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Ora As notícias com Martim Madeira.
Boa noite. Começamos pela atualidade, pela polêmica dos exames nacionais. Falta uma semana para os resultados serem divulgados, o número de constrangimentos continua a aumentar e o Partido Socialista quer que o Ministro da Educação esclareça se há exames nacionais incompletos que já foram classificados. O pedido surge depois da denúncia do movimento Missão Escola Pública, que avisa que está a ser pedida a professores classificadores que recebem respostas incompletas dos exames para as classificarem tal como estão, se as folhas em falta não chegarem até ao fim do processo de correção. Ora, perante esta denúncia, o deputado Eurico Brilhante Dias apela ao ministro Fernando Alexandre que esclareça o caso.
A afirmação, como foi apresentada por esse movimento, é particularmente grave, porque significa que toda a confiança que temos no processo de correção dos exames está neste momento a ser colocada em causa. Aquilo que nós esperamos é que o senhor Ministro da Educação, ainda mesmo antes de ir ao Parlamento, eu diria nas próximas horas, possa, de forma categórica, desmentir aquilo que está a ser dito ou corrigir, se necessário for, esse procedimento.
O deputado socialista Eurico Brilhante Dias, que diz que o ministro da Educação deve nas próximas horas garantir às famílias e aos alunos que os testes estão a ser corrigidos de forma integral. Outro movimento de professores, o Metaprof, fez esta sexta-feira uma outra denúncia. O movimento alerta que a resolução de uma falha técnica na plataforma de classificação das provas pode obrigar os professores a reavaliar respostas que já foram corrigidas. Em causa está a atualização em curso na plataforma para resolver as questões das folhas em falta. A denúncia tem como base um comunicado enviado aos professores classificadores pelo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação e pelo Júri Nacional de Exames. De acordo com o Metaprof, estas duas entidades admitem que, em alguns dos casos, os professores podem vir a ter de avaliar um item que já foi classificado. Também o PCP pede explicações ao ministro da Educação, Paulo Raimundo, quer que Fernando Alexandre seja ouvido no Parlamento antes de saírem as notas dos exames nacionais. O secretário-geral do Partido Comunista considera inconcebível que Fernando Alexandre só seja ouvido a 21 de julho, esta que foi a data proposta pelo próprio ministro.
O ministro, perante esta polêmica toda, perante esta situação toda, decidiu que o primeiro dia que tinha na sua agenda era dia 21 de julho. Ora, isto é completamente inconcebível. Nós metemos o requerimento de urgência para um debate de urgência, um debate potestativo de urgência, na segunda-feira passada. Hoje é sexta. Se a estratégia do ministro e se a estratégia do governo é empurrar com a barriga, então há uma coisa que eu lhe posso garantir, é que o governo não se furtará a dar explicações sobre esta matéria na próxima semana.
Paulo Raimundo admite forçar um debate de urgência para ouvir o ministro da Educação antes de saírem as notas no dia 17 de julho, devido aos problemas verificados nas últimas semanas na avaliação dos exames nacionais. Continuamos na atualidade nacional, mas agora vamos para outro tema. O CHEGA vai propor igualar o preço dos combustíveis às descidas dos preços no mercado internacional. Ora, o partido quer que quando o preço do petróleo baixe no mercado internacional, os preços dos combustíveis nas bombas nacionais desçam exatamente na mesma proporção. André Ventura diz que não faz sentido que a descida do preço dos combustíveis lá fora não seja sentida pelos portugueses.
Quando o mercado internacional desce os preços do petróleo, os preços do gasóleo e da gasolina devem descer na mesma proporção, para que as pessoas não sintam apenas que só têm aumentos quando o mercado internacional aumenta, mas nunca têm a diminuição proporcional quando há essa diminuição também no mercado internacional de petróleo.
Na sede do partido em Lisboa, André Ventura criticou ainda a ida do primeiro-ministro ao festival Nós a Life. André Ventura acusa Luís Montenegro de falta de empatia para com a população.
E a falta de empatia brutal com que o primeiro-ministro gere a deterioração da vida dos portugueses dia a dia é qualquer coisa que devia ser um caso de estudo. Se não lembra a ninguém ser o primeiro-ministro que mais viajou da Europa para o mundial, para ir ver jogos de futebol com o país a arder, também não lembra a ninguém que o primeiro-ministro esteja num festival à noite enquanto um conselho inteiro e um distrito afetado estejam sem água a lutar para ter o mínimo de abastecimento. É, de facto, notável.
E a uma semana do debate sobre o estado da nação no Parlamento, o presidente do CHEGA considera que o estado da nação é péssimo, tal como o governo.
E o estado da nação não é bom. O estado da nação é mau, é péssimo, mas também é mau e péssimo o governo que temos, porque não consegue ser pró-ativo nem nas coisas mais básicas que se exige a um governo perante os seus cidadãos. Sempre que vêm problemas, sejam eles de falta d'água, de aumento dos combustíveis ou do custo de vida, o governo inventa uma reforma qualquer que quer fazer para tentar desviar as atenções Mas nenhuma reforma que invente muda o que as pessoas sentem no bolso delas.
Declarações do líder do Chega, André Ventura, em conferência de imprensa durante esta sexta-feira na sede do partido. Vamos voltar rapidamente aos combustíveis, isto porque na próxima semana os preços vão subir, mesmo com o reforço do desconto no imposto sobre os produtos petrolíferos decidido pelo governo. De acordo com a ANAREC, o preço do gasóleo deverá aumentar cerca de €0,07 por litro. Já a gasolina vai registar uma subida de quase €0,03 por litro. Conhecemos agora a situação em Almada. Desde as 22h que as seis localidades estão sem água. Laranjeiro, Feijó, Alflores, Barroca, Cova da Piedade e Chegadinho, a suspensão do abastecimento prolonga-se até às 06h. Esta é uma das medidas que decorre da situação de alerta decretada pela autarquia na passada quarta-feira. E a falta d'água em Almada tem gerado queixas. Um grupo de moradores do Monte da Caparica manifestou-se para exigir o regresso do normal abastecimento de água. Uma manifestação que decorreu junto à estação de comboios do Pragal, foi convocada nas redes sociais para mostrar a indignação dos municípios face às falhas no abastecimento de água. Em declarações à Agência Lusa, uma das participantes explica que a ideia de convocar este novo protesto surgiu depois do cordão humano que foi realizado na quinta-feira na Costa da Caparica. Isto porque esta quinta-feira, também, cerca de 1500 pessoas exigiram soluções para o problema e pediram a demissão da presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros. Joana Lemos, uma das manifestantes do protesto, diz que apesar das medidas anunciadas pela autarquia para combater o problema, ainda não há melhorias na situação. Saímos agora do panorama nacional e vamos à atualidade internacional. Os Estados Unidos estão agora à espera de um comunicado iraniano a confirmar a reabertura do Estreito de Ormuz. Uma notícia avançada pelo portal noticioso Axios, que citam fontes diplomáticas norte-americanas. Washington espera que o comunicado seja publicado até este sábado. Uma das fontes diz, e cito: "Queremos que eles digam, e publicamente, que vão parar os ataques aos navios, explicitamente ou pelo menos implicitamente, reconhecer que estragaram tudo." Outra das fontes citadas pela imprensa internacional avisa que se não for feito nenhum anúncio no prazo estipulado, não será um bom dia para o Irão. A CBS News indica que a razão para os Estados Unidos estarem à espera deste comunicado é porque os responsáveis iranianos alegadamente disseram a Donald Trump que cometeram um erro ao disparar contra os navios comerciais qataris e sauditas. A notícia da CBS, com recurso a fontes responsáveis norte-americanas, indica que os iranianos disseram a Trump que o ataque foi feito por ordens dissidentes de extremistas que estão a tentar minar as negociações com os Estados Unidos. Entretanto, também o Irão afirma que os ataques desta semana dos Estados Unidos causaram 17 mortos e 115 feridos. Tempo agora de darmos um saltinho aos Estados Unidos para atualizarmos o Mundial. A Espanha é a segunda classificada para as meias-finais do Campeonato do Mundo de Futebol. Vitória por 2x1 frente à Bélgica. Os espanhóis começaram a vencer. O gol foi marcado à meia hora de jogo. A seleção belga acabou por empatar aos 41 minutos. Já o gol da vitória surgiu nos minutos finais. Foi da autoria de Mikel Merino, aos 88 minutos. O espanhol colocou a bola no fundo das redes belgas. O número seis espanhol voltou a ser o herói depois de ter marcado o gol que eliminou Portugal deste Campeonato do Mundo. A Espanha apura-se assim para as meias-finais, vai jogar frente à França, aquele que vai ser uma espécie de revanche entre França e Espanha, porque França perdeu contra a Espanha no Euro 2024, também nas meias-finais dessa competição. Este fim de semana jogam-se outros dois encontros dos quartos-final. Vai ser a Noruega e Inglaterra, já neste sábado, às 20h, e depois uma Argentina e Suíça. Ponto final neste jornal da 01h. A informação está de regresso à 01h30 com a Síntese Notícias. Até já.