O piloto italiano Kimi Antonelli estreou-se na Fórmula 1 (F1) em 2025, assinando pela Mercedes saído das fórmulas de promoção, conseguindo desde logo resultados encorajadores, embora sem serem espectaculares. Terminou na 7.ª posição, imediatamente atrás de Lewis Hamilton, piloto que substituiu na equipa alemã após a sua ida para a Ferrari, e três lugares abaixo do seu colega de equipa George Russell. Com alguma falta de consistência (ou experiência), Antonelli demonstrou o seu talento ao conseguir três voltas mais rápidas noutros tantos Grandes Prémios (GP), contra nenhuma de Russell, enquanto o britânico demonstrava a sua maturidade ao vencer em duas ocasiões. Isto numa época em que o motor Mercedes era bom — venceu o campeonato, mas montado no McLaren de Lando Norris —, mas o chassis nem sempre.
A época de 2026 revelou um Antonelli com a experiência e o conhecimento das pistas que lhe faltaram no ano de estreia, com a Mercedes a apresentar o W17, o novo carro que provou desde logo ser muito melhor do que o antecessor W16, facilitando a vida aos pilotos. Antonelli obteve sete pole positions, outras tantas voltas mais rápidas e nove vitórias em GP, o que lhe garantiu a vitória no campeonato a quatro corridas do final da época, ao reunir 380 pontos, esmagando a concorrência, com Verstappen (261 pontos), Hamilton (259) e Russell (250) a disputarem a segunda posição.
Se Kimi Antonelli surpreendeu ao tornar-se no mais jovem campeão do mundo de F1, provando a sua rapidez em pista, a realidade é que surpreendeu igualmente os homens da Mercedes ao ser excessivamente rápido em marcha-atrás… no parque de estacionamento. Antonelli e Russell deveriam deslocar-se para o circuito de Austin, no Texas, ao volante dos seus Mercedes-AMG GT 4-Portas Coupé. Mas o piloto italiano, com a pressa de fazer um arranque a patinar, engrenou a caixa em R (de reverse ou marcha-atrás) em vez de D (drive), e bateu com a traseira em cheio na parede que, felizmente, era construída com sulipas de madeira.
Kimi não se mostrou muito triste (ou mesmo envergonhado) por cometer tamanho disparate, pois apesar de ser um piloto profissional, a verdade é que o jovem transalpino é apenas um recém-encartado, com licença de condução há apenas dois anos. Quem se divertiu à grande foi George Russell, o colega de equipa do italiano e, por tabela, o seu maior adversário, que após ser surpreendido por não só o carro do parceiro de team ter arrancado para trás e não para a frente, não resistiu a achincalhar Antonelli, como se pode ver no vídeo que foi publicado pela própria equipa, a Mercedes-AMG Petronas F1 Team.
O responsável pela equipa alemã de F1, Toto Wolff, tão pouco deve ter ficado muito preocupado com o facto de ter de devolver à Mercedes-AMG um dos seus carros com a traseira amassada, pois durante o GP dos Estados Unidos que teve lugar nesse fim-de-semana, Antonelli conquistou a pole position, seguida de uma vitória. Isto certamente deverá ter esmorecido o sorriso da cara de Russell.