momento tem estado fora dessas cogitações do Partido Socialista. O Partido Socialista tem um eleitorado, neste momento, de facto, muito envelhecido. O Partido Socialista tem que ser um partido de futuro, tem que perceber os anseios das novas gerações, tem que apontar em direção a essas necessidades, resolver a crise da habitação, dignificar o trabalho, permitir que os jovens percebam com o esforço que pelo mérito podem progredir e podem ter uma vida de bem-estar cá dentro, no país. E, portanto, acho muito importante... Pedro Nuno Santos, aliás, fez isso ao longo de toda a campanha, ao invés de centrar em assuntos internos, como a escolha dos deputados, esteve mais preocupado em falar para fora do partido.

Miguel Prata Roque, deixa-me ouvir aqui também a opinião do Carlos Rinho sobre isso. O Carlos Rinho é eurodeputado, conhece bem Évora, Lisboa, Bruxelas, enfim, conhece muitos locais. Pedro Nuno Santos poderá preencher ou ir ao encontro desta ideia que defendia o Miguel Prata Roque de conseguir atrair um eleitorado mais jovem, mais urbano, se quiser, para fazer face a esse problema, que a prazo será um problema de um eleitorado mais envelhecido do Partido Socialista, conseguirá ser agregador ou acha que o eleitor de centro poderá ficar um pouco desconfiado em relação a Pedro Nuno Santos?

Não tenho uma sensibilidade geracional tão apurada como aquela que o Miguel aqui mostrou. Eu acho que o Partido Socialista, para ter o resultado que precisa, precisa de mobilizar todos, de todas as gerações. De facto, eu senti, em Évora, por exemplo, onde fiz campanha mais diretamente, que estas eleições mobilizaram muita gente nova. Vi a JS, por exemplo, mobilizada como nunca esteve mobilizada. Eu reconheço que esteve, sobretudo, mobilizada em torno de Pedro Nuno. E, portanto, é bom que essa mobilização da JS não seja apenas da JS, seja dos jovens portugueses, como é bom que, se calhar, se o José Luís Carneiro mobilizou um eleitorado mais de centro ou um conjunto de militantes mais maduros e com mais tempo no partido, esses militantes têm também que se projetar para a sociedade e é preciso somar. A partir de agora, nós temos que somar 60 mil militantes, enfim, não votaram todos, mas 60% votaram no Pedro Nuno Santos, 40% votaram no José Luís Carneiro, agora temos que ser 100%. Temos que projetar isso para a sociedade, ou seja, temos que também na sociedade somar aqueles que o Pedro Nuno Santos atrai com aqueles que o José Luís Carneiro atrai. Porque se isso não acontecer...

E isso será pacífico no partido?

Acho que isso faz parte da inteligência coletiva do partido. O partido tem que o conseguir fazer a partir de agora. Se a fratura de debate interno, normal, democrático, que ocorreu neste período, se transpusesse para a sociedade, enfim, naturalmente, seria meio PS a receber os votos e teria um resultado mau. Portanto, acho que quer Pedro Nuno Santos, quer José Luís Carneiro, quer todos aqueles que estão no Partido Socialista percebem que a partir de agora eu não direi nada e não farei nada que não seja articulado com o meu candidato a primeiro-ministro e não farei nada, nem direi nada que lhe reduza a sua capacidade estratégica de ganhar as eleições.

E Miguel Prata Roque, António Costa pode ser uma sombra a partir de agora ou não?

De todos. Mário Soares nunca foi uma sombra para o engenheiro António Terras, para o engenheiro José Sócrates, para o doutor António Costa.

Sempre foi muito presente.

Jorge Sampaio também não. E António Costa estará presente, ele próprio acabou de explicar que ainda não colocou os papéis para a reforma. E ainda bem, o país precisa muito dele. Infelizmente, houve a necessidade de interromper o mandato por razões absolutamente excepcionais e imprevisíveis, mas só um partido que estivesse fora de si é que poderia dispensar o contributo do doutor António Costa. Mas o doutor António Costa também explicou que não tem feitio para ser treinador de bancada. Ou é treinador de banco e neste caso não pode ser por vontade própria.

E isso é uma vantagem ou um problema para Pedro Nuno Santos?

Eu acho que é uma grande vantagem, porque o doutor António Costa, por opção própria, retirou-se momentaneamente da vida política, da vida partidária ativa, mas como ele próprio explicou, não se retirou da sua vida política e da sua vida cívica. Obviamente continuará a contribuir para defender aquilo que sempre defendeu, para defender o seu legado, para defender os bons resultados que trouxe ao país. Os trabalhadores mais pobres que recebem salário mínimo viram aumentado esse salário em 77% desde 2015. Os pensionistas viram todos os anos aumentadas as suas pensões e viram vários aumentos extraordinários das suas pensões. Neste momento há manuais gratuitos, há transportes escolares gratuitos, a taxa de desemprego reduziu-se de 17% para 6,7%.

E Miguel Prata Roque, peço desculpa. Peço desculpa de o interromper outra vez, não é de propósito, mas José Luís Carneiro já fez a curta viagem entre o hotel e o Largo do Rato, onde está o jornalista do Observador, João Gama. João?

Tem um grande capital político para o futuro?

Os senhores agora é que têm que fazer essa avaliação. Eu vou fazer agora uma declaração. Eu pedia que por um lado tivessem cuidado com vós próprios, porque eu também sou responsável pela Proteção Civil do país. Não quero que aconteça nada de grave.

É o ministro da Administração Interna.

Não, estou bem disposto, porque se trata de um serviço ao país e quando sentimos que estamos num projeto por um serviço, estamos sempre muito satisfeitos, porque demos o nosso melhor, fizemos o melhor que podíamos, com um amplo movimento por todo o país, que criou uma grande expectativa sobre a forma de servir os portugueses. E é isso que eu agora vos vou transmitir aqui dentro. Está bem? Pedia que por favor salvaguardassem as vossas condições de segurança.

José Luís Carneiro que acaba...

Foram breves declarações, Ricardo, de José Luís Carneiro. Ouvimos o bom humor do ainda ministro da Administração Interna, também a deixar para o futuro uma avaliação sobre o seu futuro político, agora que é o candidato derrotado à corrida pela liderança do Partido Socialista. Está prometida uma declaração com mais pormenor ainda aqui no Largo do Rato, daqui a uns minutos.

E vamos obviamente transmitir em direto essa declaração. Agora os jornalistas do Observador também se vão posicionar para garantir que temos essa declaração em direto. Eu vou aproveitar aqui a boa disposição de José Luís Carneiro e uma referência ao facto de ser ele o responsável pela Proteção Civil, para perguntar ao Carlos Zorrinho se José Luís Carneiro não deveria ter deixado o cargo de ministro quando se decidiu candidatar a secretário-geral do PS.

Penso que não.

Não houve uma confusão de papéis ao longo destas semanas?

Não, alguma vez, estando na rádio, ao longo deste mês, sentiu que houve sobreposição?

O que é facto é que teve agenda enquanto ministro, agenda enquanto candidato, as duas quase que se misturaram, não é?

Provavelmente, se ele tivesse uma postura diferente, menos serena, menos de serviço público, poderia ter pensado que teria mais tempo para fazer campanha se tivesse deixado de ser ministro. Mas ele quis, sobretudo, e quis ser igual a ele próprio. Acho que José Luís Carneiro foi nesta campanha e vai continuar a ser, está a ser agora, por exemplo, com aquela referência que fez, sempre muito igual a ele próprio, com o seu trajeto de vida, um autarca, com tudo o que nós sabemos que foi o responsável pelas áreas das comunidades, também o secretário de Estado adjunto do Partido Socialista. Portanto, com todo esse tipo de experiência, ele foi igual a ele próprio e transmitiu a ideia de serviço público. Serviço público é poder assegurar uma função essencial. Tenho essa experiência, fui secretário de Estado adjunto do MAI, sei bem como no Ministério da Administração Interna o não haver notícias é a grande notícia. E de facto, neste mês não houve notícias. Ele conseguiu assegurar esta sensação de segurança no país e ao mesmo tempo transmitir a segurança de um candidato que começou sozinho, que começou há um mês e que conseguiu conquistar 40% dos militantes de um partido. É muito importante.

Vou aproveitar essa deixa. Miguel Prata Roque, surpreendeu esta dinâmica de José Luís Carneiro, que ouvíamos no arranque destas diretas, deste processo eleitoral no Partido Socialista, a esta candidatura de José Luís Carneiro, vista quase como uma candidatura para cumprir calendário. Surpreendeu, de alguma forma, a dinâmica que se foi criando?

Não vejo assim. José Luís Carneiro foi o primeiro a apresentar a candidatura, um dia depois-

Miguel, vou ter de o interromper. Peço desculpa, porque não é de propósito, é sempre com o Miguel Prata Roque, mas vamos ouvir José Luís Carneiro em direto a partir da sede do PS. João Gama, penso que estará tudo pronto para ouvirmos esse discurso?

Começou agora mesmo, vamos ouvir, Ricardo.

A primeira palavra é para saudar Todas e todos os militantes do PS que se mobilizaram para mais uma etapa da vida do nosso partido. Mas compreendem que devo uma palavra de especial agradecimento aos milhares de socialistas que em pouco mais de um mês deram corpo a uma candidatura forte, com ideias e com a vontade de servir o PS, mas sobretudo para servir Portugal. Esta candidatura alcançou um notável resultado. Não tendo sido maioritária, teve dos mais elevados resultados das candidaturas não ganhadoras que se desenvolveram até hoje. Já pude falar com o meu camarada Pedro Nuno, saudando-o pela vitória e manifestando a minha e a nossa disponibilidade para trabalhar para o PS e, dessa forma, para continuarmos a servir Portugal. A nossa candidatura foi mais do que uma candidatura a secretário-geral. Foi um amplo movimento que se constituiu de proposta política, de defesa do papel crucial do PS como o grande partido da sociedade portuguesa e como pilar essencial do nosso sistema democrático. Para que isso aconteça, o PS tem de continuar a ser um partido aberto, plural e profundamente democrático, um partido capaz de dialogar com toda a sociedade portuguesa, capaz de ser o primeiro e mais importante baluarte na defesa dos valores democráticos, na defesa dos valores constitucionais.

Não é a primeira vez que o diz, José Luís Carneiro, já deu os parabéns pela vitória a Pedro Nuno Santos, está a discursar perante uma casa quase cheia e deixa um aviso: o PS tem que continuar um partido aberto.

A unidade e assegurar a pluralidade. Estaremos sempre atentos e disponíveis para colaborar no reforço do PS como o grande partido da democracia portuguesa. Um partido interclassista, um partido intergeracional, um partido que é simultaneamente europeu e atlântista, na defesa de uma sociedade aberta, plural, livre e democrática. Não posso terminar a minha declaração sem uma palavra de sentido agradecimento, de camaradagem e de profunda admiração ao secretário-geral e camarada António Costa. Ele deixa no partido e no país uma marca que nos honra a todos. Muito obrigado.

E também uma homenagem a António Costa, o secretário-geral do Partido Socialista, que hoje é substituído por Pedro Nuno Santos.

Algumas questões que queiram colocar.

Agora uma fase de perguntas e respostas aqui no Largo do Rato, por parte de José Luís Carneiro. Já acabou a sua declaração inicial, disse já ter dado os parabéns a Pedro Nuno Santos, pediu que o PS continuasse um partido aberto, um partido livre e deixou uma homenagem rasgada no final da sua declaração a António Costa. Neste momento, José Luís Carneiro vai começar a responder a algumas perguntas dos jornalistas. Começa agora, vamos ouvir.

Conseguimos promover um amplo movimento que mobilizou militantes, simpatizantes e milhares de cidadãos, a quem devo, aliás, deixar ficar uma palavra de gratidão pela forma como vieram ao nosso encontro transmitir-nos a vontade que têm de continuar a votar no PS para assegurarem que continuarão a ter nas políticas públicas a valorização de rendimentos, a valorização das funções sociais do Estado e a valorização do investimento público como fator essencial à melhoria das nossas condições de vida. O nosso dever agora é aquele que aqui afirmei, é o de garantirmos que este amplo movimento, que constitui um fator essencial de diálogo com toda a sociedade portuguesa, tem a integração no caminho do PS, de forma a garantirmos a pluralidade e a diversidade que fez do PS sempre o grande partido da democracia portuguesa.

Uma nova questão para José Luís Carneiro sobre o dia de amanhã e se a unidade do Partido Socialista fica de alguma forma comprometida depois dessa campanha interna.

Esta força que fomos capazes de mobilizar, mobilizar-se-á agora, toda ela Para que o PS, no dia 10 de março, continue a ser o partido maioritário na escolha dos portugueses para servir o nosso país. Esta é uma força, esta é uma vitalidade, é uma capacidade que está em todo o país, do norte ao sul, nas regiões autónomas, e é esta força que agora é colocada para mobilizarmos o PS, para vencermos as eleições no dia 10 de março e continuarmos a servir as condições de vida e a melhorar as condições de vida de todas e de todos os portugueses.

Umas eleições internas marcadas com esse horizonte das eleições de 10 de março. Continuam as perguntas aqui, agora, por parte da CNN. Uma pergunta para saber se José Luís Carneiro estaria disponível a integrar num governo de Pedro Nuno Santos. Mais uma questão dirigida a esse horizonte curto do Partido Socialista, das próximas eleições legislativas que estão marcadas para o dia 10 de março. Vamos ouvir a resposta de José Luís Carneiro.

Primeira pergunta. Se me preocupasse com a minha carreira política, talvez não tivesse decidido ser candidato à liderança do PS. Foi um ato que assumi nesta sala, na comissão política do PS. Foi um ato que teve um significado muito profundo para nós e para as futuras gerações e para o legado que eu quero deixar ficar aos meus filhos. A de que não há inevitabilidades na vida democrática e não há destinos manifestos. A liberdade para assumir as nossas convicções mais profundas, para afirmarmos e defendermos os valores que nos legaram os nossos fundadores, que aqui se encontram representados, entre outros, por José Leitão. Quando um dia deixaram as famílias, os amigos, estiveram na clandestinidade a combater uma ditadura, nunca pensaram no seu interesse pessoal. Pensaram em legar-nos a liberdade, a democracia e o desenvolvimento. É para honrar essa memória que se fez esta candidatura. Se estamos disponíveis para servir o PS, com certeza. Aliás, a palavra serviço e sentido de missão são duas marcas também desta candidatura. Estamos disponíveis, naturalmente, para contribuir para essa dimensão plural, diversa, para essas múltiplas representações que o PS tem a honra de significar aos olhos de todos os portugueses. A partir de hoje, somos todos socialistas, somos todos do grande partido da esquerda democrática e é com os nossos valores de sempre, da liberdade, da igualdade e da fraternidade, que queremos contribuir para servir o nosso país.

Disponível para servir o país e o Partido Socialista.

Muito boa noite a todos, muito boa noite a todas. Obrigado, Arrábida.

Foram as últimas declarações de José Luís Carneiro, que é aplaudido. Houve gritos do Partido Socialista enquanto abandona o púlpito. Agora faz um compasso de espera. A declaração está terminada. Ricardo Conceição, José Luís Carneiro deu conta de que está disponível para tudo o que o PS precisar ao olhar para esse horizonte das eleições de 10 de março.

E João Gama, essa é uma ótima deixa para continuar a conversa com o Miguel Prata Roc. Miguel, depois do que ouviu por parte do José Luís Carneiro, Pedro Nuno Santos irá acolher estas sensibilidades no novo PS, de que será líder?

Essas sensibilidades já estão acolhidas na candidatura de Pedro Nuno Santos. Apoiaram Pedro Nuno Santos o João Soares, Edite Estrela, Marcos Perestrelo, Sérgio Sousa Pinto, Francisco Assis, Álvaro Beleza. O Partido Socialista é feito disso, é feito de diversidade e é feito, obviamente, da capacidade que o Partido Socialista tem de transformar a sociedade pela via precisamente da social-democracia, da conquista de direitos dos trabalhadores através do Parlamento, da alteração das leis e, portanto, por uma via pacífica, por uma via negociada. É normalíssimo que, em função dos temas que sejam discutidos, haja possibilidade de alianças variáveis no Parlamento, ou seja, que determinadas matérias sejam aprovadas com votos favoráveis da Iniciativa Liberal, do Partido Social-Democrata, espero eu que do CDS, que é um partido que também faz muita falta ao regime político português, mas também à sua esquerda, com votos do Livre, com votos do Bloco de Esquerda. Aliás, eu não esperava outra coisa do José Luís Carneiro, com quem também tive o gosto de trabalhar vários anos. É, de facto, um militante de esquerda, porque também essa ideia de que o José Luís Carneiro não é uma pessoa de esquerda é de alguém que não conhece, por exemplo, a ação social que o José Luís Carneiro teve enquanto presidente da Câmara de Baião.

E José Luís Carneiro está de novo a falar, Miguel Prata Roc. Vamos só um instante aqui outra vez à sede do PS no Rato.

Foram, Ricardo, umas curtas declarações de José Luís Carneiro já à saída do Salão Nobre do Partido Socialista, a reafirmar tudo o que tinha dito no discurso de concessão de derrota aqui na sede do Partido Socialista. Ricardo, com esta ideia, horizonte 10 de março, disponível para integrar um possível governo de Pedro Nuno Santos.

João Gama no Largo do Rato e vamos regressar ao Largo do Rato quando chegar Pedro Nuno Santos, o novo secretário-geral do Partido Socialista, foi o que ditou as eleições diretas no PS, que tiveram lugar nestes últimos dois dias. Carlos Zorrinho, José Luís Carneiro pediu unidade, pediu uma capacidade de diálogo, de pluralismo no PS. Pedro Nuno Santos conseguirá oferecer isso? Está sem microfone agora.

Exatamente. Eu acho que José Luís Carneiro não pediu isso, ofereceu isso. Não ofereceu isso hoje, ofereceu isso ao fazer esta campanha, ao se ter disponibilizado para ser candidato, ao fazer a mobilização que fez, ao falar às franjas da sociedade portuguesa que falou, e José Luís Carneiro deixou uma mensagem muito clara. Com a nossa candidatura, eu fazendo parte dessa candidatura, embora a partir de agora e sobretudo parte da candidatura de Pedro Nuno Santos para primeiro-ministro de Portugal, mas com a nossa candidatura, nós tornamos o PS mais forte, nós tornamos o PS mais plural. E esperamos, oferecemos, e eu tenho certeza que Pedro Nuno Santos terá a inteligência de não fazer um pouco aquilo que o Miguel fez aqui dizendo: "Mas já temos todas as sensibilidades representadas na nossa fatia, não precisamos dos outros." Não, precisamos de todos. E o Pedro Nuno Santos, tenho certeza, terá essa inteligência de integrar todos e assim teremos um Partido Socialista mais forte, mais plural. Isso é bom para o país e é muito importante que isso aconteça.

Vamos fechar esta ronda. Miguel Prata Roque, quais são as suas expectativas agora para dia 10 de março?

Bom, as minhas expectativas para 10 de março é que o Partido Socialista continue a convencer as pessoas de que nós não queremos uma sociedade baseada no ódio, baseada no ressentimento, baseada na discriminação e baseada no cada um por si. O Partido Socialista tem uma visão comunitária da vida em sociedade. A ideia de que nós podemos nos entreajudar, que juntos somos mais fortes, esse é um lema dentro do Partido Socialista e essa união obviamente que é fundamental entre os socialistas. Mas também devo dizer, quando há eleições e quando há um candidato e uma lista que o apoia, que tem cerca de 70% dos votos, essa candidatura tem que governar. E obviamente que a minoria tem que aceitar a derrota e tem que perceber que houve um projeto vencedor e que esse projeto tem que ter novas caras e tem que ter novas políticas. E portanto, para que as coisas sejam claras, nós não vamos para eleições para depois estarmos a negociar distribuição de poderes e despojos de guerra com aqueles que foram derrotados. Neste momento, o que aconteceu é que o Partido Socialista foi claríssimo. Quase 70% dos militantes, tendo votado 80% daqueles que estavam recenseados, deixaram claro que teremos um líder forte. Esse líder, neste momento, é incontestado no Partido Socialista. E a partir daqui, o Partido Socialista tem que falar para fora e tem que conquistar novos eleitorados e tem que ir para além da sua base eleitoral de apoio para poder transformar o país, porque há muitas coisas ainda, o Partido Socialista tem contribuído muito para a melhoria das condições de vida de quem vive do seu trabalho, mas há ainda muitas ineficiências na nossa sociedade, na nossa economia, que têm que ser enfrentadas e para isso é preciso uma liderança forte. É isso que eu espero no dia 10 de março, que as pessoas percebam que o único partido que de fato está preparado para governar é o Partido Socialista, até porque o Partido Social-Democrata não tem capacidades de estabelecer pontes à sua direita.

E o estado em questão, a educação, a saúde, não terão nenhuma influência?

Eu não percebo o que é isso, o estado em que está a educação e a saúde. O que acontece hoje em dia é que uma pessoa-

Miguel Prata Roque, não desejo obviamente isso, mas se calhar se for agora a uma urgência de um hospital, consegue ter uma ideia de como é que está o estado da saúde, ou não?

Isso acontece sempre em dezembro e janeiro de todos os anos. Aconteceu em 2002, aconteceu em 2003.

Portanto, é uma questão sazonal, é isso?

É, de fato, uma questão sazonal. O problema das urgências dos hospitais é obviamente um problema sazonal que ocorre em dezembro e que ocorre em janeiro de todos os anos. Basta ver a governação durante Durão Barroso, a governação durante Passos Coelho. Relativamente à saúde, se não houvesse Sistema Nacional de Saúde, uma pessoa que neste momento padece de câncer, teria esgotado o seu seguro de saúde privado e não teria tratamento possível. Eu não quero esse modelo de sociedade, eu não quero o modelo de sociedade que a Iniciativa Liberal pretende impor ao PSD. E a única forma que o PSD tem de governar é governar com esse extremismo da Iniciativa Liberal. E portanto, o Partido Socialista tem que explicar às pessoas a importância, precisamente, do investimento público na saúde, a importância da escola, da escola a tempo inteiro. Neste momento, os alunos do ensino público têm uma escola a tempo inteiro, com atividades extracurriculares, com a possibilidade de enriquecimento extracurricular, com manuais gratuitos, com ensino obrigatório até o 12º ano. Nos últimos anos, batemos todos os recordes de alunos-

Miguel Prata Roque, temos de concluir

...que acedem ao ensino superior e, portanto, manifestamente, o projeto do Partido Socialista é um projeto em que ninguém fica para trás, em que aqueles que nascem pobres podem aspirar a uma vida digna-

Vamos só conferir qual é-

...se tiverem mérito e se tiverem trabalho

...qual é a expectativa do Carlos Zorrinho agora para 10 de março, para as eleições, e agradecer a ambos por terem estado aqui na Rádio Observador.

Foi um gosto também. A minha expectativa, desde logo, é que o Partido Socialista vá ajudando aqueles que a vida vai derrotando, que consigam recuperar e consigam ter melhores condições de vida. Claro que também tenho expectativas em termos eleitorais. Espero que o PS tenha uma vitória forte e que essa vitória permita que seja a base, a estrutura e o pilar de um governo estável para Portugal.