Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Jornal das Nove, com a edição da Diana Rosa, e começamos com a discussão do pacote laboral. A UGT entregou aos partidos propostas de alteração à reforma da Lei do Trabalho, que vai ser discutida no Parlamento.
É o que confirma o vice-presidente da central sindical, Rui Miranda, que pretende tentar corrigir os pontos que a UGT entende que estavam mal na proposta do governo. Rui Miranda lembra que, para a UGT, este é um projeto que representa um retrocesso completo no que toca às leis laborais.
E a UGT acusa também o governo de colocar linhas vermelhas à partida e rejeitar propostas antes mesmo de serem negociadas.
Foi uma das estruturas sindicais que participaram como convidadas nas jornadas parlamentares do Chega, em que o Executivo de Montenegro foi amplamente criticado. Vasco Maldonado Correia.
O Chega escolheu a reforma laboral para abrir as jornadas parlamentares do partido em Viseu e à mesa sentou o vice-presidente da UGT, que critica a postura do governo nas negociações com os parceiros sociais.
Quando nós vamos para uma negociação, há uma coisa que nunca se deve fazer, que é meter linhas vermelhas. Nós não devemos rejeitar nenhuma proposta que nos é entregue por parceiro social que nós estamos a negociar. Pode não haver depois negociação, pode não dar em nada.
Rui Miranda lamenta que o debate não se tenha focado na subida do salário mínimo.
Nós temos trabalhadores com 10, 15, 20 anos que estão a ganhar muito aproximado daquilo que é o salário mínimo nacional. Como é que nós podemos criar produtividade a essas pessoas que estão completamente descontentes em relação a isto?
Preocupação partilhada por Alexandre Carvalho, do Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil.
Nós temos chapadões florestais a atuar na floresta portuguesa a receber o salário mínimo nacional. E eu não vejo ninguém a preocupar-se. Isto é que devia ser a reforma laboral.
E ainda, que convidado pelo Chega, deixa uma ressalva.
Eu sou de esquerda, eu não tenho problemas nenhuns em afirmar isso, mas acima de tudo, sou democrata.
Para Ana Rita Cavaco, antiga bastonária da Ordem dos Enfermeiros, o tema não se reduz ao espectro político.
Para dizer como ponto prévio que me irrita, que a esquerda ache que a defesa dos trabalhadores é um património dela. Não é, eu sou de direita e fui dirigente sindical.
Protesta contra uma das medidas da proposta do governo, o alargamento dos serviços mínimos em caso de greve em vários setores.
Todos sabemos que a greve, para ser eficaz, tem que causar desconforto, tem que causar incômodo.
Preocupações ouvidas pelos deputados do Chega, Rita Matias agradece a disponibilidade de quem aceita sentar-se à mesa com o partido.
Só temos a agradecer pela ausência de preconceito ideológico e pela disponibilidade por dialogar com o Chega, apresentar soluções válidas e batalhar ao nosso lado, mesmo não se identificando 100% com o nosso partido.
A reforma laboral como tema de abertura nas jornadas parlamentares do Chega em Viseu.
As jornadas parlamentares do Chega que continuam amanhã.
E Rui Tavares alerta que o pacote laboral é apenas o que diz ser o início da ofensiva de direita.
O líder do LIVRE acusou o governo de querer alterar a lei laboral para retirar direitos aos trabalhadores, até na própria Constituição.
O pacote laboral, esta contrarreforma, como tem sido muito adequadamente chamada, é apenas o início de uma ofensiva para a qual nós temos que estar preparados. E as duas coisas, a defesa da Constituição e a defesa dos direitos do trabalho, não podem nunca estar desligadas. A lógica que eles têm no pacote laboral, que não tiveram coragem de trazer às eleições porque sabiam que seria impopular, é tirar o direito laboral da Constituição, tirar o direito do ambiente da Constituição, tirar até os direitos dos consumidores da Constituição.
Rui Tavares promete empenho do LIVRE em ações de mobilização civil contra as alterações às leis laborais, desde logo marcando presença na greve geral que está convocada para o próximo dia 3 de junho.
E Luís Montenegro recusa criar cercas sanitárias com o Chega, ainda que rejeite contar com o partido de André Ventura para futuras alianças governativas.
Com o Chega, mas também com o PS. O recandidato à presidência do PSD também afasta a hipótese futura da criação de um bloco central. É uma das mensagens vincadas por Luís Montenegro, que apresentou hoje a moção estratégica à liderança do partido. A jornalista do Observador, Mariana Lima Cunha, esteve a analisar o documento apresentado. Acredita que Luís Montenegro quer manter-se longe o suficiente de alianças que puxem o PSD para a esquerda ou para a direita.
Portanto, aqui Luís Montenegro aproveita para dizer: "A minha estratégia estava correta. Não queremos contar, ele diz, nem com a imaturidade chegana, nem com a estatização do PS. E, portanto, eu vou continuar a governar com acordos pontuais, com diálogo, mas sempre com o PSD a tentar fazer um bocadinho este papel de partido charneira que está no centro".
Mariana Lima Cunha, jornalista do Observador, que tem estado a analisar a moção estratégica que se inspira no mote de Cavaco Silva em 2006, Portugal Maior.
E Diana, o aeroporto de Lisboa vai ter mais boxes de controle manual de fronteiras.
A partir, flipa, do dia 29. O objetivo é reforçar a resposta operacional e reduzir o tempo de espera, o que indica o Ministério da Administração Interna. Numa nota enviada à Agência Lusa, a tutela liderada por Luís Neves acrescenta que está previsto igualmente um aumento do número da fronteira automática, chamadas E-Gates, a partir de julho. É um reforço também dos recursos humanos da PSP afetos ao controle de fronteiras. Lembrar que a PSP controlou quase 6,3 milhões passageiros nos aeroportos nacionais nos primeiros quatro meses do ano. Os dados provisórios são hoje avançados pela Direção Nacional da Polícia.
E o Ministro das Infra-estruturas acredita que nas próximas semanas os aeroportos vão ter melhores condições para fazer o controle de passageiros.
Têm sido longas as filas para o controle de fronteiras, com passageiros a reportar uma situação insustentável. Em declarações em Coimbra, Miguel Pinto Luz admite falhas no sistema que afetam a imagem de Portugal e promete mudanças para breve.
Estamos a concluir agora obras, por exemplo, no aeroporto de Lisboa, no sentido de alargar a zona de chegadas. É isso que estamos a trabalhar e acreditamos que nas próximas semanas, no próximo mês, podemos ter melhor qualidade de serviço. Estamos disponíveis, como hoje o governo deixou claro, sempre que for necessário, suspender a biometria, porque há um princípio básico: nós não podemos pôr em causa o serviço prestado nos aeroportos, não podemos pôr em causa a imagem do país e, portanto, sempre que for necessário e que se verifique constrangimento ou que as máquinas ou os servidores não estão a funcionar, será suspenso.
Este fim de semana registaram-se tempos de espera de duas horas nos picos de afluência. Também o primeiro-ministro mostra-se insatisfeito com a atuação dos serviços de controle de fronteiras.
Noutros temas, Donald Trump decidiu adiar o ataque ao Irão previsto para amanhã.
Numa publicação na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos afirma que agora decorrem negociações sérias e que será alcançado um acordo aceitável tanto para Washington como para todos os países do Médio Oriente. O presidente norte-americano adianta que o acordo vai incluir a proibição do Irão de possuir armas nucleares. Já tem dito isso Donald Trump, que garante ter dado ordens para que os Estados Unidos estejam prontos para avançar com o ataque total e em larga escala a qualquer momento, apesar desta indicação que acaba de dar, caso não seja alcançado um acordo.
Oito minutos para lá das 9, Diana, vamos às notícias de âmbito local.
Em Lisboa, o governo doa à autarquia um antigo edifício da sede do Conselho de Ministros para ser convertido em habitação acessível. O imóvel localizado em Campo de Ourique, a entrega custe zero ao município, deve dar origem a cerca de 90 apartamentos destinados sobretudo a professores, profissionais de saúde e elementos das forças de segurança. No Seixal, os profissionais de educação, docentes e não docentes, vão estar amanhã em greve e exigem a remoção total do amianto presente nas escolas do Conselho, bem como o reforço de assistentes e técnicos nas escolas. À tarde, está também convocada uma ação de protesto junto ao Ministério da Educação. Santarém, a Semana Académica e da Juventude vai contar com o apoio financeiro de €25 mil da autarquia. A iniciativa organizada pelas associações de estudantes do Politécnico de Santarém e do Isla aconteceu no início deste mês. A organização aponta para um orçamento global de €65 mil. Vila do Conde, a Associação de Peregrinos Via Lusitana, reconhecida pela Junta da Galiza como promotora dos Caminhos de Santiago, entregou uma carta aberta ao presidente do município a alertar que a cidade corre o risco de perder relevância no percurso. Em causa, o encerramento em meados de março do Albergue Vilacondense, por decisão da autarquia. Várias entidades pedem a reabertura da estrutura. Santa Maria da Feira vai ser esta semana palco do Festival de Artes Performativas Imaginários. São mais de 200 artistas e 16 países que vão invadir o centro histórico da cidade. A abertura acontece na quinta-feira, às 18h, junto à Casa do Moinho. As atividades estendem-se até sábado. A área exterior do Mercado Municipal de Vieira de Leiria vai reabrir ao público a partir do próximo sábado. A Câmara Municipal da Marinha Grande explica que esta reabertura acontece depois da realização de trabalhos de qualificação e limpeza, na sequência dos danos provocados pela tempestade Cristina. O Mercado Municipal da Vieira realiza-se aos sábados, entre as 06h e as 13h.
Notícia de fecho do Jornal das 9.