Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

São sete horas. As notícias com Rui Casanova.

Terminou sem acordo geral mais uma reunião entre governo, UGT e patrões. A ministra do Trabalho garante, ainda assim, que a proposta do pacote laboral do governo está fechada. Falta agora a luz verde da UGT, que só decide depois de reunir o Secretariado Nacional. Depois de quase 60 reuniões, o governo e as confederações patronais dão o processo negocial por terminado. Há acordo entre executivo e patrões no que toca à revisão da lei laboral, mas falta a UGT. A decisão está agora do lado dos trabalhadores. Laura Figueiredo.

Embora não seja a proposta idealizada pelo executivo, Maria do Rosário Palma Ramalho diz que a versão atual continua a ser muito boa para as empresas e para os trabalhadores. Se, ainda assim, depois de 58 reuniões, a UGT não der o aval, a ministra já sabe qual a versão que vai seguir para o Parlamento.

Será, com certeza, uma coisa a meio entre o anteprojeto do verão e a versão a que chegámos hoje, porque o governo, em qualquer caso, não dá este tempo como um tempo infrutífero, mesmo que não haja acordo.

Também os patrões dão as negociações por terminadas. Armindo Monteiro, presidente da CIP, diz que agora a bola está do lado da UGT.

Este processo, quanto a nós, terminou hoje e esperamos que, naturalmente, também a UGT corresponda a este esforço que fizemos de aceitar os ganhos e cedências que todos fizemos.

Já Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal, diz que a versão atual do documento é a possível.

Se era o que queríamos? Não, o que queríamos era o anteprojeto. Mas, como disse o doutor Armindo, e bem, nestes processos tem que haver cedências de um lado para o outro. Houve cedências de todas as três partes envolvidas. Esta é a aproximação possível.

Quanto à UGT, Mário Mourão garante que ainda não há acordo.

Há matérias que ainda não estão consensualizadas, mas o governo e os patrões entendem que havia que haver já a versão final, isso foi feito. Agora, a UGT vai ouvir os seus órgãos na próxima semana, vai marcar uma reunião extraordinária para que o Secretariado possa se debruçar sobre a versão final.

Quinta-feira é o dia apontado para a reunião do Secretariado Nacional. Só aí a UGT vai revelar se dá ou não luz verde à versão final da reforma laboral.

Laura Figueiredo, jornalista do Observador, aqui com o resumo desta fase negocial da reforma do pacote laboral. Depois da reunião de ontem, a ministra do Trabalho garante que vai enviar a versão final também para a CGTP. Ao mesmo tempo que corria esta reunião no Ministério do Trabalho, milhares de pessoas manifestavam-se em Lisboa contra as mudanças na lei laboral. A manifestação foi convocada pela CGTP, começou no Saldanha ao início da tarde, terminou junto à Assembleia da República. No final, o secretário-geral da Intersindical voltou a criticar o governo para dizer que Portugal nunca teve um executivo assim. Tiago Oliveira adianta também que ainda está à espera de uma reunião que já pediu ao novo presidente da República.

A CGTP já pediu, por duas vezes, uma reunião ao presidente da República. Por duas vezes, uma delegação da CGTP já se encontrou com o presidente da República numa iniciativa da Presidência Aberta, em Leiria, em que questionou o presidente da República qual era o ponto da situação do nosso pedido de reunião. E aquilo que o presidente da República disse na altura foi que essa reunião estaria para breve. Ainda hoje estamos à espera.

Tiago Oliveira, o secretário-geral da CGTP, em declarações aos jornalistas no final desta manifestação, uma manifestação convocada contra o pacote laboral, que coincidiu também com um dia de greve na função pública. O primeiro Conselho de Estado, convocado por António José Seguro, terminou com a conclusão de que Portugal precisa de se preparar melhor para fenômenos extremos, por exemplo, as tempestades que atingiram o país no início do ano. É o que se pode ler na nota final divulgada depois do encontro no site oficial da Presidência. Segurança e defesa eram os temas principais para esta primeira reunião convocada por António José Seguro. O Observador apurou que a discussão ficou quase exclusivamente limitada a estes mesmos temas. Outros assuntos da atualidade, como a legislação laboral, não foram abordados por nenhum dos conselheiros. Assim, a preparação para situações de crise ligadas ao mau tempo acabou por estar no centro da discussão. Vasco Maldonado Correia.

Durou mais de quatro horas e acabou já com algumas cadeiras vazias. António José Seguro tinha prometido que a primeira reunião do Conselho de Estado, centrada nos temas da segurança e da defesa, seria focar também na proteção civil e na capacidade de resposta do país ao mau tempo. O comunicado lançado no final do encontro é mais longo do que as notas dos tempos de Marcelo Rebelo de Sousa. Em seis parágrafos, pode ler-se que o Conselho de Estado se reuniu para proceder a uma reflexão sobre matérias relativas à segurança interna, à proteção civil, à cibersegurança, à proteção de infraestruturas críticas e à defesa nacional. Foi sublinhada no encontro a importância de reforçar a preparação do país face a fenômenos atmosféricos severos, a ameaças híbridas e também a riscos emergentes, assim como a importância de assegurar a proteção eficaz de infraestruturas críticas e do regular funcionamento dos serviços essenciais. Para isso, frisam os conselheiros, é necessário promover a articulação entre os principais responsáveis destas áreas para reforçar a capacidade de prevenção, resposta e recuperação em situações de crise. No plano internacional, e com várias guerras a marcar a atualidade, foi também abordado o enquadramento geopolítico e sublinhada a relevância da cooperação internacional e do cumprimento dos compromissos assumidos por Portugal. Num dia que contou com cinco caras novas no órgão de consulta do Presidente da República, a nota termina com a garantia de que António José Seguro valorizou os contributos apresentados pelos conselheiros de Estado e de que o presidente reafirma a importância de garantir a estabilidade, a segurança e a confiança dos cidadãos.

Vasco Maldonado Correia, que acompanhou o primeiro Conselho de Estado da presidência de António José Seguro. Miguel Bastos Araújo, que ainda não tomou posse, e António Ramalho Eanes foram os únicos ausentes neste Conselho de Estado. André Ventura e Miguel Albuquerque saíram da reunião mais cedo. Este é um tema em destaque esta hora no site do Observador.Os preços elevados dos combustíveis ainda estão para ficar, apesar da reabertura do estreito de Ormuz. É o aviso deixado pelo secretário-geral da EPCOL, a Associação de Empresas de Combustíveis e Lubrificantes de Portugal. Ouvido pela Rádio Observador, António Comprido explica que os efeitos positivos da reabertura do estreito de Ormuz ainda vão demorar a chegar.

O efeito ainda vai durar. Obviamente que isto são boas notícias. Seria péssima notícia que continuasse tudo fechado, mas não podemos ter expectativas muito altas, no sentido de que a situação se vai normalizar a muito curto prazo, vai demorar algum tempo. E como disse, e recordo, há que perceber a extensão dos danos que foram causados nas instalações portuárias, não só, e também no aparelho produtivo e no aparelho refinador naquela área do globo.

O preço do gasóleo pode baixar entre 10 e 15 cêntimos na próxima semana. Já a gasolina deve baixar apenas um cêntimo por litro. As contas são do Automóvel Clube de Portugal, sendo que o governo decidiu reduzir o desconto fiscal no ISP do gasóleo, aproveitando assim para fazer subir novamente a taxa aplicada pela descida, que os preços internacionais vão registar na próxima semana. Na gasolina, mantém-se o desconto que já estava em vigor. É o que indica um despacho publicado em Diário da República ontem à noite. Entretanto, Estados Unidos e Irão vão reunir-se na próxima segunda-feira para mais uma ronda de negociações no Paquistão. A informação é avançada pela CNN Internacional, que cita responsáveis iranianos envolvidos no processo negocial. Recordar que nas últimas horas, Donald Trump mostrou-se também otimista quanto às negociações em curso com o Irão. Diz que estão a acontecer coisas muito boas, incluindo no Líbano, que está em cessar-fogo com Israel, é o que diz Donald Trump. Donald Trump, que afirma também que o presidente chinês Xi Jinping está muito satisfeito com a reabertura do estreito de Ormuz. É o que escreve o presidente dos Estados Unidos na rede social Truth Social. Donald Trump antecipa também uma eventual visita à China em breve. Diz mesmo que o próximo encontro com Xi Jinping vai ser especial e potencialmente histórico. São as expressões utilizadas por Donald Trump. O estreito de Ormuz foi temporariamente reaberto para embarcações comerciais, é o que afirma o Irão. Ainda assim, a passagem de embarcações militares continua bloqueada e navios comerciais precisam de autorização do Irão para passar. O Ministério da Defesa de Teerão avisa que a reabertura do estreito de Ormuz é condicional e apenas sob as condições de cessar-fogo. Este é um tema também naturalmente em destaque a esta hora em observador.pt. O Papa Leão XIV chega hoje a Angola para uma visita de três dias. O líder da Igreja Católica vai ter encontros institucionais e também uma visita de cortesia ao presidente João Lourenço. Na agenda, está também um encontro privado com os bispos angolanos previsto para esta noite. A visita é inserida na primeira deslocação à África, que começou na segunda-feira, na Argélia. Vai terminar na quinta-feira, na Guiné Equatorial. É notícia de fecho deste jornal das 19h da Rádio Observador. Eu estou de regresso para uma nova atualização da informação na síntese das 19h30. Até já.