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É uma hora. As notícias com Carlos Pedro.
Boa noite. O Ministro das Finanças considera que o documento que foi aprovado é um bom orçamento para o país. Em entrevista à SIC, Joaquim Miranda Sarmento fala num documento de que Portugal estava a precisar. Contudo, o Ministro das Finanças deixa a ressalva, que já tinha sido feita por Luís Montenegro, de que este orçamento não é da responsabilidade exclusiva do governo. O ministro sublinha, portanto, o papel do PS e do Chega. O orçamento foi aprovado esta sexta-feira na votação global e Miranda Sarmento diz que é um bom orçamento.
Continua a ser um bom orçamento, continua a ser um orçamento que aumenta o rendimento das famílias, que reduz impostos, que melhora as carreiras de funcionários públicos, que aposta nos serviços públicos, que acelera o investimento e o PRR, que aumenta as prestações sociais. Mas é um orçamento que corresponsabiliza os dois maiores partidos da oposição, o Partido Socialista e o Chega.
Já sobre as pensões, cujo aumento foi aprovado à revelia do governo, o Ministro das Finanças avisa que a posição do executivo não mudou. O governo continua apreensivo com os efeitos a longo prazo deste aumento extraordinário, diz ainda que o suplemento que está previsto ser pago no próximo ano é maior do que o aumento anunciado nas pensões.
Grande parte dos pensionistas, quase dois milhões de pensionistas, recebe até um IAS. Esses pensionistas que recebem até um IAS, 530, 540€. O suplemento de 2024 foi mais do dobro, foi 200€, do que aquilo que é o aumento extraordinário que o Partido Socialista fez aprovar com os votos do Chega. E o suplemento que nós pretendíamos e pretendemos pagar no próximo ano, será muito mais benéfico do que este aumento extraordinário.
São declarações à SIC de Joaquim Miranda Sarmento, o Ministro das Finanças, que não quis comentar a colocação de tarjas por parte do Chega na fachada do Parlamento. Também Miguel Pinto Luz sai em defesa do Orçamento do Estado, que foi aprovado esta sexta-feira. O Ministro das Infraestruturas assegura que este é um orçamento do governo, mas deixa a ressalva de que todos os partidos tiveram um papel ativo no documento que recebeu, esta sexta-feira, luz verde no Parlamento.
É o orçamento do governo. Claro que tem contributos do Partido Socialista e do Chega, naturalmente, alguns negativos, outros positivos, e teve contributos, acima de tudo, aquilo que eu também disse, tive a oportunidade de dizer hoje no discurso final, na Assembleia da República, tem contributos de todas as forças políticas, porque o governo sabia, desde o momento que tomou posse após as eleições, que o mandato era muito claro: governar e dialogar.
Miguel Pinto Luz, em entrevista à CNN Portugal, após a votação do Orçamento do Estado, que foi aprovado com a abstenção do PS e os votos a favor do PSD e do CDS. Este dia de votação ficou marcado por um incidente provocado pelo Chega. O partido colocou várias tarjas na fachada do Parlamento contra a reposição de 5% do salário dos políticos. Os trabalhos prosseguiram, apesar dos pedidos para que fosse feita uma interrupção, mas desta vez o presidente da Assembleia da República repreendeu o partido de André Ventura.
Violou uma regra, que aliás é sagrada, de respeito pelo patrimônio nacional. Aliás, devo dizer que eu considero uma vandalização política no que diz respeito ao patrimônio nacional.
Já o líder do Chega classificou a colocação de cartazes na fachada da Casa da Democracia como uma simples ação de comunicação.
O Chega colocou na sua área de expressão política, nos seus gabinetes, para fora, para passar uma mensagem que queria passar e da qual não abdicamos. Não abdicamos dela, gostem vocês ou não gostem vocês.
Ora, perante uma recusa inicial dos deputados do Chega em retirar os cartazes, tiveram de ser chamados os bombeiros. Depois do incidente, choveram críticas ao Chega, que foi acusado de vandalismo, coação e ainda de ter transformado o Parlamento num circo. E ainda sobre este tema das tarjas colocadas pelo Chega no Parlamento, o ex-deputado socialista Vítor Ramalho fala num ato de vandalismo. É uma posição defendida na Rádio Observador. O socialista diz que se tratou de um ato ilegítimo. Vítor Ramalho vai além nas críticas, fala mesmo em comportamentos inaceitáveis por parte do Chega.
É óbvio que é puro vandalismo. E as pessoas têm que refletir bastante se realmente a liberdade de expressão, porque está ínsita a ela, e as reações reivindicativas que as pessoas podem fazer, se efetivamente, num parlamento que é um órgão de soberania e ainda por cima num edifício nacional, patrimônio nacional, em que há regras de comportamento cívico que se impõem a todos os cidadãos, não é legítimo, não é normal, não se aceita.
Na mesma linha, o ex-deputado Duarte Pacheco confessou estar triste pelo acontecimento. Diz que a colocação das tarjas nas janelas do Parlamento foi uma afronta ao que é a democracia.
Aquilo que nós vimos hoje foi um ataque à democracia. Como é óbvio, os deputados do Chega têm direito a toda a sua opinião. Discordo dela, mas têm. E por isso é que eles têm outdoors em frente ao próprio Parlamento, com mensagens muito fortes. Ninguém põe em causa o direito de expressão. Agora, há regras. E as regras é: o Parlamento tem que, em si, ser uma casa neutra. Imagine que agora isso se tornava moda. Isso se tornava moda e, de repente, às janelas de cada gabinete, cada deputado punha faixas. Deixava de ser uma casa com respeitabilidade, passava a ser uma feira.
Duarte Pacheco, em declarações à Rádio Observador, o ex-deputado considera ainda que José Pedro Aguiar Branco fez o que estava ao alcance perante a ação do Chega. E ainda no Parlamento, o PS entregou um projeto que pede ao Governo português que reconheça de imediato o Estado da Palestina. O projeto de resolução, sem força de lei, é entregue no Parlamento precisamente no Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano. De acordo com a Agência Lusa, tem como primeiro subscritor o deputado e líder do PS, Pedro Nuno Santos. No texto da recomendação, pode ler-se que o PS pretende dar um sinal claro à comunidade internacional da urgência da solução de dois Estados. Na Justiça e na Operação Maestro, o Ministério Público indicia o empresário Manuel Serrão e António Sousa Cardoso de constituírem um grupo chamado Kings para alegadamente gerir o desvio de fundos europeus durante oito anos. Ao que o Observador sabe, Manuel Serrão, António Sousa Cardoso e António Branco Silva estão indiciados pelos crimes de associação criminosa, fraude na obtenção de subsídio, fraude fiscal e branqueamento de capitais. A associação, que alegadamente seria liderada por Serrão, integra também António Sousa Cardoso, ex-líder da Associação Nacional de Jovens Empresários, e o empresário António Branco Silva, cunhado de Serrão. O Ministério Público e a Polícia Judiciária entendem que também Paulo Vaz, diretor-geral da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, faça parte do grupo. Os responsáveis do Compete 2020 e da AICEP estão também visados na investigação. Mudamos de tema. O Presidente da República prestou, esta sexta-feira, uma homenagem a Ramalho Eanes. Marcelo Rebelo de Sousa fala num sábio atento ao presente e ao futuro. São declarações durante a apresentação de um livro sobre o Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa sublinha o reconhecimento dos portugueses ao trabalho de Ramalho Eanes. Destaca os serviços prestados ao país pelo antigo chefe de Estado.
Disse o senhor professor António Barreto que os portugueses reconhecem, entre muitos outros predicados e acima deles, a integridade, a retidão, a honestidade. Mas têm uma confiança ilimitada no presidente Ramalho Eanes. E é uma confiança que não é meramente racional. É uma confiança que deriva de uma empatia também emocional.
Marcelo Rebelo de Sousa, na cerimônia de lançamento do livro "Palavra que Conta", que decorreu na noite desta sexta-feira, em Lisboa. Voltamos atenções pra atualidade internacional. O presidente da Ucrânia admite abdicar dos territórios ocupados pela Rússia num cessar-fogo. Isto se a Ucrânia aderir à NATO. É uma posição defendida em entrevista à Sky News. É a primeira vez que Volodymyr Zelensky admite ceder parte do território, de modo a assegurar um cessar-fogo. No cenário sugerido por Zelensky, os territórios ucranianos não ocupados ficariam sob proteção da aliança. Os restantes, ainda sob ocupação russa, poderiam ser recuperados mais tarde de forma diplomática. Ainda assim, Volodymyr Zelensky acredita que a guerra pode chegar ao fim no próximo ano. No próximo ano, em 2025, podemos fazer isso, mas juntos, com a Europa, com os Estados Unidos e, claro, com a Ucrânia, como uma parte disso, como a parte principal desse acordo. Tenho a certeza de que pode ser. Grande pressão sobre a Rússia, de Trump e dos Estados Unidos, grande pressão sobre a Rússia, sobre Putin e fortalecendo a Ucrânia. Pode ser rápido, sim, mas depende da vontade. Eu acho que depende da vontade de quem realmente quer. Zelensky, em entrevista à Sky News. O presidente da Ucrânia abordou ainda a eleição de Donald Trump pra presidência dos Estados Unidos da América. Diz Zelensky que pretende trabalhar com o novo presidente norte-americano. E no Médio Oriente, pelo menos 75 pessoas morreram esta sexta-feira na Faixa de Gaza devido a ataques israelitas. A informação é dada pelo Departamento de Proteção Civil do enclave palestiniano. Alertam ainda que nos últimos dois meses, mais de 10 mil pessoas ficaram feridas. Fechamos no desporto. A seleção nacional feminina empatou esta sexta-feira um gol com a Chéquia, em jogo a contar para a segunda ronda do playoff de apuramento para o Campeonato da Europa do próximo ano. Portugal foi pro intervalo, a perder depois de um gol apontado por Kateřina Svitková. Ainda assim, no início do segundo tempo, Kika Nazaré restabeleceu a igualdade que se manteve até o apito final. No rescaldo à partida, o selecionador Francisco Neto mostrou-se otimista pra segunda mão, mas lamentou a falta de eficácia da equipe nacional.
Fomos dominadores, acho que tivemos as melhores oportunidades, recuperamos mais bolas no meio-campo adversário, conseguimos pressioná-las e não dar muito espaço à Chéquia. Não marcamos, a verdade é essa. Não conseguimos concretizar, acima de tudo, o número de oportunidades ou o volume ofensivo que tivemos. É seguir a trabalhar, é o que depende de nós neste momento. Agora saímos daqui com sensações que podíamos ter tido outro resultado, mas ao mesmo tempo também com boas sensações de que se formos e se mantivermos a nossa identidade, podemos também sair da Chéquia com bom resultado.
A leitura de Francisco Neto, o selecionador nacional da seleção feminina. Portugal empatou um gol com a Chéquia no Estádio do Dragão. A segunda mão deste playoff decisivo para o acesso ao próximo Europeu de futebol feminino acontece na próxima terça-feira. É o ponto final deste noticiário. A informação regressa à Rádio Observador pela 01h30. Até lá, boa noite.