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Está no ar o Explicador da Rádio Observador. Na segunda edição desta manhã de sexta-feira, vamos olhar para o debate de ontem entre Chega e Iniciativa Liberal. A análise é de Filipe Melo pelo Chega e Mário Amorim Lopes pela Iniciativa Liberal. A moderação deste Explicador é do João Gama. Acordos à direita, tarifas, imigração e quanto custa uma dúzia de ovos em Portugal. Foram alguns dos destaques do frente a frente de ontem na RTP3 entre André Ventura, presidente do Chega, e Rui Rocha, presidente da Iniciativa Liberal. Hoje aqui na Rádio Observador é a vez dos deputados na última legislatura, Filipe Melo do Chega e Mário Amorim Lopes da Iniciativa Liberal, a quem desejo desde já uma boa tarde. Bem-vindos à Rádio Observador. Mário Amorim Lopes, começo por si. André Ventura disse ontem que acredita que vai ganhar à direita o país e que conta com a IL para governar Portugal. Rui Rocha rejeitou. O que eu gostava de perguntar, Mário Amorim Lopes, é se a IL não apoiará nenhum governo onde o Chega esteja presente, seja ou não liderado pelo PSD.
Muito bom dia. Cumprimento o João Gama e também o Filipe Melo e desejo a todos uma boa Páscoa. A resposta muito direta e muito taxativa, não, com o Chega, fora de questão. E por quê? E aproveito para comentar o debate e com base nisso também responder por que com o Chega estaria fora de questão. Em primeiro lugar, no debate ontem eu acho que o André Ventura teve várias desventuras, já vamos a elas. A principal foi a questão do preço dos ovos. Tentou fazer aquela brincadeira com o preço dos ovos e ele próprio não sabia qual era o preço de meia dúzia de ovos e provavelmente nem sabe sequer que o preço difere consoante o tipo de galinha, se são criadas ao ar livre, se são criadas no ar, no solo, etc. Calhou-lhe mal essa, como calhou mal outras, mas antes, até porque é Sexta-feira Santa, e eu acho que isso evoca alguma compaixão. Eu devo dizer que compaixão é aquilo que devemos sentir por todos aqueles que votaram no Chega, a achar que estavam a votar num partido de direita conservadora, o que é uma posição política legítima, como existe em muitos outros países, e que depois se veem confrontados com um partido que mais parece uma espécie de um PS envolto em cheiro a naftalina. Quando nós olhamos para as propostas do Chega, nomeadamente o grau de despesa, o nível de despesa que estão previstos no programa 2024, não temos o 2025, porque ainda não conseguiram produzir esse programa eleitoral, nós vemos mais 18 mil milhões de despesa no seu programa. Em algumas questões, até parece mais com o PCP. A questão da produção nacional, da proteção à produção nacional, a lógica do protecionismo das tarifas. Imagine-se o que seria de Portugal se os outros países pensassem da mesma forma e se agora começassem a impor tarifas sobre as nossas exportações portuguesas. Isso sim, iria penalizar as nossas pequenas empresas, os nossos pequenos produtores. E nós temos aqui um partido que do ponto de vista econômico guinou completamente à esquerda, está estatista, protecionista, e que depois do ponto de vista nas questões sociais, daí o tal cheiro a naftalina, recuou ao século XIX, e enfim, em questões que são hoje em dia quase consentâneas, como a questão do aborto, acha que deveríamos voltar a prender mulheres. No fundo, foi aquilo que quem votou no Chega teve direito e eu creio que alguns estarão certamente iludidos. Depois, em relação às desventuras do André Ventura, fez aquela brincadeira com os ovos, nem sabia o preço dos ovos. Depois quer, de certa forma, criar uma tarifa recíproca que seria um imposto sobre os portugueses, sobre os consumidores portugueses. Se nós colocássemos uma tarifa sobre as importações, iríamos estar a aumentar o preço das importações. E Portugal é um país altamente dependente de importações, e é uma coisa que não se resolve de um dia para o outro, nem de um ano para o outro. E não vale a pena tentar vir com a história de que iríamos promover a produção nacional, que era aquela conversa do Estado Novo e do protecionismo do Estado Novo. Iríamos promover a produção nacional, porque isso demoraria décadas a ser feito. Até lá, os consumidores iriam pagar mais imposto, iriam pagar o imposto Ventura, que o Rui Rocha, aliás, deu-lhe esse nome e creio que muito bem. No caso do turismo de saúde, fomos nós. Aliás, fui eu o primeiro a falar disso numa comissão de saúde no ano passado, em junho ou julho do ano passado, a alertar pra situação. E a nossa proposta é muito mais sensata que a do Chega, porque a do Chega obriga a ter um seguro de saúde à entrada de Portugal. Ou seja, um turista saudável que não tenha qualquer problema, tinha que ter um seguro de saúde pra entrar em Portugal. E isso, naturalmente, iria ter um impacto sobre o turismo. A nossa proposta é apenas dizer que quem vem a Portugal só para ter cuidados de saúde, tem naturalmente que pagar antes de esses cuidados serem prestados. E pode pagar diretamente, pode pagar com seguro de saúde, com uma convenção do próprio país, etc. E depois, finalmente, a maior desventura do André Ventura, que essa aí foi lastimável, não há outra forma de o qualificar, foi a questão de juntar tudo com o assassinato de Manu, que aliás ocorreu na cidade onde o Filipe Melo é cabeça de lista, em Braga, e misturar isso com as redes de tráfico humano, com os imigrantes do Bangladesh, e fazer daqui uma grande mixórdia em que se tenta banalizar e generalizar o que aconteceu com o Manu, que é absolutamente lamentável e obviamente tem de haver mão pesada sobre quem o assassinou. E se, de fato, não forem residentes em Portugal, não forem portugueses, deve-se equacionar, naturalmente, como pena acessória repatriá-los depois de cumprirem a sua pena, mas não faz sentido a partir daquele caso em particular, generalizar como se todos os imigrantes e todos os imigrantes do Bangladesh, foram esses que foram mencionados, fossem todos uns bandidos que vêm para Portugal assaltar e roubar. Isso é que é absolutamente inadmissível. E por todos esses motivos, só pra concluir, com o Chega não, obviamente.
Filipe Melo, vou dar a oportunidade a responder a estes temas todos que foram levantados pelo Mário Amorim Lopes. Eu queria apenas lançar primeiro uma pergunta sobre cenários pós-eleitorais. Ontem ouvimos André Ventura dizer que está confiante que vai vencer o país à direita, embalado pela sondagem pra Si e pro Expresso, que dava ao Chega 21% das intenções de voto. Queria apenas perguntar, antes de dar a oportunidade a responder às críticas, que é se ainda assim o Chega aparece atrás da AD e do PS, mesmo na sondagem mais otimista. Quero perguntar se o Chega viabilizaria um governo da AD e da IL ou um governo do bloco central, ou se este não é não, é também recíproco do lado do Chega.
Bom dia, João Gama, e obrigado pelo convite. Bom dia também ao Mário Morim Lopes e a quem nos ouve através da Rádio Observador. Eu já vou responder diretamente à sua questão. Deixe-me só primeiro, com o espírito democrático que se impõe, desejar as rápidas melhoras ao deputado Rui Rocha, que ontem foi atropelado e deve estar em muito mau estado. Até porque quando nós vemos um canal privado dar a vitória ao André Ventura, todos os comentadores, é sintomático do atropelo que foi o debate de ontem. Quando é certo e sabido que se puserem uma vassoura a debater com André Ventura, os comentadores vão dar sempre a vitória da vassoura, ontem é sintomático do que aconteceu. Foi um atropelo. Portanto, desejo as rápidas melhoras ao Rui Rocha, até porque é cabeça de lista aqui pelo meu distrito também, e eu gostava de ter a oportunidade de me cruzar com ele e dizer isso mesmo, que estamos solidários. Relativamente à sua questão. É impossível o Chega apoiar um governo PSD/IL, porque a IL é o Livre disfarçado, é um Livre com gravata, como disse ontem, e bem, André Ventura. Não passa dos 4% da intenção de voto, logo, um partido que tem 4% de intenções de voto não pode ser considerado pra nenhuma coligação de governo. Pode ser, naturalmente, que o é, e tem o seu eleitorado, que o elegeu, para dizer as baboseiras que eles defendem na Assembleia da República. E dou-lhe exemplos. A Caixa Geral de Depósitos, num ano em que dá um lucro ao Estado de quase mil milhões de euros, o Rui Rocha quer privatizar. Ou seja, quer tirar uma grande fonte de rendimento do Estado, quer tirar uma grande fonte de receita que será distribuída em termos sociais. E isso remete-nos também pra questão da saúde, que o Mário Morim Lopes, que fez o seu trabalho, naturalmente, na legislatura passada, mas esquece que na legislatura anterior, ainda com o governo PS, quem avançou com a proposta da saúde que o Mário falava, foi o meu colega deputado Pedro Frazão, porque há muito trabalho feito antes da era Mário Morim Lopes. Eu sei que o Mário, certamente, e bem, não reconhece ao deputado Rui Rocha espírito de liderança e que, eventualmente, apoiaria o Bernardo Blanco para a liderança da Iniciativa Liberal. Não foi isso que aconteceu. Bernardo Blanco, entretanto, saiu, e outros certamente se seguirão, porque naturalmente o Rui Rocha, com todo o respeito que tenho enquanto pessoa por ele, como político, é o que nós sabemos. E com bons quadros como tem a Iniciativa Liberal, um partido não passar dos 4%, é sintomático do que é uma liderança como a do Rui Rocha, e um partido que já ultrapassou a fasquia dos 21%, é sintomático do que é uma liderança de um partido feita por André Ventura. E dúvidas houvesse, ontem, no debate, isso ficou perfeitamente esclarecido. Agora, o que nos interessa a nós debater? É os problemas da sociedade, é o que interessa aos portugueses. O Mário Morim Lopes veio agora com o exemplo das galinhas. Ó Mário Morim Lopes, com todo o respeito, o preço dos ovos conta. Agora, se as galinhas são dormideiras.
Conta. Ventura que não sabia.
Claro que sabia.
Não sabia nada. Quer dizer, aos papéis.
Ó Mário Morim Lopes, eu vou te explicar o porquê que sabia.
Aos papéis.
Porque certamente, vocês saberão que o André Ventura é um homem do povo, que anda no meio do povo, que conhece a realidade do povo.
Anda no meio do povo, não. Anda de chofer, em carro gozo, não anda no meio do povo. Vejo eu a passar no Príncipe Real.
O senhor deputado Rui Rocha, líder da Iniciativa Liberal, confunde o país real com o Príncipe Real, porque vocês governam as vossas políticas para os lucros das grandes empresas, para os vossos amigos. Isso é que vos custa aceitar. E vamos lá ver, 4% de ricos no país já é um número bastante satisfatório, que é o que vocês têm em sondagens, mas que eu duvido que cheguem lá. Um partido com as vossas ideias, com as vossas propostas, chegar aos 4% é muito bom. Repare, à esquerda, o Livre já está com 1%, o PCP também, porque vocês aí são iguais. Vocês defendem um liberalismo excessivo, e desculpe o termo, mas eu não tenho outro, tão bacoco, que é entregar tudo o que são empresas públicas lucrativas, produtivas, e depois são os saudosistas de Abril que descem à Avenida da Liberdade com bandeiras LGBT de não sei das quantas, de mão dada com o Bloco de Esquerda. Isto é a Iniciativa Liberal. A Iniciativa Liberal é um partido transvestido, é um partido híbrido. Diz que não é de direita nem é de esquerda. Então são o quê? São híbridos. Mas então assumam-se como híbridos e quem vai votar na Iniciativa Liberal sabe em quem é que vai votar. Agora, voltando ao início da questão, apoiar um governo AD com Iniciativa Liberal, por amor de Deus, com todo o respeito democrático que nós temos pelos partidos, a Iniciativa Liberal e o CDS já caminham de forma moribunda, não correm uma maratona, não sabem o que é estar a lutar e a debater Para ser governo. O Chega, neste momento, está a lutar com a AD e com o PS para ser governo. A Iniciativa Liberal tem que trabalhar muito mais, tem que mudar a liderança, se algum dia quiser vir para a piscina dos grandes.
Deixe-me só, passando a palavra ao Mário Mourinho Lopes, introduzir uma pergunta. O Mário Mourinho Lopes já falou disto, mas na política internacional, Mário Rui Rocha colou ontem André Ventura a Donald Trump, o tema das tarifas acabou por entrar na discussão, mas o Rui Rocha acabou por não se comprometer, não apoiar a ideia de aplicar tarifas recíprocas aos Estados Unidos. O Mário Mourinho Lopes também já aqui o disse. Se essa não é a resposta, qual deveria ser a resposta da União Europeia? E claro, para responder às críticas do Filipe Melo.
Começando com essas críticas, que na verdade não são bem críticas políticas, porque 90% de Filipe Melo, tal igual como ontem André Ventura, são ataques pessoais à pessoa do Rui Rocha enquanto líder, enquanto político, porque de facto quando entramos no campo das ideias e começamos a discutir ideias, o Chega é um vazio, não tem absolutamente nada. São 50 deputados, mas produzem como se fosse um ou dois, que no fundo é André Ventura e pouco mais. E portanto, não há de facto debate de ideias. Mas vamos a alguns ataques em particular. A ideia de que ele é um partido príncipe real. Olhe, curiosamente, eu alugo um quarto. Filipe, deixe-me só terminar esta questão.
Eu só queria perguntar, para relembrar os ouvintes, que é importante. O Chega não tem propostas. Quantas propostas apresentou a Iniciativa Liberal de alteração ao orçamento? 25, 26?
Queres que eu te recorde? As propostas que o Chega apresentou de alteração do orçamento, foram criadas escolas de músicas. O partido Chega apresentou em sede do Orçamento do Estado, só para fazer número, que é a única coisa que conseguem fazer, uma escola de música em sede do Orçamento do Estado. Mas voltando à questão do príncipe real.
Os jovens não têm direito a aprender música.
Filipe, deixa-me só terminar, por favor. Obrigado. Voltando à questão do príncipe real, que o André Ventura usou. Eu curiosamente até alugo um quarto, um T2 a partilhar com um espanhol que vive em Portugal, e vejo o príncipe real a pé para chegar precisamente à zona da Misericórdia e depois ali a São Bento. E é curioso ver quem passa por lá. Muitas vezes é André Ventura com o seu motorista pessoal, que é até irónico, porque eu estou a vê-lo passar e estou eu a pagar por aquele motorista, porque aquilo é com subvenções públicas, e paga-se a nosso cargo público, a vir do Parque das Nações.
Estás perfeitamente enganado.
A pessoa que gosta tanto de dizer que nasceu em Mem Martins e que vem de origens humildes, anda de motorista privado de um lado para o outro e passa curiosamente no Príncipe Real enquanto eu vou a pé em direção à minha própria casa.
Filipe Melo, deixa o Mário Mourinho Lopes terminar, por favor.
Esse tipo de debate não serve a absolutamente ninguém. Eu percebo que o Chega não consiga fazer outro, porque se começarmos a debater ideias, vocês perdem logo o debate. Mas isto não serve a ninguém. Esta lógica de nós estamos aqui para fomentar os ricos e para proteger os ricos. Não, o que nós queremos efetivamente é cada vez mais ricos em Portugal. É isso que nós queremos. O Chega, a única coisa que faz é diabolizar imigrantes, diabolizar pessoas homossexuais e achar que os problemas do mundo partem daí. Isto é o que o Chega faz. E portanto, o que se pede são propostas específicas. Em relação à questão das tarifas, aliás, um ponto antes em relação à Caixa Geral de Depósitos.
Em 30 segundos, Mário Mourinho Lopes.
Em 30 segundos. O Chega é contra privatizar uma empresa que dá lucros e é contra privatizar uma empresa que deu prejuízo a vida toda, que é o caso da TAP. Portanto, no fundo, é socialista, é contra a privatização. Obviamente que faz muito mais sentido privatizar uma empresa enquanto está a dar lucros, porque o retorno, o encaixe financeiro é muito maior do que privatizar uma empresa que está nas lonas, que está em bancarrota. Em relação à questão das tarifas, aquilo que Portugal tem de fazer, e a Europa toda, é diversificar os seus mercados. Infelizmente, parece que não podemos estar tão dependentes dos Estados Unidos. Eu sou até um atlantista, portanto digo isto com algum pesar. Acho profundamente importante a nossa relação com os Estados Unidos, mas com o Trump, Trump não é uma pessoa confiável e portanto a Europa tem que diversificar mercados e ajudar as empresas neste processo de internacionalização.
Filipe Melo, e também apenas em 30 segundos, não vamos encontrar propostas para privatizar a Caixa Geral de Depósitos ou a TAP no programa eleitoral do Chega.
Muito sucintamente, a TAP nós sempre defendemos que pode ser privatizada, desde que haja influência com lugares não executivos por parte do governo central. Isso é o primeiro ponto. Caixa Geral de Depósitos, jamais. Jamais, em tempo algum. Não podemos entrar numa maluqueira, numa debandada de venda de ativos públicos para enriquecer ou continuar a enriquecer os privados. E já agora respondendo ao Mário Mourinho Lopes, tomara o Chega que toda a gente no nosso país fosse rica. Agora, mas que fosse rica com trabalho, com mérito e com esforço, e não com a ajuda de partidos como a Iniciativa Liberal. E deixe-me já agora desmentir também o que o Mário Mourinho Lopes disse, que não é verdade. O Mário Mourinho Lopes, tal como o Rui Rocha, usam soundbites e apontam-se nesses soundbites. O Chega não é, nem nunca foi contra homossexuais. O Chega tem isto desde o primeiro dia da sua fundação no programa: respeita todas as opções, defendendo a família tradicional. Acho que com isto está tudo dito. E só para concluir também, se me permitirem mais dois pontos. O Mário Mourinho Lopes, no meio destas propostas que a Iniciativa Liberal tem, eu relembro que apresentou em sede de Orçamento do Estado 26 propostas de alteração. Sabemos nós que o Orçamento do Estado, o documento que vai gerir um país durante um ano, e a Iniciativa Liberal faz 26 propostas.
Quem tem de apresentar o documento é o governo.
Exatamente.
Filipe Melo, Mário Mourinho Lopes.
E concluo desta forma: há os partidos que são eleitos para trabalhar, é o caso do Chega.
Não é o Chega, certamente.
Naturalmente. E depois há o caso da Iniciativa Liberal, que vão para lá e apresentam 26 propostas de alteração a um ano político.
As diferenças ficaram bem assentes. Eu tenho que fechar e agradecer a Filipe Melo e a Mário Mourinho Lopes, deputados eleitos na última legislatura pela Iniciativa Liberal e pelo Chega. Muito obrigado a ambos. Peço desculpa ter cortado a última palavra, mas estamos mesmo sem tempo. Agradeço. Muito obrigado por terem estado na Rádio Observador. Obrigado.