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É uma hora. As notícias com Ana Cláudia Silva. Boa noite. Começamos este jornal com uma notícia sobre o Ministério Público, que recebeu uma queixa anônima contra André Ventura. Em causa está o protesto do Chega na Assembleia da República contra o fim do corte salarial dos políticos. Uma notícia que está a ser avançada pela SIC. O partido pendurou tarjas nas janelas do edifício na passada sexta-feira contra o fim do corte de 5% nos salários dos detentores de cargos políticos, o que obrigou a intervenção dos bombeiros. Esta queixa anônima obriga o Ministério Público a abrir uma investigação. Na queixa recebida pela Procuradoria-Geral da República, André Ventura é responsabilizado por violar o Estatuto dos Deputados e por vandalizar o Palácio de São Bento. De acordo com a SIC, no documento é ainda exigido o levantamento da imunidade parlamentar do presidente do Chega e a audição de Pedro Pinto, líder parlamentar do partido, como testemunha. Na tarde deste domingo, André Ventura deixou um desafio ao presidente da República de enviar para o Tribunal Constitucional o fim do corte salarial de 5% dos detentores de cargos políticos. O presidente do Chega diz que se Marcelo Rebelo de Sousa não o fizer, há uma grande probabilidade de a medida ser enviada para os juízes do Palácio Ratton pela bancada parlamentar do Chega. Para André Ventura, está em causa o fundamento de aumentar os salários dos políticos, mas não acabar com as outras medidas da Troika que ainda estão em vigor. André Ventura deixou críticas ao presidente da República por não se ter manifestado durante o debate sobre o Orçamento do Estado, sobre a sua discordância com a reposição dos vencimentos cortados durante o programa de ajustamento financeiro.

O presidente da República sabe que tem um poder que mais ninguém tem em Portugal, além do poder formal: o poder de influenciar. Bastaria uma palavra do presidente da República e eu tenho a certeza que nós hoje teríamos talvez este aumento ou esta reposição aprovada, mas talvez apenas aplicável aos legisladores do futuro, e não os políticos a aumentar os salários em causa própria. Eu acho que independentemente das nossas posições sobre a questão, a nossa é conhecida de ser contra, mas independentemente disso, ninguém gosta de ver os políticos decidirem sobre si próprios uma reposição ou um aumento. E aí o presidente da República foi o único que teve um bocadinho de sensatez. Agora, dizer isto quando o orçamento já está aprovado e quando esta medida já foi aprovada, sinceramente, parece apenas uma maneira de se cobrir e não uma maneira de resolver as coisas. Bastava uma palavra do presidente antes para que nada disso tivesse acontecido, provavelmente.

As declarações do líder do Chega, em declarações aos jornalistas à entrada de um almoço com jovens apoiantes do Chega em Cascais, na tarde deste domingo. Questionado sobre o que o Chega vai fazer com a reposição de 5% do vencimento que os deputados vão receber, André Ventura disse que já contactou os serviços financeiros da Assembleia da República e que se não for legalmente possível rejeitar o aumento, o valor será canalizado para instituições de apoio aos mais desfavorecidos. Ainda sobre o mesmo tema, Luís Marques Mendes classifica o protesto do Chega como uma ação de mau gosto. Uma posição assumida no habitual espaço de comentário este domingo na SIC. Em causa está o protesto do Chega na Assembleia da República contra o fim do corte salarial dos políticos. O comentador diz que não percebe a contestação do partido liderado por André Ventura, nem a forma como foi feita.

Comecemos pela forma. Aquela ideia de colocar aquelas tarjas na fachada da Assembleia da República, acho que aquilo é de muito mau gosto. Mandava o bom senso que não se fizesse uma coisa daquela. Agora, a contestação é legítima, feita de outro modo, mas também não percebo a contestação, porque assim, não houve nenhum aumento da classe política. É uma reposição. Ou seja, para as pessoas que acompanham menos esta matéria, houve um corte no tempo da Troika, eu até julgo que é ligeiramente anterior à entrada da Troika em Portugal, de 5% no salário dos políticos. E foi isto que foi anulado, esse corte. E por quê? Porque ao longo destes anos, já todos os cortes que houve no tempo da Troika também foram revertidos e anulados. E esta anulação até vem mais tarde e não tem nenhum efeito retroativo.

Luís Marques Mendes critica ainda a declaração feita por Luís Montenegro ao "País" na quarta-feira e defende que podia ter sido feita pela ministra da Administração Interna. O comentador falou a propósito da declaração feita pelo primeiro-ministro sobre a atuação da polícia. Marques Mendes defende que o balanço policial podia ter sido feito em conferência de imprensa por Margarida Blasco, e considera que tal não aconteceu por possivelmente a ministra não ter um estatuto forte como o primeiro-ministro.

Provavelmente, não foi por aquilo que toda a gente imagina, porque ela não tem o estatuto forte, infelizmente, que uma ministra da Administração Interna deve ter. Agora, evidentemente que falar de segurança é corretíssimo e acho que até é necessário, mas acho que devia ser a ministra da Administração Interna. Por quê? Porque aquela declaração não tinha nem nenhuma gravidade, nem nenhuma novidade especial que justificasse a intervenção do primeiro-ministro, que deve ficar para os momentos ou mais graves ou com mais novidade.

Aqui Luís Marques Mendes, no habitual espaço de comentário de domingo na SIC. António Costa descreve como duplamente simbólico o primeiro dia como presidente do Conselho Europeu. Declarações este domingo em que visitou a capital ucraniana, garantindo assim o apoio dos 27 países membros da União Europeia a Kiev. Uma data simbólica, disse António Costa, por ser uma visita em conjunto com altos representantes também da União Europeia. Em segundo lugar, porque considera que a paz nos dias que se vivem é uma questão central.

Esta visita foi muito impressiva, porque nos ajudou a perceber que quando falamos de guerra, não falamos só de armas, de tiros, mas de fato, de dramas humanos, que nós podemos testemunhar, das vidas que se perderam, de pessoas que sofreram, que estão a sofrer, e é isso que está em causa nesta guerra e é por isso que é preciso Travar a guerra de agressão da Rússia e assegurar à Ucrânia o direito que tem a uma paz justa e duradoura.

As declarações de António Costa, em entrevista à agência Lusa no primeiro dia de funções como presidente do Conselho Europeu, este domingo. Do lado ucraniano, o ministro da Defesa da Ucrânia pediu mais apoio financeiro da União Europeia para o país se defender da Rússia e lutar pelo restabelecimento da paz. Um pedido que chega numa altura em que o ministro estima que Moscovo possa estar a aumentar o investimento em defesa.

É claro que existem novos capítulos na guerra e estamos a trabalhar no restabelecimento da paz. Estamos concentrados em defender o nosso território, mas vemos que a Rússia mobiliza mais recursos e mais pessoas. Vão aumentar o seu próximo orçamento de defesa já no próximo ano. Estão a aumentar a produção nesta área e a remodelação dos atuais equipamentos. Produzem, recondicionam e colocam na guerra.

Aqui o alerta e o pedido do ministro da Defesa da Ucrânia. O acordo global sobre a poluição de plásticos falhou depois de uma semana de negociações. Os representantes de mais de 170 países estiveram reunidos nos últimos dias na Coreia do Sul para tentar encontrar uma solução para reduzir o problema. O fracasso das conversações deve-se à oposição de um grupo de países produtores de petróleo, liderados pela Rússia, Arábia Saudita e o Irão. De acordo com os cálculos da OCDE, se nada for feito, a poluição por plástico pode triplicar a nível mundial até 2060. A data e o local da próxima ronda de negociações, que acontece no próximo ano, ainda não foram anunciados. Ainda na atualidade internacional, o Egito propôs aos movimentos palestinianos Hamas e Fatah uma trégua de 60 dias com Israel, incluindo a troca de prisioneiros e reféns entre ambas as partes. A notícia é avançada por uma fonte de segurança egípcia, citada pela agência EFE. As delegações dos dois movimentos palestinianos estão no Cairo para discutir a gestão da Faixa de Gaza e a reconciliação entre ambas as partes. Está ainda prevista uma reunião, que deverá decorrer esta segunda-feira, em separado com o chefe dos Serviços de Inteligência do Egito. A construtora automóvel Stellantis aceitou a renúncia de Carlos Tavares do cargo de presidente-executivo. O anúncio foi feito este domingo e tem efeitos imediatos. O substituto vai ser nomeado no primeiro semestre do próximo ano. A Stellantis é uma das principais fabricantes de automóveis do mundo. A fábrica do grupo está em Mangualde, registou um aumento de produção de 2,6% nos primeiros 10 meses do ano, face a um igual período do ano passado. Neste jornal, vamos ainda ao desporto. Este domingo, o Benfica venceu o Arouca por 2x0 e somou o sétimo triunfo seguido na prova, aproximando-se do líder na tabela, Sporting. O primeiro gol das Águias foi um autogol marcado pelo espanhol José Fontán. O segundo gol resultou de um pênalti marcado por Di María. Bruno Lage, técnico do Benfica, reconhece algum cansaço da equipa e valoriza o esforço dos jogadores.

Não tem a ver com quebra, tem a ver com as adjunções, tem a ver com os adversários que também são difíceis. Sair de um jogo e entrar em outro demora algum tempo. Nós tivemos um jogo muito semelhante e também foi com essa mentalidade que nós vencemos em Faro. E agora foi isso, é focar e é perceber a cada momento o que a equipa precisa ouvir. E hoje era isto, era nós vermos o facto macaco, vir aqui, sermos uma equipa trabalhadora, uma equipa que defensivamente fosse forte na pressão, que não deixasse o Arouca ter bola.

Bruno Lage, num registo captado pela Sport TV no final do jogo do Estádio da Luz, que deu vitória ao Benfica por 2x0 frente ao Arouca. Com este resultado, os encarnados sobem ao segundo lugar com 28 pontos, a cinco do líder Sporting, e com mais um do que o Futebol Clube do Porto. Lembro que o Benfica tem ainda um jogo em atraso frente ao Nacional, referente à oitava jornada. O Braga venceu este domingo frente ao AVS por 1x0, no jogo da 12ª jornada da Liga Portuguesa. Os bracarenses, que vinham de uma derrota na primeira liga frente ao Sporting, regressaram às vitórias e estão no quinto lugar da classificação, a um ponto do Santa Clara. E esta segunda-feira é a vez do Futebol Clube do Porto entrar em campo, vai receber o Casa Pia. Vítor Bruno admite que a equipa adversária é forte, mas diz estar confiante. Em conferência de imprensa de antevisão do jogo desta segunda-feira, o treinador do Futebol Clube do Porto diz que a equipa está preparada para enfrentar o Casa Pia, apesar de ter vindo a somar derrotas.

Nos últimos 10 jogos, apenas uma derrota em Alvalade, que tem uma estrutura que me parece que não vai fugir muito daquilo que tem feito recentemente. É uma equipa também forte fisicamente, forte na bola parada, forte também no momento com a bola, porque gosta de jogar. Agora teremos de ser nós a levar o jogo por onde queremos, impor aquilo que somos nós enquanto equipa.

As declarações de Vítor Bruno na conferência de imprensa de antevisão do jogo do Futebol Clube do Porto frente ao Casa Pia. A partida está marcada para às 20h45, no Estádio do Dragão, e vai contar com relato e comentário aqui na Rádio Observador. É a notícia de fecho deste jornal. A informação regressa à Rádio Observador à 1h30 da manhã. Até já. Boa noite.