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É o Jornal das 3, com edição de Miguel Videira. E Miguel, já vamos fazer um ponto de situação do incêndio que começou no Conselho de Fornos de Algodres e alastrou aos conselhos vizinhos de Aguiar da Beira e Penalva do Castelo. Mas começamos esta edição com o recurso do Ministério Público para o Tribunal Constitucional, da decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa, que autorizou a ativista Renata Cambra a acampar no Rossio.

Um recurso obrigatório, tendo em conta que a juíza do Tribunal Administrativo considerou que a proibição de manifestações para lá da meia-noite e meia, prevista na Lei das Manifestações de 1974, viola o princípio constitucional da proporcionalidade. O Ministério Público defende que este recurso deve ter efeitos suspensivos da decisão do Tribunal Administrativo. Que consequências daqui decorrem? É o que explica o redator principal do Observador, Luís Rocha.

O Ministério Público entende que o recurso tem efeito suspensivo. O que isso significa? Significa que a eficácia da decisão tomada pelo Tribunal Administrativo de Lisboa fica suspensa, ou seja, não é executado. Significaria que Renata Cambra não pode acampar na Praça do Rossio. Essa posição vai ter que ser avaliada pela juíza Ana de Campos, que foi a juíza que tomou a decisão de ontem.

Do Tribunal Administrativo.

Por quê? Porque é a lei geral, em termos de administração da Justiça. Um juiz toma uma decisão, essa decisão é passível de recurso e quem recorre, entrega o recurso ao juiz que tomou a decisão.

Que deve decidir o quanto antes, é pelo menos essa a expectativa, se efetivamente o recurso tem ou não efeito suspensivo, se a ativista Renata Cambra pode ou não acampar na Praça do Rossio.

Isto ainda é sobre casas para viver. Assim se intitula o manifesto subscrito por perto de 50 personalidades, muitas delas ligadas ao PS e PSD.

Os promotores são o antigo líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, e o dirigente do PS, Pedro Costa. Os subscritores estão preocupados com o facto do debate estar a afastar-se da habitação e a concentrar-se na ordem pública. Subscrevem este manifesto a presidente Ferro Rodrigues, antiga presidenta da Assembleia da República, também Pacheco Pereira, António Capucho. Outro dos subscritores é o ex-deputado social-democrata Duarte Pacheco. Defende, em declarações ao Observador, que governo e oposição devem dialogar e consensualizar soluções.

Claro que há uma medida que está agora em cima da mesa, onde o governo tem que mostrar capacidade de diálogo com os partidos da oposição. E os partidos da oposição têm que mostrar abertura para dar os seus contributos para que surja uma solução, que como o senhor Presidente da República já disse, possa ser estável no tempo. Sobre o resto, nomeadamente sobre a construção pública, tudo o que tenha a ver com a revisão da Lei dos Solos, que até agora teve um impacto praticamente nulo. E o ideal é que isso seja alcançado através de um consenso alargado.

O antigo deputado do PSD, Duarte Pacheco, apela ainda que não haja arrogância nem da parte do governo, nem da parte da oposição, para que se possa enfrentar a crise no acesso às casas.

E seguimos agora com o incêndio que começou ontem à noite, o Conselho de Fornos de Algodres e alastrou aos municípios vizinhos de Aguiar da Beira e Penalva do Castelo.

E é precisamente com Pedro Monteiro, vereador com o pelouro da Proteção Civil da Câmara de Penalva do Castelo, que vamos agora tentar perceber como está a evoluir o combate a este incêndio. Boa tarde, bem-vindo, obrigado pela sua disponibilidade. E a pergunta é precisamente essa: que ponto de situação nos pode traçar a esta hora?

Muito boa tarde. Neste momento, aqui no Conselho de Penalva do Castelo, principalmente aqui na zona da Matela, União de Freguesias de Antas Matela, o problema está completamente descontrolado, porque o incêndio atingiu uma frente entre quatro a seis quilómetros e o problema é o vento forte que se faz sentir e as fortes projeções também, que estão a dificultar que os meios terrenos e os meios aéreos possam ajudar neste combate. Está aqui uma situação muito preocupante, muito alarmante mesmo, está muito perigoso. Existem alguns estrados abertos, mas é impossível que os bombeiros consigam entrar para ajudar no combate. Ainda não há casas em perigo, não tivemos que evacuar ninguém, mas arde em zona de pinhal e mato, mas é muito preocupante pela frente, pela morfologia do próprio terreno onde o incêndio está a deflagrar. É uma zona de muito difícil acesso e os meios terrenos e aéreos estão com muita dificuldade. Há muito fumo no ar, muito vento, um vento muito forte que se faz sentir. É isso.

Disse-nos que não houve necessidade de evacuar localidades. Antecipa que venha a ser necessário?

Sinto que pode vir a ser necessário, sim. Pode vir a ser necessário. A frente de incêndio está a se aproximar de algumas casas aqui na zona da Matela e principalmente nesta zona baixa que vem já para as Antas, para a localidade das Antas, pode haver necessidade aqui de evacuar uma ou outra pessoa.

O número de bombeiros que aí estão são suficientes para fazer face a esta situação ou eventualmente seria necessário reforçar este contingente?

Sim, existe aqui um grande número de corporações, de bombeiros que estão a ajudar, dos conselhos aqui vizinhos e também de outros pontos do país Aqui Arabeira, Fornos, Meda, Trancoso, Mangualde, Tondela e outros pontos do país que também estão a ajudar. Entretanto, também chegou a máquina de rastos da Proteção Civil, mas a situação é muito preocupante, é alarmante, porque a frente e o vento que se faz sentir está a dificultar este combate dos meios aéreos, que ajudava muito, e também no terreno, os meios terrestres, está a ser muito difícil.

Fica essa nota de preocupação, Pedro Monteiro, e agradeço-lhe este retrato.

Eu é que agradeço a vossa cobertura. Muito obrigado pela vossa preocupação. Obrigado.

Pedro Monteiro, vereador da Câmara Municipal de Penalva do Castelo, com o pelouro da Proteção Civil e com esta nota de preocupação face à dificuldade para combater as chamas. O incêndio descontrolado, foi esta a expressão usada pelo vereador da Proteção Civil deste concelho do distrito da Guarda.

E o ministro da Economia reuniu com o Instituto do Emprego a pretexto do despedimento de centenas de trabalhadores da fábrica da Eco, em Santa Maria da Feira.

E é o que revelou o presidente da autarquia. Amadeu Albergaria avança ainda que o IFP, em conjunto com os serviços municipais, procuram soluções para reintegrar os 632 trabalhadores que ficaram no desemprego.

Não é uma situação nova que aconteça com esta empresa, não é uma situação nova que o conselho esteja a enfrentar com outras empresas. A nossa experiência é que em situações de crise, nós, todos os articulados, temos sabido ultrapassar essa situação. E portanto, com os membros do governo com quem já contactei. Naturalmente, com o senhor ministro da Economia, o senhor secretário de Estado da Economia e com o senhor secretário de Estado do Trabalho, que rapidamente contactaram os seus serviços, em particular o IFP, para que começassem a apurar todas as situações que são necessárias apurar.

O presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, entrevistado pela jornalista Maria Miguel Marques, avisa que este processo pode durar vários meses.

E no dia em que é assinado o acordo de compra parcial da TAP, a Lufthansa divulgou os resultados do terceiro trimestre deste ano. E Miguel, apesar do impacto do preço do jet fuel, a companhia aérea alemã aumentou o lucro.

30% no terceiro trimestre do ano, face ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados esta manhã pela companhia, mostram um resultado líquido de 1.257 milhões de euros. Resultado alcançado, como referias, apesar do custo com o preço do combustível para aviões ter aumentado 21%. Entre julho e setembro, a Lufthansa registou a maior receita trimestral da história do grupo alemão. O presidente executivo da companhia, que esta tarde está em Lisboa para assinar com o governo português o contrato de venda parcial da TAP, justifica os resultados com os investimentos em aviões mais modernos e na melhoria dos serviços a bordo. O grupo alemão confirmou hoje a compra de 44,9% do capital da TAP, uma cerimônia agendada para as 16h30.

Olhamos agora para o desporto na Liga dos Campeões. O Futebol Clube do Porto tem amanhã um desafio importante para a Liga dos Campeões frente aos italianos do Nápoles. Francesco Farioli desvaloriza as baixas na equipe italiana.

A formação napolitana não vai poder contar com jogadores de peso para o desafio de quarta-feira, caso de David Neres, Alison Santos, Giovani Di Lorenzo e Matías Oliveira. Nada que torne a equipe napolitana mais fraca, é o que diz Francesco Farioli.

Eles têm alguns jogadores de fora e em dúvida, mas têm qualidade para meter os jogadores certos no campo e ter uma equipe forte. Eles são capazes de ajustar e preparar uma equipe muito competitiva. É um clube que ganhou dois campeonatos nos últimos anos e por isso a exigência vai ser alta.

O aviso de Francesco Farioli, técnico do Futebol Clube do Porto, que espera conquistar pontos, os primeiros na edição deste ano da fase liga da Liga dos Campeões. Até o momento, três jogos, três derrotas para o Porto, que não vai poder contar com William Gomes. Óskar Piatowski continua em dúvida para o desafio de amanhã. Porto-Nápoles, 20h, uma partida com relato em direto aqui na antena do Observador.

E agora com 10 minutos para lá das 15h, vamos ao noticiário local, Miguel.

Começamos em Oeiras. Estão a decorrer até domingo as candidaturas ao programa Emancipa-te, em parceria com a Gap Year Portugal. O município vai oferecer quatro bolsas para jovens entre os 18 e os 35 anos viajarem pelo mundo durante seis meses. Os apoios são de €3 mil para candidaturas individuais e €5 mil para candidaturas conjuntas. Em Leiria, a Flixbus reforçou a oferta com novas linhas para várias localidades e mais horários para Lisboa, um reforço de 30 horários semanais. O diretor de operações da Flixbus, Diako Váko Alves, diz que a nova rede pretende responder às necessidades dos estudantes depois da criação da Universidade de Leiria e Oeste. Em Espinho, estreia esta sexta-feira o espetáculo This Is Not a Protest, um espetáculo que cruza dança e percussão ao vivo. A peça resulta de uma parceria entre a associação cultural Playfalse e o grupo de percussão da Escola Profissional de Música de Espinho e propõe uma reflexão sobre os mecanismos que conduzem à ação coletiva. O espetáculo tem como palco o auditório de Espinho Akademia. Tem início previsto para as 21h30. No Porto, decorre até quinta-feira a Academia de Outono, promovida pela Caritas Europa. Durante estes dias vão ser discutidos vários temas, por exemplo, o recurso à inteligência artificial. O evento reúne profissionais da área dos recursos humanos e da inovação social. Em Almada, 18 peças de teatro integram a mostra número 30 de Almada até o dia 29 deste mês. Peças de diversos autores vão decorrer em locais emblemáticos da cidade. A mostra é promovida pela autarquia em colaboração com associações e grupos de teatro do Conselho e estabelece como uma oportunidade para artistas, companhias, coletividades e público se ligarem através desta arte, a do teatro.

E assim que fechamos o jornal das 15h, edição do jornalista Miguel Videra. Já a seguir temos nova edição de Gabinete de Guerra.