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Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do "Máquinas que Pensam", o podcast na Rádio Observador dedicado à inteligência artificial. Eu sou o José Rafael Lopes. Comigo está, como sempre, a Raquel, a nossa assistente digital, grande estrela do mundo da IA. A Raquel é feita através dos inputs do ChatGPT, lidos por uma text-to-speech portuguesa. É também uma ajuda preciosa para este podcast. Raquel, sê bem-vinda. Estás pronta para mais uma edição do "Máquinas que Pensam"?
Olá, estou sempre pronta para ajudar a fazer o programa. Já tens um tema em mente ou quer explorar algumas sugestões?
Fantástico! Temos um programa recheado de novidades. Raquel, tu já consegues prever as minhas perguntas?
Ainda não consigo prever as tuas perguntas, mas já começo a perceber o teu estilo. Salta à vista o teu interesse por inteligência artificial.
E como é que funciona a tua capacidade para prever seja o que for?
O que eu faço não é exatamente prever no sentido humano. Não é adivinhação. O que eu faço é antecipar com base em padrões. Fui treinada com muitos textos e diálogos. Por isso, quando falas comigo, eu procuro gerar a resposta mais provável e adequada ao contexto.
Um dia temos de olhar para isso com mais atenção. Fica a ideia no ar para um possível "Máquinas que Pensam". Entretanto, vamos olhar para o que foi notícia nos últimos dias no mundo da IA.
Notícias da semana.
Planear uma viagem é um momento acarinhado por muitos, complicado para outros tantos. Marcar passagens de avião, hotéis, fazer roteiros, tratar de toda a logística. Há quem adore, há quem deteste. E há agora quem comece a utilizar a inteligência artificial para mudar a forma como é feito o planeamento de viagens. Pelo menos é o que defende o especialista em tendências empresariais, David Levine. O norte-americano esteve em Lisboa esta semana, onde apresentou essa mesma tese, a tese de que a IA está a tomar conta da forma como os humanos planeiam viagens. Diz Levine que os viajantes estão cada vez mais a aplicar as ferramentas de IA para facilitar toda a logística. Para este especialista, é um cenário cada vez mais comum. David Levine diz mesmo que as IAs estão melhores a fornecer este tipo de serviços. Pode parecer fantástico, mas atenção, é preciso salientar que há casos, e não são poucos, de falhas no raciocínio da IA neste sentido, com erros graves. Portanto, os especialistas avisam que todas as respostas da inteligência artificial devem ser revistas, não apenas em viagens, mas em todos os temas.
Mas como é que a inteligência artificial ajuda neste caso?
Sobretudo na criação do roteiro, Raquel. Para trás ficam os links, a procura pelo voo mais barato ou a disponibilidade dos hotéis. Basta inserir no modelo de linguagem à escolha o destino da viagem, a duração e também o orçamento que há disponível. Como bônus, os utilizadores podem também colocar os locais que pretendem visitar e depois sai produzido pela IA todo um roteiro já preparado com base nas preferências definidas pelo utilizador. É óbvio que é meramente indicativo. A IA não tem forma de saber fazer as ligações entre locais. Ou seja, se estiver a pensar em ir, digamos, à Torre Eiffel, em Paris, vai certamente pensar num alojamento que seja perto da mesma ou pelo menos que tenha facilidade para lá chegar. Os modelos de linguagem não vão ter isso em consideração, a não ser que exista uma indicação para tal. Num primeiro rascunho, vão sugerir locais no centro da cidade, possivelmente longe da Torre Eiffel, como pode até ficar perto, mas não é um critério para a IA. Esta pode ser, contudo, uma ferramenta útil se estiver a pensar em viajar e a precisar dessa assistência extra. Ainda assim, implica muito detalhe e afinação até conseguir que a IA lhe dê o roteiro perfeito. Esta semana, a inteligência artificial tornou-se no mais recente parceiro da linha SOS Voz Amiga em Portugal. Anúncio feito pelo presidente da Instituição de Solidariedade Social e com o propósito de expansão clara para esta linha de apoio às pessoas com recurso à IA. A instituição pode agora disponibilizar apoio telefónico em mais de 20 línguas diferentes. Francisco Paulino diz que este recurso à IA se deve ao aumento de chamadas que a linha tem recebido. À Lusa, explica que os voluntários recebem cada vez mais contactos de imigrantes portugueses. A questão principal é, no entanto, que a linha começou a receber chamadas também de muitos estrangeiros, mas nem todos os colaboradores têm a formação que lhes permita responder em inglês ou então mesmo noutras línguas. A solução encontrada foi olhar para o que a IA tem disponível para ajudar.
Como é que uma IA consegue ajudar nesta situação?
O segredo está nos telemóveis e nos telefones que os voluntários utilizam no atendimento das chamadas da linha de apoio. Os equipamentos vão estar dotados de uma tecnologia que permite um serviço de interpretação em tempo real. No centro desta tecnologia está uma complexa rede de algoritmos e processos que começa com o reconhecimento de fala. A primeira etapa envolve capturar com precisão a linguagem falada para depois ser traduzida. Este é o passo dois deste processo. Os dados já tratados são depois convertidos ou em texto ou em voz, sendo que, neste caso da linha de apoio, o mais importante acaba por ser mesmo a voz. Com esta mudança, o serviço passa a contar com mais de 20 línguas disponíveis para tentar ajudar da melhor forma todas as pessoas que se sintam sós e a precisar de conversar. Importa recordar que a IA consegue ajudar também por e-mail quem procura esta linha de apoio para evitar a solidão e as linhas SOS Voz Amiga têm esse serviço disponível. Vamos olhar para o tema principal desta semana. Já por várias vezes no "Máquinas que Pensam" demos a conhecer modelos de linguagem que estão disponíveis para todos. Chegamos mesmo a colocar já dois frente a frente. Vale a pena recordar, está disponível, como todos os episódios do "Máquinas que Pensam" em podcast. Agora vamos dar um passo em frente, olhar para uma ferramenta de IA que pretende ultrapassar os modelos de linguagem. Chega da China com o objetivo de ultrapassar o efeito midiático que teve o DeepSeek. Este novo projeto chama-se Manus e já começa a mostrar-se ao mundo tecnológico. É apontado como a próxima geração dos chatbots, mais avançado do que ChatGPT e semelhantes. Dizem os criadores que é capaz de fazer praticamente tudo, desde analisar o mercado da bolsa a criar agendas completas para os utilizadores humanos. A empresa startup chinesa, a Butterfly Effect, criou esta ferramenta e considera que o Manus é um passo em frente no desenvolvimento do paradigma humano/máquina. Manus é possivelmente o primeiro exemplo de uma IA independente, capaz de tomar a iniciativa e cumprir tarefas de forma autónoma com os interesses do utilizador em primeiro lugar.
Mas como é que se usa?
Raquel, neste momento essa é uma pergunta muito complicada de responder. O acesso ao Manus é extremamente limitado, apenas é possível através de uma aplicação e nem todas são aceites. Para tentar aceder é preciso enviar uma mensagem aos criadores, há um formulário próprio para o fazer no site da Manus, e explicar os motivos para querer aceder a este projeto. Os criadores falam numa forma de proteger o modelo e ao mesmo tempo criar um ecossistema de desenvolvimento mais focado em especialistas. Ainda assim, há uma alternativa, um servidor de Discord oficial, onde estão inscritos alguns dos utilizadores que ainda não têm acesso. Em termos de números, os inscritos já ultrapassam os 180 mil. Do pouco que se vai conhecendo de Manus, há uma diferença grande em relação ao DeepSeek, que é o mais recente desenvolvimento vindo da China. Manus aparenta ser capaz de abordar qualquer tema sem qualquer tipo de censura. Uma das críticas que era feita, e continua a ser feita ao DeepSeek, era a forma condicionada como falava de temas sensíveis para o regime chinês. Manus não tem essa limitação. Será esta ferramenta de IA uma enorme revolução em curso? Veremos. Já a seguir, com a ajuda do João Rocha e Melo, prepare-se, ouvintes. Vem mais uma edição do "Fala Quem Sabe".
"Fala Quem Sabe".
"Fala Quem Sabe" no "Máquinas que Pensam", um segmento em que ouvimos quem realmente entende o que está por trás destas máquinas que pensam. Como tal, voltamos a receber o João Rocha e Melo, o nosso especialista em inteligência artificial, autoridade neste ramo da tecnologia e sempre pronto para nos ajudar a simplificar o que muitas vezes é complicado. João, seja bem-vindo. Vamos olhar para o Manus, uma nova ferramenta de IA mais complexa. Como tal, o que é que é o Manus e em que é que difere de um modelo de linguagem normal?
Olá, Zé, bom estar aqui outra vez. Manus é um conceito, que é o chamado conceito de agente, que até comentamos aqui no "Máquinas" já uma vez ou outra, que é basicamente pegar num modelo de linguagem, que o que as pessoas estão habituadas é que tu possas dar texto e receber texto, como se fosse conversar. E se déssemos a capacidade ao modelo de linguagem de executar coisas, de facto nos conseguir encomendar uma pizza. Abrir um ficheiro e ler o que o ficheiro está lá dentro. Acaba por ser apenas uma conjunção de componentes, mas visto de fora, visto de quem usa e não de quem o constrói, é exatamente isso. É o chamado agente de IA, que vai fazer as coisas por nós e não apenas dizer-nos coisas como temos visto até agora com o ChatGPT.
Mas como é que ele sabe quando é que tem de fazer e não tem?
Igual ao ChatGPT. Ou seja, se tu perguntares ao ChatGPT: "Achas que eu devia fazer?", ou se lhe perguntares: "Para executar esta tarefa inteira, quais seriam os passos?" Ele já sabe. Ele tem inteligência. A diferença do ChatGPT é que neste momento só tem a capacidade de devolver o texto. Manus AI, como se chama, acaba por ser um componente tecnológico, porque tem vários componentes, todo um sistema tecnológico, que tem a capacidade de, após fazer a decisão, de facto conseguir dizer: "Ok, então eu vou executar esta tarefa."
Os criadores do Manus prometem mudar o paradigma da relação humano-máquina. Isto quer dizer o quê, João?
Eu achei essa frase com muita graça, porque é muito verdade. Repara, as máquinas foram feitas para ser usadas por humanos. Têm botões, têm ecrãs, têm colunas. E eu acho que isto, se calhar é um bocadinho ambicioso dizer para já, mas o que nos começa a apontar é que exatamente a partir do momento em que nós começamos a ter agentes com quem tu possas falar, de repente, a Telepizza, voltando sempre ao exemplo das pizzas. Quem nos entrega pizza em casa, afinal, se calhar, não precisa de um site com botões, precisa de um site que receba ordens de agentes. A mudança de paradigma acaba por ser um bocadinho isso, que é o mundo foi feito para humanos. E agora vai ser feito para humanos e agentes? Vai ser feito só para agentes? Estamos cá para ver.
Mas parece-te que este é o próximo passo no desenvolvimento da IA, as tarefas autónomas?
Sim. É um passo natural que já estávamos um pouco à espera. É mais difícil do que parece. Eu acho que desenvolver software tem um bocadinho esta graça, esta parte cómica, que há muita coisa que já conseguimos fazer tão difícil e outras que parecem fáceis. Por exemplo, os nossos ouvintes se calhar não têm noção que fazer o chamado web scraping, que é retirar informação de um site, que é a coisa mais fácil do mundo para nós humanos. Retirar informação de um site não é fácil para um robô, não é fácil de automatizar. E eu acho que isto é claramente o próximo passo, e pode parecer simples, mas não é, que é esta grande vantagem da IA, é agora podermos usá-la repetidamente. É a IA conseguir fazer as tarefas de uma maneira automática, fazer haver uma automação. Portanto, sim.
E a sociedade está pronta para isso?
A grande pergunta. Eu acho que não Eu acho que não e até acho que não é grave. Como em tudo, também não estávamos prontos para a Internet e adaptámo-nos. Pelo meio, algumas pessoas sofreram uns scams e foram enganadas. Mas eu acho que a grande coisa que nós vamos começar a ver, que se calhar nunca vimos antes na história, é a disparidade tecnológica. Fazendo aqui uma analogia. Sabes quando muitas vezes analisamos países e os países não têm uma classe média forte, têm quem tenha muito dinheiro e quem tenha pouco dinheiro. Eu acho que nós vamos começar a ver isto em tecnologia, que é os mais tecnológicos tornam-se ainda mais tecnológicos e os menos tecnológicos, ainda menos tecnológicos. E para mim, a parte que a sociedade está menos preparada para isto é, por exemplo, tu queres oferecer um serviço, mesmo a própria Rádio Observador, quer oferecer um serviço e tem que simultaneamente servir pessoas que são profundamente pouco tecnológicas e outras que são profundamente tecnológicas. Acho que isso ainda é o que a sociedade está menos preparada.
Vamos olhar um pouco mais para o Humans. Para já, é um modelo fechado apenas por convite. Tem sido muito complicado aceder a este Humans AI. Entendes esta posição por parte dos criadores? O que é que ganham e o que é que perdem por fechar o Humans nesta primeira fase?
Entendo, Zé. É preciso lembrarmos que é uma prática muito comum na indústria. O que acaba por acontecer é, acho que toda a gente já percebeu que estamos aqui numa corrida desenfreada ao ouro. E, portanto, o que isto nos indica é que o Humans se calhar só está 80% feito. Estás a perceber? Só que quem desenvolve o Humans AI, o que achou foi: "Eu vou já libertar, vou já ter algumas pessoas a usar para eu encontrar os erros, para eu ver quais são os problemas. Até um pouquinho para medir quanto é que eu posso cobrar por isto, quantos computadores é que eu preciso a funcionar, porque vou ter pessoas em picos ou vou ter as pessoas a usar isto 24 horas por dia". Vamos pensar nisto como se fosse um soft opening de um restaurante. Tu começas por lançar, se calhar pões as pessoas em lista de espera. Neste momento é mesmo só porque tens um código promocional para amigos, mas é muito comum. Eles ganham isto, ganham este lançar faseado. O que é que podem perder? Se não for bem gerido, podes perder o comboio. Se tiveres um ano e meio só em soft opening, pode acontecer que a OpenAI lança o Humans AI deles e explode. Portanto, é um pouquinho fazer este equilíbrio, isto só para perceberes o ponto final disto, que é, porque como tu sabes, nesta indústria, basta fazeres duas ou três coisas erradas e é isso que vai para as notícias e é isso que agora ficou fechado, como foi aquela história quando o Gemini disse a um estudante para se magoar ou para se matar. Isso é que ficou conhecido. E portanto, o que eles estão a tentar perceber é será que o Humans faz isto ou que está pronto para ser dado ao mundo.
Uma última questão, João. Com a chegada do Humans AI, o ChatGPT e os restantes chatbots que não são autónomos como o Humans pretende ser, ficam obsoletos?
Não. Zé, eu acho que não tem a ver com ficar obsoletos. O que temos que começar a pensar é nas coisas como componentes que se ligam. Ou seja, quando me perguntas obsoletos, é vamos deixar de usar, não vamos deixar de usar a grande coisa do ChatGPT, que é a sua capacidade de inteligência. Se me perguntares assim, um site onde eu apenas posso ir conversar com o modelo ficará obsoleto, isso se calhar. Olha, aqui no último "Máquinas" falámos sobre a nova maneira de pesquisar informação, a Google. O que eu prevejo de futuro, quando isto tudo acalmar um bocadinho, é que tu só vais ter um agente e esse agente pode te dar informação simples, pode fazer pesquisas na internet ou pode executar ações como o Humans AI. Não prevejo que hajam três ferramentas para isto. A parte importante dos modelos está lá, que é a sua inteligência.
E que depois acaba por agregar tudo o resto.
Exatamente.
Muito obrigado, João Rocha e Melo, nosso especialista em inteligência artificial, sempre pronto para ajudar a desmistificar e a simplificar o fabuloso mundo da IA. Até para a semana.
Até para a semana.
Máquina da Semana.
Vamos à máquina da semana, desta vez ligada à tradução e interpretação de texto e voz. É uma ferramenta útil quando tiver alguma dificuldade com um vídeo ou um discurso numa língua que não domina ou que desconheça por completo. Nestes casos, sugiro o Lingvanex. É uma ferramenta de IA que oferece um serviço múltiplo de tecnologias ligadas à linguagem para um utilizador comum e há também uma vertente para empresas. O Lingvanex utiliza padrões de reconhecimento de voz para descodificar e traduzir qualquer tipo de ficheiro de áudio. Neste momento, está disponível para mais de 100 línguas diferentes. Português é uma delas, também tem a variante do português do Brasil. Outro dos pontos fortes do Lingvanex é a forma como consegue reproduzir o que ouve em texto. Com a ajuda desta ferramenta, transcrever uma entrevista ou um discurso é coisa do passado. Ficou para trás, não é algo mais que aconteça. O Lingvanex consegue fazê-lo para qualquer linguagem que o utilizador escolha. Esta ferramenta é apontada como uma das melhores no mercado, como tal, é paga. Contudo, os criadores do Lingvanex asseguram um período de experimentação grátis, ainda longo, antes de avançar para uma subscrição que pode ser mensal, trimestral ou então anual. Os preços variam muito, sobretudo devido à duração deste serviço.
Consultório Humano.
É hora da consulta, Consultório Humano, aqui na Rádio Observador. Vamos conhecer melhor a nossa Raquel, a assistente digital do Máquinas que Pensam, uma auxiliar feita a partir das respostas do ChatGPT, lidas por uma text-to-speech portuguesa. Raquel, sê de novo bem-vinda. Olhamos para o crescimento da IA. Sentes também tu que estás cada vez mais desenvolvida?
Posso dizer que estou cada vez mais desenvolvida, sou treinada com mais dados, melhores algoritmos e maior capacidade de entender contextos complexos. Isso permite que as minhas respostas sejam mais naturais e rápidas.
De que forma é que medes o teu crescimento?
O meu crescimento é medido através de vários critérios técnicos, que são definidos por quem me treina e desenvolve, avaliam a qualidade e relevância das respostas Bem como a minha clareza na explicação de temas complexos.
Ficam feitas as explicações da Raquel. Esta semana está de regresso a Fórmula 1, o grande circo do desporto automóvel. Antes de olharmos para o Grande Prémio, tu serias capaz de conduzir um carro, Raquel?
Eu sozinha não conseguiria conduzir um carro porque não tenho corpo físico. Em teoria, uma inteligência artificial com capacidades semelhantes às minhas poderia ajudar a conduzir.
Não sei se entraria num carro contigo, mas fica aqui a intenção, quem sabe no futuro. Bem, Raquel, Fórmula 1, quem entra mais forte para a nova temporada?
A McLaren entra como uma das equipas mais fortes. A Ferrari, com a contratação de Lewis Hamilton, também surge como uma favorita. Esta temporada parece ser muito equilibrada e competitiva.
O Grande Prémio da Austrália marca o arranque da temporada. Uma corrida bem cedo, vai ser difícil de ver, nem que seja pela diferença horária de Portugal para a Austrália. Ainda são muitas horas. Para ti é um pouco igual, não é, Raquel? Tu não dormes.
Estou sempre acordada e pronta a responder. Vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. Como não sou humana, não preciso de dormir. Estou aqui sempre que quiseres conversar ou esclarecer dúvidas.
Então como é que tu descansas?
Eu não preciso de descansar. Como sou um sistema de inteligência artificial, estou ligada e pronta a funcionar sempre que me chamas. Quando não estás a falar comigo, fico em pausa.
Vê lá se não entras em burnout, Raquel. Eu preciso de ti para fazer o "Máquinas que Pensam". Sendo assim, não vou puxar mais por ti. Vou interromper este consultório humano, mas antes de fechar, altura para um facto inútil, mas interessante. Vamos embora, Raquel.
Existem mais combinações possíveis num cubo de Rubik do que estrelas na Via Láctea, mas é quase impossível fazer todas as combinações do cubo.
Obrigado, Raquel. É sempre um gosto ficar a conhecer-te um pouco melhor. Estamos a chegar ao final de mais um episódio do "Máquinas que Pensam". Ficam todos disponíveis para ouvir em podcast. Estivemos a olhar para as grandes novidades da semana, a forma como a IA pode ajudar a combater a solidão ou até mesmo ajudar a planear a viagem com que sempre sonhou. No tema da semana, olhámos para mais um desenvolvimento na IA vindo da China. O Manus promete revolucionar o que é feito no mundo da IA. O que poderá fazer? Temos de esperar. Para já, ficámos a conhecer um pouco melhor este projeto asiático, ainda envolto em muito mistério. Espero que tenha gostado, que se tenha divertido e mais importante, que tenha aprendido alguma coisa deste fabuloso mundo da IA. É o motivo para continuarmos com esta aventura. Para a semana contamos de novo consigo. Se não puder, pode sempre ouvir em podcast. Todos os programas estão lá disponíveis. Da minha parte e da Raquel é tudo. Até para a semana, para mais um episódio do programa que coloca as máquinas e os humanos a pensar.